terça-feira, 9 de junho de 2015

Luiz Antonio brinca com aniversário de Cristóvão em meio a mudanças


Luiz Antonio Flamengo (Foto: Fred Gomes / GloboEsporte.com)Luiz Antonio concedeu coletiva na tarde desta terça-feira, no Ninho do Urubu. Fez coro ao discurso utilizado pelos companheiros desde a vitória sobre a Chapecoense. "Semana cheia", "tranquilidade para trabalhar" e "clima leve" foram algumas das expressões repetidas. As respostas mais diferentes do jogador de 24 anos, hoje lateral-direito, saíram de questões que o surpreenderam: a saída de Alexandre Wrobel da vice-presidência de futebol e o aniversário de Cristóvão Borges, que completou 56 anos.

- Estou surpreso, soube agora (saída de Wrobel). A gente não sabia ali do campo, soube agora. É novo para mim, mas a gente evita não entrar muito nessa parte de diretoria, não. Procuramos é focar nos jogos e evitar isso - despistou.

Já sobre o aniversariante desta tarde, um sorriso e um desejo: cumprimentá-lo o quanto antes. Em tom de brincadeira, disse que correria para falar com o treinador num momento no qual vem sendo frequentemente elogiado pelo treinador.

- Não sabia. Vou aproveitar para não perder a oportunidade e irei lá dar os parabéns para ele (risos) - brincou.

Sobre qual presente pretenderia dar ao "professor", voltou ao óbvio: vencer, é claro.

- O que mais queremos é sequência de vitórias. Isso é que ele merece. Vamos ver se conseguimos dar essa vitória de presente contra o Coritiba como presente.

Conselho de Gestão assume a gerência pelo futebol do Flamengo


Alexandre Wrobel não é mais vice de futebol do Flamengo. No fim da tarde desta terça-feira, o Rubro-Negro comunicou mudanças no departamento, que agora será comandado pelo Conselho de Gestão. O grupo é composto por cinco dirigentes, incluindo Wrobel, sob a liderança do presidente do clube, Eduardo Bandeira de Mello, e o vice de finanças, Rodrigo Tostes.

Confira a nota oficial divulgada pelo Flamengo:

"O Clube de Regatas do Flamengo informa que a partir desta terça-feira (09/06), os trabalhos do dia a dia da vice-presidência de futebol passarão a ser exercidos diretamente pelo Conselho de Gestão do Futebol, com a liderança do presidente Eduardo Bandeira de Mello e do vice-presidente de finanças Rodrigo Tostes e a participação dos vice-presidentes Alexandre Póvoa, Rodolfo Landim e Alexandre Wrobel, além do diretor-geral do Flamengo, Fred Luz, e do diretor-executivo de futebol, Rodrigo Caetano."

Gratidão, samba e futebol: dupla do Flamengo leva amizade para seleção sub-20

Quando Jorge chegou ao Flamengo, ainda menino, com 11 anos, foi Hugo, o garoto que os outros chamavam de Jajá, quem o ajudou. Elogiou o novato no clube, apostou nele, deu força. Ali, começou uma amizade que dura até hoje e atravessou até as fronteiras do Brasil: chegou à Nova Zelândia, onde a dupla está com a seleção brasileira sub-20 para disputar o Mundial da categoria. 

- Quando eu subi, foi ele que me deu moral. Falou para os caras que eu jogava para caramba. Desde estes anos que a gente está junto, sempre dentro de campo, se apoiando e ajudando um ao outro. Ele foi um dos que me receberam, da melhor forma possível. E, hoje, a gente está aí, na seleção, no Mundial, juntos sempre – contou o lateral-esquerdo Jorge. 

Jajá Jorge Brasil sub-20 (Foto: Felipe Schmidt) 
Jajá e Jorge posam para foto durante treino da seleção sub-20 em New Plymouth (Foto: Felipe Schmidt)

A notícia de que eles estavam convocados para o Mundial foi recebida no mesmo momento. Os dois haviam acabado de sair de um treino quando Jorge viu o nome da dupla na relação. Após um momento de incredulidade, veio a festa. 

- Eu tinha até brincado com ele sobre a convocação. Depois do treino, no vestiário, falei: “Estamos na convocação”. Ele não acreditou: “Deixa eu ver, mentira, não estou acreditando”. Quando ele viu o nome dele, pulou em cima de mim, demos um abraço um em cima do outro e fomos comemorar com todo mundo – lembrou Jorge, com um sorriso no rosto. 

A afinidade entre os dois é facilmente percebida nos treinos da seleção. Estão sempre juntos, até mesmo nas atividades de aquecimento. No hotel, dividem quarto, trocam acusações para dizer quem ronca mais, se provocam em relação ao sucesso com as mulheres, mas se unem no gosto musical. 

 - O gosto é parecido. Pagodão, às vezes um funk para soltar a cabeça, aquele samba. É sempre bom um sambinha – completou Jorge. 

Jajá é mais calado que o amigo. Toma cuidado com as palavras e dificilmente sai do discurso padrão dos boleiros. Sua eloquência aparece quando ele fala sobre sua afinidade com o companheiro em campo. 

- Jogamos juntos desde os oito anos de idade. Eu já conheço ele muito bem. Dou só uma olhada para ele, e ele já sabe onde vou colocar a bola para ele. 

Jajá Jorge Brasil sub-20 (Foto: Felipe Schmidt) 
Jajá e Jorge fazem dupla em aquecimento da seleção (Foto: Felipe Schmidt)
 
Clássico "tipo Flamengo x vasco" contra o Uruguai

No Mundial, porém, a dupla pouco jogou junta: apenas 45 minutos na vitória sobre a Hungria por 2 a 1. Na ocasião, Jajá entrou no intervalo e teve boa participação na virada. Depois, foi titular contra a Coreia do Norte, mas Jorge foi poupado. Contra o Uruguai, pelas oitavas de final, nesta quinta-feira, há boa chance de eles, enfim, atuarem com mais frequência: o volante foi testado entre os titulares no treino de terça. 

Enfrentar o Uruguai significa viver uma partida tensa, com provocações e muita rivalidade. A dupla não estava no Sul-Americano, quando, em dois jogos, o Brasil não conseguiu vencer a Celeste – uma derrota e um empate. Ainda assim, eles sabem o que esperar. 

Brasil x Coreia do Norte Mundial Jajá Sub-20 (Foto: AP)
- Vai ser um bom clássico, tipo Flamengo x Vasco no Rio. Vamos entrar com expectativa de ganhar sempre deles. Não temos  nada a ver com o Sul-Americano, não estávamos lá. É jogar e entrar para ganhar. A gente não se preocupa com isso (racismo, catimba). Deixa falar à vontade. A gente só responde jogando na bola – afirmou Jajá.

Mas, se houver qualquer tensão, é bom saber que haverá um amigo para defender o outro. 

- Com certeza. Pode acontecer com qualquer um. Tem que estar sempre atento. Deixar eles caírem na pilha, e a gente jogar nosso futebol – completou Jorge. 

Olho no Flamengo e confiança na diretoria

Apesar da concentração no Mundial, a dupla não deixa de acompanhar o noticiário do Flamengo. As especulações sobre reforços para o elenco principal mostram que vai ser difícil para os garotos ganharem uma vaga a curto prazo. Jorge, por exemplo, tem quatro concorrentes na posição (Armero, Anderson Pico, Thalysson e Pará). Jajá, por sua vez, poderia ser uma aposta caseira para a posição de camisa 10, mas nem ele se vê assim com tanta certeza, apesar de atuar desta forma na base rubro-negro. 

- Só vejo que (os reforços) vão melhorar a qualidade da equipe do Flamengo. Acho que não me vejo como um camisa 10. Estou jogando numa posição que eu gosto muito, que é segundo volante. Espero respeitar a camisa 10, mas se me botar como 8 ou 5... E u quero ajudar a equipe da melhor forma possível – garantiu. 

- É sempre bom ter jogador de alto nível para ajudar a equipe. Voltando, a gente vai trabalhar mais forte para poder estar lá no clube, sempre treinando para poder jogar. 


Flamengo campeão da OPG sobre o Botafogo (Foto: Gilvan de Souza/Fla Imagem) 
Juntos, Jajá e Jorge festejam título pela base do Flamengo (Foto: Gilvan de Souza/Fla Imagem)
 
Sobre as críticas à base do Flamengo, que há algum tempo não revela um jogador de sucesso, os meninos dão de ombros. Sabem que são as novas apostas, mas pregam tranquilidade e confiança no que a diretoria planeja para eles. 

- A gente tem sempre que manter a tranquilidade. O Flamengo é uma equipe grande, forte, sabe do que faz. Temos que sempre manter o foco, esperar a hora para ter oportunidade e saber aproveitar. O Flamengo sabe o que faz. O que o Flamengo fizer, a gente está sempre concordando – disse Jorge. 

- O pessoal que trabalha lá tem capacidade muito grande para identificar os garotos. Tem muito garoto de talento. A gente vem trabalhando e responde dentro de campo – completou Jajá, entrosado com o amigo.



Com a bandeira do Flamengo na mão, Nico paga promessa e salta de paraquedas



MOSAICO - basquete laprovittola flamengo paraquedismo (Foto: Alexandre Carneiro / Atomic Paraquedismo)Melhor jogador das finais (MVP) do NBB 7, Nico Laprovittola está no céu. Literalmente. Campeão de mais uma edição da principal competição do basquete brasileiro, o armador do Flamengo riscou de sua lista mais um item de “coisas que não pode viver sem”. Amante de basquete e peça fundamental na conquista do tetracampeonato rubro-negro - o terceiro consecutivo - o argentino também é fãs dos esportes radicais. Além de telespectador assíduo de programas do gênero, ele costuma se aventurar. Já experimentou asa delta e parapente. Desta vez, ousou mais. De férias, aceitou o convite do GloboEsporte.com na última quinta-feira para fazer um salto duplo de paraquedas no Aeroporto Municipal de Resende, a 170 km da capital do Rio de Janeiro.

A 12 mil pés (cerca de 4.000 metros) do solo, com 40 segundos de queda livre, Nico personificou dois dos versos mais entoados pela torcida ao saltar "com o manto sagrado e a bandeira na mão". Na aterrissagem, outro cântico ajudou a extravasar a adrenalina do sempre tranquilo manicaca (gíria para o iniciante de Sky Dive):

- Isso aqui é Flamengo, po***. 

E uma frase que resume o desafio:

- Minha vida mudou depois disso.

A ideia de superar seus limites nasceu quando ainda era um garoto da cidade de Moron, a 20 km do centro de Buenos Aires. Próximo da casa de seu avô Juancito Laprovittola, Nico via “pássaros-humanos” sobrevoarem propriedades. O desejo de poder ser um deles veio 20 anos depois, graças a uma promessa feita dentro da academia da Gávea, antes de a bola subir para as finais contra Bauru. Se a série terminasse 2 a 0, ele e os preparadores físicos Diego Falcão e Rafael Bernardelli executariam o salto.

- Quando eu era pequeno, cerca de cinco anos, ia pra casa do meu avô. Ela era mais distante e no meio caminho tinha uma cidade com vários paraquedistas. Eu sempre olhava dentro do carro as pessoas saltando e tinha vontade de fazer também. Quando fiz o parapente (há alguns meses), me lembrei disso. O parapente é legal, mas eu queria mais – relembrou o argentino, que teve a companhia de Bernardelli, mas não de Falcão, de férias no Nordeste.


Nico Laprovittola Flamengo Basquete (Foto: Alexandre Carneiro / Atomic Paraquedismo) 
Nico Laprovittola sobrevoa a região do Pico das Agulhas Negras em voo duplo com o paraquedista Antônio Azevedo (Foto: Alexandre Carneiro / Atomic Paraquedismo)

A tranquilidade demonstrada no trajeto pela principal BR-116 e nas três horas e meia de espera já no local do voo espantou até os mais experientes. Decolar de costas para a pista, num monomotor, com mais 11 pessoas, não o fez pensar em desistir. Pelo contrário. O grito de "isso aqui não é vasco" mostrava toda sua gana de se jogar.

 - Foi uma adrenalina impressionante, outra perspectiva. Com certeza, vou saltar de novo. Vai ter mais salto.


Laprovittola Paraquedas Flamengo Basquete (Foto: André Durão) 
Antes do salto, Laprovittola faz todo o procedimento de queda em simulação (Foto: André Durão)

Laprovittola Paraquedas Flamengo Basquete (Foto: André Durão) 
O MVP das finais brinca antes de entrar no avião (Foto: André Durão)

Laprovittola Paraquedas Flamengo Basquete (Foto: André Durão) 
Segurando a bandeira do Flamengo, o argentino "voa" no céu de Resende (Foto: André Durão)

Um dos proprietários e instrutores da Atomic Paraquedismo, Antônio Azevedo foi a dupla do argentino no ar. Ele elogiou o comportamento do armador do Flamengo e da seleção hermana durante toda a queda.

- Nunca tivemos nenhum MVP aqui com a gente. O Nico nos deu essa oportunidade. Foi iradíssimo o salto dele, manda bem, é adrenalina pura. Se desistir do basquete, a vaga está garantida aqui. A estatura e o arco dele são muito bons, assim como o peso. Teve uma reação muito boa, não precisei fazer nenhum tipo de sinal pra ele. Só gritou para soltar a adrenalina. É isso mesmo.

O salto executado pode ser comparado à trajetória com a camisa do Flamengo nesta última temporada do NBB. Da turbulência inicial, com as más atuações e derrotas inesperadas, à calmaria final, com o troféu de campeão e o prêmio de MVP da série decisiva. De férias até os últimos dias de junho, quando vai se apresentar à seleção argentina para a disputa do Pan-Americano, Nico só quer saber de curtir, voar.

Laprovittola Paraquedas Flamengo Basquete (Foto: André Durão) 
Laprovittola se prepara para aterrissar (Foto: André Durão)

Laprovittola Paraquedas Flamengo Basquete (Foto: André Durão) 
Momento da chegada (Foto: André Durão)



Ingressos para Coritiba x Flamengo estão à venda a partir desta terça-feira



O Coritiba inicia nesta terça-feira a venda de ingressos para o jogo com o Flamengo, que acontece neste sábado, às 16h30, no Couto Pereira. A venda será realizada pela internet e, na quarta-feira, os ingressos estarão disponíveis nas bilheterias do estádio.

Os ingressos para a arquibancada e setor visitante custam
R$ 100. Cadeira Mauá R$ 120, social superior e inferior R$ 200 e Setor Pro Tork (R$ 220).

O Coritiba realiza uma nova política de venda de ingressos com desconto. Além da meia para estudantes, crianças, idosos, professores, doadores de sangue e pessoas com deficiência, clientes do banco Itaú também pagam metade. Sócios do programa R$ 9,90 e Coxa Especial pagam R$ 40 na arquibancada, R$ 50 na Mauá, R$ 90 Social Superior e Inferior e R$ 100 no Pro Tork. 

O Coritiba terá a estreia do técnico Ney Franco após a demissão de Marquinhos Santos. Também há previsão que os jogadores Marcos Aurélio, Esquerdinha e Lucio Flavio estejam à disposição para a partida. O jogo é uma briga direta entre os dois times, que estão na zona de rebaixamento. O Coritiba tem três pontos e está na 18ª posição. O Flamengo tem quatro pontos e está na 17ª colocação.

FlaBasquete tem dois premiados entre melhores do NBB


Rubro-negros no prêmio (Foto: João Pires/LNB) Na noite da última segunda-feira (09.06), na cidade de São Paulo, aconteceu a Festa de Premiação dos Melhores do Novo Basquete Brasil 7 (NBB), onde os destaques individuais da temporada 2014/2015 do campeonato nacional de basquete foram anunciados e premiados. O tetracampeão Flamengo ficou com três prêmios na noite.

O ala-armador Vitor Benite foi eleito Melhor Sexto Homem do NBB, enquanto o ala Marquinhos ficou com o prêmio de Melhor Ala, ao lado de Alex Garcia, do Bauru. A equipe ainda foi premiada com o troféu de Melhor Ataque da competição; o preparador físico Diego Falcão e o treinador José Neto representaram o time e receberam o prêmio.

Ao todo, o Mais Querido contou com quatro atletas indicados em quatro categorias diferentes. Além dos vencedores Marquinhos, que também concorria a MVP (Jogador Mais Valioso), e Benite, Olivinha e Meyinsse disputaram o prêmio de Melhor Pivô.

A votação que elegeu os melhores da temporada contou com a participação de técnicos, assistentes e capitão das 16 equipes que disputaram a sétima edição do NBB, além da imprensa especializada, personalidades do basquete brasileiro, comissários e árbitros.


Fala mansa? Cristóvão motiva e cobra jogadores do Flamengo em tom firme



Cristóvão Borges, Flamengo (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)"Vamos, Jonas! Rasteiro, isso... Coloca essa bola no chão".  
 
"Olha só, não estão conseguindo dar qualidade".  

"O passe é a alma do jogo".  

Essas são algumas frases de Cristóvão Borges durante os treinos do Flamengo no Ninho do Urubu. Conhecido pela fala serena e jeito tranquilo, o treinador se transforma em um motivador incansável e bastante participativo ao comandar atividades técnicas e táticas. Quem assiste aos depoimentos do comandante em entrevistas tem dificuldades de imaginá-lo alterando o tom de voz para orientar os atletas no gramado. Porém, mesmo com perfil diferente do antecessor Vanderlei Luxemburgo, sabe ser exigente.  

Na atividade de segunda-feira o objetivo era a troca rápida de passes. A cobrança em cima dos jogadores foi grande - Jonas e Anderson Pico foram os nomes mais falados pelo treinador.  Chamou atenção dos jornalistas presentes no Ninho. Dinâmico, não parou sequer um minuto de "cantar" as jogadas, bateu na tecla de que a qualidade do passe decide um jogo e foi intenso.   

Cristóvão Borges, Canteros, Arthur Maia, Flamengo (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo) 
Apesar do perfil sereno e discreto, técnico também sabe fazer cara feia para cobrar (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)
 
No meio de tudo isso, ainda sobrou tempo para risadas com Gabriel. Presente no exercício de passes em um dos três grupos divididos pelo treinador, o autor do gol da vitória sobre a Chapecoense brincou com o alto aproveitamento do grupo e foi cornetado.  

- Professor é gente boa, todos já tinham boas informações dele. Ele treinou o Bahia e tenho muitos colegas ainda lá. Todos falaram bem, é um excelente profissional. Vai conseguir ajudar muito a gente – afirmou Gabriel.

Após trabalhos no Vasco, Bahia e Fluminense – demitido no fim de março -, o treinador de 55 anos ainda persegue o primeiro título na carreira. No sábado, diante da Chapecoense, conseguiu a primeira vitória sob comando do Flamengo.

Cristóvão Borges, Everton, Jonas, Flamengo (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo) 
Cristóvão já ganhou a simpatia dos jogadores rubro-negros, assegura Gabriel (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)
 
Cristóvão terá a primeira semana cheia de trabalho na equipe do Rio de Janeiro. De olho no Coritiba, adversário do próximo sábado pela 7ª rodada do Campeonato Brasileiro, comanda o treino desta terça-feira às 15h30 no Ninho do Urubu.  




Na lista do Flamengo, Renato Augusto diz que está em dívida com o Corinthians


Apontado como um dos possíveis reforços do Flamengo para o restante da temporada, o meia Renato Augusto não pretende deixar o Corinthians. O jogador, que começou a sua carreira na Gávea, afirmou que se sente em dívida com o clube do Parque São Jorge, seu primeiro no Brasil depois de passagem pelo Bayer Leverkusen, da Alemanha.

- Recebi só uma sondagem, não foi uma proposta concreta. Não sei como aconteceu, eles procuraram meu representante. Não sei nem valores, se realmente chegou alguma coisa. Até onde sei, não chegou nada concreto. Tenho contrato com o Corinthians e me sinto ainda em dívida com o clube, por tudo que fizeram por mim. Eles me abriram as portas. Em momentos complicados, de lesões, estiveram do meu lado e me apoiaram. A minha vontade hoje é terminar meu contrato aqui e realmente dar o retorno, da melhor maneira possível, para um clube que me apoiou bastante - disse o jogador.

Renato Augusto comemora gol do Corinthians contra o Marilia (Foto: Marcos Ribolli)Depois da saída de Paolo Guerrero (justamente para o Flamengo) e de Emerson Sheik (que não terá seu contrato renovado), Renato Augusto acredita que não devem mais acontecer outras saídas da equipe.

- A princípio, o que foi passado para os jogadores é que não sairia mais ninguém. Acredito que o Tite esteja trabalhando pensando até o fim do ano. Alguns jogadores têm contrato até o fim do ano. Aí já vai ser outro processo de renovação. Acredito que, se algum jogador vier a sair, não estará nos planos do Tite. Acredito que ele esteja colocando em campo o time que ele acha mais forte.

Renato Augusto afirmou ainda que, mesmo com os problemas financeiros do clube, tem se planejado para não prejudicar também sua vida.

- Você se programa para uma coisa, e depois não entra, acaba não acontecendo, e você tem que dar um passo atrás, segurar em algumas coisas, evitar gastos desnecessários. E rezar para que venha, que caiam os direitos de imagem. Mas eu sempre tive minha vida muito controlada, então acaba não me incomodando tanto. Eu tento diminuir os gastos, para estar preparado caso ocorre alguma coisa assim. Por outro lado, a parte de salários está em dia. Só os direitos de imagem estão com algumas parcelas atrasadas. Eu procuro me segurar mais ao salário, para não sofrer tanto.


Integrado, intenso e mais eficaz: preparador justifica treino de um turno


No Brasil, fala-se em quase 200 milhões de treinadores. Com o avanço das informações, hoje os torcedores têm acesso até à agenda de treinos dos clubes. Além de técnicos, passaram a ser também preparadores físicos, médicos, dirigentes. Nesta semana, a primeira de Cristóvão Borges sem jogos na quarta ou na quinta-feira, o Flamengo treinará em um período apenas por dia. Nas redes sociais, logo se observou uma gritaria por parte dos rubro-negros, que consideravam um absurdo dar descanso a um time no Z-4. O GloboEsporte.com, diante dessa situação, consultou Rodrigo Poletto, responsável pela preparação física dos flamenguistas. E o gaúcho de Caxias do Sul garantiu: a metodologia empregada por sua equipe dá resultados mais eficazes e mais rápidos do que a baseada em duas sessões de trabalho.

- O que a gente utiliza é uma metodologia de treinar com mais intensidade em treinos integrados. Até parece que a gente treina menos, mas na verdade a gente treina é mais. Porque na mesma sessão de trabalho físico eu já faço a transferência para o trabalho técnico. Hoje (segunda-feira), trabalhamos da academia para o campo. Na terça, darei uma parte de trabalho funcional antes do trabalho com bola. Na quarta, um de força antes do trabalho com bola. Então a gente utiliza o trabalho físico de uma forma muito mais integrada ao trabalho técnico. O estímulo do trabalho físico a gente já transfere logo para o técnico e tático. É uma forma de trabalhar com muito mais intensidade. Em uma próxima sessão, na manhã, por exemplo, temos um período de descanso, mas é uma forma de recuperar o atleta para que ele treine em intensidade máxima - explicou, em entrevista ao GloboEsporte.com.

Rodrigo Poletto preparador físico Flamengo (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo) 
Rodrigo Poletto comanda treino físico do Flamengo (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)


Poletto aponta dois fatores como fundamentais para um resultado satisfatório: integração e intensidade de treinamento. Por isso, acredita que um trabalho combinado gera respostas mais completas.

- A gente não necessita, por exemplo, de quatro horas de treinamento. É preciso dar ênfase à qualidade do treinamento, mais integrado e muito mais intenso. Se o atleta não descansa e não se recupera, eu não vou tê-lo em condições de treinar em intensidade máxima. Hoje, o jogo pede intensidade máxima. A gente (comissão técnica) prefere uma sessão com intensidade muito maior. Sempre trabalhamos da mesma forma, porque acreditamos em ter uma resposta no jogo. Cada um tem sua forma, respeito a todos. Temos uma metodologia, mas isso não quer dizer que, em uma hora ou outra, não possamos aumentar o trabalho. Pode acontecer durante parte da temporada, mas os trabalhos integrados dão respostas muito rápidas - disse.

Parceiro de Cristóvão desde 2002, quando trabalharam na comissão técnica de Ricardo Gomes, Poletto trata a filosofia implantada hoje como fruto de um longo estudo.

- É uma metodologia que fomos estudando, buscando elementos, aprimorando com muitos trabalhos na Europa. Integrar muito e não separar períodos, como só físico, técnico ou tático. Acreditamos muito no estímulo de transferência em uma só sessão. Durante a pré-temporada, fazemos mais sessões, até porque não se está em um período de competição, mas em todas as pré-temporadas nossas trabalhamos de forma integrada - afirmou.

Ao ler as respostas de Rodrigo Poletto, fica evidente, conforme já citado acima, que o binômio integração-intensidade rege seu proceder. Embora lance mão de um método peculiar de trabalho, respeita muito seu antecessor, Antônio Mello, quem, segundo o novo preparador físico, entregou a equipe em ótimas condições após ser demitido em conjunto com Vanderlei Luxemburgo.

- Eles fizeram uma excelente base, sempre acompanhei o trabalho do Flamengo desde o início da temporada, porque jogava contra eles. Desde o início da temporada a gente via a equipe do Flamengo como muito boa fisicamente, de atletas com muita velocidade, uma equipe de muito perigo desde o início da competição. Graças ao trabalho muito bem feito pelo Mello, o Flamengo está com atletas muito bem fisicamente. Agora vamos colocar a nossa metodologia. Sabemos que foi feita uma base excelente que vai nos permitir aplicar o que achamos mais interessante. Conhecendo o Mello, um dos mais gabaritados do Brasil, tenho tranquilidade para aplicar uma metodologia após uma base que foi feita excelente - avaliou.

Rodrigo Poletto preparador físico Flamengo (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo) 
Rodrigo Poletto justifica o treino em período único por intensidade e eficácia maior (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)


Mais jovem do que os tarimbados Antônio Mello, Ronaldo Torres e Paulo Paixão, Poletto não trata seu trabalho como uma renovação. Pede união entre os preparadores mais jovens e os mais velhos e acredita que metodologias são cíclicas:

- A gente tem que respeitar. Sempre respeitei profissionais, independentemente de idade. Temos excelentes pessoas no Brasil, mas não tem nova ou velha geração, porque o futebol continua cíclico. O que é novo hoje pode ter sido reinventado do passado. Há treinos funcionais que usam uma linha muito antiga. Há grande profissionais, e o que é bom sempre voltar. Em vez de separar, temos que ser muito mais unidos. Não pode copiar muita coisa de fora.

Em que pese as convicções de Poletto, o próprio admite: só terá seu trabalho julgado de forma positiva caso conte com a sorte.

- A cultura do futebol infelizmente é regida pela bola que entra ou não. É a tal história da sorte. Nós estudamos 24 horas em cima disso, mas também precisamos do resultado - disse.

A bola começou a entrar, o Flamengo começou a vencer. E, se a sequência for positiva, os questionamentos diminuirão. Poletto, levando à risca seus lemas, precisará da integração de sorte com trabalho para que a intensidade de triunfos do Rubro-Negro aumente.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Flamengo inicia semana cheia de treinamentos com titulares em campo

Com clima mais leve após a primeira vitória no Campeonato Brasileiro - 1 a 0 sobre a Chapecoense -, o Flamengo voltou aos treinamentos na tarde desta segunda-feira no Ninho do Urubu. No ritmo do empolgado Cristóvão Borges, que pela primeira vez terá uma semana cheia para trabalhar, os titulares participaram de uma atividade em campo reduzido, com passes rápidos e movimentação.  

Cristóvão, Flamengo (Foto: Igor Rodrigues)Cristóvão Borges participou ativamente do treino desta segunda orientando os jogadores (Foto: Igor Rodrigues)
 
Cristóvão foi um dos destaques da atividade. Bastante participativo, o treinador orientou os jogadores e cobrou eficiência nos passes. Barrado no sábado, o lateral-esquerdo Anderson Pico foi um dos nomes mais falados pelo comandante.   

Apenas dois jogadores ainda não estão à disposição de Cristóvão. Nixon, em fase de transição, e Almir, com lesão no cotovelo esquerdo, não apareceram no gramado. Até o momento, nada de reforços no Ninho do Urubu. Paolo Guerrero segue com a seleção peruana para a Copa América. Emerson Sheik ainda aguarda acertos finais com o Corinthians para ser anunciado pelo Fla.   


De olho no Coritiba, adversário do próximo sábado pela sétima rodada do Brasileirão, o Rubro-negro treina nesta terça-feira, às 15h30, no Ninho do Urubu.  

Gabriel diz que treinar em apenas um período não indica menos trabalho



Assim que o Flamengo divulgou sua agenda de treinos para a semana, muitos torcedores chiaram nas redes sociais. Não entendiam por que um time colocado na zona do rebaixamento treinaria os cinco dias em apenas um período. Embora não seja profissional de preparação física, o meia Gabriel, autor do gol rubro-negro contra a Chapecoense no sábado passado, garantiu que a situação não é um indício de menos trabalho.

- Às vezes se treina um turno e se trabalha a mesma quantidade que em dois. Descanso faz parte do treinamento, eu particularmente descanso quando há um turno só. Às vezes trabalhamos com mais intensidade num período do que em dois - justificou.

Como Cristóvão dirigiu o Flamengo em três jogos num intervalo de seis dias, ainda não teve tempo de colocar seu estilo em campo. Ciente disso, Gabriel opinou sobre qual mudança identificou na equipe após a chegada do treinador.

- A gente mudou a postura, a situação estava muito difícil. Nos juntamos e demos uma melhorada, e agora o Cristóvão vai introduzir o trabalho dele.

Ainda em situação ruim na tabela, o Flamengo deve manter a coesão para seguir se recuperando, sob a ótica de Gabriel.

- Todo jogo do Brasileiro é difícil, o grupo está fechado, bem unido e é muito amigo. No Brasileiro, se não tiver fechado, toma muita porrada. Tem que estar bem fechadinho que os elencos começam a sair.

Convidado a abordar a chegada de possíveis reforços de peso, como os casos dos corintianos Elias e Sheik, Gabriel foi receptivo, mas disse confiar no atual grupo.

- A gente iniciou com o pensamento de chegar lá na frente. E quem chegar será bem-vindo. A gente tem grupo, um grupo forte. Enquanto não chegam, os que estão aqui vão dar conta do recado.


Após lesão, Guerrero corre no campo, mas segue como dúvida para a estreia

Após o susto no treino do último sábado, quando sofreu uma lesão no tornozelo direito, Paolo Guerrero trouxe notícias melhores para a torcida peruana nesta segunda-feira. O atacante apareceu novamente no campo e fez uma corrida leve, antes de trabalhar na academia, dando sinais de melhora. Entretanto, o jogador do Flamengo segue como dúvida para a estreia na Copa América, contra a seleção brasileira, no próximo domingo, às 18h30.

Paolo Guerrero Peru (Foto: Reprodução) 
                           Paolo Guerrero corre no gramado (Foto: Reprodução)
 
De acordo com o médico da seleção peruana, Julio Segura, Guerrero sofreu uma entorse de grau um no tornozelo, o que não configura uma lesão muito grave. Segura afirmou que o ex-atleta do Corithians tem condições de estar em campo no fim de semana se a recuperação correr como esperado. A confirmação ainda depende do resultado de um novo exame de imagem, que será realizado durante esta semana.

Guerrero deixou o campo de muletas na atividade de sábado, e a imagem assustou não só os torcedores do Peru, mas também os flamenguistas. O atacante é o principal reforço do clube Rubro-Negro na temporada e só fará sua estreia quando retornar da disputa da Copa América - a fase de grupos chega ao fim no dia 21 de junho; as quartas de final ocorrem até o dia 27; as semi nos dias 29 e 30; e a final será em 4 de julho.

Desacelerado, Jonas revela apoio de Luxa: "Joga muito, vai com calma"

Jonas, Flamengo x Chapecoense (Foto: Gilvan de Souza/Fla Imagem)
O volante Jonas, após início positivo na Gávea, ficou marcado por falta violentíssima no vascaíno Gilberto durante a semifinal do Carioca deste ano - atingiu o peito e o rosto do rival. Perdeu espaço após novo cartão amarelo consequente de falta dura, esse no empate por 2 a 2 com o Sport. Cáceres se juntou à seleção paraguaia para a disputa da Copa América, e duas novas chances foram dadas ao piauiense. Ele as aproveitou.

Diante do Cruzeiro, na quarta-feira passada, fez duas faltas, mas nenhuma violenta. Contra o Sport, por exemplo, cometeu apenas uma, mas suficiente para ser amarelado e com apenas 19 minutos de jogo. Resultado: preocupado em não ser expulso, passou a evitar os choques e deu muitos espaços. Mais sereno no Mineirão, combateu ativamente e terminou como líder de desarmes (sete).

Sábado, contra a Chapecoense, apenas uma falta, leve novamente. Saiu para apoiar e só finalizou menos do que Gabriel (três, contra cinco do baiano), autor do gol do jogo. Em um dos chutes, quase fez um golaço de pé esquerdo. Perguntado se foram suas melhores partidas após o ocorrido contra o vasco, confirmou e revelou que conversas com Vanderlei Luxemburgo foram fundamentais para colocar a cabeça no lugar.

- Com certeza. Acho que a gente vai trabalhando, ouvindo o professor. Professor Luxemburgo falou para mim: "Joga muito, vá para o jogo com tranquilidade, é só roubar a bola e não fazer falta. Você tem um grande potencial" - contou.

Jonas é muito grato a Luxemburgo, e um ato, segundo o próprio, marcou o início de sua retomada psicológica. O abraço que o treinador lhe deu após substituí-lo por Everton no início da partida na qual acertou Gilberto.

- Aquele abraço que ele me deu foi para eu ficar tranquilo, porque ele sabe que eu fui um pouco exagerado na jogada. Ele sabe que, quando eu entro, quero dar o máximo e às vezes a ansiedade atrapalha, fazendo faltas fortes. Mas é isso aí: graças a Deus, venho a cada dia melhorando e a tendência é só crescer - completou.

Flamengo acerta com Sheik até o fim do ano pagando metade do salário que ele ganhava no Corinthians


Sheik jogou pelo Flamengo em 2009
Sheik jogou pelo Flamengo em 2009 Foto: Cezar Loureiro / Agência O Globo

O Flamengo acertou nesta segunda-feira a contratação do atacante Emerson Sheik, que estava no Corinthians. O jogador volta ao clube que lhe deu projeção no futebol brasileiro, em 2008.

Sheik receberá no Rubro-negro cerca de R$ 250 mil mensais, metade do salário que ganhava no Timão. O acordo foi finalizado neste domingo e o Flamengo aguarda apenas uma reunião do empresário do jogador, Reinaldo Pitta, com o Corinthians para anunciar a contratação. Sheik ainda tem pendências financeiras com o clube paulista (dois salários a receber).

- Vou me reunir com o Corinthians e espero que possamos chegar em um acordo bom para todos e o jogador seja liberado para ter tudo resolvido ainda hoje - disse Pitta.

O contrato de Emerson, de 36 anos, com o Flamengo é válido até o fim do ano. Ele também era cobiçado pelo vasco sanitário.

Sheik chega para a vaga de Alecsandro, que rescindiu o seu contrato com o clube recentemente e deve acertar com o Palmeiras. Ele já está no Rio de Janeiro e aguarda o desfecho dos detalhes para ser apresentado no Flamengo.

O próximo reforço a ser anunciado pelo Flamengo deve ser o meia Alan Patrick, do Palmeiras. A negociação em um estágio avançado. Já a contratação do lateral-direito Ayrton, também do Palmeiras, ainda está sendo analisada.

Sobre Emerson Sheik, ele participou da campanha do título brasileiro do Flamengo em 2009. Ele deixou o clube no meio da competição, mas fez excelentes partidas, pricipalmente quando formou o ataque ao lado de Adriano Imperador.

Aplaudido pela torcida, Jonas pede concentração do Flamengo para jogo com o Coxa


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Jonas - Treino do Flamengo (Foto: Wagner Meier/LANCE!Press)
 
 
Titular no meio de campo na primeira vitória do Flamengo, contra a Chapecoense, o volante Jonas vem conquistando cada dia mais o espaço na equipe. Mesmo com os primeiros três pontos conquistados, o jogador ressalta a importância de a equipe manter a concentração nos treinamentos para tentar mais um triunfo, desta vez fora de casa.

– Não ganhamos nada ainda. Foi dado um passo importante, porque estávamos querendo muito a primeira vitória, mas acabou. Toda partida é decisiva, não podemos achar que uma vitória basta. A chave já foi virada. Vamos continuar trabalhando com seriedade. Na frente seremos recompensados – disse ao site oficial do clube, o volante que ainda agradeceu o apoio do torcedor rubro-negro, que compareceu em bom número na partida:

– Cheguei agora e sei perfeitamente como é a cobrança dessa torcida. Ela é muito exigente, e tem que ser mesmo pela grandeza do clube. Agradeço o carinho, sabem que sou aguerrido e entendo os aplausos como um reconhecimento.


Gabriel mira evolução e mata no peito altos e baixos no Flamengo: "Culpa é minha"


Gabriel comemora gol, observado por Cirino e Luiz Antonio (Foto: Gilvan de Souza/Fla Imagem)
Gabriel está por cima. Marcou o gol rubro-negro na vitória por 1 a 0 sobre a Chapecoense, no sábado. Mas já viveu muitos momentos ruins na gangorra da Gávea. Trata isso como situação comum a qualquer jogador, embora reconheça que a expectativa colocada em seus ombros desde 2013, quando contratado do Bahia, exija mais. Em vez de se incomodar quando confrontado a respeito dessa inconstância, bate no peito e admite que precisa crescer. E tem fé nisso.

- A expectativa (no seu futebol) é grande, isso é verdade. Tem várias situações, mas procuro não falar. Prefiro trabalhar e viver cada momento. Procuro não culpar ninguém, a culpa é minha. É procurar melhor agora para dar uma sequência boa. Isso aí é normal com todo jogador. Dificilmente no Flamengo você não é aplaudido ou vaiado. Muita cobrança e, quando você vai mal, é vaiado. Quando vai bem, é aplaudido. Faz parte e agora é procurar dar sequência - projetou.

Sequência de bons jogos é exatamente o que o camisa 17 precisa. Em 2014, deu a impressão de que embalaria após feito gol aos 47 minutos do segundo tempo contra o Vasco, responsável pela vitória por 2 a 1, na Taça Guanabara. Já na Copa do Brasil, classificou o Fla nas quartas de final, marcando contra América-RN nas duas vitórias por 1 a 0, em Natal e no Rio. Na primeira partida da semi, contra o Atlético-MG, foi muito bem e fez jogada de craque em lance que proporcionou pênalti para Chicão bater. O Fla venceu por 2 a 0 e deu grande passo rumo à final. Gabriel, porém, machucou-se no jogo seguinte, contra a Chapecoense, ficou fora da partida de volta, cujo resultado foi de 4 a 1 para o adversário, e o Rubro-Negro acabou eliminado.

Está em sua terceira temporada no clube, com 117 jogos, dois títulos (Copa do Brasil 2013 e Carioca 2014) e 15 gols. Com a saída de Alecsandro, passou a ser o vice-artilheiro do elenco - Everton soma 19. Tirou seu time de uma situação mais difícil na rodada passada e, perguntado sobre em qual palavra pensou após o apito final, recorreu a uma extremamente identificada com Muricy Ramalho, maior vencedor do Brasileiro na era dos pontos corridos:

- Trabalho. A gente trabalha bastante, no dia a dia sabe o tanto do duro que a gente dá. Essa vitória foi para coroar o trabalho, acho que nada mais do que isso.

O alívio trazido pelo triunfo terá a companhia da tranquilidade nos próximos dias. O Flamengo só volta a campo no sábado, contra o Coritiba, fora de casa. E, no período até o próximo duelo, provavelmente reforços chegarão. Depois da Copa América, o peruano Guerrero é certo, e o nome do corintiano Elias também está cotado. A soma de atletas experientes ao grupo rubro-negro é considerada fundamental pelo meia, de 25 anos.

 
Gabriel, Maracanã, Flamengo (Foto: Fred Gomes)- São jogadores vencedores. Tem de procurar no dia a dia ver o que eles fazem para serem vencedores dessa forma e tentar copiá-los para ser um vencedor também - falou.

Numerosa no ano passado, "a república baiana" na Gávea havia sido reduzida pela metade após as saídas do lateral Léo e dos atacantes Hernane e Elton. Eram seis, passaram a ser só Gabriel, Nixon e Wallace. A contratação de Cristóvão Borges fez do grupo um quarteto. Soteropolitano como o treinador, o meia crê que a "baianidade" faz bem ao Flamengo, clube que já viveu grandes dias com Bebeto, Edilson, Obina e Júnior Baiano. No gol contra a Chape, aliás, comemorou - certamente sem reparar - com as batidinhas de perna que Bebeto eternizou.

- Flamengo costuma ter baianos, temos um bom grupo aí. Somos amigos, todos os outros jogadores também. Mas o baiano é alegre, e a gente procura trazer isso para cá - disse.

Palmeiras e Flamengo podem agitar vaivém do mercado nesta segunda


Palmeiras e Flamengo prometem agitar o mercado nacional de transferências nesta segunda-feira.

Em negociação avançada desde o início da semana passada, Alecsandro pode ser anunciado pelo clube paulista. O atacante rescindiu com o Flamengo na sexta-feira e está livre para assinar contrato com o Verdão, que será válido até dezembro de 2016. A tendência é que ele seja apresentado na Academia de Futebol na terça-feira.

Outros dois jogadores farão o caminho inverso, trocando o Palmeiras pelo Flamengo:o meia Alan Patrick e o lateral-direito Ayrton.

Liberado pela diretoria alviverde, Alan Patrick negocia com o clube carioca desde sexta-feira e nem foi relacionado para o jogo deste domingo, contra o Figueirense. Emprestado pelo Shakhtar Donetsk até dezembro, o meia aguarda o aval dos ucranianos para definir sua transferência para o Rubro-Negro.

Contratado em janeiro, Alan Patrick chegou como opção para o meio de campo alviverde. Com apenas 13 jogos e um gol marcado, ele acabou perdendo espaço na equipe depois de uma lesão muscular que o tirou da fase final do Paulistão.

Quem também pode acertar com o Flamengo é Ayrton. Titular em Florianópolis no último domingo, o lateral-direito tem negociação avançada com o clube carioca e só foi mantido na equipe alviverde contra o Figueirense porque Lucas, titular da posição, estava suspenso, e João Pedro, reserva imediato, está com a seleção brasileira sub-20 para a disputa do Mundial da categoria, na Nova Zelândia.

Contratado em 2013, Ayrton nunca se firmou no Palmeiras. Depois de ser emprestado para o Vitória na temporada passada, o lateral, que tem vínculo com o Verdão até o início de janeiro de 2016, retornou ao clube neste ano e foi utilizado em seis partidas. 

Ayrton Alan Patrick Palmeiras (Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação) 
Ayrton (à esq) e Alan Patrick (à dir) vão trocar o Palmeiras pelo Flamengo (Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação)
 
 

Meia na base, Léo Moura torce por Luiz Antonio na ala: "Muito potencial"

Léo Moura, treino Flamengo (Foto: Thiago Lima)
Léo Moura reinou absoluto na lateral direita do Flamengo por 10 anos, mas muito torcedor não sabe que os primeiros passos do ex-flamenguista foram dados no meio-campo. Um dos que tentou fazer sombra a Léo de 2005 a 2015 foi Luiz Antonio, porém o jovem tinha como prioridade atuar em sua posição de origem: a de volante. No último sábado, decidiu brigar por espaço na ala. Dos Estados Unidos, onde defende o Fort Lauderdale Strikers, o ex-camisa 2 da Gávea deu força a Luiz. Previu dificuldades também, contudo, mostrou confiança no que conhece do camisa 15.

- Não é uma decisão fácil e nem uma posição fácil de se jogar. Ele vai precisar se adaptar à ela. E, jogando em um clube como o Flamengo, talvez não seja tão fácil assim, mas ele tem muito potencial e qualidade - disse Léo, que voltou ao meio-campo nos Estados Unidos, como camisa 10 do Strikers.

Companheiro de Luiz de 2011 a 2015, Léo apontou em quais pontos o jogador de 24 anos precisa evoluir e também elegeu seus pontos fortes.

- A maior dificuldade é a cobertura e a marcação pelos lados. Mas ele tem técnica e cruza forte também, isso já são pontos positivos - opinou.

                                                             Luiz e Léo jogaram juntos de 2011 a 2015 (Foto: Thiago Lima)


Léo Moura em ação contra o Carolina RailHawks (Foto: Jon van Woerden/Fort Lauderdale Strikers)Luiz Antonio gosta de chutar de longe e tem batido faltas com maior frequência em 2015. Léo alerta que as chances para arrematar diminuirão com a bola rolando, mas estimula o ex-colega a apostar nas cobranças.

- Olha, é claro que a dificuldade aumenta para ele chegar para finalizar, já que ele está acostumado a jogar de frente, mas uma ou outra vez dá para aparecer de surpresa na área. Ele bate bem, sim, as faltas. É preciso personalidade para pegar a bola e bater - receitou Léo, que, mesmo em um período em que o clube contava com Petkovic, Adriano e Bruno, marcou seus gols de falta.

Léo, na época conhecido como Leonardo, escolheu a lateral no Germinal Beerschot, da Bélgica. Na volta ao time profissional do Botafogo, deu prosseguimento, ganhou espaço na posição e viveu seu auge no Flamengo. Agora, diante da possibilidade de um ex-companheiro se consolidar na região onde conquistou muitos triunfos, não se furta de mandar uma mensagem positiva.

- Que ele tenha personalidade e ousadia nos jogos e jogue apenas o futebol que ele sabe. Tem muito potencial, e estarei na torcida para ele ter sucesso - desejou.

Léo Moura nos EUA

O Fort Lauderdale Strikers se despede da temporada de primavera da North American Soccer League (NASL), liga de menor expressão e paralela à MLS nos EUA, no próximo sábado, contra o Minnesota United. Dos nove jogos pela equipe na competição, ficou ausente somente na sexta rodada. É o artilheiro, com dois gols, posto que divide com outros companheiros. A campanha dos Strikers é ruim, ocupando a penúltima colocação, com oito pontos somados.

domingo, 7 de junho de 2015

Elias volta a agradecer sondagem do Flamengo e reitera vontade de ficar no Timão


Elias - Brasil x México (Foto: Marcello Zambrana/Agif/Estadão Conteúdo)
Em preparação para a Copa América, o volante Elias foi um dos destaques da seleção brasileira na vitória por 2 a 0 sobre o México, em amistoso no estádio do Palmeiras. Depois do jogo, ele voltou a falar sobre o seu futuro no Corinthians.

Questionado na zona mista da arena do Palmeiras sobre o interesse do Flamengo, o jogador reiterou desejo de permanecer no Timão. Mas colocou a decisão nas mãos dos dirigentes alvinegros.

– Já deixei claro mil vezes que sou jogador do Corinthians, não tenho por que falar de outro clube. Agradeço a sondagem do Flamengo, um clube que eu respeito, tenho carinho enorme, só que já deixei claro minha vontade. E já falei também que o Corinthians não é obrigado a ficar comigo, se quiser me liberar nós conversamos, mas já deixei claro que quero permanecer – disse o atleta.

Depois de atuar no futebol europeu, por Sporting e Atlético de Madrid, Elias retornou ao Brasil para vestir a camisa do Flamengo, no início de 2013. Por isso, ainda mantém contato com pessoas ligadas ao clube.

– Sempre tive contato com pessoal do Flamengo, fiz grandes amizades, falo com eles até hoje, nada a mais do que isso.

No Corinthians, Elias vive um momento complicado. Além da pressão por causa da eliminação na Taça Libertadores da América, os alvinegros convivem com uma grande crise financeira. O jogador reconhece as dificuldades, mas confia em dias melhores no Timão.

– Confiamos no trabalho que está sendo feito, sabemos que a crise está enorme, o clube está sem dinheiro e vai ter de vender alguns jogadores, mas sabemos que o Corinthians sempre vai montar times fortes, seja este ano, seja ano que vem. Então o jogador que quiser ficar lá terá que ser de corpo e alma, se dedicando todos os dias pra colocar o Corinthians mais acima possível – finalizou.


Empresário se reunirá com o Corinthians antes de acertar ida de Sheik para o Flamengo

Emerson Sheik CorinthiansA possível transferência de Emerson Sheik para o Flamengo ainda esbarra em questões burocráticas a serem resolvidas entre o Corinthians e o empresário do jogador, Reinaldo Pitta, o que deve ocorrer até, no mais tardar, quarta-feira. Pitta pretende deixar tudo acertado no início da semana, no que diz respeito à rescisão e à liberação antecipada, para Sheik poder envergar a camisa de outro clube. Recentemente, o Corinthians anunciou oficialmente que não renovará o contrato do atacante de 36 anos, que expira em 31 de julho.

- O problema com o Corinthians deve ser solucionado amanhã (segunda) ou terça, no máximo até quarta-feira. Amanhã (segunda), vou saber quando haverá a reunião para tudo ficar preto no branco. Há um total respeito no trato com o Corinthians, desde diretorias anteriores, e por isso vou me reunir para saber o que o clube pretende. Depois disso, vamos cuidar do seguimento da carreira do Emerson – disse Pitta, neste domingo à noite, sem querer entrar em detalhes sobre a negociação com o Flamengo.

Com gol de Jajá, Seleção sub-20 classifica 100%



Jajá comemora gol (FIFA/Getty Images)Com 100% de aproveitamento e um gol do rubro-negro de Jajá, a Seleção Brasileira sub-20 se classificou em primeiro lugar no Grupo E do Mundial da Nova Zelândia. A liderança do Brasil, já classificado às oitavas de final, foi confirmada neste domingo (07.06), em Christchurch, com uma vitória por 3 a 0 sobre a Coreia do Norte. Além do meia do Flamengo, Jean Carlos e Léo Pereira marcaram os gols da partida.

A seleção de juniores começou o jogo encontrando dificuldades para furar a retranca coreana. No intervalo, o técnico Rogério Micale fez duas substituições que surtiram efeito. Jean Carlos trabalhou a bola de um lado a outro do meio-campo, passou para Jajá e viu o rubro-negro bater de primeira, contar com a sorte, e abrir o placar para o Brasil. O meia arriscou de fora da área, a bola desviou no zagueiro coreano e morreu na rede. Poucos minutos depois, Marcos Guilherme achou Jean Carlos entre os zagueiros para ampliar: 2 a 0. Antes do apito final, a Seleção Brasileira marcou mais uma vez, com Léo Pereira, após cobrança de escanteio de Andreas Pereira. 

O próximo desafio do Brasil neste Mundial já tem adversário definido. Nas oitavas de final, a Seleção enfrenta o Uruguai, na quinta-feira, às 19h30 (4h30 de Brasília), em New Plymouth.


Desafunilou: Luiz Antonio põe fim à dúvida e troca meio pela lateral


Quando o partida está encrespada pelo meio, afunilada, a melhor saída é buscar os lados do campo. Volante de origem, Luiz Antonio já atuou como lateral, função na qual foi testado pela primeira vez em 2011, com Vanderlei Luxemburgo, e saiu-se bem. Desde as primeiras experiências, uma dúvida: onde o jovem seria melhor aproveitado? Em outros tempos, o próprio insistia em seguir na zona central. Após a vitória por 1 a 0 sobre a Chapecoense, no sábado, mudou radicalmente de opinião. Quer explorar os flancos, não por predileção apenas, mas principalmente pelo que o momento apresenta. Pará é o único jogador do setor, todavia é bom destacar: até o ex-gremista iniciou na meiúca.

- Precisava de uma sequência, no último eu jogo (contra o Cruzeiro) eu entrei ali, joguei no segundo tempo. E hoje consegui uma sequência, jogando na lateral o tempo inteiro. Já vinha treinando na lateral desde a época do professor Vanderlei. Cada vez mais que eu tiver sequência, vou ter mais confiança para jogar ali e, se Deus quiser, apostar ali para (ficar lá) até o final da minha carreira - afirmou.

Flamengo x Chapecoense Luiz Antonio Brasileiro (Foto: Gilvan de Souza/Fla Imagem) 
Luiz Antonio chuta bola observado por Ananias, da Chapecoense, no Maracanã (Foto: Gilvan de Souza/Fla Imagem)
Luiz admite que a menor concorrência pela posição é um dos fatores sedutores para virar lateral-direito, mas o histórico de jogadores cujo o caminho trilhado foi o mesmo também serve de motivação. Léo Moura, por exemplo, último a brilhar no setor dentro do clube, era meia na base do Botafogo e migrou para o canto do campo. Deu-se bem e marcou seu nome na história rubro-negra.

- Acho que sim (perguntado se encontrou o lugar ideal para ele em campo), é uma posição onde tem menos disputa. No meio está disputado, então ali no lado a gente está tentando. Outros jogadores antigamente que jogavam no meio e passaram para a lateral conseguiram dar sequência à carreira de forma brilhante. Pretendo, sim, continuar ali e ficar cada vez mais seguro.

Usar a 2 que já foi de Leandro, Jorginho, Toninho Baiano e Léo Moura não apetece Luiz Antonio. Número é o de menos, garante o próprio, que objetiva  afirmação definitiva dentro do Flamengo.

- Eu vou ficar com a 15 mesmo, que é um número que eu gosto. Vamos esperar para ver se eu consigo manter meu ritmo e virar titular de vez.

A volta de Luiz Antonio ao time do Flamengo tem sido conduzida paulatinamente pela comissão técnica. O auxiliar Jayme de Almeida, técnico de Luiz no melhor momento do atleta, na reta final da Copa do Brasil de 2013, disse após o empate com o Náutico, pela Copa do Brasil, que o jogador merece atenção especial. Ainda agregou que era preciso readaptá-lo ao time com tranquilidade, sem pressão, pois o considerava um profissional de "futuro bonito" no futebol.

- O Jayme tem muita importância para mim. Me conhece desde a base, me viu subir, e eu tenho um carinho especial para ele. Ele achou que era melhor me preservar, e o Flamengo sabe o que é melhor para a gente. Acho que isso foi importante. É aos pouquinhos para cada vez eu voltar a ter a confiança que sempre tive para ajudar o Flamengo. Essa importância de ter me preservado de certa forma foi boa para mim.

A preservação pregada por Jayme dizia respeito a problemas enfrentados fora das quatro linhas por Luiz, cujo nome foi associado à principal milícia do Rio de Janeiro no ano passado. Além disso, em dezembro de 2013, após ser destaque na conquista da Copa do Brasil, tentou desvincular-se do clube na Justiça. Durante o processo, antevendo uma derrota, desistiu. Apesar da rejeição inicial, um gol marcado contra a Cabofriense, no Carioca 2014, começou a selar a paz com a torcida. O problema é que posteriormente surgiu o assunto policial. Agora os temas, segundo Luiz, parecem superados.

- Os problemas tive no início, já passaram no ano passado. Desde o ano passado nunca mais tive problema, tenho ficado com a cabeça tranquila, o que é muito importante para eu poder continuar ajudando o Flamengo.

Voltou o amor: torcida cumpre pacto de apoio e é intensa contra a Chape


Após protestos, torcida do Fla vibra com vitória e mostra apoio ao time (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)
"Acabou o amor, isso aqui vai virar o inferno" é um grito - corriqueiro em tempos de crise - que causa arrepios nos times do Flamengo e até mesmo na torcida. No sábado, antes, durante e depois da vitória por 1 a 0 sobre a Chapecoense, o amor voltou com muita intensidade. Para padrões rubro-negros, a presença de público não chamou atenção (20.156 pessoas foram ao Maracanã), mas a trégua acordada, em um papo entre líderes de organizadas e o diretor executivo Rodrigo Caetano, ocorrido dentro do Ninho do Urubu, foi respeitada. Além da ida ao CT, facções já haviam pressionado o elenco no aeroporto em dois desembarques neste Brasileiro, após derrotas para Avaí e Cruzeiro.

O movimento no entorno do Maraca já era grande a partir das 17h, momento no qual Barcelona e Juventus decidiam a Liga dos Campeões e concentravam olhares de todo o mundo para si. Determinados a apoiar o Flamengo, os rubro-negros não deram de ombros apenas para a final da Champions. No momento da execução do Hino Nacional Brasileiro, abafaram o "Ouviram do Ipiranga as margens plácidas" gritando "Uma vez Flamengo, sempre Flamengo".

Nos últimos três jogos do Flamengo no Maracanã, contra Sport, Fluminense e Náutico, o time foi vaiado no primeiro tempo. Diante do Flu, um alvo especial: Pará, que cometeu pênalti e fez gol contra. No embate com o Alvirrubro, Paulinho, abusando dos dribles improdutivos, também escutou poucas e boas. Impacientes, os flamenguistas esperaram até o intervalo para fazer um mínimo protesto. Mas os aplausos foram mais altos. Na volta para a etapa final, novas palmas e palavras de incentivo.

Rodrigo Caetano, com passagens por Vasco e Fluminense, tratou de exaltar a participação dos rubro-negros durante os 90 minutos. O próprio se portou como um autêntico torcedor no local onde assistiu o jogo, acima da Tribuna de Honra. Por mais ponderado que se mostre em suas entrevistas, xingou, pulou, andou de um lado para o outro e comemorou muito o gol de Gabriel.

- O Flamengo ainda não tinha vencido, mas mostraram sua força não só com a presença, mas desde o início eu sei que fizeram pacto para não vaiar a equipe em momento nenhum. Em alguns momentos, apupos se iniciavam, mas a maior parte dos apupos sucumbiram diante dos aplausos. Os atletas estão de parabéns, sim, pela superação, pelo pouco tempo de treinamento que Cristóvão teve. Mas, se tem alguém mais vencedor dessa noite, é o torcedor do Flamengo, que entendeu o seguinte: nós podemos contratar esses nomes todos, pode vir o Guerrero, mas a maior contratação que o Flamengo tem é seu torcedor, não resta a menor dúvida. Eu posso dizer isso, porque eu já fui adversário durante um tempo e agora estou desse lado de cá. Então, nenhuma contratação que eu fizer vai ser melhor do que torcedor do Flamengo apoiando - elogiou.

Assumidamente "marrenta", a torcida rubro-negra, que cantou praticamente durante todos os 90 minutos, tratou de elogiar a si mesma após o apito final, soltando o tradicional "Ôoo, que torcida é essa?". Cristóvão Borges garante saber que torcida é essa, pois, a exemplo de Caetano, a conhece desde os tempos de adversário. Para o treinador, explorar o potencial dessa massa é obrigação na busca por uma arrancada no Brasileirão 2015.

- Fundamental e decisiva sempre. Nós sabemos disso, e os adversários também. Temos que fazer isso valer. Flamengo é briga, luta, vitórias e títulos. Precisávamos de uma vitória. Pedimos, convocamos, e eles vieram. Jogaram juntos e ficamos todos felizes - celebrou o comandante.

Seguro, Samir acerta todos os passes e é líder de desarmes contra a Chape


Samir, com Wallace e Márcio Araújo, contra a Chapecoense (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)Samir teve atuação segura em seu segundo jogo após três meses afastado da equipe - sofreu lesão na coxa direita em jogo contra o Botafogo e deixou o campo chorando, em 1º de março deste ano. O zagueiro acertou todos os passes que tentou (37) na vitória por 1 a 0 sobre a Chapecoense, sábado, no Maracanã. Ainda foi o líder de desarmes e roubadas de bola (travar e sair com ela nos pés), com quatro e duas, respectivamente.

- Sempre tento aprimorar todos os fundamentos, e o passe é um dos principais do futebol. Fico feliz por ter acertado os passes e por ter contribuído. Estávamos em busca da primeira vitória e, felizmente, ela veio - disse o camisa 14, de 20 anos.

Conhecido por um histórico de lesões em uma ainda tenra carreira, Samir gerou certa impaciência na torcida ao desabar no gramado por duas vezes durante o segundo tempo do jogo. Embora os rubro-negros apostem no jogador, a fragilidade física gera preocupação. Mas, neste sábado, não foi nada grave. É o que próprio garante.

- A partida foi muito intensa e todos deram o máximo. Senti um pouco de cãibra devido ao esforço, mas foi apenas isso. Teremos uma semana de trabalho até o próximo jogo e vamos trabalhar forte para vencer outra vez.

Tema indispensável a qualquer alusão ao jovem ultimamente é a reaproximação da Udinese, que tenta pela segunda vez tirá-lo da Gávea. E ele, que não é de fugir de dividida, dessa vez "tirou o corpo" da jogada para não se comprometer.

- A minha preocupação é ajudar o Flamengo. Sendo assim, não vou entrar em detalhes com relação a este assunto. Estou muito feliz no clube e ainda mais animado por ter voltado a jogar - despistou.