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sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Vinhos da mesma pipa e de safra ruim



Se fosse apenas pelas pataquadas em si, o presidente do vasco, eurico miranda, o presidente da Federação Catarinense, Delfim Peixoto, e o goleiro do São Paulo poderiam apenas ter desperdiçado uma boa oportunidade de ficarem calados. Mas eles prestaram mais um desserviço ao futebol brasileiro porque, com suas palavras, vão protagonizar mais um circo na próxima quinta-feira, onde advogados, auditores e procuradores vão ocupar todos os holofotes da mídia - sem jamais terem dado um passe ou feito um gol.

Mas dos três envolvidos, a participação mais lamentável é a de Rogério. Eurico, desde sempre, é useiro e vezeiro em polemizar, em dar declarações que deixem os árbitros pressionado e, muitíssimo bem informado que sempre foi, em colocar oponentes em xeque com informações que os comprometam. Em 1993, o jornal O Globo ganhou o prêmio Esso de jornalismo esportivo por denunciar um esquema na Federação Carioca em que os árbitros eram instruídos no sentido de que, nos jogos, desse "o resultado que a Federação quer". Eurico, como dirigente de um filiado da Ferj, acompanhou bem o caso e tais situações não são novidade.

O presidente da Federação Catarinense admite que tem o estranho hábito de visitar árbitros no vestiário, antes e depois dos jogos. Quer ser presidente da CBF, está aliado aos clubes que sonham com uma Liga - chegou a oferecer os árbitros de sua Federação para o Rio-Sul-Minas, caso as demais entidades não liberem os seus. É muito protagonismo de um cartola para que, no mínimo, não se apure as denúncias de Eurico. São vinhos da mesma pipa, e de safra ruim.

Mas Rogério? Começo desqualificanco sua ironia - de que o pênalti marcado a favor do vasco estava encomendado desde a quinta anterior, por causa do discurso do presidente vascaíno - pelo simples fato de que, sim, foi pênalti. Encomendado ou não, foi pênalti, então Rogério tinha de arranjar outra forma de cutucar o vasco.

Além disso, por mais simpático e bom moço que seja, o goleiro tricolor, de modo mais sutil e diplomática, teve a mesma deplorável e reprovável atitude de Eurico: pressionar a arbitragem para beneficiar o São Paulo na sequência. Algo muito feio, pequeno, que não condiz com a bonita e brilhante carreira que Ceni está por encerrar.

O diabo vai ser aturar esse povo, mais os advogados, na quinta-feira...

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