quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Acabou o diálogo entre Bom Senso e CBF


Acabou a lua de mel entre o Bom Senso FC e Confederação Brasileira de Futebol. Durante os meses de setembro e outubro, representantes do movimento de jogadores e de uma comissão de clubes criada pela CBF fizeram várias reuniões, nas quais acertaram aspectos importantes da futura Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte. Nesta semana, o diálogo foi interrompido com acusações de parte a parte - e nada indica que será retomado.

Resumidamente, o projeto prevê facilidades como juros baixos e prazos longos para o pagamento das dívidas fiscais dos clubes - estimadas em R$ 4 bilhões. Em troca, os clubes dariam algumas contrapartidas, como aceitar punições esportivas (rebaixamento, por exemplo) para quem atrasar salários ou sonegar impostos. Até esta semana, Bom Senso, CBF e clubes tentavam dialogar para chegar a um consenso sobre a lei.

Nesta quarta-feira, integrantes do Bom Senso foram a Brasília para um encontro com o ministro do Esporte, Aldo Rebelo. Saíram de lá atirando contra os clubes. O movimento dos atletas reclama que os clubes apresentaram ao governo uma proposta diferente da que havia sido acordada. O presidente do Coritiba e "negociador" da CBF no caso, Vilson Ribeiro de Andrade, deu outra versão:

- O Bom Senso quis incluir alguns pontos no projeto que a CBF e os clubes não concordam. Eles querem um teto para gastos com futebol de 70% do faturamento do clube, nós não. Eles querem um prazo de adaptação 'a nova lei de dois anos, nós queremos três. E houve divergências sobre o formato do órgão fiscalizador das finanças dos clubes. A CBF, que vai pagar a conta, quer uma estrutura mais enxuta.

Apesar de todas essas discordâncias Vilson Ribeiro de Andrade afirma que a relação entre clubes, CBF e Bom Senso não está estremecida. Ao mesmo tempo, o dirigente diz que não haverá mais reuniões ou discussões - e que a decisão agora será tomada pela Câmara dos Deputados.

- Agora é uma decisão política. A Câmaram tem nas mãos o projeto da CBF e o projeto do Bom Senso. Eles que vão decidir.


Prefeitura lança licitação para obras olímpicas no Engenhão: R$ 52 milhões

A prefeitura do Rio lançou nesta quarta-feira o aviso de licitação para obras no Engenhão visando a disputa do atletismo dos Jogos Olímpicos de 2016. O valor estimado é de R$ 52.347.754,34 e a empresa vencedora será anunciado no dia 2 de dezembro deste ano. O prefeito Eduardo Paes vem garantindo que o estádio não precisará ser fechado novamente devido às intervenções, que vão acontecer ao longo de 2015.

Dentre as obras previstas estão a instalação provisória de 15 mil cadeiras, a troca da pista de atletismo, a implantação de rede de média tensão, instalação de novo sistema de som, infraestrutura para cabeamento de telecomunicações, aumento do número de câmeras de segurança, adaptação da rampa externa, aumento do número de projetores e melhorias na iluminação da pista.



Construído para os Jogos Pan-americanos de 2007, o Estádio Olímpico João Havelange está fechado desde março do ano passado, após laudo de uma empresa alemã detectar risco de desabamento da cobertura em caso de ventos acima de 63 km/h. As obras começaram em julho e um ano depois 34 torres foram instaladas para aliviar o peso da cobertura para colocação dos mastros e tirantes que reforçarão os arcos superiores. A cobertura será retensionada, e as torres de escoramento, retiradas. A reforma do estádio do Botafogo conta com cerca de 500 operários, sendo 30 alpinistas, um guindaste de 500 toneladas e outros dois menores.

A reforma é paga pelo Consórcio Engenhão, formado pela Odebrecht e pela OAS. As construtoras, porém, estão pedindo na Justiça ressarcimento de R$ 100 milhões das empresas responsáveis pela construção da cobertura, Racional, Delta e Recoma. Na época da construção, a Delta admitiu incapacidade para construir a cobertura e se retirou do consórcio.

Além da cobertura, o Engenhão recebe desde junho obras de reurbanização no entorno, realizadas pela prefeitura. A principal mudança será a criação da Praça do Trem, que vai aproveitar antigos galpões para se transformar na maior área de lazer do Grande Méier e no maior acesso ao Engenhão. A iluminação será reforçada, uma ciclovia criada e galerias fluviais vão ajudar a eliminar pontos críticos de alagamento nos dias de chuva.


Sem a coisa maldita, vasco, banco faz exposição com clubes parceiros em aeroporto

A Caixa Econômica Federal faz uma exposição no aeroporto de Brasília em que se autointitula “a maior patrocinadora do futebol brasileiro”, diante da quantidade de clubes com os quais mantém parceria. Todas as camisas estão presentes em quadros. O vasco, não. Explica-se: o clube carioca ainda sustenta a logomarca do banco em seus uniformes, mas já não há contrato formal desde o fim de agosto. 

Como ainda sequer liberou a última parcela devido a impostos atrasados, a renovação não pôde ser colocada no papel. As partes esperam um acordo nas próximas semanas após um empréstimo que o Cruz-Maltino espera obter em ampla operação financeira.

O presidente Roberto Dinamite, inclusive, já foi a Brasília para se reunir com a Caixa. 

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Orlando anuncia amistosos com São Paulo e Fla; cariocas não confirmam


Kaká orlando city apresentação (Foto: Reprodução / Facebook)O Orlando City, clube norte-americano que contratou Kaká ao Milan, anunciou que disputará amistosos contra Flamengo e São Paulo nos dias 28 de janeiro e 6 de fevereiro de 2015, respectivamente. O Rubro-Negro não confirma o duelo, que, segundo o Orlando, será realizado na Arena da Amazônia. Em relação ao Tricolor a pendência é a data.

O Orlando, cujo o dono, Flávio Augusto da Silva, é brasileiro e flamenguista, busca aproximar os compatriotas residentes no estado americano da Flórida ao clube que dirige.


Chicão volta a marcar em semifinal e encerra jejum de quase um ano

Um filme repetido, e com roteiro bem agradável para o Flamengo. Chicão entrou em campo na noite de quarta-feira com um jejum incômodo: quase um ano sem fazer um gol. Conhecido por ser um zagueiro-artilheiro na época de Corinthians, completaria a marca nesta quinta. Completaria. Porque coube a ele a missão de vencer Victor em cobrança de pênalti e garantir o 2 a 0 a favor do Rubro-Negro na semifinal da Copa do Brasil. Coincidentemente, em cenário igual ao da última vez que tinha ido às redes: na vitória por 2 a 1 sobre o Goiás, no Serra Dourada, também na última fase antes da decisão da competição..

 O Goiás, por sinal, tinha sido a única vítima de Chicão com a camisa do Flamengo. Em duas cobranças de falta, vazou o goleiro Renan tanto na Copa do Brasil quanto no Brasileirão de 2013. A atuação diante do Galo, entretanto, vai além de gol ou fim de jejum. Praticamente perfeito, o defensor formou uma barreira quase intransponível na frente de Paulo Victor. Apesar dos elogios e da vantagem, ele mantém os pés no chão e prega humildade para que o Rubro-Negro confirme a vaga na decisão na próxima quarta, no Mineirão.

- Fico feliz por essa coincidência. No ano passado, também fiz gol na semifinal, mas temos que manter os pés no chão. Não tem nada decidido. Temos o exemplo do Corinthians, que foi lá e acabou sendo eliminado. Vamos pensar agora na Chapecoense e depois no Atlético-MG. Fizemos um resultado importante, não tomamos gol. Temos tudo para conseguir a vaga, mas com respeito.

Chicão gol Flamengo x Atlético-MG (Foto: Getty Images) 
Chicão festeja após fazer o segundo do Fla contra o Galo (Foto: Getty Images)

Na ausência de Alecsandro, o Flamengo não tem um cobrador oficial de pênaltis definido. Eduardo da Silva, Lucas Mugni e Léo Moura já tinham desempenhado a função. Mas no momento em que Gabriel foi derrubado por Josué na área, Luxa não titubeou e apostou no histórico de Chicão, que busca chegar na quinta decisão de Copa do Brasil consecutiva.

- Olhei para o banco, o Vanderlei me apontou, e jogadores experientes têm que chamar a responsabilidade. O Victor esperou a batida, e eu esperei o tempo todo também. Já tinha batido dois pênaltis contra ele e consegui fazer também. É um grande goleiro, tocou na bola, mas bati forte. Quando pega bem na bola, é difícil pegar.

Flamengo e Atlético-MG decidem uma vaga na final na Copa do Brasil na próxima quarta-feira, às 22h (de Brasília), o Mineirão. Antes, porém, o Rubro-Negro tem pela frente a Chapecoense, domingo, no Maracanã, pela 32ª rodada do Brasileirão.

Flamengo x Atlético-MG - Chicão (Foto: André Durão) 
O zagueiro cobra com precisão o pênalti que selou a vitória no Maracanã (Foto: André Durão)

Diretor do Maracanã elogia torcida e vê comportamento igual ao da Copa


 Palco da final da Copa do Mundo, no dia 13 de julho, o Maracanã voltou a receber as partidas de Flamengo, Fluminense e Botafogo. E, na opinião de Marcelo Frazão, diretor da concessionária que administra o estádio, o comportamento da torcida carioca está cada vez mais parecido com o dos estrangeiros. O executivo destaca um baixo número de cadeiras quebradas, lixo deixado nas arquibancadas e ainda o respeito aos lugares marcados.

- A gente tem um comportamento compatível com o que aconteceu na Copa do Mundo, no número de cadeiras quebradas. Em termos de limpeza, não chega a ser o padrão da torcida japonesa, que deu exemplo aqui no Brasil. Mas você tem um nível de lixo gerado compatível com as médias internacionais. É com alegria que a gente fala que o público se comporta muito bem, inclusive em termos de lugares marcados. Trabalhamos com lugares marcados desde o fim da Copa do Mundo, e o respeito a isso aumenta a cada jogo - disse, em entrevista ao "SporTV News".

Na quarta-feira, o Flamengo venceu o Atlético-MG por 2 a 0 pela semifinal da Copa do Brasil. Foram 45.642 torcedores presentes. Marcelo Frazão elogiou o público e afirmou que não houve nenhum incidente de maior proporção antes, durante e depois da partida.

- Foi um público ótimo, para um primeiro jogo de Copa do Brasil. A operação foi tranquila, em termos de acesso de público e pós-jogo. Uma equipe grande está trabalhando no Maracanã, no rescaldo do jogo. Foi uma operação tranquila pelo tamanho do público que estava aqui.

Apesar dos elogios, o diretor reconhece que a concessionária esperava um público maior, já que 54 mil ingressos tinham sido colocados à venda.

- O que faz diferença é o dimensionamento da equipe. Você tem todos os sentores abertos, independente do público, quando você opta por carga máxima. O que acontece é o monitoramento da venda dos ingressos, para definir o tamanho de equipes. Foram 20% a menos do que a gente esperava inicialmente. Você faz ajustes pequenos, mas não chega a alterar muito o planejamento, na verdade.

O Flamengo volta a jogar no estádio no próximo domingo, para enfrentar a Chapecoense, pelo Campeonato Brasileiro.

Flamengo x Atlético-MG - maracanã (Foto: Thales Soares) 
Flamengo praticamente lotou o Maracanã para duelo com o Atlético-MG (Foto: Thales Soares)
 
 

Com provocação e "mantra", Flamengo bate 100 mil torcedores na Copa do Brasil

Cantoria desenfreada, recorde de público, provocação ao rival e uma profecia já bem conhecida na acústica do Maracanã: "Libertadores, qualquer dia 'tamo' aí". A parceria entre torcida e time do Flamengo fez mais uma vítima na noite de quarta-feira: o Atlético-MG. Com a derrota por 2 a 0, na primeira partida da semi da Copa do Brasil, o Galo aumentou uma lista que conta com Coritiba e América-RN. A diferença é que os mineiros terão a oportunidade de dar o troco na próxima semana, no Mineirão. O duelo que colocou o Rubro-Negro em vantagem na disputa por uma vaga na decisão garantiu também uma marca respeitosa: mais de 100 mil flamenguistas estiveram nos três jogos disputados no Rio de Janeiro pela competição.

 Com os 45.642 presentes diante do Atlético-MG, o Fla chegou a um público de 108.498 torcedores na Copa do Brasil. Se levado em conta apenas o público pagante, o número cai para 97.228. Contra o Galo, 40.909 pessoas pagaram ingresso, melhor marca do clube na edição atual da competição. E não dá para dizer que os mineiros não sofreram com a pressão imposta pelos rubro-negros. Antes mesmo de a bola rolar, a festa era grande a cada gol de confrontos anteriores entre as equipes exibido no telão do Maracanã - além da volta olímpica do time de basquete pelo décimo título consecutivo do estadual de basquete.

Apesar de não lotar o setor de visitantes, a torcida atleticana até tentou se mostrar presente com gritos de incentivo, mas os rubro-negros abafavam logo em seguida. Durante todo o primeiro tempo, a cantoria foi quase ininterrupta, mas as boas defesas de Victor brecaram uma festa maior. Na etapa final, não teve jeito.

Torcida Flamengo x Atlético-MG (Foto: Cahê Mota)
 
Mais uma vez, a torcida do Fla coloriu o Maracanã de vermelho e preto (Foto: Cahê Mota)

Empurrado por um repertório com músicas tradicionais e que chegava ao ápice em decibéis nos versos "isso aqui não é Vasco, isso aqui é Flamengo", o time de Vanderlei Luxemburgo venceu com gols de Cáceres e Chicão, e abriu vantagem na luta por um lugar na sétima decisão de Copa do Brasil de sua história. Com o 2 a 0 no placar, a comemoração se misturou com a provocação direcionada ao lado mineiro do Maracanã.

Depois de Chicão estufar as redes em cobranças de pênalti, o torcedor do Flamengo praticamente deixou de lado o que acontecia em campo e não parou mais de cantar até o apito final. Com o sorriso escancarado no rosto, os rubro-negros provocaram os atleticanos com música que dizia: "No Maracanã, o Galo virou Galinha". As músicas só cessaram em um momento: quando Paulo Victor fez defesa impressionante em finalização de Dátolo e foi ovacionado.

Vanderlei Luxemburgo elogiou a sintonia entre time e torcida, e agradeceu o apoio irrestrito desde sua chegada. Após o episódio das vaias para Lucas Mugni na derrota para o Botafogo, em Manaus, o treinador apontou uma postura diferente do flamenguista carioca e citou a pausa nas críticas a João Paulo como exemplo:

Torcida Flamengo x Atlético-MG (Foto: Cahê Mota) 
A massa rubro-negra é munição forte do Flamengo na Copa do Brasil (Foto: Cahê Mota)

- Há uma empatia do time com a torcida, que apoia, não vaia. Até o João Paulo, que pegavam no pé, já entendem melhor.

Com a vitória garantida, uma profecia que já fez sucesso em outras campanhas vitoriosas do Flamengo recentemente voltou a ser escutada em alto e bom som no Maracanã: "Ihhh, Libertadores, qualquer dia 'tamo' aí". Para repetir o feito do ano passado e voltar à disputa continental, no entanto, ainda faltam três passos. O próximo está marcado para quarta-feira, às 22h (de Brasília), no Mineirão, contra o próprio Atlético-MG.


Paulo Victor faz grandes defesas e cumpre objetivo de sair zerado do jogo

O Flamengo conseguiu uma vantagem importante no confronto com o Atlético-MG na semifinal da Copa do Brasil. Venceu por 2 a 0, não sofreu gol com mando de campo e saiu do Maracanã forte e embalado para o jogo de volta, semana que vem em Belo Horizonte, onde o adversário tem um histórico de reações desde a Taça Libertadores do ano passado.

Para sair de campo com essa vantagem, o Flamengo contou com duas defesas importantes de Paulo Victor, quando o time já vencia por 2 a 0. Uma delas à queima-roupa. Consciente da importância de seu trabalho, alertou para o que o time deve esperar no jogo em Belo Horizonte.

- Eu tinha falado dessa importância. Quando leva gol em casa fica complicado. Fizemos dois e não sofremos. É um campeonato no qual o jogo tem 180 minutos e sabemos da capacidade do Atlético-MG. Precisamos ter tranquilidade, pensar no Brasileiro domingo e depois voltar a trabalhar para a Copa do Brasil - disse o goleiro.

Paulo Victor Flamengo x Atlético-MG (Foto: Fernando Soutello / Ag. Estado) 
Paulo Victor comemora vitória do Flamengo sobre o Atlético-MG: grande fase (Foto: Fernando Soutello / Ag. Estado)

Na sequência de defesas, Paulo Victor sequer conseguiu saber quem foi o responsável pela finalização. Na velocidade da jogada, espalmou o primeiro chute e conseguiu se recuperar para salvar o Flamengo.

- Tinha jogador na minha frente e quando vi a bola ela já estava em cima de mim. Tentei jogar muito para o lado, mas ela caiu no pé do Dátolo, não é? Foi tão rápido que nem vi quem finalizou, mas fui feliz e fiz a defesa - comentou Paulo Victor.

O goleiro do Atlético-MG também mereceu elogios. Antes mesmo de o Flamengo abrir o placar, Victor já havia feito pelo menos três grandes defesas no jogo.

- O Victor é acima da média. Ele fez duas grandes defesas logo no começo. Não fosse ele, o placar poderia ter sido maior - disse Paulo Victor.

Flamengo negocia venda de duas partidas para Cuiabá e Manaus

Mais de 40 mil pessoas foram a Arena Amazônia ver Botafogo e Flamengo, neste sábado, em Manaus   (Foto: Adeilson Albuquerque)Com uma certa folga na tabela do Campeonato Brasileiro e de olho na disputa da Copa do Brasil, a diretoria do Flamengo decidiu arrecadar mais neste fim de temporada. Por isso, os jogos contra Coritiba e Vitória, dias 16 e 30 de novembro, respectivamente, estão sendo vendidos para fora do Rio de Janeiro.

O jogo contra o Coritiba está praticamente acertado para Cuiabá. Faltam apenas detalhes para a assinatura do contrato. O Flamengo já jogou no estádio, na derrota por 1 a 0 para o Goiás, e teve boa resposta de público, com 40 mil pessoas presentes.

Para enfrentar o Vitória, o Flamengo tem Manaus como principal opção, também pela resposta da torcida no clássico com o Botafogo, quando o time também foi derrotado. No entanto, esse confronto ainda pode ser levado para Natal, onde o time foi muito bem recebido no jogo contra o América-RN, pela Copa do Brasil.

Torcida rubro-negra é numerosa em Manaus, e compareceu em grande número contra o Botafogo (Foto: Adeilson Albuquerque)

A logística para esses jogos não atrapalhará o time em caso de classificação para a final da Copa do Brasil. Depois do jogo com o Coritiba, o Flamengo enfrentará o Atlético-MG no dia 19 de novembro pelo Brasileiro, em Belo Horizonte. O confronto com o Vitória será realizado apenas depois do segundo jogo da decisão.

torcida Arena Pantanal Flamengo x Goiás (Foto: Cahê Mota) 
Clube carioca voltou, em 2014, a disputar uma partida em Cuiabá depois de 18 anos (Foto: Cahê Mota)

Quando foi contratado pelo Flamengo em julho, o técnico Vanderlei Luxemburgo havia se manifestado contrário à venda de jogos para fora do Rio naquele momento em que o time brigava contra o rebaixamento. Ele ainda mantém o discurso de que o campeonato do clube é "fugir da confusão".

Desde a eliminação na primeira fase da Taça Libertadores, a diretoria do Flamengo vem manifestando sua preocupação com o equilíbrio financeiro. Os jogos finais da Copa do Brasil e saída do Rio de Janeiro no Brasileiro são pontos considerados importante para manter as contas em dia.


Médico do Flamengo espera reavaliação para falar sobre situação de Everton



Um dos principais jogadores do Flamengo nesta temporada, o meia Everton deixou o campo na vitória por 2 a 0 sobre o Atlético-MG, quarta-feira, no Maracanã, pela semifinal da Copa do Brasil, com um ar de preocupação. Ao dar uma arrancada e sentir uma fisgada na coxa esquerda, ele foi substituído por Luiz Antonio e não se sabe ainda as suas condições físicas para poder atuar no jogo de volta, no próximo dia 5, em Belo Horizonte.

Everton já teve problemas musculares nesta temporada e será reavaliado pelos médicos do clube nesta quinta-feira. Inicialmente, está previsto apenas um exame clínico. Caso haja necessidade, ele passará por um exame de imagem para determinar se há lesão.

Domingo, contra a Chapecoense, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro, Everton não irá atuar. O jogador deixou o campo confiante e no momento da substituição chegou a pedir para continuar, mas foi convencido a deixar o campo.

 - A vontade dele ajuda, mas a dor muscular é preocupante. Não falamos em lesão, pois ainda não fizemos um exame clínico nem de imagem - disse o médico Marcelo Soares, que estava no Maracanã.

Sobre o zagueiro Wallace, recuperado de uma lesão na coxa esquerda, o otimismo é grande. Ele deve enfrentar a Chapecoense depois de passar por testes mais fortes no começo da semana.

- Clinicamente, ele está bem. Exigimos muito dele na terça-feira e fez um treino com os juniores de 40 minutos. Como se sentiu confortável, depende da comissão técnica - comentou o médico.


Pivô do Flamengo tieta o ''baixinho'' José Aldo no Maracanã: ''Grande campeão''

Além da partida do Flamengo diante do Altético-MG, pela semifinal da Copa do Brasil, o Maracanã foi palco de encontro de campeões. O pivô do Rubro-Negro, Cristiano Felício usou as redes sociais para publicar uma foto ao lado do campeão dos pesos-pena do UFC, José Aldo, que é torcedor do clube. A foto chamou atenção pela diferença de tamanho entre os dois.

- Ontem, ele, que representa e muito bem a nação, também esteve no Maracanã para acompanhar a vitória do Mengão! Grande campeão do UFC, José Aldo - publicou Felício.

Cristiano Felicio do Flamengo, com José Aldo (Foto: Reprodução / Instagram) 
Cristiano Felício posa com com José Aldo. Lutador ainda está com olho roxo (Foto: Reprodução / Instagram)

Campeão da Copa Intercontinental, da Liga das Américas, do NBB e do Carioca, o time de basquete do Flamengo foi homenageado antes da partida do Maracanã. Com o estádio cheio, os jogadores desfilaram no gramado com a taça da Copa Intercontinental, conquistada no mês passado, na Arena da Barra, após vitória sobre os israelenses do Maccabi Tel Aviv.

Nesta terça-feira, na Gávea, o Flamengo também conquistou o decacampeonato carioca após bater o Macaé na decisão.

Flamengo x Atlético-MG - basquete flamengo maracanã (Foto: André Durão) 
Time do Flamengo posa no gramado do Maracanã (Foto: André Durão)

Já o lutador José Aldo fez sua sétima defesa de cinturão do fim de semana. No Maracanãzinho, o manauara venceu o americano Chad Mendes através da decisão dos jurados. Atualmente, ele é o único brasileiro detentor de título no Ultimate. Nesta quarta-feira, Aldo ainda apareceu com o olho roxo, fruto do duelo.

O próximo compromisso do Flamengo no basquete será a estreia da edição 2014/2015 do Novo Basquete Brasil (NBB), contra o Paulistano. A equipe foi a mesma que o Rubro-Negro enfrentou e venceu na decisão da última competição, e o jogo será na casa do rival, em São Paulo, às 19h30 (de Brasília).

Rapidinhas do Mengão

 Paulinho vê jogo de camarote e vibra com a torcida do Flamengo

Afastado dos gramados por conta de uma lesão ligamentar no joelho direito, Paulinho mostra que não desgruda do Flamengo. O meia foi ao Maracanã acompanhar o jogo contra o Atlético-MG, pela semifinal da Copa do Brasil e se rendeu à torcida rubro-negra.

Que torcida éh essa vamos Mengo – publicou o jogador

 Ainda com o rosto machucado, José Aldo vai ao Maraca com esposa e amigos

 Depois de defender o cinturão do UFC contra o americano Chad Mendes, José Aldo retomou sua rotina de flamenguista. O lutador prestigiou o time na vitória por 2 a 0 pra cima do Atlético-MG, mesmo ainda exibindo as marcas do combate. Sua esposa registrou a ida ao ‘Maior do Mundo’ em seu Instagram.

- Acima de tudo rubro negro – Postou a moça

Luxa comemora jogão, mas freia empolgação no Flamengo: "Não terminou"

Vanderlei Luxemburgo, Flamengo x Atlético-MG (Foto: Getty Images)A torcida do Flamengo deixou o Maracanã na noite desta quarta-feira em êxtase após a vitória por 2 a 0 sobre o Atlético-MG, pelo primeiro jogo da semifinal da Copa do Brasil. Mas Vanderlei Luxemburgo tratou de frear qualquer tipo de empolgação, apesar de elogiar a qualidade da partida e da atuação de seus jogadores "contra um time extremamente difícil". E desde já o comandante convocou novamente os rubro-negros para voltarem ao estádio no domingo, contra a Chapecoense, em duelo que pode deixar o Rubro-Negro praticamente sem riscos de rebaixamento no Campeonato Brasileiro.

- Foram duas equipes que se propuseram a jogar futebol, com faltas do jogo. Duas equipes jogando futebol, jogando limpamente, e uma arbitragem perfeita. Por isso, o jogo transcorreu como deve ser um jogo de futebol. Foi um jogo de decisão, onde não se comentou a arbitragem, e duas equipes tiveram a proposta de jogo de decisão. O Levir está de parabéns, o Atlético-MG é uma excelente equipe. Quem veio ao Maracanã, viu um grande jogo. Não terminou. Colocamos uma vantagem, mas é um jogo de 180 minutos. Domingo, temos mais uma decisão para sair da confusão. Queremos convocar o torcedor para vir ao Maracanã e depois vamos pensar no jogo de quarta-feira. Estamos no caminho certo, concentrados, e contra um time extremamente difícil de enfrentar - analisou o treinador.

O Flamengo volta a campo contra Atlético-MG para a partida decisiva, valendo uma vaga na final do torneio, na próxima quarta-feira, às 22h (de Brasília) no Mineirão. Antes, porém, tem compromisso importante no domingo pelo Campeonato Brasileiro. O Rubro-Negro recebe a Chapecoense às 19h30 no Maracanã atrás de uma vitória que deixaria o time praticamente sem riscos de rebaixamento.

Confira outros trechos da entrevista de Luxemburgo:

Everton

Vamos deixar para o departamento médico para ver o que aconteceu. Às vezes, o jogador sente uma contratura e acha que teve uma lesão. Vamos esperar.

Vantagem para o jogo do Mineirão

Isso é muito criado pela imprensa, essas regras. De que vira, que não ganha na Bahia, não faz gol fora... Temos que zerar esse jogo e jogar os 90 minutos lá. Se passarmos com a vantagem, ótimo. Se passar o Atlético-MG, vai merecer. Não podemos é jogar para defender esse resultado.

Tranquilidade do time para chegar ao gol

Temos que jogar contra o Atlético em um primeiro jogo de decisão. É um adversário com velocidade impressionante, mudança de direção e qualidade. Temos que agredir o adversário e não sermos furados. Em faltas normais de jogo, tive Canteros e Cáceres com amarelo. Os caras são lisos, comem quiabo o dia todo. Quando tive a vantagem, coloquei o Amaral porque precisei de um jogador que não tivesse o cartão. O Cáceres tem muita experiência e mandei o recado para cercar e deixar o Amaral sair. Pena que perdemos o Everton e perdemos velocidade.

Equilíbrio da equipe

O Chicão jogou bem, o Samir também teve uma atuação muito firme. Continuo falando o seguinte: não temos a melhor equipe tecnicamente, mas podemos ter uma equipe determinada que supera as técnicas com determinação e concentração. O que vocês viram foi uma equipe determinada e com uma consciência tática que todos têm. O Flamengo jogou um grande jogo, contra uma grande equipe, e com humildade. Humildade e personalidade têm que caminhar juntos. Se pensarmos assim, vamos longe. Esse é um time que sabe o que fazer durante o jogo.

Gabriel

Se você pegar o Maicosuel, o Tardelli, o Gabriel, esses caras são difíceis de serem marcados. Eles mudam de direção, e o zagueiro não sabe para onde o cara vai. Vai para um lado, vai para o outro. São jogadores que têm o que necessita o futebol: velocidade e mudança de direção.

Melhor atuação?

A equipe tem jogado bem. Não acho que foi a melhor atuação. Tivemos grandes jogos. Hoje, foi um jogo excelente do Atlético-MG, que incomodou a gente; do Flamengo; e da arbitragem. Fomos felizes por ganhar.

Preleção

Foi parte tática, motivação, mas tenho o segundo jogo. Por que vou falar com o adversário o que foi feito?

Jogo com a Chapecoense

Quero convocar o torcedor para domingo. Temos sete jogos para alcançar o nosso melhor objetivo, que é fugir da confusão. Há uma empatia do time com a torcida, que apoia, não vaia, e até o João Paulo já entendem melhor. Quero lançar o desafio para os 40 milhões de ver quem tem sócio-torcedor. Isso é importante hoje em dia no futebol e queremos bater a meta de 150 mil sócios para termos recursos para um time forte no ano que vem.

Decisão fora de casa

São regras estabelecidas. Não quer dizer que vai ganhar ou perder. Temos que jogar. Temos 90 minutos mais os acréscimos. Vamos para jogar um jogo de decisão.

Postura em Belo Horizonte

Vou ficar te devendo essa. Por que vou falar o que fazer com o Levir escutando tudo?

Equipe limitada

Isso não existe. Montamos a equipe de acordo com o que o jogador pode oferecer. Não é uma equipe limitada, mas que não tem a virtuose de outros times.

Time misto contra a Chapecoense?

Não. Já dei a folga que tinha que dar, já deram beijinhos na esposa, e tenho um jogo importante domingo para nossa prioridade, que é sair da confusão. A Copa do Brasil se abriu para nós, mas não vou abrir mão da nossa prioridade. Quando cheguei aqui, o desespero era total. Ainda temos que vencer dois jogos de sete para sair da confusão.

Trio divide elogios por vitória, e Samir alerta para reação do Galo nas quartas

Cáceres e Chicão fizeram os gols. Gabriel foi o autor das jogadas de ambos. No entanto, após o 2 a 0 do Flamengo diante do Atlético-MG, na noite desta quarta-feira, pelo jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil, o trio preferiu elogiar o jogo coletivo rubro-negro e dividir com os companheiros os méritos pela importante vitória conquistada. (veja os gols no vídeo abaixo)


- A determinação de todos, o empenho... Você vê o Gabriel e o Everton voltando, o Nixon acompanhando o lateral... É o que o Luxemburgo pede, para todo mundo ajudar na marcação, que o gol vai sair - resumiu o zagueiro Chicão.

Cáceres completou, ainda no gramado.

- Todo o grupo é muito unido. Qualquer um pode fazer o gol.

Chicão marcou, de pênalti, o segundo gol do Flamengo. A penalidade surgiu após espetacular jogada de Gabriel, que arrancou de antes do meio de campo, driblou vários defensores e foi derrubado por Josué na área.

Flamengo x Atlético-MG - Chicão (Foto: André Durão) 
Chicão cobra o pênalti e marca o segundo gol do Flamengo no Maracanã (Foto: André Durão)


Antes, no primeiro gol, o meia-atacante já havia sofrida a falta que originou o cruzamento na área e foi o responsável por levantar a bola na cabeça de Cáceres. Porém, ao ser perguntado se considerava ser autor da metade dos gols...

- Não, foram do Chicão e do Cáceres. Graças a Deus dei o passe e sofri o pênalti. O que vale é a corrida do grupo - disse Gabriel, muito festejado pelo torcedor após a partida.

Reação do Galo contra Corinthians serve de alerta

O triunfo dá ao Flamengo ótima vantagem para o duelo de volta, que será disputado na próxima quarta-feira, às 22h, no Mineirão. O time carioca pode perder por um gol de diferença ou até mesmo dois, desde que faça ao menos um. Se o Galo devolver o 2 a 0, forçará a decisão por pênaltis. Para avançar, o Atlético-MG terá de vencer por três gols.

A situação mineira é a mesma das quartas de final da competição. Na ocasião, foi derrotado por 2 a 0 pelo Corinthians, em São Paulo, e se classificou ao golear no Mineirão por 4 a 1. O fato foi lembrado ainda em campo pelos rubro-negros.

- Sabemos que o Atlético tem um excelente grupo, excelentes jogadores, que podem fazer a diferença. E fizeram contra o Corinthians. Estamos cientes disso, vamos entrar ligados para não sermos surpreendidos. O próximo jogo será mais difícil ainda, não tem nada resolvido - alertou o zagueiro Samir.

Antes de decidir a vaga na final, o Flamengo volta a campo pelo Brasileirão. Neste domingo, às 19h30, recebe a Chapecoense, no Maracanã, pela 32ª rodada do nacional.

Melhores momentos Flamengo 2 x 0 Atlético-MG


Os gols do Flamengo 2 x 0 Atlético-MG


quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Flamengo 2 x 0 Atlético-MG



Ficha técnica       
                                              

Gol: Cáceres, Chicão


Público Pagante: 40:909
Público Presente: 45.642 
Renda: R$ 2.858,215,00


Cartão amarelo: Canteros, Chicão,Víctor Cáceres, Amaral (Fla) Pierre,Marcos Rocha (Atl)


FLAMENGO:   Paulo Victor, Léo Moura, Chicão, Samir e João Paulo; Cáceres, Canteros(Amaral), Márcio Araújo e Everton(Luiz Antonio) ; Gabriel e Eduardo da Silva(Nixon).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Atlético-MG:  Victor; Marcos Rocha, Jemerson, Edcarlos e Douglas Santos(Alex Silva); Josué, Dátolo, Pierre(Luan), Maicosuel e Tardelli; Carlos(Marion).
Técnico:  Levir Culpi

Local: Maracanã, estádio do Flamengo          
Hora: 22h
Data:  29/10/2014

Transmissão: A TV Globo transmite a partida ao vivo para todo o Brasil, menos São Paulo e regiões de Coronel Fabriciano-MG e Montes Claros-MG. O SporTV e o PFCI também exibem o duelo.

Árbitro:  Luiz Flávio de Oliveira (ASP-Fifa)
Auxiliares: Alessandro Rocha de Matos (Fifa) e Emerson Augusto de Carvalho (Fifa)


Impasse: aumentam divergências entre clubes e Bom Senso para LRFE

A Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte (LRFE), a ser votada na Câmara dos Deputados, ainda está longe de ser um consenso entre dirigentes de clubes e o Bom Senso FC. Nesta quarta-feira, representantes do grupo que reivindica direitos para os jogadores se encontraram com o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, e o secretário nacional de Futebol, Toninho Nascimento. Nenhum atleta esteve presente. Representantes dos clubes também foram convidados, mas não compareceram.

O Bom Senso entregou suas propostas de mudanças do texto e defende que os clubes só possam antecipar até 30% das receitas de televisionamento e que esse valor seja exclusivamente para gastos em estrutura física; e que a CBF se enquadre no artigo 18-A da Lei Pelé, que, entre outras coisas, impede o recebimento de recursos públicos do governo federal caso o presidente fique mais de quatro anos no cargo (há liberdade para uma reeleição). Os dirigentes querem que as receitas também possam ser usadas em onerosos passivos (dívidas) e que a CBF não se enquadre no 18-A.

Mas as principais divergências são outras: o teto para gastos com futebol e a data de início da aplicação de punições por falta de pagamento de salários ou de inadimplência na quitação das dívidas. O Bom Senso defende que o departamento de futebol receba no máximo 70% das receitas do clube - algo rejeitado por eles. E o órgão deseja que as penas comecem a ser aplicadas assim que a lei for aprovada, enquanto os dirigentes tentam passar o período para 2019. A punição engloba até rebaixamento, mas foi acertado um escalonamento: primeiro uma advertência, depois uma publicação oficial, até a pena propriamente dita. A ideia é que os clubes tenham tempo para se adaptar.

Ainda restam pendências em detalhes na composição do comitê que fiscalizará as agremiações que aderirem ao plano. Os clubes também são contrários à participação de atletas na administração de entidades esportivas.

O sentimento no Bom Senso é de que houve um retrocesso. A entidade pretende procurar os clubes nos próximos dias para entender o que causou o recuo em acordos prévios. Há margem para negociações, mas o momento é de instabilidade.

- O ministério recebeu também uma proposta dos clubes, com algumas divergências, coisas que para nós já eram consenso. Deu uma estremecida na relação entre o Bom Senso e os clubes - diz Enrico Abrogini, executivo do Bom Senso, presente na reunião desta quarta.

Apesar das discordâncias, o presidente do Coritiba e representante dos clubes, Vilson de Andrade, acredita que o diálogo para um acordo com os atletas está adiantado.  

- Não há nenhum desgaste, nenhum desconforto. Há divergências, como em qualquer discussão, qualquer diálogo. Temos conversado bastante, eles (Bom Senso) têm a posição deles, e não houve rompimento das conversas. Já mandamos nossas propostas há algumas semanas. Não houve mudança em hora nenhuma. Entendemos que o limite de gastos com o futebol é ruim. Há clubes que só têm o futebol como esporte. Também queremos um período de adequação para a lei. Mas estamos dialogando - afirma o dirigente.  

Ministério dos Esportes crê em consenso  

O período de adaptação para a LRFE está previsto no texto aprovado na comissão da Câmara. Dirigentes, Bom Senso e o governo se reuniram várias vezes nos últimos meses para tentar entrar em acordo. O secretário nacional de Futebol do Ministério dos Esportes, Toninho Nascimento, vê evolução na relação entre as partes.  

- Clubes e Bom Senso têm interpretações diferentes nesses pontos, mas estamos em fim de negociação. Participei intensamente de todo o processo. Se antes eles tinham 70% de divergência, digo seguramente que hoje temos 20% - garantiu o secretário.

O próximo encontro deve ocorrer sob a aba da Casa Civil. O ministério confia que a votação ocorrerá já em novembro. 


"Campeão de tudo", basquete do Flamengo é homenageado no Maracanã

Campeão da Copa Intercontinental, da Liga das Américas, do NBB e do Carioca, o time de basquete do Flamengo foi homenageado antes da partida de futebol entre o Rubro-Negro e o Atlético-MG, no Maracanã, pela semifinal da Copa do Brasil, nesta quarta-feira. Com o estádio lotado, os jogadores desfilaram no gramado com a taça da Copa Intercontinental, conquistada no mês passado, na Arena da Barra, após vitória sobre os israelenses do Maccabi Tel Aviv.

Flamengo x Atlético-MG - basquete flamengo maracanã (Foto: André Durão) 
Marcelinho Machado ergue a taça da Copa Intercontinental (Foto: André Durão)

Nesta terça-feira, na Gávea, o Flamengo conquistou o decacampeonato carioca após bater o Macaé na decisão. O triunfo ocorreu justamente no dia do padroeiro do clube, São Judas Tadeu, quando é comemorado o Dia do Flamenguista.

Flamengo x Atlético-MG - basquete flamengo maracanã (Foto: André Durão) 
Jogador tira foto com torcedores antes da partida entre Flamengo e Atlético-MG (Foto: André Durão)

O próximo compromisso do Flamengo no basquete será a estreia da edição 2014/2015 do Novo Basquete Brasil (NBB), contra o Paulistano. A equipe foi a mesma que o Rubro-Negro enfrentou e venceu na decisão da última competição, e o jogo será na casa do rival, em São Paulo, às 19h30 (de Brasília)

Flamengo x Atlético-MG - basquete flamengo maracanã (Foto: André Durão) 
Jogadores posam no gramado do Maracanã (Foto: André Durão)

Diretor diz não imaginar o Flamengo em 2015 sem Luxemburgo


Enquanto o técnico Vanderlei Luxemburgo garantiu no “Redação SporTV” que pretende seguir à frente da equipe do Flamengo na próxima temporada, inclusive rechaçando a possibilidade de ser candidato à presidência do clube, a diretoria rubro-negra também sinaliza com o cumprimento do acerto verbal entre as partes até dezembro de 2015. Em entrevista no “Tá na Área”, o diretor executivo do Fla, Felipe Ximenes, disse não imaginar o clube sem o técnico no próximo ano, independentemente dos resultados do final da temporada.

- O Vanderlei já deixou isso muitas vezes claro. O Vanderlei tem um compromisso verbal assumido com o Flamengo e o Flamengo tem um compromisso verbal assumido com o Vanderlei até dezembro de 2015. Tanto nós como ele, Vanderlei Luxemburgo, estão absolutamente satisfeitos, cumprindo os seus deveres, tanto de um lado como de outro, e não passa hoje pela cabeça do Flamengo imaginar 2015 sem o Vanderlei, independente do que aconteça de agora para o final do ano - disse o dirigente.

Luxemburgo, Ninho do Urubu, Flamengo (Foto: Gilvan de Souza/Fla Imagem) O Flamengo inicia nesta quarta-feira a fase semifinal da Copa do Brasil, em jogos diante do Atlético-MG. As partidas são promessas de grande renda tanto no Maracanã, palco do jogo de ida, como no Mineirão. Apesar de comemorar o reforço do caixa, Ximenes lembra que mais importante que tudo é a conquista de mais um título.

- É um reforço para o clube que faz diferença, sem dúvida. Uma semifinal da Copa do Brasil com o Atlético-MG é um reforço no caixa, mas penso que a razão de ser e de existir de um clube de futebol é a conquista do título, e é nisso que a gente está pensando.

Para ir à Libertadores do próximo ano, o Flamengo precisa conquistar o bicampeonato da Copa do Brasil, já que a está distante do G-4 do Campeonato Brasileiro (está 13 pontos atrás do quarto colocado, o Inter). Caso a vaga no torneio continental venha, o diretor executivo rubro-negro já vislumbra maiores investimentos.

- Essa diretoria tem algumas linhas de governança e premissas de comandar o clube que não podem mudar de acordo com uma competição ou não. Mas é claro que o fato de disputar uma Libertadores, a maior competição do continente, pelo segundo ano consecutivo, faz com que a gente tenha um reforço de caixa e orçamento que nos permite fazer alguns investimentos que não estariam contemplados caso a gente não participe dessa competição.

Na noite desta quarta-feira, Flamengo e Atlético-MG jogam às 22h no Maracanã, no jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil. A partida terá a transmissão ao vivo do SporTV, om o pré-jogo às 21h, com narração de Luiz Carlos Jr. e comentários de Lédio Carmona e Belletti.


Peladeiro, sim, senhor! Cria do “baba”, Gabriel relembra origem na várzea

O cenário é de Copa do Mundo, a partida é de semifinal de Copa do Brasil, mas em campo o Flamengo terá um representante genuíno do que há de mais informal e divertido no futebol: as peladas. O barro que levantava poeira a cada arrancada na Ribeira, na Cidade Baixa, em Salvador, deu lugar ao gramado padrão Fifa do Maracanã. Para Gabriel, porém, a sensação de ter a bola nos pés é a mesma. Ao menos, não há mais o risco de voltar para casa sem um tampão do dedão. Realidade que acompanhava até pouco mais de cinco anos atrás um jovem que só queria brincar seu "baba" - como é chamado o futebol de rua na Bahia - e deu início, já aos 19, a uma trajetória que terá um dos capítulos mais importantes nesta quarta, contra o Atlético-MG.

Não faz muito tempo, e Gabriel sequer sonhava em ser profissional. Estudante, aproveitava as brechas nos livros para ganhar uns trocados em campinhos de várzea pela Bahia. O agrado, no entanto, não era uma exigência. Como não foi quando os amigos Léo e Desenho o perturbaram para disputar um torneio em um clube de Salvador. Depois de furar no primeiro convite, foi carregado na porta de casa no seguinte e mudou de vida. Encantado, o então presidente do Bahia, Marcelo Guimarães Filho, o levou para base do clube, em 2009. Era o começo improvável de uma carreira consolidada em 2014 e que terá um dos "babas" mais importantes diante do Galo, no Maracanã.

Vice-artilheiro do Flamengo na temporada, com nove gols, Gabriel é, de longe, o destaque absoluto do outubro rubro-negro. Autor dos gols nas duas vitórias sobre o América-RN, que colocaram o time na semi, parece ter deixado para trás uma inconstância que o acompanhava desde a chegada à Gávea para se tornar figura importante para Vanderlei Luxemburgo. O treinador, inclusive, não tem medido elogios ao camisa 17, mas sempre com a ressalva de que é necessário paciência com quem ainda carrega consigo traços de peladeiro. Origem que o jovem baiano não abre mão e tratou de recordar em visita ao Aterro do Flamengo, reduto dos "babas" no Rio de Janeiro.

Mosaico Gabriel flamengo (Foto: André Durão) 
Gabriel e seu reencontro passageiro com a vida de paladeiro (Foto: André Durão)

- O baba é minha formação no futebol, é minha base, onde aprendi tudo que sei. Claro que falta muito, por não ter feito a base em um clube, mas tenho tentado desempenhar meu futebol com o que vivi na várzea. Jogava em qualquer canto, varanda, rua, em campos também. Bastava ter a bola, em qualquer canto rolava. Tinha aquela rivalidade de amigos, que a gente não quer perder muito, mas também jogava campeonato. Aí, era mais pegado.

Os seis campos de grama artificial do Aterro apresentam condições bem mais próximas das que Gabriel encontra atualmente do que as de onde se moldou em Salvador. O piso, entretanto, nunca foi problema para o jogador. Fominha, se jogava onde quer que fosse, mesmo que fosse necessário sacrificar os próprios pés.

- Esse aqui não é meu piso, não. Meu piso é o barro. Lá era só o barro, o asfalto... Era muita cabeça de dedo indo embora, pisava em prego, mas o mais importante era jogar bola. Essa era a minha felicidade desde moleque. Quando tinha campo de grama sintética, era uma felicidade. 

Gabriel do Flamengo (Foto: André Durão)O "baba" que mudou sua vida era daqueles para valer. Tinha uniforme, regra e até juiz. Famoso na Cidade Baixa pela velocidade nas tabelas e arrancadas em direção ao gol, Gabriel virou reforço no campeonato da Asbac (Associação dos Servidores do Banco Central). Magrelo e de pernas finas, infernizou os adversários. Quem viu não acreditaria que, anos antes, tinha sido dispensado logo no segundo dia de peneira no modesto Fluminense de Feira de Santana. Marcelo Guimarães Filho nem sabia disso, mas pagou para ver aquele talento do "baba" na base do Bahia.

- Com 19 anos era quase impossível, né? Os moleques estão subindo para o profissional com 17. Alguém com 19 sem nunca ter jogado em time nenhum é complicado, mas foi coisa de Deus. Dois amigos que jogavam no time do presidente do Bahia me chamaram. Na primeira semana, inventei uma desculpa, disse que era aniversário do meu pai, e não fui. Na segunda, não teve jeito. Foram na porta de casa e me levaram. O jogo foi 3 a 1, fiz os três, mesmo sendo magrinho e em um torneio pegado. Acho que isso impressionou. Aí, cheguei devagar. Queria mesmo era poder dizer para meus amigos que já tinha jogado no Bahia - recorda o camisa 17 do Fla.

Quilos a mais e dicas de Luxa alavancam sucesso

 Gabriel nem precisou perder tempo contando para os amigos. No juniores, repetia aquilo tudo que impressionou o presidente no "baba". Com menos de um ano, já tinha marcado gol no título estadual de 2010 e sido convocado para os profissionais. Franzino, sofreu com as chegadas mais duras e o ritmo acelerado, mas a transferência para o Flamengo, com apenas dois anos no time de cima, deixa claro que adaptação não foi problema. Já o aprendizado, é constante.

Desde que chegou ao Flamengo, o meia-atacante ganhou mais de 10kg, e convive com conselhos diários da dupla Luxa e Deivid. De ouvidos atentos, Gabriel mantém consigo o espírito da rua, mas sabe que precisa agregar cada vez mais conceitos básicos que não fizeram parte de sua formação. 

- Quando cheguei ao profissional, foi tudo diferente. Achava que os caras eram Super-Homens. Só de tocar na bola eu ficava feliz. Foram pacientes comigo, diziam que eu estava um passo atrás e ia ter que correr atrás do prejuízo. É normal você entender o jogo diferente. Vim da pelada e via muito individualmente. Hoje, vejo que não é assim. Temos que fazer o melhor em prol da equipe, fazer o papel tático. O melhor para o time, não para você. Com o tempo, estou aprendendo cada vez mais. Vanderlei tem me dado oportunidade, me mostra o caminho, e posso ir longe se escutar as ideias dele.

Gabriel do Flamengo (Foto: André Durão) 
O campo do Aterro do Flamengo contou com a presença ilustre do camisa 17 rubro-negro (Foto: André Durão)

A rigidez do futebol tático, por sua vez, tem um limite. E o que foi imposto por Gabriel termina na intermediária ofensiva. Obediente em suas obrigações, principalmente defensivas, ele volta a ser o menino dos campos de barro da Ribeira a medida em que se aproxima do gol adversário.

- O futebol vai muito do improviso também. Chega de uma linha para frente que não dá para ser robô. Da intermediária para frente, é preciso uma tabela, um drible, e quem não teve base, mas jogou na várzea o tempo inteiro, tem uma certa vantagem. Os moleques da base são muito indicados para fazer a parte tática e esquecem das jogadas que decidem os jogos, o diferente. No futebol, temos que ser alegres sempre. Com responsabilidade, mas pensando no prazer de jogar bola, em se divertir.

O profissionalismo do futebol atual tornou raro casos de sucesso como o do rubro-negro. Cada vez mais cedo, jovens promessas são submetidos a decisões definitivas e cobranças precoces por resultados. As oportunidades diminuem, e muito, a medida que a idade aumenta. Tentar a sorte aos 19 anos é algo quase que utópico. Gabriel conseguiu, e torce pela volta da valorização dos "babas".

- Vale muito a pena. Há muita gente boa escondida aí nas favelas, nas periferia. Muita gente para encontrar seu espaço por aí.

Gabriel encontrou o dele, e sem abandonar a alma de peladeiro. Nesta quarta-feira, terá mais um "baba" pela frente. Ao torcedor do Flamengo, resta torcer para que a Copa do Brasil seja uma reedição do campeonato da Asbac de 2009. O Atlético-MG que se cuide.

Gabriel comemora gol do Flamengo contra o américa-RN (Foto: Dhavid Normando / Agência Estado) 
Gabriel leva para os gramados a alegria dos tempos dos "babas" em Salvador (Foto: Dhavid Normando / Agência Estado)
 
 

Arma do Flamengo de Luxa, Everton é mais rápido que Sánchez, Robben e Ribéry


Presente em 22 dos 24 jogos de Vanderlei Luxemburgo no comando técnico do Flamengo, Everton é uma arma veloz do rubro-negro para vencer o Atlético-MG nesta quarta-feira, às 22h, no Maracanã. O jogador tem na velocidade um trunfo para derrotar os rivais que se jogam ao ataque contra o clube carioca e pode chegar a até 31km/h. Comparando, outros velocistas do futebol mundial como, Alexis Sánchez (Arsenal) e Robben e Ribéry (Bayern de Munique) não ultrapassam os 30,7km/h.

- Eu estou conseguindo fazer uns jogos bons no Maracanã, tem essa arrancada, já que a gente marca atrás nos jogos e tem que ter um contra-ataque forte - comentou o meio-campista do rubro-negro.

Jogador Time km/h
Everton Flamengo 31
Ribéry Bayern de Munique 30,7
Robben Bayern de Munique 30,4
Sánchez Arsenal 30,1

Com Luxemburgo, Everton esteve ausente apenas nas derrotas para o Grêmio, no Maracanã, e contra o Botafogo, na Arena Amazônia. A capacidade para superar o excesso de partidas, e jogando em alto nível, surpreende o experiente preparador físico Antônio Mello.

- Isso representa a capacidade dele de resistir ao desconforto do jogo, porque o sistema energético predominante é anaeróbio, e ele trabalha em fadiga. Ele tem uma fadiga baixa. Eu  quero dizer que ele vai e volta, em um espaço de 30 metros, com a mesma velocidade - disse Mello.

O Flamengo, de Everton, recebe o Atlético-MG nesta quarta-feira, às 22h, no Maracanã, querendo abrir vantagem no primeiro jogo da semifinal da Copa do Brasil. O SporTV transmite a partir de 21h (horário de Brasília), com narração de Luiz Carlos Jr., comentários de Lédio Carmona e Juliano Belletti e reportagens de Luciana Machado e Eudes Júnior.

A partida de volta será na próxima quarta-feira (05/11/2014), no mesmo horário, no Mineirão, em Belo Horizonte.

Everton, Atlético-PR X Flamengo (Foto: Getty Images) 
Everton usa sua velocidade para ajudar o Flamengo nos contra-ataques (Foto: Getty Images)

"Orgulho da Nação", basquete será homenageado antes de Flamengo x Galo

Basquete Flamengo x Macaé (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)O Flamengo terá pela frente o Atlético-MG nesta quarta-feira, às 22h (de Brasília), no Maracanã, em jogo válido pela semifinal da Copa do Brasil. E, apesar de o jogo ser de futebol, os torcedores rubro-negros terão a oportunidade de reencontrar o time de basquete, que foi apelidado por eles de "Orgulho da Nação". Marcelinho, Marquinhos, Laprovittola, Jerome Meyinsse, Walter Herrmann e o restante da equipe comandada por José Neto vão receber faixas comemorativas antes de a bola rolar e mostrarão a taça da Copa Intercontinental de Clubes, conquistada no mês passado, na Arena da Barra, após vitória sobre os israelenses do Maccabi Tel Aviv.

- É um orgulho imenso poder entrar no gramado antes do time de futebol. Para alguém como eu, que cresceu na Gávea, viu Zico, Adílio, Andrade & cia. treinando, ainda mais. Entrar em campo no palco sagrado do futebol como o Maracanã para ser reconhecido será bom demais. Já fiz isso, mas vai ser a primeira vez que vou celebrar um Mundial (Copa Intercontinental de Clubes) - declarou o ala Marcelinho Machado, em referência à conquista do primeiro NBB do Flamengo, em 2008, quando o time de basquete teve a oportunidade de ser saudado no campo do estádio antes de um jogo contra o Figueirense pelo Campeonato Brasileiro.

Basquete Flamengo x Macaé (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo) 
Campeão carioca, basquete do Fla será homenageado nesta quarta no Maracanã (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

O "Orgulho da Nação", aliás, ganhou outra alcunha, a de "Campeão de Tudo". Afinal, além da Copa Intercontinental, os rubro-negros venceram o Novo Basquete Brasil (NBB) e a Liga das Américas, sendo convidados para fazer três jogos da pré-temporada da maior liga de basquete do planeta, a NBA, nos Estados Unidos. O ala Marquinhos, de 30 anos, também se mostrou empolgado com a chance de se apresentar aos fãs no gramado do Maracanã.

- É a minha primeira oportunidade. Vai ser gratificante entrar naquele gramado com a torcida vibrando. Espero que o Flamengo ganhe o jogo. O momento do time é muito bom desde que o Luxemburgo chegou - disse Marquinhos.

Frequentador assíduo como torcedor, o ala-armador Vítor Benite, de 24 anos, acredita que a sensação de celebrar a Copa Intercontinental de Clubes diante de milhares de flamenguistas será única.

- O futebol faz parte da história do Brasil. Todo mundo sonha ser jogador quando pequeno. Sentir um pouco disso no estádio mais famoso do mundo terá uma dimensão absurdamente grande. Em um país onde o futebol é o esporte principal, ser reconhecido assim é maravilhoso e só mostra aonde o basquete do Flamengo chegou - opinou o jogador.

Marcelinho Basquete Flamengo x Macaé (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)Um dos mais queridos dos fãs, Olivinha abriu um largo sorriso quando perguntado sobre a homenagem do clube e fez coro ao companheiro.

- Eu fico orgulhoso demais. Vai ser uma homenagem do clube à nossa equipe e será inesquecível. Acho que não só pela Copa Intercontinental, mas por todas essas conquistas. Vai ser de arrepiar receber as faixas no Maracanã - comentou o camisa 16.

Nesta terça-feira, na Gávea, veio mais um título e um feito histórico para o Flamengo. Após bater o Macaé, o Rubro-Negro sagrou-se pela segunda vez decacampeão carioca: 10 títulos consecutivos desde 2005. A primeira havia sido sob o comando do técnico Kanela, de 1951 a 1960. O triunfo ocorreu justamente no dia do padroeiro do clube, São Judas Tadeu, quando é comemorado o Dia do Flamenguista.

O próximo compromisso do Flamengo no basquete será a estreia da edição 2014/2015 do Novo Basquete Brasil (NBB), contra o Paulistano. A equipe foi a mesma que o Rubro-Negro enfrentou e venceu na decisão da última competição, e o jogo será na casa do rival, em São Paulo, às 19h30 (de Brasília).

terça-feira, 28 de outubro de 2014

"Campeão de tudo", Flamengo bate Macaé e conquista décimo Carioca consecutivo


Campeão da Copa Intercontinental de Clubes, do Novo Basquete Brasil (NBB) e da Liga das Américas, o basquete do Flamengo voltou dos três amistosos de pré-temporada da NBA ainda mais forte, e colocou mais um título em sua vasta coleção nesta terça-feira ao bater, com tranquilidade, o Macaé por 98 a 85 em casa. Sem perder o Carioca desde 2005, o Rubro-Negro repetiu um feito histórico alcançado de 1951 a 1960 pelo técnico Kanela e sagrou-se novamente decacampeão (10 títulos em sequência). Desta vez, com José Neto no comando.

Basquete Flamengo x Macaé (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo) 
Elenco rubro-negro espalma as mãos em referência ao feito de títulos consecutivos (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)


Capitão da equipe, o ala-armador Marcelinho exaltou a marca alcançada.

- O título é importante demais porque mostra a hegemonia estadual do Flamengo. É a segunda vez que acontece e aquela ficou marcada na história. Tenho certeza que essa também. É uma honra poder jogar pelo Flamengo, vestir essa camisa. Esse time está marcando seu nome e estou feliz demais com isso.

Com um público pequeno - mas muito empolgado - na Gávea em relação aos que a equipe está acostumada, o time carioca não deu chances para o habilidoso Jamaal Smith & cia. Uma reação só aconteceu no quarto final, principalmente por conta da velocidade do camisa 11. O americano, aliás, foi perseguido pelos rubro-negros nas arquibancadas e se irritou com Gegê na quadra. Até mesmo o árbitro reclamou da esperteza do jogador em um lance em que, claramente, ele segurou seu rival, mas balançou muito a cabeça negando ter cometido a falta.

Neste ano, o torneio teve apenas três times: o Rubro-Negro, o Macaé e a Liga Super Basketball (LSB). Na primeira partida da decisão, nesta segunda-feira, os flamenguistas haviam vencido os macaenses por 93 a 81, fora de casa.

Na sexta-feira, o Flamengo volta à quadra para estrear na edição 2014/2015 do NBB contra o Paulistano, contra quem fez a úlima decisão do torneio e foi campeão, em partida na capital paulista, às 19h30 (de Brasília).

O jogo

Basquete Flamengo x Macaé (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)
Meynsse crava enterrada observado por dois jogadores do Macaé (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Com o som ensurdecedor da pequena, mas entusiasmada torcida do Flamengo presente, os macaenses erraram duas jogadas de ataque, e o time da casa aproveitou a primeira em incursão individual de Walter Herrmann com uma mão só. Marcelinho fez de três em bela assistência de Laprovittola. O Macaé se movimentava demais, mas perdia todas no ataque. Nico ampliou nos lances livres. Marquinhos acertou um chute longo, sendo aplaudido. Meyinsse voou bonito para abrir 13 a 2.

Baseado na força do grupo, o Rubro-Negro seguiu suprimindo os rivais com muita consistência na defesa e precisão no garrafão. Tanto é que o técnico José Neto aproveitou para usar Olivinha, Felício, Benite e Gegê. E eles corresponderam, mantendo a qualidade dentro de quadra. Ao término da primeira etapa, o time da casa vencia por 25 a 7.

Basquete Flamengo x Macaé (Foto: Gabriel Fricke)Walter Herrmann voltou ao grupo titular no segundo quarto, e o Flamengo começou marcando, mas o Macaé, diferente do primeiro, respondeu rapidamente. Jamaal Smith, que irritou os rubro-negros no primeiro jogo, estava mais tímido. Aliás, ele até tentava, mas pouco ultrapassava o bloqueio da equipe da Gávea. Felício levantou a arquibancada com uma linda cravada, e o placar, faltando cinco minutos, era de 40 a 13.

Na sequência, novamente usando sua altura, ele recebeu sozinho no garrafão para ampliar. Gegê deu uma finta que deixou Jamal no chão, e o público, é claro, reagiu. Chupeta entrou no lugar de Herrmann, e Meyinsse, no de Felício, que ganhou um cumprimento do companheiro pelas boas jogadas. Gegê também saiu para a volta de Laprovittola. Quando Jamaal acertou uma cesta de três, o argentino respondeu com uma bola de muito longe, também ganhando muitos aplausos. A torcida, aliás, não parava de cantar e também provocava o Atlético-MG, rival da Copa do Brasil nesta quarta-feira. O jogo foi para o intervalo com 47 a 28.

A bagagem adquirida na pré-temporada da NBA parece ter deixado o Flamengo ainda mais forte. José Neto voltou do intervalo com o time titular, com Laprovittola, Meyinsse, Marquinhos, Marcelinho e Herrmann. Prova da força rubro-negra era a confiança de seus jogadores contra o Macaé. Meyinsse, em jogada pelo meio do garrafão, deu uma lindíssima enterrada. Depois, Herrmann arriscou de longe e acertou. O Macaé, que não é bobo, aproveitou uma das poucas falhas do Flamengo no contra-ataque de Jamaal, que fez falta na sequência. Laprovittola converteu os dois lances livres, assim como Marcelinho. Faltando quatro minutos, o placar era de 66 a 41.

Basquete Flamengo x Macaé (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo) 
Laprovittola foge de marcação macaense na partida que garantiu o deca ao Flamengo (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Quando foi a vez de Jamaal ir para o lance livre, a pressão foi tanta que ele desperdiçou. A torcida do Flamengo o hostilizava bastante. Neto, mais uma vez, tirou Meyinsse para a entrada de Felício. O jovem foi aplaudido quando, em uma jogada sem bola, impediu a passagem do americano. Quando o jogador macaense acertou um chute de três, foi até os rubro-negros e tirou satisfação. Rapidamente, ouviu os xingamentos. E, em seguida, se estranhou com Gegê, que ouviu do treinador para ter tranquilidade. Nas jogadas rápidas de Pedrinho, o Macaé conseguiu tirar um pouco da vantagem do rival, e o placar do terceiro quarto foi 76 a 62.

Basquete Flamengo x Macaé (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)Os flamenguistas presentes voltaram a apoiar o time e deixar de lado os xingamentos a Jamaal no início do último quarto. Eles entoavam canções comumente ouvidas nos estádios de futebol, e nem duas falhas no ataque, de Laprovittola e Olivinha, os irritaram. Mas o fato é que dois lances livres convertidos por Atílio mantiveram o visitante vivo, mesmo após a bela cesta de três de Laprovittola. O placar era de 79 a 70 a 8m30 para o fim do jogo. 

Atílio ainda se deu bem marcando uma cesta e ganhando um lance de bonificação, também convertido por ele. O time de Macaé vibrava demais a cada ponto e, diferentemente dos primeiros quartos, conseguia furar com mais frequência a defesa rubro-negra. Marquinhos consegui um lindo giro no centro do garrafão e marcou. Jamaal arriscou de três, errou, e Laprovittola puxou uma boa jogada de ataque com Benite. Meyinsse fez e ganhou o lance de bonificação, ampliando a vantagem.

Atílio, cestinha da partida com 27 pontos - seguido por Olivinha e Laprovittola, do Fla, com 19 e 17 -, até diminuiu de bandeja, mas, a essa altura, os rubro-negros já puxavam o grito de decacampeão. Esperto, Gegê segurou a bola no centro de quadra e ganhou a falta ao tentar a finta. Ele converteu os dois lances, e os fãs entoavam: "Não é mole não, o basquete é o orgulho da Nação". E o título ficou para o Flamengo.

A campanha

Primeira fase:

Flamengo 102 x 53 LSB
LSB 56 x 99 Flamengo
Flamengo 96 x 68 Macaé
Macaé 69 x 79 Flamengo

Final:

Macaé 81 x 93 Flamengo
Flamengo 98 x 85 Macaé