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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Flamengo ameaça recorrer à Justiça por Liga das Américas: "É uma ofensa"


O Flamengo não desistiu da Liga das Américas. Fora da competição após a suspensão da Confederação Brasileira de Basquete (CBB) pela Federação Internacional de Basquete (Fiba), o Rubro-negro aproveitou a apresentação do americano Hakeem Rollins para anunciar que, caso não seja incluído no torneio, que começa nesta sexta-feira, dia 20, irá recorrer judicialmente e buscar todos os prejuízos causados. Além dos cariocas, o Mogi das Cruzes e o Bauru também estão fora da disputa pelo mesmo motivo. Quem garantiu a estratégia foi Alexandre Póvoa, vice-presidente de esportes olímpicos do Flamengo.

- Os clubes estão sendo punidos pela irresponsabilidade deles (CBB). Estávamos tentando um acordo, mas estão nos enrolando. Amanhã começa a Liga das Américas. É uma promessa deles de conseguirmos alguma coisa ter um grupo de brasileiros ou algo do tipo lá na frente, mas não estou acreditando nessa história. A grande decepção é a Fiba Américas. O Flamengo catapultou essa instituição. Parece uma coisa estranha. Não houve nenhuma ajuda. Soltaram a tabela sem os clubes brasileiros. A LNB deve soltar uma nota hoje. Vamos soltar uma amanhã explicando tudo. Se não participarmos, vamos recorrer judicialmente e processar todas as entidades que nos deixaram fora por causa dos prejuízos financeiros e esportivos por conta disso - disse Póvoa.

Alexandre Póvoa  (Foto: Gabriel Fricke)Alexandre Póvoa durante coletiva de imprensa do Flamengo (Foto: Gabriel Fricke)

O dirigente já havia cogitado ir à Justiça na última semana, mas esperava por uma definição amigável entre a Liga Nacional de Basquete (LNB) e a Fiba ou Fiba Américas, o que não aconteceu. Póvoa não se diz contra a suspensão da CBB, mas não aceita que os clubes paguem por serem filiados à entidade, uma obrigação formal e estatutária, já que a CBB não gere o Novo Basquete Brasil.

-  As razões da suspensão da CBB são públicas, notórias e conhecidas e só mostram como o sistema de confederações hoje impede o esporte de andar. Isso em todos os esportes, e o basquete é só um exemplo. Nada contra a suspensão da CBB, mas tudo contra o fato. A LNB é um oásis no esporte brasileiro. A relação com a CBB é formal e tem que ter: jogar campeonatos internacionais e chamar jogadores para a seleção. No dia a dia, o contato é zero. De repente você tem o corpo do basquete brasileiro, que é a CBB e a LNB. A LNB só faz os clubes crescerem, tem parceria com a NBA e, por causa deles, o basquete tentará ser o segundo esporte brasileiro em alguns anos. Eles dizem querer o bem do basquete brasileiro, mas vão acabar com a parte boa desse corpo? - frisou o dirigente.

Por fim, Póvoa citou que o Flamengo foi campeão do mundo e sediou edições do Final Four da Liga das Américas, ajudando a Fiba a catapultar a competição no país. Agora, o Rubro-negro se sente traído.

- Eles sabem o trabalho que é feito aqui. Nas últimas Ligas das Américas, o Flamengo esteve em final fours, sediamos uma final de Mundial lotado aqui. Não estou nem falando do tetra do NBB, porque isso não importa para a Fiba. Fomos o primeiro time da América Latina a participar da pré-temporada da NBA. O Flamengo foi o que mais contribuiu para a Fiba Américas crescer. Por causa de um problema com a CBB, você é alijado da disputa em quadra? Fora a questão fora de quadra, o trabalho no administrativo, financeiro. Voltamos a ser um clube cidadão. E aí somos punidos porque outra entidade faz o contrário do que fazemos. É uma ofensa o que está acontecendo. Tentamos uma estratégia na Fiba sem sucesso. Não sei se há um objetivo por trás ou se ligas independentes incomodam. Real Madrid, Barcelona, na Europa, são separados da Fiba Europa.

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