quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Luxemburgo minimiza opção por Pará: "Amanhã o Léo Moura pode voltar"

Como a entrada de Thallyson no lugar do lesionado Anderson Pico já era prevista, o detalhe que mais chamou atenção no treino desta quarta-feira foi a manutenção de Pará na lateral direita, com Léo Moura no time reserva. O veterano capitão, que está em seu décimo ano de Flamengo, recuperou-se totalmente de um desconforto na coxa direita e vinha treinando de forma normal há cerca de uma semana, mas a opção de Vanderlei Luxemburgo foi por deixá-lo fora dos 11 que iniciam a partida contra o Boavista. O treinador, no entanto, minimizou a escolha.

- O Léo voltou, minha opção pelo Pará é normal, mas não quer dizer que o Léo está fora. Quem sabe domingo eu já não possa começar com ele? Fazendo uma outra situação, de repente com o Pará na esquerda, ver o que vai acontecer. Vejo tudo isso com uma naturalidade muito grande.

Luxemburgo, Flamengo treino (Foto: Gilvan Souza/Flamengo)Vanderlei Luxemburgo comanda o treino do Flamengo (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Perguntado se vê uma pressão em Léo Moura para mostrar serviço, uma vez que teve seu contrato renovado até apenas o fim do Carioca, Luxemburgo defendeu o lado do clube e voltou a tratar a opção por Pará no time titular com naturalidade.

- Quando o Léo renovou, não foi colocado um (revólver) 45 ou uma faca no peito dele para renovar. Foi uma negociação bilateral. Se ele entendeu e assinou, é porque os dois chegaram a um acordo, houve consenso. Não tem que ter pressão nenhuma. A outra situação faz parte do futebol. A saída do Léo Moura não quer dizer que ele está fora do futebol. O opção pelo Pará é momentânea. Pode ser que mais para frente eu tire, ou pode ser que continue. Faz parte do nosso trabalho. Às vezes se cria uma coisa, como se o Léo fosse perpétuo, e que não pudesse tirá-lo. Não existe isso. Optei pelo Pará, mas amanhã pode voltar o Léo. Está tudo dentro de uma coisa muito natural.

Substituto de Pico, o lateral-esquerdo Thallyson teve a atenção chamada por Luxa diversas vezes no treinamento. O comandante fez questão de ressaltar que isso não é uma coisa negativa.

- Chamar a atenção não significa que esteja execrando. Se você gaguejar numa entrevista, vai ser chamado a atenção. É normal. O Thallyson está vindo do Asa-AL, com certeza tem defeitos que a gente tem que corrigir. Isso não é uma coisa negativa, é positiva. Não é nada anormal. Cabe ao técnico posicionar, e ele vai se ajustar. Uns conseguem rápido, outros demoram um pouquinho mais. Essas coisas fazem parte do nosso trabalho e de repente saem como coisa extremamente negativa. Mas não é negativa, faz parte do nosso trabalho.

O próximo adversário do Flamengo, nesta quinta-feira, será o Boavista. A partida será às 19h30 (de Brasília), no Maracanã. Após quatro rodadas, o Rubro-Negro é o vice-líder do Campeonato Carioca, com 10 pontos, atrás apenas do Fluminense, que tem 12.
 
 
 

Treino tático confirma barração de Léo Moura no Flamengo; Pará segue titular


Flamengo, treinho, Ninho, Léo Moura (Foto: Ivan Raupp)
Após um treino prejudicado pela forte chuva na terça-feira, o Flamengo voltou a trabalhar na tarde desta quarta, no Ninho do Urubu. O coletivo tático serviu para confirmar a barração do lateral-direito Léo Moura, que já estava à disposição após se recuperar de dores na coxa direita. Pará foi mantido no time titular e deve começar a partida desta quinta-feira, contra o Boavista, no Maracanã.

Vanderlei Luxemburgo comandou um trabalho primeiro em campo reduzido, depois utilizando todo o espaço, e orientou bastante os jogadores, principalmente o lateral-esquerdo Thallyson, escolhido para substituir o lesionado Anderson Pico. O atacante Nixon, que ficou fora do último jogo para tratar dores no tendão patelar do joelho direiro, treinou novamente entre os titulares.

Com um edema na perna direita, o atacante Alecsandro ficou fora e realizou trabalho na academia. Na sequência, ele deu voltar em volta do campo anexo.

Os titulares treinaram com Paulo Victor, Pará, Wallace, Samir e Thallyson; Márcio Araújo, Canteros e Arthur Maia; Everton, Nixon e Marcelo Cirino. Já os reservas trabalharam com César, Léo Moura, Marcelo, Bressan e Frauches; Cáceres, Jonas e Lucas Mugni; Luiz Antonio, Gabriel e Eduardo da Silva.

Com dez pontos, o Flamengo iniciou a quinta rodada do Campeonato Carioca na vice-liderança. O Fluminense, com 12, é o primeiro colocado. O duelo contra o Boavista, nesta quinta, será às 19h30 (de Brasília), no Maracanã.


Everton destaca mudança de postura do Flamengo para não reviver "confusão"

O Flamengo teve um Brasileirão complicado em 2014 e contou com a ajuda de Vanderlei Luxemburgo para sair da "confusão", como diz o treinador, e terminar na 10ª posição do campeonato. Um dos pilares daquele time, Everton aprovou o esforço feito pela diretoria para manter a base e contratar alguns reforços pontuais, como seu amigo Marcelo Cirino. O meia-atacante enxerga a equipe com mais gana em 2015 do que no ano passado para não reviver aqueles momentos ruins.

- Acho que sim (Fla com mais gana em 2015). O ano passado foi muito difícil, os jogadores que estavam aqui sabem disso. Estivemos muito tempo na zona de rebaixamento. A gente sabe que é uma pressão absurda e não quer passar por isso de novo neste ano - disse.

Essa mudança de postura referida por Everton passa diretamente pela realização de uma boa pré-temporada e pela estratégia de jogar com um time bem ofensivo, segundo o camisa 22.

- O time evoluiu e teve tempo para treinar na pré-temporada. No ano passado, pelas circunstâncias de brigar sempre por baixo na tabela, a gente sempre tinha muita pressão e jogava atrás, no contra-ataque. Hoje vejo um time diferente, que está marcando na frente. Temos posse de bola começando com Canteros e Márcio. O professor vem conversando com a gente. Essa movimentação na frente também é importante, e temos feito isso bem.

Em relação ao time que goleou a Cabofriense por 5 a 1 na última quarta, Luxa esboçou duas mudanças no treino de terça: Thallyson no lugar do lesionado Anderson Pico na lateral esquerda, e Nixon na vaga de Gabriel após tratar dores no joelho direito. Para Everton, nada muda.

- É praticamente o mesmo time do último jogo, um time bem ofensivo e rápido na frente. Temos conseguido fazer muitos gols. Esperamos conseguir os três pontos.

Everton Flamengo X Vasco (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)
O adversário do Flamengo nesta quinta-feira será o Boavista, elogiado por Everton. A partida será às 19h30 (de Brasília), no Maracanã. Após quatro rodadas, o Rubro-Negro é o vice-líder do Campeonato Carioca, com 10 pontos, atrás apenas do Fluminense, que tem 12.

- É uma equipe forte. Perderam de 3 a 0 para o Fluminense, mas são rápidos na frente. Sabemos quem são alguns jogadores, como o Erick Flores, que jogou aqui e tem qualidade. Jogando no Maracanã, temos a responsabilidade de buscar os três pontos - afirmou.

 Everton em ação no amistoso com o vasco sanitário, onde marcou o gol da vitória (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)


Entrando nos eixos: com gols, trio ofensivo do Flamengo cresce de produção

A grande aposta de Vanderlei Luxemburgo neste início de 2015 está no ataque. O treinador mudou o esquema em relação ao ano passado e inseriu um trio ofensivo na linha de frente, prezando sempre por velocidade e movimentação. A princípio escalou Everton e Gabriel nas pontas, com o recém-contratado Marcelo Cirino mais centralizado. Mas Gabriel logo precisou fazer um trabalho de reforço muscular e acabou dando lugar a Nixon.

Com Everton e Nixon bem nos treinamentos, a dificuldade maior de Luxa foi na função que pediu a Cirino. O camisa 7 estava acostumado a atuar pelos lados, mas o treinador acredita que é um desperdício deixá-lo longe do gol. O ex-jogador do Atlético-PR mostrou pé descalibrado na pré-temporada, mas evoluiu e enfim se encontrou com as redes, marcando três vezes no Campeonato Carioca, que teve quatro rodadas até agora. Everton também deixou o seu, e ainda decidiu o amistoso com o Vasco em Manaus. Só Nixon ainda não fez gol em jogos oficiais, mas marcou no jogo-treino contra o RB Brasil-SP, em Atibaia-SP. Fora as assistências do trio, que tem mostrado evolução em campo nos quesitos pedidos pelo comandante.

Marcelo Cirino, gol Flamengo x Barra Mansa (Foto: André Durão / Globoesporte.com) 
Marcelo Cirino comemora gol com Everton e Nixon: trio ofensivo do Fla (Foto: André Durão / Globoesporte.com)

- O começo sempre é difícil, até pela questão de entrosamento. O Marcelo está chegando agora. Mas ele começou bem, está fazendo gols, e nós sabemos da importância que ele tem para o time. O Nixon já vinha jogando bem no fim do ano passado. Então, o entrosamento está bom. Estamos no caminho certo, evoluindo. Claro que não estamos no nosso melhor ainda. Tenho certeza que a equipe tem tudo para manter essa média nos próximos jogos - afirmou Everton.

- Venho mostrando evolução durante treinos e jogos. Se não tivesse, acho que o treinador já teria me tirado para me botar de volta a minha antiga posição. Acho que está havendo, sim, uma melhora, e espero continuar assim. Os gols dão confiança, ainda mais para um atacante. Sem dúvida estou mais confiante, mais leve, e assim as coisas acontecem naturalmente - disse Cirino.

Quando os reservas entram, também correspondem. E sem se desfazer do esquema do trio de ataque. Alecsandro tem os mesmo três gols de Marcelo Cirino no Carioca. Eduardo da Silva, com apenas uma partida na competição - estava fazendo reforço muscular -, também foi às redes. E Gabriel, apesar de não ter marcado, teve boa participação na única vez em que jogou.

Ataque mais positivo do Carioca

Os jogadores de frente ainda estão buscando melhorar o entrosamento, mas já fizeram o suficiente para ter o ataque mais positivo do Carioca até agora. Foram 12 gols, média de quatro por jogo. O líder Fluminense, que tem dois pontos a mais que o Flamengo na competição - 12 a 10 -, tem um gol a menos (11) e vem logo atrás, seguido do Botafogo (10). Apesar disso, Vanderlei Luxemburgo ainda analisa a equipe com calma.

- Esse time vai oscilar bastante ainda, vai jogar bem e jogar mal, até você criar uma característica firme e sólida para encorpá-lo. O time não está pronto, está em formação - declarou Luxa.

Nesta quinta-feira, o Flamengo tentará se manter como melhor ataque do Carioca. O adversário será o Boavista, às 19h30 (de Brasília), no Maracanã. O duelo é válido pela quinta rodada da Taça Guanabara, da qual o Rubro-Negro é o atual vice-líder.


terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Luxa esboça time titular, mas temporal encerra treino com apenas 10 minutos




Vanderlei Luxemburgo preparou um coletivo para o treino da tarde desta terça-feira, onde esboçou o time titular para a próxima rodada do Campeonato Carioca, na quinta, contra o Boavista. No entanto, deu tempo para apenas 10 minutos de atividade no Ninho do Urubu. Ela foi encerrada devido a um temporal que caiu no bairro de Vargem Grande. Com muita água e também muitos raios, Luxa optou por preservar a integridade física dos atletas e dar fim ao treino.

Jogadores do Flamengo, chuva, treino (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo) 
Jogadores do Flamengo correm do temporal (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

O auxiliar técnico Deivid entrou no campo e avisou ao elenco que a atividade estava encerrada. Os jogadores, então, saíram correndo para o vestiário do centro de treinamento.

Nos 10 minutos de coletivo, o treinador exibiu o provável time que vai enfrentar o Boavista. Nas posições que ainda geravam alguma dúvida, escalou Pará, Thallyson e Nixon.

Léo Moura treina como reserva; Pará titular

Thallyson substitui o lesionado Anderson Pico, que passou por uma artroscopia no joelho direito e deve voltar a treinar dentro de um mês. Pará, por sua vez, parece ter ganhado a posição de Léo Moura na lateral direita, pois o capitão atuou entre os reservas apesar de já estar à disposição da equipe. Nixon, por último, voltou a ser colocado entre os 11 após se ausentar do último jogo para tratar dores no tendão patelar do joelho direito. Gabriel, que ocupou o lugar de Nixon na goleada sobre a Cabofriense, e Eduardo da Silva, que marcou gol nessa partida, também treinaram entre os reservas.

Luxemburgo, chuva, treino Flamengo (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)Luxemburgo se protege na chuva, antes do treino ser encerrado (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

O time titular, portanto, treinou com Paulo Victor, Pará, Wallace, Samir e Thallyson; Márcio Araújo, Canteros e Arthur Maia; Everton, Nixon e Marcelo Cirino. Os reservas tiveram César, Léo Moura, Marcelo, Bressan e Frauches; Cáceres, Jonas e Lucas Mugni; Gabriel, Eduardo da SIlva e Alecsandro.

Após quatro rodadas, o Flamengo é o vice-líder do Carioca, com 10 pontos, atrás apenas do Fluminense, que tem 12. O próximo compromisso do time, contra o Boavista, será na quinta-feira, às 19h30 (de Brasília), no Maracanã, pela quinta rodada da competição.


Em busca de um 2015 rubro-negro, Canteros vê time com "fome de glória"

O Flamengo manteve a base de 2014 e contratou reforços pontuais para montar o elenco desta temporada. Por isso, o clube largou na frente da maioria e espera um ano vitorioso. Peça importante do time titular de Vanderlei Luxemburgo, o argentino Héctor Canteros é um dos pilares do atual elenco e fala pelo grupo inteiro quando diz que estão todos famintos por títulos. O objetivo é levar o Rubro-Negro ao topo.

- Acho que o time está bem, trabalhando para conquistar coisas importantes. É um time com fome de glória e que está trabalhando para brigar sempre em cima, fazer o que o Vanderlei pede. Estamos num bom caminho - disse o volante.

Canteros e Mugni, treino Flamengo (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo) 
Canteros tenta passar por Mugni no treino de segunda-feira (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Canteros vive boa fase no Flamengo e foi recompensado com um belo gol de falta marcado contra o Barra Mansa, pela segunda rodada do Carioca. Na ocasião, o time venceu a partida por 4 a 0. O argentino faz questão de ressaltar que prefere o sucesso coletivo.

- Prefiro que o time ganhe. Isso é o talento de um. Trabalho para melhorar no dia a dia. Tive a sorte de poder fazer o gol e espero fazer mais para ajudar o time a ganhar.

O segundo volante do Flamengo iniciou a temporada como titular ao lado de Cáceres, mas o paraguaio acabou perdendo a vaga para Márcio Araújo no decorrer dos primeiros jogos. Para Canteros, não faz diferença quem seja seu companheiro naquele setor do campo.
 

- Não mudou. São jogadores com características diferentes, e eu me acho bem com os dois.

Susto com o carnaval

E uma coisa que assustou Canteros foi o carnaval carioca. O jogador, que chegou ao Flamengo no meio do ano passado, teve algum contato com a festança pela primeira vez.

- Fiquei em casa com minha filha e vi muita gente fantasiada, com peruca. Fui ao mercado e vi muita gente assim. Não entendi bem, mas depois me explicaram que era o carnaval. Tem muita gente na rua. Me surpreendi um pouco. Na Argentina também tem, mas não assim. As pessoas não andam fantasiadas, não é como no Brasil.

Após quatro rodadas, o Flamengo é o vice-líder do Campeonato Carioca, com 10 pontos, atrás apenas do Fluminense, que tem 12. O próximo compromisso do time, contra o Boavista, será na quinta-feira, às 19h30 (de Brasília), no Maracanã, pela quinta rodada da competição.



Antes de desfile, Zico divide coração na Sapucaí e lembra caso de racismo

Ex-jogador diz que agora é Beija-Flor e Imperatriz, e recorda viagem do Flamengo à Africa do Sul quando elenco recusou divisão entre brancos e negros




Momentos antes de desfilar pela Imperatriz, escola que o homenageou no ano passado, Zico relacionou o enredo da agremiação, "Um ritual de liberdade - E que a voz da igualdade seja sempre a nossa voz", com o futebol. Com episódios recentes de racismo no esporte, o Galinho relembrou uma passagem do início da sua carreira durante viagem do Flamengo à África do Silva e afirmou que também dá uma "banana" ao preconceito assim como a escola da Leopoldina.

- Já dei essa banana há muito tempo, principalmente na época do Daniel Alves, aquilo chocou muita gente. Vivenciei isso de perto na África do Sul, na primeira viagem que fiz com o Flamengo. Ficamos nove horas em Joanesburgo e queríamos sair na cidade. Só que tínhamos que sair em dois ônibus, um com brancos e outro com negros. Preferimos nem sair, e ficar no saguão do aeroporto. Vi isso de perto - relatou o Galinho, que virá no primeiro carro da escola ao lado da apresentadora Glória Maria.

Zico Imperatriz 4 (Foto: André Durão/GloboEsporte.com) 
Zico ao lado de Glória Maria em carro alegórico da Imperatriz (Foto: André Durão/GloboEsporte.com)

A homenagem da Imperatriz no ano passado, aliás, dividiu o coração de Zico. Torcedor da Beija-Flor, o craque rubro-negro agora também carrega o verde e branco no coração.

- Ainda sou Beija-Flor. Mas a Imperatriz dividiu um pouco, né? E com justiça depois da homenagem que me fizeram no ano passado.

Enquanto Vanderlei Luxemburgo desfilou pela Beija-Flor e garantiu que será campeão, Zico fugiu de um duelo rubro-negro na avenida. Disse que não se preocupava com quem ficaria na frente. Frisou que o mais importante é torcer pelo bom carnaval. Mas não fugiu da brincadeira ao ser perguntado se a Imperatriz prestes a desfilar era o mesmo que uma cobrança sua da entrada da área. Gol certo?

Zico Imperatriz 2 (Foto: André Durão/GloboEsporte.com) 
Ex-jogador do Flamengo se prepara com fantasia (Foto: André Durão/GloboEsporte.com)
- Só que lá eu estava mais preparado, treinava todos os dias para isso. Tinha mais tranquilidade, aqui as pernas tremem um pouquinho ainda (risos).

Zico ainda mostrou bom humor ao comentar a atuação do tenista espanhol Rafael Nadal no desfile de domingo pela Viradouro. E disse que também é cintura dura.

- Carnaval não é samba, é alegria e brincadeira. Vai querer exigir que o Nadal sambe? Ele é campeão de tênis! (risos). Eu sou cintura dura, brinco carnaval. É alegria, fico feliz. Sou lá de Quintino, terra dos blocos, fico feliz quando vejo o Rio de Janeiro com todo mundo brincando na rua, carnaval é isso. Escola de samba faz parte, é bom quando você tem isso e também o carnaval de rua - encerrou.

Zico Imperatriz 5 (Foto: André Durão/GloboEsporte.com) 
Carro alegórico que trouxe Zico no início do desfile (Foto: André Durão/GloboEsporte.com)

Zico Imperatriz 3 (Foto: André Durão/GloboEsporte.com) 
Zico posa ao lado de familiares (Foto: André Durão/GloboEsporte.com)

Luxa faz a festa na concentração e avisa: ''Este ano vai dar Beija-Flor''

Vanderlei Luxemburgo não consegue ficar longe da Sapucaí. Se o jogadores do Flamengo, mesmo incentivados pelo treinador, pouco deram as caras no sambódromo, o comandante acompanhou o desfile do Grupo Especial do Rio pelo segundo dia seguido. E a segunda-feira foi dia de entrar na Avenida. Deixando o seu Salgueiro em segundo plano, Luxa vestiu as cores da Beija-Flor e mostrou confiança no título.

vanderlei luxemburgo flamengo beija-flor sapucai (Foto: Edgard Maciel de Sá) 
Luxemburgo é abraçado por um dos integrantes da Beija-Flor: treinador mudou de escola em 2015 (Foto: Edgard Maciel)
 
- Vai dar Beija-Flor neste ano, pode apostar. Vim para ganhar - frisou.

Usando a camisa da diretoria da escola de Nilópolis, Vanderlei desfilou no chão. Mas deu show mesmo na concentração. Nos momentos que antecederam o desfile, o treinador do Flamengo chamou a atenção. Sempre simpático, distribuiu sorrisos e conversou com quem trabalhava para fazer a festa acontecer, como policiais e seguranças. Na bateria da Beija-Flor, fez a alegria de diversos ritmistas com várias fotos.

Após quatro rodadas, o Flamengo é o vice-líder do Campeonato Carioca, com 10 pontos, atrás apenas do Fluminense, que tem 12. O próximo compromisso do time, contra o Boavista, será na quinta-feira, às 19h30 (de Brasília), no Maracanã, pela quinta rodada da competição.

vanderlei luxemburgo flamengo beija-flor sapucai (Foto: Edgard Maciel de Sá) 
Luxa fez a alegria da bateria da escola e posou para muitas fotos antes do desfile começar (Foto: Edgard Maciel de Sá)

Luxemburgo, Sapucaí, carnaval, Beija-flor (Foto: André Durão / Globoesporte.com) 
Luxemburgo acena confiante antes de desfilar na Marquês de Sapucaí (Foto: André Durão / Globoesporte.com)
 
 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Flamengo volta da folga de carnaval com indício de Thallyson no lugar de Pico

Passado o domingo de folga, o Flamengo retomou os treinos na tarde desta segunda-feira, no Ninho do Urubu, já com o primeiro indício do time que Vanderlei Luxemburgo irá escalar na quinta, contra o Boavista. Substituto mais óbvio para a vaga do lesionado Anderson Pico, o lateral-esquerdo Thallyson treinou na equipe verde, formada por Pará, Wallace, Samir, Márcio Araújo, Canteros e Arthur Maia. Todos estes vêm jogando como titulares nos últimos jogos.

O trabalho foi com bola e em campo reduzido, com as equipes se revezando em metade do gramado. Uma atacava em gol, enquanto a outra tentava passar com a bola da linha central. Paulo Victor e César ocuparam as metas, e o elenco foi dividido em três grupos. Além do verde, teve o laranja, que contou com Marcelo, Bressan, Cáceres, Jonas, Léo Moura, Everton e Eduardo da Silva; e o branco, que teve Frauches, Luiz Antonio, Lucas Mugni, Gabriel, Nixon, Marcelo Cirino e Alecsandro. Paulinho, que só volta em março, fez novamente trabalho à parte, enquanto Pico fez fisioterapia.

Pará e Mugni, treino Flamengo (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo) 
Pará disputa a bola com Mugni no treino desta segunda-feira (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Outro indício, portanto, é a possível manutenção de Pará na lateral direita, mesmo com o capitão Léo Moura estando totalmente recuperado. Mesmo assim ainda é cedo para firmar um time, pois o clube terá mais treinos na terça e na quarta. Por outro lado, os atacantes que vinham sendo titulares treinaram em lados diferentes. Para o jogo contra o Boavista, Luxa terá também a volta de Nixon, que deve concorrer com Gabriel por uma vaga entre os 11.

Após quatro rodadas, o Flamengo é o vice-líder do Campeonato Carioca, com 10 pontos, atrás apenas do Fluminense, que tem 12. O próximo compromisso do time, contra o Boavista, será na quinta-feira, às 19h30 (de Brasília), no Maracanã, pela quinta rodada da competição.

Ferj supera times na arrecadação com bilheteria; Botafogo e vasco no vermelho


Com quatro rodadas, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) festeja o aumento de público do Campeonato Carioca em relação à edição do ano passado. Em termos financeiros, a situação é ainda melhor para a entidade. Afinal, ao contabilizar apenas taxas de bilheteria, a entidade já lucrou R$ 244.841 com os 32 jogos disputados. Ninguém fez tanto dinheiro com a venda de ingressos no estadual. O clube que chegou mais perto disso foi o Flamengo, time de maior público nos estádios. Com as despesas descontadas, os cofres rubro-negros receberam R$ 68.206,56 de bilheteria. Os números são baseados nos borderôs das partidas e não levam em consideração as cotas de transmissão.

Flamengo x Barra Mansa (Foto: André Durão / Globoesporte.com) 
Flamengo x Barra Mansa recebeu 13.235 pagantes

Os rivais não chegam perto desse valor e, inclusive, têm fechado no vermelho. A exceção é o Fluminense, com saldo positivo de modestos R$ 2.029,48. O Botafogo só não ficou no prejuízo em uma partida (na vitória sobre o Bonsucesso, que levou 9.562 pagantes ao Engenhão pela terceira rodada) e tem saldo negativo de R$ 24.406,17. A situação do Vasco é pior: são R$ 74.923,82 em prejuízo com bilheterias.

A matemática das bilheterias não tem muito mistério. A Ferj leva geralmente 10% da renda bruta das partidas e sai sempre no lucro. Os clubes, em contrapartida, têm que arcar com delegado, carro forte, taxa de iluminação, posto médico, INSS, taxa de bombeiro, antidoping... As despesas de um jogo profissional são inúmeras e caem na conta dos clubes. Ou seja, se a casa não estiver cheia, o prejuízo é provável, e, com exceção do Flamengo, essa é a realidade dos participantes.

Tabela borderôs Campeonato Carioca (Foto: Divulgação / Ferj)

O presidente da Ferj, Rubens Lopes, observa a situação de uma maneira diferente e lembra que os clubes possuem outras receitas. Fora direitos de transmissão – e bilheteria –, ele alega que os clubes ganham também, por exemplo, com estacionamento e bares.

– Os clubes também não perdem. Não é verdade que têm prejuízo em jogos. Prejuízo é quando a despesa é maior que a receita. As receitas ligadas ao evento são aquelas que não existiriam se não houvesse evento. Direito de TV, camarote, bar, estacionamento... Se dependesse só de bilheteria, nenhum evento aconteceria. O Rock in Rio não aconteceria. Então, todas as receitas têm que ser colocadas no borderô. No Maracanã, 50% das despesas são com o estádio. Então, não é a taxa da Federação o problema. E quem aprovou este modelo foram os clubes – disse Rubinho em entrevista ao jornal "O Globo" publicada neste domingo.

Na mesma entrevista, Rubens Lopes se defende ao justificar que outras federações também cobram taxas da renda das partidas. E ele garante que o dinheiro é repassado de volta aos clubes (assim como os 5% da Previdência Social – outra taxa descontada da renda dos jogos). Além disso, explica o que é feito com a parte que entra nos cofres da Ferj.

– O valor não é tão significativo. Não dá para subsidiar todas as competições, ajudar todos os clubes. Está tudo no balanço. Temos despesas de patrimônio, como a sede. Tem despesa de pessoal, imposto, débitos passados e aplicamos no fomento do futebol. Subsidiamos torneios amadores, campeonatos de ligas municipais, damos premiações, troféus, medalhas, material esportivo. Na Série C, por exemplo, a Federação não ganha nada. E subsidia. Deixamos os clubes pagarem em 60 vezes – completa o cartola, dizendo ainda que a taxa impacta em apenas 1% nas despesas dos clubes.

O que sobra da conta do borderô é fatiado entre as duas equipes, exceto em jogos entre pequenos, quando o mandante leva toda a renda do jogo (ou arca sozinho com o prejuízo). Em duelos que há presença de um grande, a divisão é feita da seguinte forma: 60% dos lucros para o vencedor e 40% para o perdedor, com os valores se invertendo em caso de prejuízo. Em caso de empate, fica 50% para cada. Assim, em partidas deficitárias, os grandes têm prejuízo dentro e fora de casa, enquanto os pequenos só perdem dinheiro nas vezes em que são mandantes – ainda assim, dividem a receita negativa quando recebem os quatro gigantes. 

No caso dos jogos entre pequenos, a situação não é diferente. Com estádios vazios no subúrbio carioca e no interior do estado, o normal é ver partidas fechando no vermelho. Uma das poucas exceções foi o clássico do Sul Fluminense entre Barra Mansa e Volta Redonda, que levou 7.090 pessoas ao Raulino de Oliveira na primeira rodada (o Barra Mansa faturou R$ 19.898,44 por ser mandante, e o Voltaço, vencedor da partida, ficou sem nada). 

Tudo azul: Ferj celebra aumento de público

Tudo isso após uma polêmica da Ferj com Flamengo e Fluminense em razão de preço dos ingressos. Terminada a terceira rodada, a entidade, que voltou atrás na medida de colocar os valores promocionais, celebrou o aumento da média de público em relação ao ano passado, através de uma nota publicada em seu site oficial na terça-feira. Em 2014, a média de pagantes neste início era de 2.706 pessoas; agora é de 3.635. Faltou dizer que as partidas são deficitárias.

É importante lembrar que os números são baseados nos borderôs das partidas, que em casos de jogos com pouco público são maquiados. O artigo 11 do regulamento obriga os times de menor investimento a lançarem 25% da capacidade liberada pelo Corpo de Bombeiros como ingressos utilizados. Ou seja: em confrontos com público inferior a esse "piso", o público pagante fornecido nos borderôs pode não corresponder ao número de torcedores que de fato comprou os ingressos – e o mandante fica sujeito a prejuízo. Uma espécie de "doping" para a estatísticas do Carioca. 

"§ 1º - Nas partidas em que não envolvam qualquer dos clubes grandes (Fluminense, Botafogo, Flamengo e Vasco), 25% da capacidade de público do estádio liberada pelo CBMERJ terão os ingressos contabilizados como utilizados, tomando-se como base de cálculo o valor de uma arquibancada inteira, podendo o clube dispor dos mesmos da forma como lhe convier, preferencialmente destinados a fins sociais".

Pico já faz fisioterapia, mas médico prefere não dar previsão de retorno

Anderson Pico cumpriu a programação traçada pelo Flamengo e apareceu no Ninho do Urubu já na tarde desta segunda-feira. O lateral-esquerdo sofreu lesão no menisco externo do joelho direito durante a partida contra a Cabofriense, na última quarta, e precisou passar por uma artroscopia. Chefe do departamento médico rubro-negro e responsável pela operação de Pico, José Luiz Runco disse que o jogador iniciou a fisioterapia e que o processo está correndo bem, mas preferiu não dar previsão de retorno aos treinos.

- O Anderson fez artroscopia no sábado, a cirurgia correu muito bem, dentro do planejado. Ele já está começando a parte de fisioterapia e vai fazer isso de manhã e de tarde a semana toda. Esperamos que no meio da semana ele já possa estar trabalhando na sala de musculação. Cada pessoa reage de uma maneira, então é muito difícil dar uma regra para a volta. O tempo de recuperação nós vamos acompanhando conforme vamos trabalhando - disse o médico.

Anderson Pico, fisioterapia, Ninho do Urubu, Flamengo (Foto: Gilvan de Souza/ Fla Imagem) 
Anderson Pico já iniciou as sessões de fisioterapia no Ninho (Foto: Gilvan de Souza/ Fla Imagem)


Nesse tipo de lesão, o atleta costuma voltar depois de cerca de um mês de tratamento ou até menos. Por isso, Pico não chega a preocupar a comissão técnica do Flamengo.

Após quatro rodadas, o Fla é o vice-líder do Campeonato Carioca, com 10 pontos, atrás apenas do Fluminense, que tem 12. O próximo compromisso do time é contra o Boavista, na quinta-feira, às 19h30 (de Brasília), no Maracanã, pela quinta rodada da competição.

Quinta-feira tem Mengão na TV


QUINTA-FEIRA, 19


Campeonato Carioca


19h30 Flamengo x Boavista
Transmissão: Premiere, PFC HD e PFCI (com Jader Rocha e Roger Flores)

LDB: Flamengo ganha do Titãs por 91 x 55


Atual campeão da Liga de Desenvolvimento de Basquete (LDB), o Flamengo sub-22 começou a quarta etapa do torneio com uma vitória sólida diante do Tittãs/SEST/SENAT (PR), neste domingo (15.02), na Arena Minas, em Belo Horizonte, por 91 a 55. O pivô rubro-negro Cristiano Felício foi um dos destaques com 27 pontos e 16 rebotes:

"Viemos aqui em busca da classificação e querendo ganhar todos os jogos. Nesse primeiro jogo não estivemos bem no primeiro tempo, mas no segundo voltamos marcando melhor e conseguimos sair com a vitória. Estou conseguindo fazer bons jogos aqui na LDB, mas não venho aqui pra conquistar números, e sim para ajudar minha equipe a vencer" afirmou Felício. Os alas Diego e Chupeta também se destacaram com 12 e dez pontos, respectivamente, .

O jogo
Começando de forma disputada, a partida acabou se tornando melhor para o Mais Querido no segundo quarto. Após começar vencendo por cinco pontos de diferença (16 a 14), os rubro-negros abriram dez (44 a 34). No terceiro tempo, o Mais Querido chegou a sete minutos sem sofrer cestas e fechou com 71 a 40. No quarto seguinte, a equipe obteve a vitória por 91 a 55.

O Flamengo segue entre os oito primeiros colocados que avançam ao octogonal final da competição.






Flamengo abre venda de ingressos de jogo contra o Boavista para toda a torcida


O Flamengo abriu nesta segunda-feira a venda de ingressos a todos os torcedores para o duelo contra o Boavista, na quinta, no Maracanã. Com preços entre R$ 60 (Oeste Inferior) e R$ 40 (Setor Norte e Sul Superior – esse segundo para torcida visitante), os interessados poderão encontrar as entradas no Maracanã e Gávea até a data da partida – os demais pontos de venda vão até quarta-feira.

Antes de abrir a venda para toda a torcida, o Flamengo já tinha disponibilizado entradas para os sócios-torcedores. Veja abaixo os pontos de troca e de venda:
 

Maracanã volta a receber torcida do Flamengo nesta quinta-feira (Foto: André Durão)

Valores:
Setor Norte: R$40 (R$20 meia)
Setor Oeste Inferior: R$60 (R$30)
Setor Sul Superior (torcida visitante): R$ 40 (R$20 meia)

Pontos físicos de troca e venda para sócios-torcedores:  
- Gávea (Sede do Flamengo – Rua Borges de Medeiros)
Apenas na quinta das 10h às 13h
- Barra da Tijuca (FlaBoutique – Av das Américas, 7607 Loja 151)
Quarta das 12h às 17h (No dia da partida das 10h até às 13h)
- Tijuca (FlaBoutique – R. Conde de Bonfim, 685 Loja D)
Quarta das 12h às 17h (No dia da partida das 10h até às 13h)
- Andaraí (FlaBoutique/Iguatemi – R. Barão de São Francisco, 236 Loja 15)
Quarta das 12h às 17h (No dia da partida das 10h até às 13h)
- Nova Iguaçu (FlaBoutique – R. Dr. Barros Júnior, 272 Via Light Mall)
Quarta das 12h às 17h (No dia da partida das 10h até às 13h)
- Maracanã (Container Mata Machado)
Até o dia do jogo, das 10h às 17h (No dia da partida até o final do 1º tempo)
- Largo do Machado (Flaboutique - R.Largo do Machado 29 Loja 40 Galeria Condor)
Quarta das 12h às 17h (No dia da partida das 10h até às 13h)  

Pontos físicos de venda para torcida em geral:
- Cariocas FC (Shopping Nova América - Avenida Pastor Martin Luther King Jr, 126 - Del Castilho)
Apenas na quarta, das 10h às 17h
- Engenhão  (Bilheteria Oeste - Rua José dos Reis s/nº)
De segunda até quarta, das 10h às 17h
- Estádio Caio Martins (Rua Presidente Backer, s/n, Icaraí Niterói)
De segunda até quarta, das 10h às 17h
- Sede do Flamengo (Borges de Medeiros, 997)
De segunda até terça, das 10h às 17h
- Maracanã (Bilheteria 4 - Av. Maracanã, s/nº)
De segunda até quarta, das 10h às 17h

Venda no dia do jogo:  

Maracanã:
Bilheteria 1 - venda geral torcida Flamengo - 15h30 às 20h15
Bilheteria 2 - venda geral visitante/ retirada internet - 15h30 às 20h15
Bilheteria 3 - venda geral torcida Flamengo - 15h30 às 20h15
Bilheteria 4 - venda geral torcida Flamengo - 10h às 20h15
Bilheteria 4A Container Mata Machado - Atendimento sócio-torcedor - 10h às 20h15

Sede do Flamengo:
Borges de Medeiros, 997 - 10h às 13h

Gols deixam Cirino mais à vontade de atacante central: "Dão confiança"


Marcelo Cirino chegou ao Flamengo com status de maior reforço do clube na temporada, pelo menos até agora, mas logo de cara enfrentou um obstáculo na tarefa de ganhar o coração da torcida rubro-negra. Acostumado a atuar pelas pontas, o atacante foi escalado por Vanderlei Luxemburgo de forma mais centralizada, uma vez que o treinador enxerga potencial nele para a função. O começo foi complicado, com o pé descalibrado nos treinos e chances de gol perdidas nos jogos. Bastou Cirino conseguir balançar a rede, porém, para se sentir mais à vontade no setor. Foram três gols nas últimas três partidas - dois contra o Barra Mansa e um contra a Cabofriense -, todas com boa atuação do camisa 7, que ganhou confiança.

- Venho mostrando essa evolução durante treinos e jogos. Se não tivesse, acho que o treinador já teria me tirado para me botar de volta a minha antiga posição. Acho que está havendo, sim, uma melhora, e espero continuar assim. Os gols dão confiança, ainda mais para um atacante. Sem dúvida estou mais confiante, mais leve, e assim as coisas acontecem naturalmente.


Marcelo Cirino comemora gol do Flamengo contra o Barra Mansa (Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo) 
Marcelo Cirino comemora um de seus gols no Carioca: mais leve (Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo)
 
O novo ataque que é aposta de Luxa tem sido formado por Marcelo Cirino, Everton e Gabriel (ou Nixon). O trio se movimenta bastante na frente e, aos poucos, tem mostrado evolução.

- O entrosamento está melhorando a cada treino, a cada jogo. Isso está ficando nítido. A tendência é só melhorar. Essa pausa de carnaval é importante para o treinador dar mais ênfase no que ele quer melhorar. A gente só tem a ganhar com isso.

Após quatro rodadas, o Flamengo é o vice-líder do Campeonato Carioca, com 10 pontos, atrás apenas do Fluminense, que tem 12. O próximo compromisso do time é contra o Boavista, na quinta-feira, às 19h30 (de Brasília), no Maracanã, pela quinta rodada da competição.



Falamos com Rodrigo Caetano: 'O Flamengo é um negócio absurdo'



Flamengo apresenta Rodrigo Caetano, "uma peça a mais" na Gávea (Foto: Cleber Mendes/ LANCE!Press)Rodrigo Caetano chegou ao Flamengo há dois meses com uma dúvida: como seria tratado pela torcida rubro-negra após passar por Vasco e Fluminense? Em entrevista exclusiva ao LANCE!Net, o diretor executivo de futebol comentou sobre a recepção calorosa que teve dos torcedores flamenguistas, classificando como um “negócio absurdo”. O dirigente ainda expôs os diferenciais para o clube conseguir boas contratações, apesar de não ter muito dinheiro disponível no orçamento. Ele ressaltou também a participação do técnico Vanderlei Luxemburgo nas decisões. E disse que o Rubro-Negro pode se tornar referência aos demais clubes do Brasil por conta do sério trabalho de austeridade financeira colocado em prática pela gestão do presidente Eduardo Bandeira de Mello.

– Por respeito aos outros três clubes que trabalhei (Grêmio, Vasco e Fluminense), até mesmo por uma coisa de orgulho por sempre cumprir os meus contratos, em 12 anos trabalhar em apenas quatro clubes, significa que por onde eu passei deixei uma semente. O Flamengo, por si só no tamanho de torcida e apelo, é um negócio absurdo. Consegui presenciar isso em Manaus, no dia a dia, isso aumenta muito a responsabilidade de quem está aqui. É uma camisa muito forte. Estou plenamente satisfeito pela forma que fui recebido aqui e pelos torcedores, era uma dúvida que eu tinha, por conta de sair de um rival para o outro. Mas as manifestações que recebo são de carinho e respeito – afirmou o diretor.

Com um baixo orçamento, o Flamengo contratou pouco neste ano. Como você trabalha para diminuir este prejuízo em relação aos outros clubes do futebol brasileiro?
Baseados em estudos que fizemos, estamos entre oitavo e nono orçamento financeiro para o futebol, dentre os 12 maiores clubes do Brasil. E o Flamengo hoje é um dos clubes que mais arrecada, mas essa arrecadação é destinada para pagar um passivo. Por isso precisamos transformar aquilo que hoje temos de mais forte, que é cumprir as obrigações, como um diferencial na hora da contratação. Já que não temos como competir em número, precisamos competir no que for combinado será honrado.

Considera então cumprir com as obrigações um diferencial?
Lamentavelmente isso deveria ser uma obrigação, mas atualmente é um diferencial. Caiu na vala comum que você assume os compromissos e não consegue cumprir. Caiu na rotina do futebol brasileiro. E agora  alguns clubes estão voltando a cumprir com as suas obrigações financeiras.

Como foi a montagem do elenco para esta temporada?
Trabalhamos praticamente duas ações maiores em paralelo. Uma era enxugar o elenco, foi um trabalho árduo, porque muitas das vezes somos avaliados pelos que chegam, mas não aquilo que você consegue reduzir de custo da folha. Isso, porém, é natural. E até o presente momento o resultado prático foi positivo. Atendemos  solicitações do Vanderlei Luxemburgo, com seis reforços (Marcelo Cirino, Pará, Arthur Maia, Thallyson, Bressan e Jonas), alguns estavam até encaminhados desde a gestão de Felipe Ximenes. Fizemos o elenco enxuto e, em tese, mais qualificado. Espero que esse trabalho viabilize um ano positivo para o Flamengo. Mas sabemos que o nosso elenco ainda carece de algumas peças para encaminhar um ano positivo na Copa do Brasil e no Brasileiro também.

Vanderlei Luxemburgo participou do processo de contratação dos reforços?
Todas as nossas contratações tiveram a participação de Vanderlei, e nem pode ser diferente. As pessoas que talvez não trabalhem diretamente com ele pensam que ele é um técnico muito centralizador. Mas é bem o contrário: ele divide muita coisa e quase tudo conosco. O nosso diálogo é muito facilitado. Todas as contratações tiveram a aprovação do Vanderlei, muitos dos nomes partiram do próprio Vanderlei. As características exigidas são jovens, com ótimo potencial e dinâmica, com intensidade. Esse é o perfil de equipe que desejamos. E até o presente momento conseguimos jogadores com essas características.

O que foi mais complicado neste início de trabalho no Flamengo?
Tudo é difícil de acordo com a situação. Você conseguir recolocar no mercado muitos jogadores, colocamos 23, é um trabalho muito demorado e intenso. E contratar, por si só, é uma tarefa árdua, respeitando o orçamento do clube, pois o Flamengo não vai dar um passo que não pode cumprir. A ousadia fica em segundo plano. Por isso que temos uma dificuldade maior em competir no mercado. Talvez, a partir do próximo ano, teremos essa condição. Não podemos errar. O número de contratações foi reduzido porque foram nomes pontuais.

E o que aconteceu de mais positivo até agora no clube?
De mais positivo é que temos uma filosofia de trabalho. Todos nós sabemos o que o Flamengo prega e executa. O nosso presidente e dirigentes deixaram isso muito claro, temos objetivos técnicos, de conquistar títulos, mas com austeridade financeira.

É importante ter pessoas experientes dentro do grupo, não apenas jogadores, mas membros da comissão técnica e dirigentes?
Temos no Flamengo um histórico de vencedores. Temos um técnico maior ganhador de Campeonato Brasileiro, passou pela Seleção Brasileira. Todos nós temos uma história. Nessa função tenho quase 12 anos e nesse período consegui conquistar muitas coisas. Mas o meu trabalho é de suporte, tentar viabilizar mais ferramentas e condições para que eles, protagonistas, atletas, comissão técnica e o técnico tenham maiores condições de todos ganharem. O que aconteceu nessa montagem de elenco foi justamente modificar o mínimo possível. As peças foram todas identificadas, alguns chegaram para jogar, outros para preencher alguma lacuna, e no perfil planejado, pode dar certo. Isto dentro da química que esperamos.

Diria que é necessário dar “um passo atrás” neste momento, com contratações pontuais, para conseguir colher frutos para o time daqui a algum tempo?
Depende muito do que é a definição disto em grandes clubes. É que no futebol brasileiro temos a questão do grande nome, mas nem sempre o grande nome te traz resultado. Às vezes o grande nome está naquilo que você paga. E cabe a nós identificarmos jogadores em potencial que têm um preço mais baixo. Mas diria que não é um passo atrás não. É manter esse passo, não ser ousado em demasia, porque talvez em dois anos o Flamengo terá um outro orçamento, e baseado nesse orçamento, com as contas mais administradas, aí as possibilidades de investimento e ousadia aumentam.

O Flamengo pode chegar a ser referência para os demais clubes do futebol brasileiro?
O Flamengo tem o seu papel, a sua responsabilidade no futebol. Nós aqui tratamos isso como uma das prioridades. Todos os dias discutimos situações para melhorarmos a nossa capacidade técnica, não somente a parte dos jogadores, e sim também dos profissionais. Elaborarmos métodos, construímos conteúdo, temos todos os profissionais envolvidos no trabalho. O detalhe faz a diferença. Trabalhamos diariamente as melhores formas de melhorar isto aqui. O clube sabe que precisamos melhorar para que a parte técnica faça a diferença, não só com os atletas. Mas não estamos preocupados em comparar com nenhum outro clube e sim em fazer o Flamengo melhor.

De novo, a Imperatriz: Zico curte camarote e desfila no carnaval

Desta vez, o samba-enredo não é em sua homenagem. Mas Zico voltará a desfilar pela Imperatriz Leopoldinense. Em 2014, a escola colocou a sua história (e muito do Flamengo) na avenida. Agora, a inspiração é Nelson Mandela, no enredo "Axé, Nkenda! Um ritual de liberdade e que a voz da igualdade seja sempre a nossa voz". Zico, novamente, estará lá. Apesar de ser Beija-Flor, o carinho recebido no último ano o fez guardar um espaço especial para a Imperatriz no seu coração.

- Desfilar é gostoso e eu sempre gostei, sempre me fez bem. Mas ano passado foi um caso especial, uma emoção diferente. Foi muito bonito, muito bacana e eu vou ficar eternamente grato à Imperatriz. Minha escola sempre foi a Beija-flor, mas agora o coração está com um pedaço da Imperatriz e amanhã vou desfilar nela - afirma.

Zico na Sapucaí, carnaval (Foto: Jessica Mello/GloboEsporte.com) 
Zico vai desfilar pela Imperatirz Leopoldinense nesta segunda-feira (Foto: Jessica Mello/GloboEsporte.com)


Neste domingo, a chuva não deu trégua no Rio de Janeiro, o que acabou atrapalhando os foliões e carnavalescos. Para esta segunda-feira, a previsão do tempo segue a mesma: chuva na cidade. Para Zico, porém, a queda de água não atrapalha. Ele desfilará feliz e com a mesma animação como se o céu estivesse limpo e seco. Para o Galinho, é o mesmo de jogar futebol - experiência que o craque tem de sobra.

- Já desfilei com chuva e não tem nenhum problema. A gente já jogou com chuva, com neve, em campo com buraco, em campo bom... e aqui é a mesma coisa - finalizou Zico, que curtiu o carnaval neste domingo em um espaço reservado a convidados importantes do camarote de uma cervejaria. O ex-jogador Edmundo, e os dirigentes Rodrigo Caetano e Mario Bittencourt também passaram pelo local.

A Imperatriz Leopoldinense é a quinta e penúltima escola a desfilar na noite desta segunda-feira.
 
 

Luxa, sobre atletas na folia: "Mandei vir e quero encontrar alguém aqui"

Camarote em um dia, desfile no outro. Vanderlei Luxemburgo irá aproveitar o carnaval deste ano na Sapucaí, no Rio de Janeiro. E quer que seus jogadores façam o mesmo. Ele garante que não foi feita nenhuma recomendação aos atletas, apenas que se divirtam. Ainda brincou: quer encontrá-los na folia. 

Luxemburgo na Sapucaí, carnaval (Foto: Jessica Mello) 
Luxemburgo em camarote de cervejaria na Sapucaí (Foto: Jessica Mello)

- Você não está aqui? Então o jogador também pode vir. Mandei vir e quero encontrar alguém aqui. São jovens e têm que se divertir - disse o técnico do Flamengo no camarote de uma cervejaria no sambódromo.

Segundo Luxa, a cultura brasileira permite que o jogador se "solte" um pouco mais durante o feriado do carnaval. Não há nenhum problema, na visão dele. É preciso apenas ter cuidados e moderação, "como tudo na vida".

- É que o pessoal fica meio assim, mas são jovens e pode. Agora, tem que chegar de manhã em casa, se alimentar, descansar, dormir e depois voltar a treinar. Não tem como você proibir. Isto está na cultura. Vocês (imprensa) são muito culpados disso aí, de achar que nós devemos proibir os meninos de fazer coisas que são jovens e o carnaval permite. Isso é a cultura do Brasil - explicou, completando:

- Tudo na vida é com moderação. Até entrevista é com moderação.

Se Luxa aproveitou a primeira noite de carnaval em um camarote, a segunda será na avenida. O técnico desfilará pela Beija-Flor, apesar do coração bater mais forte pelo Salgueiro.

- Desfilo amanhã na Beija-flor. Sempre desfilo no Salgueiro, mas acho que a presidente está meio devagar este ano - finalizou.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Carnaval: Flamengo já foi tema de três enredos


Samba, carnaval e futebol. Uma mistura que todo brasileiro conhece bem. Os três fazem parte da cultura e da identidade do país. E o Mais Querido do Brasil não poderia ficar de fora da festa. O Rubro-Negro já foi tema de enredo de carnaval por três vezes. Em 1974, a escola Arrastão de Cascadura entrou na avenida com o enredo "Flamengo, glória de um povo". Já em 1990, a Difícil é o Nome participou da festa com o samba "Tua glória é lutar, Flamengo, Flamengo".

Mas foi em 1995 que a união entre Flamengo e Carnaval atingiu seu ápice. A GRES Estácio de Sá desfilou o samba "Uma vez Flamengo...", que citou vários ídolos do clube numa homenagem ao centenário rubro-negro. A música caiu no gosto da Maior Torcida do Mundo e até hoje é entoado nas arquibancadas do Maracanã - "Será que você lembra como eu lembro o Mundial que o Zico foi buscar?"

Além destas três oportunidades, o Mais Querido já foi citado em diversos outros enredos de escolas e blocos carnavalescos sem ser o protagonista. Entre 1977 e 2014, foram 14 oportunidades.

Confira a letra do samba que ainda é sucesso no Maraca:

O céu rasgou
Na noite que reluzia
Um show de estrelas
Brilhou nos olhos
De um novo dia
A poesia
Enfeitada de luar
Encantou o Estácio (ó paixão)
Paixão que arde sem parar

É mengo tengo
No meu quengo é só Flamengo
Uh! Tererê
Sou Flamengo até morrer

Seis jovens remadores
Fundam o grupo de regatas
Campeão o seu destino (ô)
É ganhar em terra e mar
Fazendo sol
Pode queimar, pode chover
Vou ver Fla-Flu
Fla-Vas vou ver
Diamante negro, Fio Maravilha
Domingos da Guia, Zizinho, Pavão
Gazela negra
Corre o tempo no olhar
Será que você lembra
Como eu lembro o mundial
Que o Zico foi buscar
Só amor
Na alegria e na dor (ô ô)
Parabéns dessa galera
Cem anos de primavera

Cobra coral
Papagaio vintém
Vesti rubro-negro
Não tem pra ninguém
 

No ataque ou no meio, Eduardo só quer ajudar o Flamengo: "Estou à disposição"

Eduardo da Silva jogou a maior parte de sua carreira como atacante, mas também já exerceu a função de meia em alguns clubes. Sem um tradicional armador no elenco do Flamengo, o treinador Vanderlei Luxemburgo recuou o brasileiro naturalizado croata para atuar atrás do trio ofensivo Cirino-Everton-Gabriel no time escalado no início da pré-temporada. Eduardo só não contava com o contratempo de ter de sair da equipe após o primeiro amistoso para fazer trabalho de reforço muscular. Voltou na quarta rodada do Campeonato Carioca, com direito a gol dentro da área. Mas ele garante não ter preferência por posição.

- Me vejo no Flamengo, né? Estou aqui à disposição para jogar em qualquer posição. Para mim tanto faz. Não faz sentido escolher posição. Estou aqui para ajudar. O professor sabe o que vai ser o melhor para eu poder ajudar o Flamengo - disse.

Eduardo da Silva no treino do Flamengo (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo) 
Eduardo da Silva no treino do Flamengo (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Na goleada de 5 a 1 sobre a Cabofriense, na última quarta-feira, Eduardo entrou aos 26 minutos do segundo tempo, no lugar de Arthur Maia. Precisou de apenas seis minutos para marcar um gol e ainda deu bons passes para os companheiros.

- É bom voltar. Fiz um treinamento específico e estou feliz por ter marcado esse gol, que foi muito importante para mim. Para o Flamengo o que vale mais é a vitória, claro, mas estou muito feliz e ganhei mais confiança pelo gol.

Com Eduardo da Silva e Gabriel de volta após fazerem reforço muscular, o ataque rubro-negro ganhou mais duas opções. E o setor tem sido eficiente: o Fla tem o melhor ataque do Carioca, com 12 gols marcados, média de três por partida. A competição na frente é sadia e boa para o clube, segundo o camisa 23.

- É bom quando um clube grande como o Flamengo tem grande concorrência, e é sadia. Nós nos respeitamos, sem ciúme e sem briga. Faz parte do futebol. A temporada é longa e o professor vai ter variedade para escolher. O clube tem seus altos e baixos na temporada, e isso acontece também com os jogadores. Um jogador vai ter uma fase boa, depois uma fase ruim. O treinador sabe a melhor forma de escalar o time.

O Flamengo folga neste domingo e volta a treinar na segunda. O próximo compromisso da equipe pelo Campeonato Carioca é na quinta-feira, contra o Boavista, às 19h30 (de Brasília), no Maracanã. Após quatro rodadas, o clube se mantém invicto na competição e é vice-líder, com 10 pontos, atrás apenas do Fluminense, que tem 12.