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terça-feira, 6 de junho de 2017

O acerto do Flamengo com Éverton Ribeiro


Éverton Ribeiro, FlamengoEntre as muitas contratações que fez para essa temporada, a mais acertada do Flamengo foi confirmada na noite de segunda-feira e tem nome e sobrenome: Éverton Ribeiro é jogador que chega para ser titular, diferentemente de Conca, Berrio e Trauco. Não será difícil para o técnico Zé Ricardo escalá-lo e, tudo leva a crer, será muito útil para o time nessa temporada.

Por ser um jogador que tem vaga garantida, Éverton Ribeiro não provocará muitas discussões. Vê-lo em ação será fácil. O mesmo não acontece com o argentino Dario Conca. O Flamengo também acertou ao contratá-lo, afinal talento nunca é demais. Só que aí temos uma outra situação e, dependendo da forma como for administrada, poderá se transformar em um problema.

A ação exigirá muita serenidade da diretoria do Flamengo. Apesar das poucas horas de beira de campo e de escassa vivência em situações limite, que só o tempo conferirão, Zé Ricardo me parece um profissional sereno e com ideias claras sobre o que pretende fazer. O bom senso terá que partir da diretoria do clube. Primeiro ao dar respaldo ao trabalho do ZR e depois não vergar as pressões muito comuns em grandes clubes e no Flamengo em especial.

PROFISSIONALISMO

No último "Bem, Amigos!", Felipe Anderson, jogador da Lazio e cobiçado por clubes do primeiro escalão do mercado europeu, admitiu que a ida para a Europa o fez profissional.  Se tivesse aqui ficado, palavras dele, não estaria no estágio em que se encontra. Cobiçado por clubes como Manchester United, Felipe Anderson mostrou o quanto o profissionalismo no futebol brasileiro é capenga. Numa conta de várias parcelas, você pode colocar o paternalismo dos dirigentes, a certeza de impunidade dos jogadores e a insegurança que margeia o exercício da profissão de técnico de futebol como determinantes para esse profissionalismo de creche.

O elogiado Casemiro, quando no São Paulo, não tinha a mesma postura que hoje apresenta no Real Madri e reflete no futebol exibido. Na primeira passagem pelo Real Madri desembarcou com a marra que ostentava no Brasil e demorou a se tocar sobre qual o melhor caminho a seguir. A luz acendeu no Porto, e o Real então o trouxe de volta.

O futebol sedimentou a idéia, graças a combinação de paternalismo e amadorismo dos dirigentes desde as categorias de base, de que o jogador tem mais direitos do que deveres. A música toca, o baile segue e os exemplos se acumulam. Vejam o caso do obeso Valter no Atlético Goianiense. Um modelo 100% profissional nem sequer o cogitaria como titular de uma equipe, especialmente de Série A.

Outro exemplo de falta de profissionalismo aconteceu no Botafogo. Noves fora a inabilidade da direção do clube, o comportamento do Sassá ignorou a palavra profissionalismo. Podemos invocar uma série de agruras que sempre pautaram a vida do Sassá, nada diferente da maioria dos jogadores em atividade. Mas a falta de profissionalismo foi premiada com a negociação para o Cruzeiro. Nada garante que lá, ele será um Sassá diferente. Afinal, o Sassá daqui se deu bem.

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