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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Sete anos de Gabriel: Flamengo elenca cinco razões para renovar contrato de atleta


Gabriel Flamengo (Foto: Gilvan de Souza / Divulgação Flamengo)
"A contratação segue a filosofia da diretoria de investir em jovens talentos com o objetivo de rentabilizar o futuro do clube". Foi assim, em nota no site oficial, há pouco mais de quatro anos, que o Flamengo anunciava a compra de 50% dos direitos econômicos de Gabriel - custou cerca de R$ 6 milhões. Nessa terça-feira, enquanto apresentava Renê, o diretor de futebol Rodrigo Caetano disse que, após Everton, Gabriel também está perto de novo acordo com o clube.

Perto de completar 200 jogos oficiais com a camisa rubro-negra - tem 185 ao todo -, Gabriel está longe de encher os olhos da torcida e mais distante ainda de "rentabilizar o futuro do clube". Mas a negociação entre clube e jogador é vista como natural na Gávea. O atleta já se reuniu com seu agente e deve sacramentar nos próximos dias a extensão contratual.

A exemplo de Everton, o novo acordo deve ir até o fim de 2019 - o atual vai até o fim deste ano. Ou seja, se ficar até o fim do contrato, Gabriel vai viver sete anos da vida com a camisa do Flamengo. A diretoria entende que há razões naturais para prolongar o atual vínculo. Confira explicação sobre cinco motivos logo abaixo.

Esperança de venda 
 
Gabriel foi comprado no início de 2013 do Bahia. O clube nunca divulgou quem financiou o investimento naquela época de, digamos, vacas magras para compras mais caras. Entre os investidores, havia apoiadores e dirigentes do clube. O ex-vice de futebol Flavio Godinho, à época vice-presidente de Relações Externas, era um dos mentores da contratação - a pasta era comandada por Wallim Vasconcellos. Há leitura no Flamengo de que, se não é sumidade, Gabriel ainda pode render boa venda - principalmente para mercados alternativos. O jogador completou 27 anos no início de janeiro e tem como empresário Carlos Leite. O Flamengo tem 50% dos direitos e tem esperança de lucrar com Gabriel.

Útil
Gabriel chegou como promessa ao Flamengo. Em quatro temporadas, fez 21 gols e, entre idas e vindas, foi titular em cerca de 70% das partidas pelo clube. Jogou de meia, de ponta direita e ponta esquerda. É pau para toda obra. Se não é brilhante, o retorno é na entrega e na correria que coloca onde for escalado.

Reserva de mercado
A janela de chegadas ao Flamengo ainda não terminou em 2017. O clube estuda o mercado e filtra as diversas ofertas que chegam de empresários. Há jogadores em fim de contrato querendo voltar da Europa e outros que demandariam maior investimento. A tendência, porém, é que apenas no meio do ano chegue novo reforço para o ataque - até porque Marcelo Cirino ainda tem situação indefinida. Gabriel é visto como jogador barato - chegou ao Flamengo com vencimentos de cerca de R$ 100 mil mensais e a renovação não deve "inflacioná-lo" muito - e opção mais segura num ano de muitas competições. No entendimento da diretoria, manter Gabriel é apenas preservar, proteger e valorizar o atual elenco.

Aprovação interna
Tal qual acontece com Márcio Araújo, a  comissão técnica enxerga no contestado Gabriel um jogador importante para a temporada. Zé Ricardo gosta do atleta, que foi titular na melhor fase do Flamengo no Brasileiro do ano passado. E a diretoria aprova a conduta do dia a dia do jogador baiano - Gabriel não é de se abalar com críticas nem muito menos se empolgar com elogios. 

Longevidade
 
Gabriel é a única das contratações feitas pelo Flamengo em 2013 que permanece até hoje. Pode haver jogadores com mais tempo de casa, como Juan, Everton e Adryan, porém nenhum deles está há tanto tempo no Rubro-Negro de forma ininterrupta. Gabriel já provou de sabores como o da zona de rebaixamento, em 2013 e 2014, mas também já conquistou títulos (Carioca e Copa do Brasil), além da disputa pelo Brasileiro 2016 com o Palmeiras. Nessa competição em especial, foi peça importante do esquema de Zé Ricardo - terceiro colocado no Brasileiro. Ele começa o ano como reserva e opção para os lados do campo.

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