Flamengo 10 títulos nacionais

Tu és... Time de tradição... Raça, amor e paixão... Oh meu Mengo!!! Eu... Sempre te amarei... Onde estiver estarei... Oh meu Mengo!!!

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Alexandre Kalil rebate Feldman: "Eu não tenho que tratar nada com a CBF"


Kalil (Foto: Reprodução / Globoesporte.com)
A Primeira Liga vem sendo pauta de discussões que parecem intermináveis entre Alexandre Kalil e a CBF. Na última terça-feira, a nova competição foi aprovada em decisão unânime, mas com ressalvas, após assembleia entre a principal entidade do futebol brasileiro e as federações estaduais. Apesar da conclusão do encontro ter sido favorável à liga, a “briga”, aparentemente, não acabou. Após a reunião, Walter Feldman, secretário-geral da CBF, fez críticas à postura de Alexandre Kalil, dizendo que o dirigente estava sendo agressivo em suas atitudes e afirmando que a CBF não trataria mais do assunto com o executivo-chefe da Primeira Liga, e sim diretamente com os clubes. Kalil rebateu e disse não se importar com as declarações de Feldman. 

- Eu não estou preocupado, eu acho que eu não tenho que tratar nada com a CBF. Eu já sou veterano no futebol, esse moço que está lá é muito velho de idade, mas no futebol ele é muito novo. Eu nem o conhecia, é uma figura muito nova. Eu é que não quero tratar com ele, porque ele não conhece, não é do ramo, não passa de um politiqueiro, mas se a Liga determinar que eu trate, eu vou tratar e ponto final - respondeu o dirigente em entrevista à Rádio Itatiaia.

Além dos aparentes problemas na relação entre Kalil e CBF, outro impasse para que a Liga seja formalizada no calendário do futebol brasileiro da próxima temporada são as questões técnicas. As datas apresentadas pela Liga, segundo a CBF, não atendem a algumas exigências envolvendo folga dos atletas, espaço de tempo entre jogos, entre outras coisas. Apesar disso, Alexandre Kalil mantém o discurso de independência e já está agindo para que a competição saia, independentemente da formalização ou não por parte da CBF. 

- Eu tive a obrigação de ir à Justiça Comum e receber o ok, ir à Justiça Desportiva e receber o ok, recebi o ok de todos os segmentos. A arbitragem, eu estou viabilizando, vamos viabilizar súmula, através de federação, delegado, juiz, bandeirinha. Estádio nós já temos, nome já temos, torcida nós temos. Acabou. Não estamos pedindo nada, pedimos apenas para que não nos obriguem a passar fome. Nos deixem trabalhar. A CBF falando em lei comigo? Eles não têm conhecimento. Não sei se é de propósito ou sem querer, se é por maldade ou ignorância. Nosso torneio pode não ser excelente em 2016, mas em 2017, 2018 e 2019 vai ser uma das coisas mais rentáveis do futebol brasileiro.

Acusado de nepotismo, já que teria empregado um filho e um sobrinho na equipe de gestão da Primeira Liga, Kalil se defendeu e revelou que, por muito pouco, não renunciou ao cargo.

- Depois do que tentaram fazer com minha família, eu fui pedir demissão desse negócio. O presidente da Liga, que é o presidente do Cruzeiro (Gilvan de Pinho Tavares), foi o primeiro a pegar o microfone e dizer que não aceitaria minha saída e foi acompanhado por vários outros presidentes. Eu fui presidente do Atlético-MG, com orçamento de mais de R$ 200 milhões, durante seis anos. Eu não coloquei nenhum amigo lá, que dirá filho. Vou colocar filho meu para trabalhar em um negócio que não é meu? Que não sou eu quem manda? É só uma voz mansa da política covarde e canalha, que vem agredir e se aproveita de quem fala alto.

Questionado sobre o futuro do futebol Brasileiro, Kalil afirmou que há esperança e que ela passa pela melhor distribuição de renda entre os clubes. Além disso, afirmou que a Liga é necessária para que a mudança aconteça.

- Os clubes são aqueles elefantes que têm um cara com um banquinho e um chicote, domando. O elefante não sabe que se ele vai pegar a pata dele, ele esmaga aquele cara que está chicoteando e empurra-o para debaixo da terra. Agora o elefante despertou. Enquanto nós estivermos às moscas no futebol, não tivermos quem pegue e resolva, nós não vamos fazer. Nós temos que pôr o pé na porta mesmo, porque o jeito manso já foi tentado. Enquanto o Santos recebe 24 milhões de reais no campeonato paulista, Atlético-MG e Cruzeiro recebem 7. A voz do politiqueiro destrói a liga tranquilamente, chamando os clubes e falando que a cota do estadual vai ser a mesma pra todo mundo, que isso foi resolvido com a televisão. Aí acabam as ligas. Pra que fazer liga se há justiça e igualdade? A liga é uma necessidade, a liga não foi uma brincadeira. Que brincadeira é essa? Eles dizem que não querem mais falar comigo, então põe o dinheiro na mesa. Ninguém quer conversa não, nós queremos pagar salário.


Nenhum comentário: