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quarta-feira, 21 de junho de 2017

Flamengo paga cones e painel de trânsito, mas tem redução de até 70% em gastos na Ilha

Com descontos de quase 70% da bilheteria na inauguração da Ilha do Urubu – após a reforma e ampliação no estádio Luso-Brasileiro -, o Flamengo projeta aumentar o resultado financeiro na nova casa gradativamente. Na primeira partida, faturou R$ 246 mil, fora o desconto da penhora de R$ 36 mil sobre a renda. A diretoria já estuda fazer ajustes de preços depois desses três jogos da Ilha - é provável que baixe o preço de alguns setores. A venda de 7.345 pacotes gerou receita de R$ 1.133.145,00 para os cofres do Flamengo. 

Na comparação com os altos custos do Maracanã, o clube vê como melhor opção a Ilha do Governador. Houve redução grande de gastos na maioria dos casos. Vamos a eles ponto a ponto. 

Consumo
 
O clube estimou R$ 50 mil de consumo de água, gás e luz no borderô da Ilha. Estes valores significam economia de 70% em relação aos gastos no Maracanã - cujo consumo chega a R$ 170 mil por partida. 

Operação do jogo
 
Para as primeiras partidas o Flamengo, explicou o diretor de novos negócios, Marcelo Frazão, "superdimensionou" gastos com equipes de seguranças, orientadores e funcionários. Trabalharam na primeira partida 300 agentes na Ilha do Urubu. O clube colocou R$ 198 mil nessa conta no borderô. O que inclui, de acordo com o clube: além de seguranças, pessoal de limpeza, manutenção, postos médicos, socorristas, orientadores e controladores de acesso, catraqueiros, funcionários de tecnologia de informação (TI), locutor, operação de telão entre outros. 

Para efeito de comparação, uma partida no Maracanã costuma ser mais do que o dobro, passando de R$ 400 mil. Isto sem falar no aluguel do estádio. O acordo do Flamengo na Ilha não aparece no borderô, mas é estimado em R$ 300 mil mensais, o que foi acordado no contrato de três anos, renováveis por mais três anos com a Portuguesa. A diretoria do Flamengo vai estudar a diminuição destes gastos jogo a jogo. 

- Isso depende basicamente do comportamento da torcida. A ideia é que a torcida entenda que sua segurança depende e muito do seu próprio comportamento no acesso, dentro do estádio e na saída – comentou o diretor rubro-negro. 

Aluguel de grades
 
No Maracanã, o aluguel de grades para Flamengo x Atlético-GO custou R$ 37 mil, valores médios em jogos. Na Ilha, o borderô apontou R$ 22 mil de aluguel de grades. Frazão explica que estes custos equivalem, além do aluguel, a montagem, desmontagem e transporte de todas as grades. O clube procurou melhor oferta do mercado e discute internamente se vale comprar e armazenar as grades para evitar este custo por partida, informou o diretor de novos negócios do Flamengo. 

Confecção e pré-venda de ingressos
 
Este custo corresponde ao pagamento do sistema e da operação de vendas da empresa responsável pela administração das entradas. No Maracanã, para o Fla-Flu, por exemplo, o borderô assinalou R$ 87 mil. Contra o Atlético-GO, este custo foi de R$ 66 mil. Na Ilha, menos da metade, com R$ 31,5 mil. 

- Este é um questionamento que sempre temos. "Por que essa despesa se é cartão e os ingressos não são impressos?" O valor depende da renda, do número de ingressos vendidos para sócios torcedores, do número de ingressos vendidos pela internet para não sócios, pelo número de cortesias emitidas etc - explica Marcelo Frazão. 

Os gastos extras e o que aumentou
 
Operação de trânsito
 
Se há bastante redução de despesas, há também gastos extraordinários que não aconteciam no Maracanã ou em Volta Redonda, por exemplo. Por acordo com a prefeitura do Rio, o Flamengo investiu em placas de trânsito, faixas, cones, grades e painéis eletrônicos nas ruas e vias de acesso da cidade até a Ilha do Urubu. O clube vai pagar pela locação destes equipamentos, pelo menos, nos primeiros jogos na Ilha do Governador. A ideia é facilitar a chegada e saída do estádio para orientação de público, mas o custo extra é considerável: R$ 45 mil por partida. A expectativa do Flamengo é que este gasto diminua com o passar dos primeiros jogos. 

- O nosso resultado (financeiro) tende a crescer se mantivermos estes valores de renda e conseguirmos baixar os custos. Mas vamos avaliar tanto a precificação como os custos neste período inicial. O importante é que agora temos uma opção sustentável no Rio de Janeiro para mandos de nossos jogos - afirmou o diretor de novos negócios do clube, Marcelo Frazão, em entrevista ao GloboEsporte.com. 

Ingressos promocionais
 
Na comparação com a partida contra o Atlético-GO, que o Flamengo gastou R$ 14,7 mil com ingressos promocionais, Frazão explica que a diferença para a Ilha (com "ingressos promocionais" no valor de R$ 51,1 mil) é na dedução de impostos e no valor desta entrada.

- Contra o Atlético-GO, foram 1.176 cortesias que entraram e saíram do borderô ao menor valor no preço de R$ 12,50. Isto entra como receita, calcula-se o imposto e sai como despesa. É questão apenas de efeito fiscal. Agora, contra a Ponte na Ilha, foram 1.461 cortesias que entraram e saíram ao menor valor de R$ 35,00 - explicou o dirigente do Flamengo. 

Borderô da partida contra o Atlético-GO destaca os altos custos no Maracanã (Foto: Reprodução) Borderô da partida contra o Atlético-GO destaca os altos custos no Maracanã (Foto: Reprodução) 
  Contra a Ponte, gastos bem inferiores e lucro de pouco mais de R$ 200 mil (Foto: Reprodução)
Contra a Ponte, gastos bem inferiores e lucro de pouco mais de R$ 200 mil (Foto: Reprodução)
Flamengo evita projeção de renda com bilheteria na Ilha
 
Mesmo com estes gastos extras, Frazão ressalta que a Ilha do Urubu é também garantia de não ter os prejuízos do Maracanã sem sair do Rio. O executivo faz a seguinte comparação: contra o Atlético-GO, para público de 33 mil pessoas e renda de R$ 816 mil, o Flamengo saiu devendo R$ 326 mil do Maraca. Na Ilha, com menos 20 mil pessoas de público, renda um pouco menor (R$ 803 mil) e descontos de 69%, o Fla lucrou mais de R$ 200 mil. 

- Mesmo com a operação na Ilha superdimensionada, pois colocamos mais seguranças, orientadores, ficamos com resultado de R$ 500 mil positivo comparado ao Maracanã com praticamente a mesma renda – destacou Frazão.
 
Apesar da redução dos gastos em comparação com o Maracanã, Frazão acha cedo para fazer projeção mínima de receitas até o fim do ano na Ilha do Urubu. 

- É prematuro falar em projeção. Temos a questão da precificação dos ingressos, que vamos avaliando. Mas para o primeiro jogo tivemos receita ótima para o público pagante, considerando que não esgotamos os ingressos. A Ilha é um estádio que nos permite, mesmo com renda abaixo de R$ 1 milhão, ter resultado positivo. O que não acontece no Maracanã.

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