quarta-feira, 31 de julho de 2013

De volta à base, Mattheus e Rodolfo agradam técnico: ‘Muita vontade’


Faz uma semana que Mattheus e Rodolfo deixaram o grupo principal do Flamengo e voltaram a treinar nas divisões de base. Sem espaço com Mano Menezes na equipe principal, a dupla, o goleiro Luan e o meia-atacante Thomás foram mandados de volta para o time de juniores. O próprio treinador foi responsável por dar a notícia ao quarteto, sob a justificativa de que não seriam aproveitados em um curto prazo e ainda têm idade para disputar a Taça BH da categoria, prevista para a segunda quinzena de agosto.

Nos juniores, a missão de cuidar da evolução técnica e tática, dar ritmo de jogo e trabalhar a cabeça dos garotos é do treinador Cleber dos Santos. Os quatro já foram comandados por ele. Luan e Thomás recentemente disputaram o Carioca de juniores e foram vice-campeões. Mattheus e Rodolfo também trabalharam com Cleber no ano passado, mas havia a preocupação de que ficassem desanimados com a volta à base. O técnico diz que o comportamento da dupla até surpreende.

Montagem Mattheus e Rodolfo (Foto: Editoria de Arte) 
Mattheus e Rodolfo não ganharam espaço com Mano e voltaram para a base (Foto: Editoria de Arte)
 
- Eles desceram com a cabeça muito boa, tranquilos. Estão com muita vontade, buscando realmente a melhora individual deles para que tenham oportunidade de subir, para que o Mano possa vê-los atuantes. Até porque no profissional é uma rotina de jogos muito intensa. Já que têm idade de juniores, a gente vai para uma competição de nível nacional, são muitos clássicos, muitos jogos, é interessante que consigam entrar em ritmo de jogo, para que num futuro próximo possam estar novamente à disposição do profissional. Não é demérito nenhum para um jogador descer. Se o Mano precisar, eles estarão prontos. Todos vieram com a cabeça muito boa. Até surpreende pelo fato de terem descido. Desceram buscando melhorar – disse Cleber.

Mattheus e Rodolfo chegaram a ser relacionados para a partida de volta contra o ASA, pela terceira fase da Copa do Brasil, mas não entraram em campo. O filho de Bebeto renovou o contrato com o clube por cinco anos recentemente, após quase se transferir para o Juventus, da Itália. Em 2013, porém, ele ainda não entrou em campo com a camisa rubro-negra e permaneceu um longo período treinando separado até que fosse definido o imbróglio com a Velha Senhora.

A situação que mais chamou a atenção foi a de Rodolfo. De contrato renovado por quatro anos, o meia deixou de ter oportunidades depois de ser um dos grandes destaques rubro-negros no começo da temporada, ainda com Dorival Junior. Após ser titular em alguns jogos com Jorginho, perdeu espaço pouco após assinar no novo vínculo e agora volta para a base. Com Mano Menezes, teve seu “melhor momento” ao participar de atividades táticas em jogadas de bola parada em Pinheiral.

- Todos foram meus jogadores. No meu retorno ao Flamengo, peguei a geração 94, que é a geração do Mattheus. Rodolfo despontou na Taça BH do ano passado. Ele, Rafinha, Fernandinho (os dois últimos estão no profissional). Sem dúvida ele e Mattheus são jogadores que têm qualidade técnica impressionante, muito bons, precisam evoluir em alguns aspectos, para quando chegarem no profissional conseguirem a sua vaga e serem aproveitados da melhor maneira.

Cleber conta que Mano o procurou para uma conversa sobre o trabalho que pretende realizar e disse que vai observar a base cada vez mais de perto.

Rodolfo treino flamengo (Foto: Ivo Gonzalez/Agência O Globo)
- O Mano passou quais eram os objetivos de descer esses jogadores. É para poderem buscar alguma coisa, de jogar mesmo, competitividade maior.
Estão bem fisicamente, tecnicamente. É mais a questão de ritmo de jogo mesmo. Jogo-treino é diferente de jogo. Nosso objetivo é tentar colocar todos em condições de atender os objetivos do Mano, ele tem acompanhado, está conhecendo o elenco, conversou sobre alguns jogadores, está interessado, está buscando informações da base. Foi o treinador que chamou para conversar, trocar ideia, o que entende sobre modelo de jogo, de treino.

Mattheus e Rodolfo voltam aos juniores como titulares e vão fazer alguns amistosos para ganharem ritmo até a estreia na Taça BH. O técnico da base vê a dupla mais madura e capacitada para exercerem liderança sobre os companheiros.

- Naturalmente amadurecem como homens. Estão na presença de homens, no dia a dia do profissional, lidando com imprensa, pressão, mesmo que não estejam atuando. Vão para jogos, tem a rotina, fazem uma leitura diferente do jogo, estão entendendo o jogo bem. Essa liderança é notória, do Mattheus principalmente, de querer buscar o jogo. A questão da experiência é importante. Quando descem, trazem muita bagagem de cima. É interessante para a gente o convívio, passam como é o vestiártio do profissional, com é lidar com o treinador, preparador físico, com jogadores consagrados. Essa troca de experiência é interessante.

O primeiro teste de Mattheus e Rodolfo na volta aos juniores será nesta quarta-feira, em um jogo-treino contra a Portuguesa da Ilha do Governador. A atividade será na Gávea.



Flamengo empresta novamente meia Camacho ao Audax Rio


Camacho já se apresentou ao Audax Rio (Foto: Divulgação)
Camacho está de volta ao Audax Rio. Depois de disputar metade do Campeonato Carioca deste ano pela equipe e retornar ao Flamengo no fim da competição, o volante retorna ao Audax por empréstimo. Aos 23 anos, o jogador ficará no clube até o fim do Carioca do próximo ano. Ele pertence ao Rubro-Negro.

Camacho já se apresentou e treina com o resto do elenco que se prepara para disputa da Copa Rio, que começa em setembro. Durante esse período de inatividade, o volante permaneceu treinando no Flamengo, mas não esteve nos planos de Jorginho e Mano Menezes.

O Audax Rio está no Grupo D da Copa Rio, junto com Resende, Nova Iguaçu e Bangu.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Luiz Antonio busca se firmar com o xará Mano: 'Hora de virar realidade'





Luiz Antonio e Mano Menezes treino flamengo (Foto: Cezar Loureiro / Agência O Globo)
De titular com Vanderlei Luxemburgo ao ostracismo com Dorival Junior, Luiz Antonio vive uma instabilidade desde que subiu ao time profissional do Flamengo, em 2011. Teve oportunidades com Joel Santana e Jorginho, mas não se firmou. Destaque no empate por 1 a 1 com o Botafogo, o volante treinou entre os titulares nesta terça-feira e deve começar o jogo contra o Bahia na quarta. Desta vez, ele acredita que chegou a hora de se livrar do rótulo de promessa sob a orientação de seu xará Mano Menezes, que se chama Luiz Antônio Venker Menezes.

- Sensação boa de ter voltado a jogar, coisa que não vinha acontecendo. Estava esperando minha oportunidade, trabalhando sempre. Fiquei feliz de ter entrado, ajudado o time e por ter estreado no maior palco do mundo, agora reformado. Fico feliz por tudo isso que fiz em 45 minutos. Chegou a hora de o Luiz Antônio deixar de ser um pouco de promessa e virar mais realidade. Tenho 22 anos e quero me firmar. Acho que já acabou isso de promessa, mas para provar que virei uma realidade só mostrando dentro de campo - disse o jovem.

Perguntado se sabia que tinha o mesmo nome do novo comandante rubro-negro, Luiz respondeu positivamente e relatou algumas brincadeiras do chefe, a quem fez elogios:

- Ele comentou comigo que é meu xará. É uma pessoa boa, que nos ajuda muito. Ele brinca de vez em quando comigo: "Fala aí, xará, tudo bem?". É um cara mais guardado, às vezes brinca, às vezes fica mais sério, mas tenho uma boa relação com ele. Ele tem boa relação com todos os jogadores.

Luiz Antonio e Lodeiro Flamengo e Botafogo (Foto: Dhavid Normando / Agência estado) 
No clássico, Luiz Antonio entrou na etapa final e criou jogada do gol (Foto: Dhavid Normando/Agência estado)
 
Em relação ao trabalho de Mano, o garoto observou uma melhoria tática do time rubro-negro, projetando um crescimento ao longo do Campeonato Brasileiro.

- Ele está começando a dar padrão de jogo, estamos conseguindo fazer o que ele está pedindo. Não estamos conseguindo o resultado do jeito que queríamos, mas já temos outra cara. A gente marca mais agrupado, um está mais junto do outro. O time está mais consciente das coisas que vem fazendo, um pouco mais certinho e um pouco mais compacto. Essa é a cara do Mano - afirmou.


  Autor do lançamento que resultou no gol flamenguista no empate por 1 a 1 com o Botafogo, Luiz contraria a visão de alguns botafoguenses que consideram a jogada como um "chutão".

- A minha intenção não foi dar chutão em nenhum momento. Os dois times estavam lançando. Minha intenção era lançar no Hernane, mas a bola foi um pouco forte e não pegou a altura que eu queria. Queria que fosse mais alta para ele raspar, ela acabou baixando, mas deu certo. Ele encostou na bola e ela sobrou para o Elias - concluiu.

Flamengo x Atlético-MG: bilhetes para jogo em Brasília à venda pela internet


Os ingressos para o jogo entre Flamengo e Atlético-MG, domingo, às 16h, no Mané Garrincha, em Brasília, já estão à venda pela internet. Sócios do projeto “Nação Rubro-Negra” têm 50% de desconto.

Os bilhetes para a arquibancada superior custam R$ 100. Os de arquibancada inferior saem por R$ 180, enquanto o setor Vip está sendo vendido a R$ 260.

A venda on line é feita através do site do Flamengo.

Com Gegê, Flamengo estreia na segunda etapa da LDB e tenta se manter invicto

A Liga de Desenvolvimento de Basquete (LDB) está de volta. A partir desta quarta-feira, 20 equipes disputarão a segunda etapa da edição 2013 da competição. Os confrontos seguem até o próximo domingo e foram divididos em duas sedes, Brasília e São José dos Campos (SP). Ainda não será desta vez que os invictos Flamengo e Minas se encontrarão em quadra, mas as duas equipes brigam “a distância” pela liderança do maior torneio de base do basquete brasileiro.

A equipe sub-22 do Rubro-Negro poderá contar com uma nova arma para tentar manter a invencibilidade. O armador Gegê, que integrou o time principal na conquista do Carioca 2012, voltou de Kazan, na Rússia, onde defendeu a seleção brasileira na disputa da Universíade. O jogador de 1,88m é uma das apostas do técnico Paulo Chupeta para manter 100% de aproveitamento na competição.

Destaque do Flamengo, Gegê estreia na competição após defender seleção na Rússia (Foto: Divulgação) 
Destaque do Flamengo, Gegê estreia na competição após defender seleção na Rússia (Foto: Divulgação)

- Nós estamos treinando diariamente e estamos com uma preparação forte para esta etapa. Temos como objetivo terminar a fase de classificação na primeira posição para ter o direito de sediar as Finais. Então, temos consciência de que todo jogo é de extrema importância para nós. Teremos a volta do Gegê, além da estreia do André Pizzolato, e vamos com força máxima para esta etapa - afirma o treinador rubro-negro.

Cada time disputará cinco partidas consecutivas. O Flamengo estreia nesta quarta-feira, às 11h, contra o Grêmio Náutico, no ginásio Lineu de Moura, em São José dos Campos. Os paulistas São José, Bauru, Franca, Pinheiros, Paulistano e Limeira também entram em quadra na cidade, assim como Tijuca (RJ) e Dom Bosco (PR).

Nos jogos que serão disputados na capital federal, entram em quadra o anfitrião Brasília, os mineiros Ginástico e Minas, os pernambucanos Náutico e Sport Club do Recife e os capixabas Praia Clube e Vila Velha, além de Basquete Cearense (CE), Vitória (BA) e Goiânia (GO). A missão do Minas também é manter a invencibilidade conquistada na primeira fase da competição.

- Nossas expectativas são as melhores possíveis. Sabemos que vamos enfrentar jogos duros e com o regulamento novo esses cinco jogos são de imensa importância, pois valem o dobro ser perde ou se ganhar. A primeira fase foi ótima para nós, mas já passou. Temos novos objetivos para essa segunda fase. Com os pés no chão vamos tentar fazer uma ótima fase de novo - avalia o ala Rafa Moreira, um dos destaques do Minas.

Confira os jogos da LDB 2013 nesta quarta-feira:

Brasília (Ginásio da Asceb)
09h - Náutico x Ginástico
11h - Basquete Cearense x Minas
15h - Sport Club do Recife x Vitória
17h - Brasília x Vila Velha
19h - Vitória (BA) x Goiânia

São José dos Campos (Ginásio Lineu de Moura)
09h - Bauru x Tijuca
11h - Grêmio Náutico x Flamengo
14h - Franca x Paulistano
16h - Dom Bosco (PR) x Pinheiros
20h - Limeira x São José


Torcedores do Flamengo terão mais mil ingressos para jogo contra Bahia

Os torcedores do Flamengo que estão em Salvador podem respirar aliviados. Mais mil ingressos para a partida contra o Bahia, que será realizada nesta quarta-feira, serão colocados à venda. A partir das 8h desta quarta, os bilhetes serão comercializados exclusivamente na bilheteria Sul da Arena Fonte Nova, no Dique do Tororó.

As vendas das entradas começaram no início do mês nos balcões Ticketmix dos shoppings de Salvador, nas bilheterias da Arena Fonte Nova e também na internet. Os bilhetes custam a partir de R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia).

A partida, válida pela 10ª rodada do Brasileirão, será realizada nesta quarta-feira, na Arena Fonte Nova, às 21h50m (horário de Brasília). Com 16 pontos, o Tricolor é o 5º colocado da tabela. Já o Flamengo é o 15º, com 10 pontos.

Torcedor Oficial do Bahia
Os torcedores participantes do TOB terão acesso garantido ao estádio mediante apresentação da carteira de sócio. Eles devem entrar na Arena pelo portão Norte, que fica na Ladeira da Fonte, e têm assentos no setor Norte intermediário e inferior. Já quem tem o TOB cadeira ficará no setor Oeste inferior, com acesso pelo portão Sul, no Dique do Tororó.

Os torcedores ainda podem comprar ingressos para o setor Premium, que fica localizado na arquibancada intermediária do setor Oeste. Aqueles que ficam nestes assentos têm mais conforto e comodidade, como cadeira acolchoada e braço com porta-copos, além de acesso ao longe, uma área climatizada com serviço diferenciado.



Torcida do Flamengo faz a zorra em Salvador: 'A Bahia é assim', diz Felipe


Felipe Flamengo desembarque Salvador (Foto: Richard Souza)
Eles chegaram de mansinho, cantando baixo, até meio acanhados. Em meia hora, eram 300 e aumentaram o volume das músicas. Com mais 30 minutos e o reforço de curiosos, viraram 500,  1000. Nem todos estavam vestidos de vermelho e preto, mas bastou o primeiro membro da comissão técnica do Flamengo pisar no saguão do Aeroporto Internacional Luís Eduardo Magalhães, em Salvador, para a zorra começar. Na passagem dos jogadores até o ônibus, por volta das 18h, os seguranças do clube e os contratados para auxiliá-los tiveram enorme trabalho. Foram beijos, abraços, cheiros no pescoço, agarrões e até sustos. O técnico Mano Menezes arregalou os olhos quando uma fã histérica saltou diante dele. Depois, sorriu impressionado.

Paulo Victor teve o cabelo bagunçado, Paulinho foi agarrado e “forçado” a posar para uma foto. Carlos Eduardo quase teve o casaco arrancado. Marcelo Moreno e Adryan sumiram entre os fãs. Mas nada superou o assédio a Léo Moura, Felipe e Gabriel, os dois últimos criados em Salvador e ex-jogadores de Vitória e Bahia, respectivamente.

Felipe foi o mais atencioso com os fãs. Parou no saguão e depois de entrar no ônibus voltou até a porta para distribuir autógrafos e posar para fotos. Sorridente diante de tanto alvoroço, não se surpreendeu e até soltou um palavrão para comentar a recepção fanática. 

- A Bahia é assim! Bom para c....!

Gabriel foi um dos últimos a entrar no ônibus e só conseguiu chegar no veículo carregado pelos seguranças. Será a primeira vez que ele enfrentará o ex-clube.

- Uh é Gabriel! Uh é Gabriel - berravam os rubro-negros.

Mosaico Flamengo desembarque Salvador (Foto: Richard Souza)

Uma fã era a mais ansiosa para ver Léo Moura. Isnara Teixeira, de 16 anos, acompanha o lateral-direito em todas as redes sociais, fez uma faixa para o capitão e exibiu orgulhosa a capinha do telefone celular, que tem a foto do camisa 2.

- Quando eu tiver um filho, vai se chamar Leonardo. Só não vai ter o Moura porque não é meu sobrenome (risos). Nas duas últimas vezes em que o Flamengo veio aqui, o Léo não esteve. Sou fã dele há seis anos. Perguntei a ele no Facebook o horário da chegada do Flamengo e ele respondeu, olha! - disse, mostrando a mensagem em que o jogador dizia a ela o horário da saída do avião do Rio.

Bahia e Flamengo jogam nesta quarta-feira, às 21h50m (de Brasília), pela décima rodada do Brasileirão. O apoio ao time de Mano Menezes também será visto na Fonte Nova. Os ingressos para torcedores do Rubro-Negro estão esgotados. O Fla está em 15º, com dez pontos. O Tricolor é quinto, com 16.


Polido e resignado, Felipe lamenta Flamengo-itinerante: 'Sabemos que é ruim'


Felipe treino Flamengo (Foto: Cezar Loureiro / Agência O Globo)
Falar que Felipe voltou a reclamar da rotina de viagens é exagero, mas é inegável que a insatisfação está evidente. Bem mais polido do que da última vez em que pegou o avião rumo a Brasília – quando esbravejou contra a falta de estádio no Rio em uma rede social –, o goleiro rubro-negro voltou a lamentar um novo longo período fora de casa, nesta terça-feira. Horas antes de embarcar rumo a Salvador e novamente ao Distrito Federal, onde o Flamengo encara Bahia, Atlético-MG e Portuguesa, pelo Brasileirão, o camisa 1 falou da ausência de uma casa definitiva.

Resignado, Felipe tirou o foco da viagem, lembrou que Brasília é a “casa” rubro-negra no momento e tratou de ressaltar a importância de uma série de triunfos para as pretensões do clube na competição nacional.

- Aconteceu, nós temos que cumprir. Sabemos que é ruim esse negócio de não ter local fixo para jogar. A principio, é Brasília. Temos nove pontos para disputar nesses nove dias e esperamos chegar lá na frente (na tabela).

Apesar do início oscilante de campeonato, Felipe evitou definir qual a ambição do Flamengo neste Brasileirão. Tendo como base o equilíbrio da competição, o goleiro preferiu esperar o desenrolar das rodadas e revelou a expectativa por uma “surpresa” no começo de dezembro.

- O campeonato é muito parelho. O Inter era o líder e perdeu para o Náutico, que estava em último. Não tem um grande favorito, é muito nivelado. Depois da chegada do Mano, demos uma crescida boa e ainda temos muito a melhorar. O Flamengo quando entra em um campeonato, independentemente do elenco, entra para brigar. São 38 rodadas e vamos ver o que vai acontecer. Quem sabe no fim do ano podemos ter uma grata surpresa.

Para o goleiro, a equipe tem desempenhado um bom futebol, apesar de ter apenas duas vitórias em nove rodadas. Felipe cita o Vasco para evitar desespero com a proximidade da zona de rebaixamento.

- As boas atuações estão acontecendo, mas precisamos de uma sequência boa de vitórias. Ainda mais em um campeonato como esse, que quem vencer vai logo para cima. O Vasco é um exemplo. Entrou na zona de rebaixamento quando perdeu para gente e vem de dois resultados positivos. Precisamos disso para termos confiança.

Com dez pontos em nove rodadas, o Flamengo ocupa a 15ª colocação no Brasileirão. Nesta quarta-feira, o rival será o Bahia, na Fonte Nova, pela décima rodada. Na quinta, a delegação segue direto para Brasília, onde pega o Atlético-MG e a Portuguesa.



Mano fecha treino, mas Luiz Antonio deve ser novidade contra o Bahia


mano menezes flamengo (Foto: Cahe Mota)
Treino fechado e mistério no ar. Após a melhora de produção do Flamengo no segundo tempo do clássico com o Botafogo, Mano Menezes resolveu não dar dicas para Cristovão Borges sobre a escalação que vai enfrentar o Bahia, quarta-feira, às 21h50m (de Brasília), na Fonte Nova, em Salvador, pela décima rodada do Brasileirão. Por isso, abriu o treinamento desta terça para a imprensa somente uma hora após o início, no Ninho do Urubu. Do pouco que se viu, porém, foi possível deduzir que Luiz Antonio ganhou a vaga de Diego Silva, enquanto Adryan, Gabriel, Paulinho e Carlos Eduardo disputam três vagas no setor ofensivo.

A entrada dos jornalistas se deu logo depois do término de uma atividade tática no campo 1 do centro de treinamento. No local, estavam 11 jogadores de linha, enquanto o restante do elenco trabalhou separado no campo 2. Léo Moura, Wallace, González, João Paulo, Luiz Antonio, Elias, Adryan, Gabriel, Carlos Eduardo, Paulinho e Marcelo Moreno formavam o grupo que recebeu orientações de Mano Menezes. No fim, pouco antes do recreativo, o treinador deu atenção especial à dupla de zaga, com quem teve um longo bate-papo.

No empate com o Botafogo, Diego Silva e Gabriel foram sacados no intervalo para as entradas de Luiz Antonio e Adryan. A saída do camisa 10, no entanto, se deu também pelo fato de voltar de um longo período de inatividade por conta de uma lesão na coxa direita. Com maior volume ofensivo e melhor saída de bola da defesa para o ataque, o Rubro-Negro pressionou o líder do Brasileirão e conquistou o empate com atuação elogiada por Mano.

Enquanto há dúvidas a respeito do setor ofensivo, a ausência de Cáceres segue sendo uma certeza. O paraguaio até já faz trabalhos com a preparação física no campo, após sofrer lesão na coxa direita, mas está fora das partidas contra Bahia, Atlético-MG e Portuguesa. Com 10 pontos, o Flamengo é o 15º colocado no Campeonato Brasileiro.



Elias revela ligação de Thiaguinho após pedir música no 'Fantástico'


Três gols em um clássico entre Flamengo e Botafogo, no Maracanã, não são para qualquer um. E o rubro-negro Elias chegou bem perto de conseguir o feito no último domingo. Não fosse pela anulação de duas jogadas que terminaram com a bola na rede - uma equivocadamente -, ele teria inclusive o direito de pedir música no programa "Fantástico", da TV Globo, que homenageia de forma musical os jogadores que deixarem sua marca três vezes numa só partida. Teria? A produção da atração televisiva encontrou uma "brecha no regulamento" e permitiu que o volante fizesse a sua escolha.

A música, no entanto, teria de ser executada em alta velocidade. Mesmo assim, Elias pôde homenagear o amigo e pagodeiro Thiaguinho, que recentemente foi diagnosticado com tuberculose e passa por recuperação. O sucesso “Sou o cara pra você” foi tocado, mesmo que de forma veloz, e o jogador revelou que já recebeu um telefonema do cantor para agradecer a lembrança.

- Nem vi ainda, mas parece que fizeram uma brincadeira. Quis homenagear o Thiaguinho, que passou por uma doença. Ele até me ligou agradecendo - contou.

Elias ainda afirmou que pretende fazer três gols legais na próxima oportunidade, para que a música seja executada em velocidade normal.

- Nunca fiz três gols no mesmo jogo na minha vida, seria a primeira vez. Infelizmente em um eu estava impedido e no outro, que também foi anulado, não. Mas graças a Deus tive a oportunidade de fazer o terceiro e valeu. Vamos torcer para na próxima valer os três.

Perguntado sobre as comparações entre o Corinthians, seu ex-time e pelo qual torce Thiaguinho, e o Flamengo, Elias logo tratou de falar da cobrança para que os jogadores sempre estejam dando o máximo dentro de campo. O camisa 8 também disse que para atingir o patamar que alcançou na equipe paulista, precisa de conquistas com a camisa rubro-negra.


Elias Coletiva Flamengo (Foto: Richard Souza) 
Elias não esconde o sorriso com a repercussão da noite de artilheiro no Maracanã (Foto: Richard Souza)
 
- O sentimento que vou criar (com a torcida) é se eu ganhar títulos. No Corinthians minha passagem marcou porque eu ganhei títulos. Não pude alcançar essa meta aqui ainda, mas esse é o objetivo. É um time do povo, e eu sou de origem pobre, acaba criando um vínculo maior com essa torcida. As crianças até brincam que todo corintiano é torcedor do Flamengo. E em campo às vezes faz diferença. No Corinthians o torcedor gosta de raça, e no Flamengo não é diferente.

O Flamengo volta a campo nesta quarta-feira, contra o Bahia, às 21h50 (horário de Brasília). A partida, válida pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro, acontece na Fonte Nova, em Salvador.


Com sua baianidade intacta, Gabriel revê o Bahia e estreia na Fonte Nova



Gabriel Flamengo (Foto: André Durão / Globoesporte.com)
A discrição está no jeito pacato de se expressar, nas roupas, no gosto musical. A baianidade salta pela boca na primeira palavra. E ele quer que seja sempre assim. Gabriel trocou Salvador pelo Rio de Janeiro há quase sete meses, mas conserva o sotaque arrastado intacto. A vida na capital fluminense também não mudou em nada a tranquilidade do meia-atacante. Mas a saudade da terra natal cresce a cada dia.

- Como baiano, sinto falta de tudo. É a terra onde eu nasci, o lugar que amo. Sinto falta de tudo lá.

Aos 23 anos, Gabriel realiza o sonho de defender o clube de um grande centro do futebol brasileiro, mas teve de deixar para trás uma paixão. As cores do Bahia sempre estiverem presentes na vida dele, ainda que a mãe e avó preferissem o rubro-negro do Vitória. Mas o pai e o avô, Flávio, campeão brasileiro pelo Tricolor em 1959, trataram de doutriná-lo.

- Comecei a ir para a Fonte Nova com oito, nove anos, e não parei mais. Nos jogos mais importantes do Bahia eu estava lá.

Gabriel só esteve na Fonte Nova, a antiga, como torcedor. A nova, moderna e pronta para a Copa do Mundo do ano que vem, ele vai conhecer nesta quarta-feira. O Bahia recebe o Flamengo às 21h50m (de Brasília) pela décima rodada do Brasileiro. Hora de voltar para casa, mas desta vez como adversário. Camisa 10 do Rubro-Negro, ele encara o reencontro com naturalidade.

- O Bahia é a equipe que me deu todas as oportunidades possíveis, mas hoje eu defendo o Flamengo, tenho que fazer o melhor pelo Flamengo.

Confira o bate-papo com o jogador:

Qual foi a última vez que esteve em Salvador?
Desde a folga no início de junho para a Copa das Confederações que não vou lá.

O que sente mais falta da Bahia?
Como baiano, sinto falta de tudo. É a terra onde eu nasci, lugar que eu amo, sinto falta de tudo lá.

Nunca jogou na Fonte Nove, não é?
Na Fonte Nova só fui como torcedor. Só pisei no gramado quando o Bahia subiu de divisão, entrei no gramado no meio da festa. Não era nem da base ainda. A torcida entrou, eu estava no meio e entrei também para comemorar o acesso (risos).

Como vai ser enfrentar o Bahia?
É a equipe pela qual tenho carinho imenso, me projetou para o futebol. É a equipe que me deu todas as oportunidades possíveis, mas hoje eu defendo o Flamengo, tenho que fazer o melhor para o Flamengo.

A família é toda tricolor?
Quase toda, minha mãe e minha avó torcem para o Vitória. Mas meu pai, praticamente a família toda, é tricolor.

MOSAICO - Gabriel flamengo e Bahia (Foto: Editoria de arte) 
Há sete meses no Rio, Gabriel mantém sotaque e jeito baiano (Foto: Editoria de arte)

E de que lado vão estar na quarta-feira?
Acho que do lado do Gabriel (risos).

Sua história é muito curiosa pelo fato de ter sido descoberto num baba (pelada) pelo atual presidente do Bahia, o Marcelo Guimarães. Mas como começou a relação de torcedor com o clube?
Sou torcedor sempre, desde pequeno. Meu avô foi campeão pelo Bahia em 59, o Flávio. Tem essa ligação, como torcedor do Bahia sempre ia aos estádios. Comecei a ir para a Fonte Nova com oito, nove anos, e não parei mais. Nos jogos mais importantes do Bahia eu estava na Fonte Nova. Deus me deu a oportunidade de defender o Bahia, clube que eu era torcedor, e isso foi muito importante.

Você falou que era torcedor. Não torce mais pelo Bahia?
Torço pelo sucesso do Bahia sempre. Acompanho as notícias. Sempre que posso vejo os jogos. Tenho muitos amigos lá, é o clube que desde pequeno aprendi a gostar. Torço para que o Bahia se dê muito bem.

Chega a ser estranho se preparar para enfrentar o Bahia, para tentar derrotar o time do coração com o Flamengo precisando de vitória?
Futebol é assim, tem que encarar da melhora maneira, estou defendendo as cores do Flamengo, precisamos da vitória e vamos em busca.

Como foi o processo até ganhar um espaço no time do Bahia?
Muito sofrimento, era um dos últimos atacantes do time júnior, tiveram muita paciência comigo lá até eu chegar no sub-23. Aí me colocaram no profissional e fui entrando aos poucos. Tinha chance, às vezes de titular, muitas vezes no banco, às vezes era cortado. Mas tive paciência e perseverança.

Você imaginava em tão pouco tempo vir para o Flamengo, vestir a 10, e voltar para a Fonte Nova contra o Bahia?
Não imaginava. É como se fosse um sonho. O Mano ainda não escalou o time, espero jogar para defender o Flamengo.

O que o pessoal de lá costuma dizer sobre esse seu crescimento?
Muitos acreditavam em mim, fiz uma boa temporada pelo Bahia no ano passado, acreditavam em mim pelo que viam. Para eles não foi muita surpresa. A surpresa foi mais para a torcida, para quem estava de fora.

Quem é que está lá que você vai poder reencontrar?
Quase todos, eles mantiveram a base do ano passado. Quase todos são meus amigos lá.

E quem são os mais próximos?
Tem o Hélder, o Lomba, Souza, Titi. Todos são meus amigos.

Conhece bem o time. Vai poder ajudar o Mano?
Posso ajudar, apesar de o treinador ser diferente (Cristóvão Borges), o esquema é diferente agora, mas conheço as características dos jogadores.

Quem merece cuidado?
Estão com um time bom, armado, ajustado. Talisca vem jogando muito bem, Fernandão está bem, o Marquinhos Gabriel... É uma equipe veloz, temos que tomar cuidado.

Perdeu alguma coisa da sua baianidade?
Não, sou baiano, não tem jeito. As comidas, tudo, não perdi nada. Meu jeito de ser é o jeito baiano.

Que lugares de Salvador você frequentava e que sente falta?
Não sou muito de sair. Vou para Salvador e fico na casa de minha mãe e minha avó, na Cidade Baixa, Jardim Cruzeiro. E é ali que me sinto bem, com meus amigos de infância. Não sou de sair muito de lá.

O povo baiano tem uma ligação muito forte com religião. Os orixás, o candomblé. Qual a sua relação ou crença?
Eu acredito em Deus só. Minha crença é só em Deus, nas outras eu não acredito.

Sua família toda é assim?
É. Só minha avó que faleceu que era evangélica.

E música, gosta de música? O baiano tem essa coisa do ritmo, da ginga. Curte isso?
Curto axé, gosto muito de partido alto, do pagode meio romântico, curto bastante. Minhas músicas são mais lentas.

E é bom de dança?
Nada! Não é minha praia (risos).

Aproveitava o Carnaval na adolescência?
No Carnaval sempre ia para a ilha, não ia para avenida. Não era meu forte. Preferia um lugar mais tranquilo.

Gabriel carro treino Flamengo (Foto: Fabio Leme)
Você não perdeu nada do sotaque. O pessoal aqui do Flamengo, os cariocas, brincam com isso?
Espero não perder, meu jeito, meu sotaque, gosto muito. É meu jeito baiano de ser. Espero guardar para o resto da vida. O pessoal aqui é bem tranquilo.

Tem alguma gíria que use mais?
No dia a dia o baiano fala muito "velho", mas fala "véi". "Ei, véi". É normal, não tem como mudar (risos).

E essa coisa da preguiça...
Mentira, cara. Tem preguiça não. Baiano é trabalhador, acorda às quatro da manhã para trabalhar. Não é preguiçoso, não. Rotularam o baiano errado.

Sua rotina no início de carreira mostra isso?
Acordava dez para as cinco para treinar, pegava dois ônibus para chegar às sete horas no Fazendão. Depois do treino duro, voltava mais uma hora e meia em pé no ônibus. Como é que é preguiçoso. Tem essa história, não (risos).

Juan fez o gol pelo Internacional contra o Flamengo há duas rodadas e chegou a pedir desculpas aos rubro-negros pela relação com o clube. Já pensou nisso? Na sensação de fazer um gol no Bahia?
Ainda não pensei nisso, deixo para a hora do jogo. Espero fazer gols. Se vou comemorar? Ainda não sei dar a resposta.

O que achou na Fonte Nova?
Vi por fora. Muito linda, muito bonita. A ansiedade sempre é para jogar, estar em campo é a coisa que mais gosto.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Flamengo fatura R$ 1 mi e vê 'show' de torcida, mas terá nova maratona longe do Rio

 O Flamengo voltou ao Maracanã no último domingo, no empate por 1 a 1 com o Botafogo, viu um bonito show de sua torcida nas arquibancadas e faturou cerca de R$ 1 milhão (o clube dividiu a renda de R$ 3 milhões com consórcio, além de penhoras) com o clássico. O cenário animador no retorno ao Rio de Janeiro, porém, não será repetido com frequência nas próximas semanas.

Com partidas fora de casa e um contrato de seis jogos com o Governo do Distrito Federal nas rodadas seguintes do Campeonato Brasileiro, o rubro-negro terá apenas um jogo no Rio de Janeiro até o início de setembro - contra o Fluminense, no dia 11, em partida que não tem o mando de campo.

E a maratona começa na terça-feira. Após treinos no CT Ninho do Urubu na tarde desta segunda e na próxima manhã, o elenco do Flamengo embarca para Salvador, onde enfrenta o Bahia na quarta-feira. Na sequência, novamente longe do Rio de Janeiro, o rubro-negro segue para Brasília, onde enfrenta Atlético-MG e Portuguesa, nos dias 4 e 7 de agosto, respectivamente.

O time volta ao Maracanã para o clássico contra o Fluminense, mas depois pega a estrada de novo para visitar Goiás, Corinthians e Cruzeiro, além de receber Grêmio, São Paulo e Vitória em sua "casa" na capital federal, retornado ao Rio de Janeiro apenas no dia 9 de setembro.

Satisfeito com a sensação de jogar no Maracanã no último fim de semana, o técnico Mano Menezes não escondeu a lamentação por ter que deixar a cidade por conta de compromissos firmados anteriormente.

"Queremos jogar mais no Maracanã, sim. O Rio de Janeiro é a casa do Flamengo, mas, infelizmente, temos que cumprir alguns acordos estabelecidos lá atrás. O que vamos tentar fazer é minimizar esses desgaste que teremos pela frente reduzindo alguns deslocamentos. Vamos tentar tornar mais natural essas viagens".

Polêmica e indefinição
E mesmo após o fim do contrato com o Governo do Distrito Federal, o Flamengo ainda não sabe se voltará a jogar com frequência no Maracanã no segundo turno do Campeonato Brasileiro.

Ainda que tenham um acordo firmado até o fim de 2013, clube e consórcio responsável pela administração do estádio não vêm tendo uma boa relação e vão se reunir nos próximos dias por alguns ajustes para que o rubro-negro não fique ainda mais tempo longe de sua torcida.

Na posição certa, Adryan aparece: ‘Outros me colocavam de atacante’


O jogo contra o Botafogo foi só o décimo de Adryan na temporada. E é muito representativo para o meia. Isso porque depois de um longo período ele, enfim, foi escalado na posição em que se destacou na base do Flamengo e da seleção brasileira. É na armação que o jogador de 18 anos sente-se à vontade, algo que nos últimos tempos os treinadores do clube insistiam em não perceber. Joel Santana, Dorival Júnior e Jorginho sempre enxergaram no jogador um potencial de atacante de lado, um ponta pela esquerda. Adryan acatou ordens, não rendeu e acabou sem espaço.

Nesse domingo, no empate por 1 a 1 com o Alvinegro, entrou no lugar de Gabriel no intervalo e mudou o jogo. Foram dribles, enfiadas de bola e dois chutes na trave. O técnico Mano Menezes gostou e elogiou o jogador após o clássico. Adryan se reencontrou.   

- Fiquei feliz por jogar numa posição que me deixa à vontade. Gosto de jogar por trás dos volantes adversários. Quando recebia a bola, sempre recebia livre, isso me ajudou bastante. O Mano me colocou na mesma posição que joguei no Mundial sub-17, no México. É ali que gosto de jogar. Mas os outros treinadores me colocavam de atacante, aberto pelos lados. Vou falar que não vou jogar? O que quero é jogar sempre, independentemente da posição, mas me sinto à vontade jogando no meio, com uma referência no ataque, como foi com o Marcelo Moreno contra o Botafogo - disse.

Agora que Mano achou sua posição, o meia quer mais oportunidades de jogar. O rendimento no jogo de domingo o satisfez, mas ele garante que ainda não é nada perto do que pode fazer.

- Com uma sequência de jogos, posso evoluir, ganhar confiança. Preciso de uma sequência, mas isso quem define é o professor. Estou bastante bem, feliz com a minha atuação. Mas não é nem um pouco do que eu sei que posso dar. Sei que posso dar muito mais do que eu dei. Certeza que com o tempo vou evoluindo. 

Adryan conta que ele e Mano não chegaram a conversar sobre posicionamento antes do jogo. O treinador percebeu que o rendimento dele nos treinos era melhor como armador.

- Vou buscar meu espaço no time titular. Estou me sentindo mais maduro, sei que tenho condição, mas preciso evoluir nos treinos, nos jogos. Sei que tenho muito a melhorar. 

Estreia no Maracanã e traves tiram o sono

O clássico não terminou para Adryan no apito do árbitro Péricles Bassols Cortez. A noite foi longa, segundo ele. Primeiro pela estreia no Maracanã, palco que frequentava como torcedor ainda criança.

- Nem na base eu tinha jogado no Maracanã, nem em amistoso. Fiquei feliz de participar de um jogo oficial no Maracanã, um palco histórico no Rio, no Brasil e no mundo. Cresci vendo jogos do Flamengo ali dentro. Era algo que faltava, jogar com a camisa do Flamengo no Maracanã. Agora, quero um título com o Flamengo. Vou trabalhar para isso.

As duas bolas na trave também causaram insônia.

- A noite foi longa, para dormir foi um sacrifício. No chute de fora da área, foi muito rápido. Quando o Paulinho escorou para mim, bati, ela resvalou na cabeça de alguém do Botafogo e encobriu o Jefferson. Parece que o tempo parou até ela chegar na trave. O outro lance, dentro da área, estava muito fácil. Acho que perdi porque estava absoluto. Eu bati consciente, o Jefferson ficou só olhando, mas subiu demais. Foi gol perdido mesmo.

Desde que foi promovido ao time profissional, no início de 2011, Adryan tenta deixar para trás o rótulo de promessa. O lugar no campo ele parece ter encontrado. Agora, tem de brilhar.


André Santos participa de treino tático e aguarda aval para viagem


André Santos se apressa para entrar em forma, mas por enquanto não tem previsão de estreia. Recém-chegado, o lateral-esquerdo ainda não está nos planos de Mano Menezes para os próximos jogos. Na quarta-feira, o Rubro-Negro enfrenta o Bahia, na Fonte Nova, pela décima rodada do Brasileirão. André, no entanto, aguarda uma decisão do treinador sobre uma possível viagem com o grupo. Como irá enfrentar Atlético-MG e Portuguesa em Brasília, dias 4 e 7 de agosto, em Brasília, a delegação seguirá de Salvador para a capital federal e só retorna ao Rio de Janeiro no dia 8. A relação ainda não foi divulgada.

André Santos e Hernane treino Flamengo (Foto: Alexandre Vidal/Fla Imagem) 
Ainda sem previsão de estreia, André Santos participa dos treinos no Fla (Foto: Alexandre Vidal/Fla Imagem)
 
Na tarde desta segunda-feira, André participou de um treino tático com os reservas e aqueles jogadores que não participaram de todo o empate com o Botafogo, por 1 a 1, no Maracanã. Três times se enfrentam em campo reduzido em jogos que duravam oito minutos. André fez parte da equipe azul, que perdeu mais e no fim teve de pagar uma prenda. Ele e os companheiros tiveram de carregar os vencedores nas costas do centro do campo até um dos gols. Na atividade, o camisa 27 teve algumas dificuldades de movimentação e mostrou cansaço.

O meia Adryan, o meia-atacante Gabriel e o volante Luiz Antonio, que jogaram 45 minutos do clássico cada, participaram do treinamento. O técnico Mano Menezes observou todo o trabalho. Com dez pontos, o Flamengo é o 15º na tabela. O Bahia é o quinto, com 16 pontos. O times se enfrentam às 21h50m (de Brasília).


Reservas fazem treino técnico no Ninho do Urubu


Diego Silva enfrentou o Bota e foi a campo hoje Depois de um empate com sabor de vitória contra o Botafogo, o clima da tarde de segunda-feira (29.07) do Flamengo foi de leveza, mas também de seriedade. Os jogadores que foram reservas no clássico, além de Diego Silva e Gabriel (que atuaram apenas 45 minutos), fizeram um treino técnico no campo 5 do Ninho do Urubu.

Os atletas foram divididos em três equipes por Sidnei Lobo, auxiliar técnico de Mano Menezes. Cada uma formada por seis jogadores e sempre duas delas se enfrentavam, em campo reduzido, enquanto a outra esperava para ir ao gramado e dar continuidade ao revezamento. Após o trabalho, os integrantes da equipe que mais perdeu tiveram que carregar nas costas os atletas do grupo que mais venceu.

"Teve a brincadeira no final, mas o treino foi bem competitivo e sério. Até porque é o treino mais importante antes do jogo contra o Bahia, pois amanhã, como é véspera da partida, não será tão intenso. Botamos algumas regrinhas no treinamento para estimular a competitividade dos jogadores. Luiz Antônio, Gabriel, Adryan e Diego Silva participaram porque jogaram só metade do jogo de ontem", explicou o auxiliar técnico de Mano Menezes.

Com exceção de Gabriel e Diego Silva, os titulares contra o Botafogo ficaram apenas na academia, onde fizeram musculação. Nesta terça-feira (30.07), o elenco fará o último treino no Centro de Treinamento antes da viagem para Salvador. Na capital baiana, o Flamengo enfrentará o Bahia na noite de quarta-feira (31.07), pela décima rodada do Brasileirão.


Elias lamenta cartão após comemorar gol com a torcida: 'Está ficando chato'


O primeiro gol no estádio mais famoso do Brasil já seria motivo de comemoração. Mas além disso, a bola na rede aos 49 minutos do segundo tempo empatou o clássico contra o Botafogo por 1 a 1 e permitiu que o Flamengo terminasse a rodada fora da zona de rebaixamento. A sensação de Elias não poderia ser outra a não ser de euforia no Maracanã. O camisa 8 rubro-negro se jogou nos braços da torcida para vibrar, isso após ainda ter dois gols anulados no decorrer do jogo. No entanto, a comemoração rendeu um cartão amarelo e desagradou o jogador. Nesta segunda-feira, ele reclamou da advertência recebida e usou os campeonatos europeus como exemplo para pedir um futebol menos "chato".

- Me sufocaram ali, fiquei sem respirar, muita gente segurando (risos). Mas é bom, futebol é gostoso por causa disso. Mas está ficando chato, daqui a pouco não vai poder nem comemorar gol. As pessoas que tomam conta do futebol têm que rever essa sugestão de dar cartão amarelo quando o jogador vai comemorar com a torcida. Na Europa é assim, já vi até jogador pular na arquibancada, voltar e não acontecer nada, não ser punido.

As reformas os estádios receberam para a Copa das Confederações permitiram com que a torcida ficasse ainda mais próxima ao gramado. Para Elias, a sensação de compartilhar as alegrias com os torcedores deve ser experimentada por todos os jogadores. Ela ainda relembrou um dos momentos marcantes de sua carreira quando, ao lado de Ronaldo, subiu no alambrado do estádio Prudentão para comemorar o primeiro gol do Fenômeno com a camisa do Corinthians.

- Acho que esses estádios novos estão proporcionando isso para a gente, essas novas sensações. O jogador que tiver a oportunidade, tem que ir. Eu tive a oportunidade no gol do Ronaldo, quando o alambrado caiu, e isso ficou marcado para sempre na minha carreira - relembrou, citando o jogo contra o Palmeiras pelo Campeonato Paulista de 2009, quando o gol do camisa 9 também marcou um empate com sabor de vitória.

Ainda falando sobre o momento especial, Elias revelou a presença da família no estádio.

- Minha família estava lá, meu pai, minha mulher e meu filho de um ano e pouco. Foi meu primeiro gol no Maracanã. Não tem muito o que falar, gol no Maracanã, no último minuto, em clássico, acho que vou contar para os meus netos - completou.

O próximo jogo do Flamengo será contra o Bahia, nesta quarta-feira, na Fonte Nova, às 21h50 (horário de Brasília). O estádio, também reformado para a Copa das Confederações, já presenciou comemorações semelhantes à de Elias, inclusive na sua reinauguração, na goleada do Vitória sobre o Bahia, por 5 a 1, pelo Estadual.

Apesar do empate, torcida do Flamengo é quem sai do Maracanã com sorriso


Bandera de Melo presidente flamengo (Foto: Reprodução / youtube) O Maracanã recebeu um saudoso público de 52.361 pessoas para o clássico entre Flamengo e Botafogo, que voltavam ao estádio depois de três anos. Os rubro-negros estavam em maioria, lotaram a parte atrás de um dos gols e boa parte das áreas mistas, mas por pouco não foram os alvinegros que saíram vitoriosos. Cada clube foi para casa com um ponto, mas o gol de Elias, aos 49 minutos do segundo tempo, no entanto, deu o sabor mais doce para a torcida do Fla no empate por 1 a 1.

O clima entre as torcidas do lado de fora do Maracanã foi de tranquilidade, apesar de ter havido muito contato entre elas nas entradas. Já nas arquibancadas, as provocações começaram antes mesmo de a bola rolar. Os rubro-negros gritavam que os rivais iam em número reduzido ao estádio, e os botafoguenses respondiam com a tradicional canção em alusão ao episódio em que alguns torcedores do Flamengo caíram na geral após o rompimento de uma grade na final do Brasileiro de 1992.

Quando a bola rolou, o Botafogo estava melhor em campo e a torcida alvinegra foi à loucura com o gol marcado por Rafael Marques após passe de Seedorf em jogada ensaiada. Os flamenguistas tentaram dar apoio ao time e gritaram alto para tentar calar os rivais, que pouco depois soltaram o "Uhhh" na cobrança de falta de Seedorf que acertou a trave do goleiro Felipe.

Os rubro-negros começaram a dar sinais de impaciência com os constantes erros do time e exigiram: "Queremos raça". Do outro lado, os confiantes alvinegros provocavam: "Favela, silêncio na favela". Na segunda etapa, a pressão do Fla deixou o clima apreensivo. Por duas vezes o grito de gol dos flamenguistas saiu da garganta, mas em vão, já que o árbitro apontou impedimento de Elias ao balançar a rede.

Os torcedores do Bota começaram a sentir que a vitória se aproximava e, depois dos 40 minutos, começaram a cantar em alto e bom som o hino do clube. A maioria dos rubro-negros não deixou o Maracanã e foi recompensada com o gol de Elias aos 49 minutos. Os torcedores vibraram diante dos incrédulos alvinegros, que tomaram as saídas do estádio ao som da música "Ninguém cala esse chororô". Até o presidente Eduardo Bandeira de Mello entrou na provocação.

Porque todos querem gozar no Botafogo?




Camisas 9 e 10 do Flamengo FA apostam no entrosamento para brilhar

No futebol, o entrosamento entre o camisa 10 e o camisa 9 é algo muito importante. Para os flamenguistas, Zico e Nunes levaram isso a outro patamar. Agora, no futebol americano, o quarterback Ramon “Mamão” Martire e o wide receiver Rodrigo “Vinny” Pons tentam repetir a antiga receita de sucesso. Companheiros também na seleção brasileira, os jogadores são destaque no ataque do Flamengo FA e foram responsáveis por abrir o placar na vitória por 14 a 3 sobre o Botafogo FA neste sábado.

Ramon Mamão Martire e Rodrigo Vinny Pons, flamengo futebol americano (Foto: Arquivo Pessoal) 
Ramon e Vinny usam no Flamengo o entrosamento que têm da seleção brasileira (Foto: Arquivo Pessoal)

Flamengo x Botafogo futebol americano torneio touchdown (Foto: Adriano Albuquerque)
 - A gente joga junto desde 2009 quando começou o Imperadores. Em 2009 eu estava com dois anos de quarterback e ter um cara como o Vinny, que já jogava na areia e era disparado um dos melhores do Rio e possivelmente do Brasil, me ajudava muito porque ele me passava tranquilidade. Em algumas bolas ele falava “pode dar em mim que eu garanto”. Com o passar do tempo a gente foi evoluindo. Hoje a gente sabe o que cada um vai fazer só no olhar ou só com uma palavra – contou Ramon.

O passe de Ramon para o touchdown de Vinny aconteceu logo no primeiro lance do segundo quarto. A 18 jardas da endzone, o quarterback acertou uma jogada que os dois já usam em seus jogos há um bom tempo. “Mamão” é só elogios para o recebedor.



                                  Com marcação em cima, Ramon tenta o passe (Foto: Adriano Albuquerque)

- Ele é um atleta absurdo. Ele pega a bola, ele corre, ele dá pancada, ele apanha.  Ele está em todas. Tudo que tiver que fazer, ele está aí. Ele é muito bom. É um dos melhores, se não o melhor do Brasil – afirmou.

flamengo x botafogo futebol americano (Foto: Reprodução/Facebook) 
Flamengo venceu o Botafogo no último sábado (Foto: Reprodução/Facebook)

Não foi só Vinny que mereceu elogios de Ramon Martire. Para ele, o público presente no Estádio Luso Brasileiro e a boa atuação do Botafogo valorizaram ainda mais a vitória deste sábado.

- A gente estava esperando a torcida e a torcida veio, compareceu e foi muito bom. A gente pegou um time bom. Os dois primeiros jogos foram mais tranquilos, e para o Botafogo a gente teve que estudar mais. O time deles é muito bem postado em campo. Foi um jogo muito bom, num nível muito bom – destacou o quarterback.


Presidente do Flamengo canta o 'chororô' após empate com o Botafogo


O presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, não conseguiu segurar a euforia após o gol de Elias, no empate em 1 a 1 com o Botafogo, neste domingo, no retorno das duas equipes ao Maracanã. O mandatário da Gávea entrou no clima da torcida e cantou junto a música,  ''ninguém cala esse chororô, chora o presidente, chora o time inteiro chora o torcedor''  , uma paródia rubro-negra da música que ficou famosa entre os alvinegros.

O gol de empate saiu aos 49 minutos da partida e a torcida rubro-negra comemorou como se fosse uma vitória. Com o resultado, o time de Mano Menezes deixou a zona de rebaixamento, empurrando o rival tricolor para a zona da degola, além de evitar que o Botafogo voltasse à ponta da tabela. O Flamengo soma 10 pontos e ocupa a 15ª posição no Brasileiro.

Depois da volta ao Maracanã, o Flamengo só retorna ao estádio no próximo dia 11, no Fla-Flu, com mando do Tricolor. Na próxima quarta-feira, o Rubro-Negro encara o Bahia, na Arena Fonte Nova.





Bahia x Flamengo: ingressos para a partida de quarta continuam à venda



As vendas de ingressos para a partida entre Bahia e Flamengo, que começaram no início do mês, continuam. Os bilhetes são comercializados nos balcões Ticketmix dos shoppings de Salvador, nas bilheterias da Arena Fonte Nova e também na internet.

Vale lembrar que as entradas para torcedores do Flamengo estão esgotadas. Para a torcida do Bahia, ainda há ingressos, que custam a partir de R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia).

A partida, válida pela 10ª rodada do Brasileirão, será realizada nesta quarta-feira, na Arena Fonte Nova, às 21h50m (horário de Brasília). Com 16 pontos, o Tricolor é o 5º colocado da tabela. Já o Flamengo é o 15º, com 10 pontos.

Torcedor Oficial do Bahia
Os torcedores participantes do TOB terão acesso garantido ao estádio mediante apresentação da carteira de sócio. Eles devem entrar na Arena pelo portão Norte, que fica na Ladeira da Fonte, e têm assentos no setor Norte intermediário e inferior. Já quem tem o TOB cadeira ficará no setor Oeste inferior, com acesso pelo portão Sul, no Dique do Tororó.

Os torcedores ainda podem comprar ingressos para o setor Premium, que fica localizado na arquibancada intermediária do setor Oeste. Aqueles que ficam nestes assentos têm mais conforto e comodidade, como cadeira acolchoada e braço com porta-copos, além de acesso ao longe, uma área climatizada com serviço diferenciado.

Mano cita Seedorf 'palestrante', quer Fla maduro e não desiste de Cadu

Mano Menezes pede calma aos torcedores para colocar o Flamengo no rumo, mas sabe que ser atendido é um tanto quanto utópico. Ao mesmo tempo em que tenta fazer o time evoluir tecnicamente e taticamente, o treinador espera ver seu grupo mais maduro e preparado para lidar com situações de dificuldade. O empate por 1 a 1 com o Botafogo no domingo virou exemplo. E a postura de Seedorf, também. Mano destacou a forma como o camisa 10 alvinegro, de 37 anos, usa a experiência para tentar ajudar sua equipe e chegou a chamá-lo de “palestrante”. Para o comandante, o grupo terá de acelerar o ganho de experiência.

- Vamos qualificando a equipe naturalmente. Estamos aprendendo muito a cada jogo. Talvez tenhamos que aprender a dirigir mais a equipe, conversar mais com a arbitragem, como vi o Seedorf conversando para caramba, houve um lance em que ele falou seis minutos com o árbitro. Parecia um palestrante. Temos que aprender a conviver com isso. Às vezes, temos que aprender com a dureza do campeonato. Não precisa ficar velho para ficar experiente.

No clássico, o Rubro-Negro fez um primeiro tempo muito ruim, sofreu o primeiro gol, mas conseguiu o empate aos 49 da etapa final. Na partida, alguns jogadores foram criticados pela torcida. O volante Diego Silva, substituto de Cáceres, não foi bem nos 45 minutos iniciais, ouviu vaias e acabou substituído no intervalo. O meia-atacante Carlos Eduardo também não agradou. Sobre o camisa 20, Mano não desiste de recuperá-lo.

- Já são um pouco antigas (as vaias), vamos ter que resolver isso porque não podemos perder ninguém. Temos de ganhar mais jogadores. Carlos Eduardo já está melhor, ainda vai errar, outros erraram também. Vai conviver com essa mudança mais dura em alguns momentos. Na medida em que se dedicar, trabalhar como está trabalhado, logo elas cessarão, e o torcedor vai entender a importância dele para a equipe.

Mano Menezes Flamengo (Foto: Alexandre Vidal / Flaimagem) 
Mano Menezes usa Seedorf como exemplo para Fla ficar mais experiente (Foto: Alexandre Vidal / Flaimagem)

O Flamengo continua em situação difícil no Brasileiro. Com dez pontos, é o 15º. Na próxima quarta-feira, o time enfrenta o Bahia, em Salvador. Mano descarta mudanças na equipe e prefere dar confiança aos atletas.  

- Pedir calma no futebol brasileiro é uma utopia, mas é o que precisamos. Dar segurança a eles. Entender que em alguns momentos não vão entrar bem. Não posso excluir um jogador do grupo. O Brasileiro é muito duro para formar time e elenco. Sempre que tivermos oscilações maiores, que é o que não quero, vou manter jogadores como ele (Carlos Eduardo). Não pode a cada falha, a cada jogo, ocorrer o afastamento da equipe titular.

domingo, 28 de julho de 2013

Leonardo Gaciba diz que segundo gol anulado do Flamengo foi legal

 

'mal anulado' (Reprodução)O Flamengo arrancou o empate contra o Botafogo, neste domingo, no Maracanã, com gol de Elias aos 49 minutos da etapa final. Porém, a história poderia ter sido diferente. No segundo tempo, o próprio Elias teve dois gols anulados. O segundo foi o que gerou mais reclamações, já que, no começo da jogada, o pé de Dória dá condição para o volante e, na sequência, Bolívar domina mal a bola, que sobra para o jogador finalizar para a rede. Para o comentarista de arbitragem do SporTV, Leonardo Gaciba, apesar da posição do atleta ser normal, é muito difícil de ser percebida pelo assistente, já que o corpo do zagueiro do Botafogo está projetado para a frente.

- Independente da origem da jogada, o gol é legal. Se for a cabeçada, o pé do jogador do Botafogo está saindo, mas é uma luta do olho humano com a máquina muito difícil de ser vencida, porque a referência do assistente, na maioria das vezes, é o corpo do jogador. Fica difícil ver partes como o pé, que dá condiçao. Na regra, friamente dentro da lei, é legal. Um gol mal anulado. Mas dentro do campo de jogo é muito difícil de ser interpretado - explicou, durante o "Troca de Passes".

Questionado se, caso Elias realmente estivesse impedido, se a jogada de Bolívar tornaria a posição legal por iniciar um novo lance, Gaciba afirmou que é uma questão de interpretação, já que também pode ser visto como um rebote que o rubro-negro aproveitou.

- Essa questão é interessante colocar, porque estamos radicalizando a modificação na regra. Neste caso, para o Bolívar ser origem da jogada, só se considerar que houve erro técnico do jogador. Que ele teve posse de bola, que teve a bola à sua disposiçao e cometeu um erro técnico. E me parece que isso também, já que ele tenta dominar na coxa e a bola foge. Poderia ser considerado, mas a questão do desvio, não é qualquer movimento do defensor que é considerado desvio. O jogador tem que buscar o jogo, sair da sua posição e tocar a bola mal para se considerar origem (do lance). Nesse caso o jogo vem até o Bolivar, a bola foi até ele, então pode ser considerado rebote. Mas tem essa interpretação de ser erro técnico. Se ele já tinha a bola e dominou mal, tornando-se origem da jogada - concluiu o comentarista.


Após vaias no clássico, Carlos Eduardo recebe apoio de Mano




Flamengo x Botafogo - Vitinho e Carlos Eduardo (Foto: Paulo Sergio/ LANCE!Press)Carlos Eduardo chegou ao Flamengo em janeiro deste ano, e ainda não conseguiu convencer a torcida. Após fraco desemprenho no empate em 1 a 1 com o Botafogo, neste domingo, o meia foi vaiado pela torcida após ser substituído, ainda quando o Alvinegro vencia a partida. O camisa 20 recebe o maior salário do elenco e ainda não marcou com a camisa rubro-negra. Mesmo com as vaias o jogador recebeu o apoio do técnico Mano Menezes.

- Essas vaias são antigas, ele já esta melhor, mas ainda vai errar, como outros jogadores tambem erraram. Ele vai conviver com essa cobrança pois se criou uma expectativa grande sobre ele. Mas ele tem trabalhado para melhorar, tem treinado bem e se dedicado - comentou Mano Menezes.

Carlos Eduardo estreou justamente diante do Botafogo, na fase de grupos da Taça Guanabara, quando o Rubro-Negro venceu o confronto por 1 a 0. O meia jogou apenas os primeiros 45 minutos de jogo, saindo para a entrada de Rodolfo.

A única vez que o jogador foi aplaudido pelos rubro-negros, foi no clássico com o Vasco, em Brasília, porém, também não ficou em campo em toda a partida. Cadu ainda segue realizando um trabalho individual de condicionamento físico.





Mano explica por que mexidas surtiram efeito contra o Botafogo

 
justiceiro (Fernando Soutello / Ag. Estado)Nitidamente superior ao Botafogo no segundo tempo, o Flamengo conseguiu valer das substituições de Mano Menezes no intervalo para conseguir o empate em 1 a 1, neste domingo, no Maracanã. Após o jogo, o treinador explicou por que lançou Luiz Antonio e Adryan logo na volta para a etapa final e como conseguiu também neutralizar alguns pontos de destaque do adversário. Inicialmente, a entrada do volante no lugar de Diego Silva foi para melhorar a saída de bola.

– Luiz Antonio é um segundo volante. Perdemos um pouco de pegada no meio, mas não precisávamos disso tudo no momento. Tinha de priorizar a saída de bola – comentou o treinador rubro-negro.

Com a entrada de Adryan, por sua vez, Mano frisou que não só deu mais opção para a criação como também modificou a maneira de o Botafogo se posicionar em campo, especialmente do camisa 10 do Alvinegro, Seedorf.

– Adryan entrou para ser o segundo armador e dificultar a criação do Botafogo. A partir de um certo momento, eles tiraram o homem de lado, abriu os atacantes e colocou Seedorf para ser o homem central e segurar Luiz Antonio quando ele tentava avançar para sair jogando – disse Mano.

Com o resultado o Rubro-Negro saiu da zona de rebaixamento chegando aos 10 pontos, trocando de lugar na tabela com o Fluminense. O próximo desafio é diante do Bahia, na próxima quarta, em Salvador.

Os gols de Flamengo 1 x 1 Botafogo


Flamengo 1 x 1 Botafogo, melhores momentos - Brasileirão 28/07/201

Elias é só euforia após marcar gol de empate para o Flamengo


A euforia de Elias na comemoração do gol aos 49 minutos é plenamente aceitável. Não só por garantir a manutenção da invencibilidade de Mano Menezes à frente da equipe, como também por livrar o a equipe da zona do rebaixamento, lugar que o Rubro-Negro ocupava antes do jogo.

Mais do que isso, uma celebração especial para o volante, que marcou pela primeira vez no Maracanã, desta vez pelo Fla.
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– Já havia falado essa semana. Apesar de ser paulista, sempre admirei o Flamengo. É um sonho realizado – comentou o jogador.

Explosão no momento do gol que fez com que Elias fosse até a torcida e entregasse a camisa para uma criança que estava acompanhada da família. O ganhador da lembrança, por sua vez, era desconhecida do rubro-negro.

– Não conhecia. Quando geralmente dou alguma camisa procuro uma criança. Tenho filho, sobrinhos e sabemos que eles têm muita paixão, vão ao estádio e torcem muito por nós – explicou.

Flamengo 1 x 1 Bostafogo

      

  Ficha  x  técnica



Data: 28/07/2013

Hora: 18h30m (de Brasília)

Local: Estádio do Flamengo, Maracanã


Árbitro: Péricles Bassols Cortez (RJ)
Auxiliares: Rodrigo Pereira Joia (RJ) e Luiz Claudio Regazone (RJ)

Cartão amarelo: Gabriel,  Gilberto (Bot)Hernane, Elias(Fla)

Gols: Rafael Marques e  Elias(Fla)

Renda/Público: R$ 3.082.555,00/  38.853 pagantes (52.361 presentes) 45mil torcedores do Flamengo

Flamengo: :Felipe, Léo Moura, Wallace, González e João Paulo; Diego Silva(Luiz Antonio) , Elias, Gabriel(Adryan) , Carlos Eduardo( Hernane) e Paulinho; Marcelo Moreno.
Técnico: Mano Menezes


Botafogo: Jefferson, Jefferson, Gilberto, Dória, Bolívar e Julio Cesar; Marcelo Mattos, Gabriel(Antônio Carlos), Vitinho, Seedorf e Lodeiro(Lima); Rafael Marques.
Técnico: Oswaldo de Oliveira



Deus



Jornada Católica reúne 3 Milhões de pessoas nesse momento no Rio de Janeiro.

Número é 3 vezes maior que o maior evento evangélico já realizado no Brasil, a Marcha para Jesus de SP.