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sexta-feira, 22 de abril de 2016

Caso Plaza: benemérito cobra ação contra Kleber Leite em até 30 dias


Kleber Leite eleição Flamengo  (Foto: Nelson Veiga / Globoesporte.com)
A aprovação do acordo de R$ 61 milhões do Flamengo com o Consórcio Plaza, em reunião na quinta-feira da semana passada, ainda agita os corredores na Gávea. Conselheiro benemérito do clube, o desembargador Siro Darlan - relator em comissão interna em 2010 sobre o caso - protocolou carta nesta quarta-feira, na secretaria do clube, cobrando do presidente Eduardo Bandeira de Mello para entrar com ação de regresso contra o ex-presidente Kleber Leite. No texto, divulgado pelo blog Ser Flamengo, Darlan diz que é "imperioso" que Bandeira tome as "providências, no prazo de 30 dias, para ressarcir o prejuízo causado pelo responsável pelo uso indevido do clube sem o necessário respaldo do Conselho Deliberativo". 

- Em 2010, fui relator da comissão que apurou responsabilidade do Kleber Leite neste caso. Já naquela ocasião, o Conselho Deliberativo tinha aprovado entrar com ação rescisória. Mas só podia entrar depois de pagar a dívida, o que foi feito agora, com o Conselho aprovando o pagamento. A sentença judicial autoriza o clube a entrar com essa ação regressiva. O Kleber Leite assinou contrato sem autorização do Conselho Deliberativo. Estou pedindo apenas que o presidente cumpra essa decisão em colegiado para evitar dano ao clube - disse Darlan.

No seu blog - veja o texto completo aqui -, Kleber Leite se diz vítima de "conspiração de malandragem, inconsequência e incompetência". O ex-dirigente lembra que a condição para o recebimento de R$ 6 milhões era a aprovação da construção do shopping na Gávea, o que chegou efetivamente a ser aprovado. Mas a confissão do presidente do Consórcio José Isaac Perez de que havia corrompido vereadores, que aprovaram o empreendimento na Câmara, levou o governador Anthony Garotinho a revogar a decisão. 

Para Kleber Leite, o erro foi de Edmundo dos Santos Silva - presidente do Flamengo em 1999 -, que não tomou nenhuma providência contra o Consórcio e ainda "admitiu dívida que não existia", ironizando tratar-se de "uma louca vontade (de Edmundo) de pagar..." o Plaza. Darlan diz que já ouviu e leu todas as justificativas de Kleber Leite a respeito do assunto, mas não se convenceu. 

- Tenho a gravação do depoimento dele. Ele diz que o Flamengo não deve, que foi mal defendido... Tem muita coisa aí - afirmou, enigmático, o desembargador, que pressiona Bandeira de Mello. - Ou toma as providências ou vai assumir a responsabilidade pela negligência.

A diretoria rubro-negra - através do departamento jurídico e decisão final do Conselho Diretor - analisa o caso. Nos últimos dias, o ex-presidente Kleber Leite publicou novo texto em defesa própria sobre o Consórcio Plaza. Nos bastidores da Gávea, há ceticismo quanto a eventual cobrança e consequente enfrentamento dos dirigentes atuais ao ex-presidente. Na reunião da semana passada, a reação de conselheiros da situação e também de oposicionistas forçou o presidente do Conselho Deliberativo, Rodrigo Dunshee de Abranches, a levar ao voto a aprovação com a possibilidade de ação de regresso contra responsáveis pela dívida.

Na terça-feira da semana que vem o Conselho Deliberativo volta a se reunir. Em pauta, a aprovação do balanço patrimonial do clube de 2015 e também a avaliação sobre emendas ao estatuto do Flamengo. 


 Em 1995, o então jogador do Flamengo, Edmundo, fez um gesto nada delicado para a torcida do vasco que o xingava.


Entenda o caso
A disputa judicial entre Flamengo e Consórcio Plaza se arrasta desde 2002 nos tribunais. O problema começou em 1996, quando Kleber Leite era o presidente do Flamengo. O montante se refere a uma dívida, que o clube não reconhecia, contraída com recebimento de R$ 6 milhões feito junto ao consórcio, que arrendaria a Gávea por 25 anos para a construção de um shopping. O empreendimento não saiu do papel e a verba já havia sido aplicada na contratação de Edmundo, e o caso passou a ser contestado na Justiça. Com o passar dos anos, a dívida se multiplicou e hoje, de acordo com cálculos do clube, passou de R$ 90 milhões. Na semana passada, o Conselho Deliberativo aprovou acordo de pagamento de R$ 61 milhões ao grupo Multiplan, do Consórcio Plaza, para encerrar o caso.

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