quinta-feira, 28 de março de 2013

Luiz Antonio aprova desempenho como lateral e espera nova chance


luiz antonio flamengo treino (Foto: Alexandre Vidal / FlaImagem)
A opção de Jorginho por poupar Léo Moura e improvisar Luiz Antonio na lateral direita não deu certo na partida contra o Bangu, quarta-feira, pela terceira rodada da Taça Rio. O jogador teve dificuldades na marcação e praticamente não apoiou. Depois de receber cartão amarelo no primeiro tempo, foi sacado no intervalo. O técnico improvisou de novo. Na etapa final, colocou Elias no setor, e a equipe venceu por 2 a 1, de virada. Apesar da atuação discreta, Luiz Antonio aprovou seu desempenho e aguarda uma nova chance.

- Apesar do tempo sem jogar, fiz um bom jogo. Fiquei muito tempo sem atuar, era uma posição diferente da minha. Tenho a consciência tranquila, preciso melhorar muita coisa e espero ter a oportunidade de jogar de novo e ir melhor do que fui contra o Bangu – disse, via assessoria de imprensa.

Luiz Antonio não começava como titular desde outubro do ano passado, quando coincidentemente atuou como lateral no empate por 0 a 0 com a Portuguesa. Neste Carioca, havia jogado apenas nas duas primeiras rodadas da Taça Guanabara, contra Quissamã e Madureira, mas substituindo Rodolfo no meio-campo.

Domingo, contra o Audax, o retorno de Léo Moura está previsto. Luiz diz que está pronto para quando for chamado.

- Depende do treinador. Se ele der a oportunidade novamente, vou fazer melhor do que fiz, até porque só joguei 45 minutos – comentou.

O Flamengo tem quatro pontos e está empatado com o Boavista na terceira posição do Grupo B. A partida contra o Audax será às 16h, em Moça Bonita.




Após golaço contra o Bangu, Rodolfo promete: ‘Vou fazer mais desses'

O primeiro gol de Rodolfo como profissional do Flamengo saiu no sétimo jogo dele pela equipe principal. Na vitória por 2 a 1 sobre o Bangu, nesta quarta-feira, o meia substituiu Carlos Eduardo no intervalo e ajudou o time a conseguir a virada, pela terceira rodada da Taça Rio. Desde o fim da partida, foram várias ligações e mensagens pelo golaço que iniciou a reação rubro-negra.

- Vai ficar na memória. Foi o primeiro gol, ainda mais um gol daquele, bonito. O time previsava da vitória e consegui fazer o gol de empate. Deu para comemorar com minha mãe, meu pai, meu irmão. Meu pai quase quebrou a casa (risos). Todo mundo me acordou dando os parabéns. Disseram que muitos virão. Tomara que venham.

Rodolfo diz que prefere dar assistências, deixar os companheiros em condições de marcar, mas promete que outros belos gols vão surgir.

- Sempre é bom fazer gol. Fiz alguns bonitos pelo Madureira e pelo Inter quando passei por lá. Gosto mesmo é de deixar na cara do gol, mas pode esperar que vou fazer mais desses (risos).

O meia-atacante, que acaba de assinar um contrato de quatro anos com o Flamengo, ganhou força na disputa por um lugar na equipe titular. É quem mais ameaça a vaga de Carlos Eduardo na equipe.
 
- Agora, está em aberto. Eu, Carlos Eduardo, qualquer um pode conquistar a vaga ali. Vou continuar trabalhando para conquistar meu espaço.

Disposto a conquistar a torcida, Rodolfo afirma que terá de mostrar mais do que dribles, arrancadas e gols.

- Tem que ter personalidade para jogar no Flamengo. Mesmo se for um jogador técnico, se não tiver raça, não adianta. Tem que ter vontade acima de tudo.

São boas as chances de Rodolfo ser titular contra o Audax, neste domingo, pela quarta rodada do returno. A partida será às 16h (de Brasília), em Moça Bonita, a casa do Bangu. O Rubro-Negro tem quatro pontos e está em terceiro na tabela do Grupo B, empatado com o Boavista.


Depois de ser barrado, Ibson treina sorridente no Ninho do Urubu


Ibson treino Flamengo (Foto: Richard Souza)
Ibson não só ficou fora do time titular do Flamengo na partida contra o Bangu, nessa quarta-feira, como também sequer figurou no banco de reservas. Em entrevista coletiva após a vitória por 2 a 1, em Volta Redonda, o técnico Jorginho disse que conversou com o volante e, olho no olho, avisou que ele não seria utilizado. O meia-atacante Gabriel ganhou a vaga. Ibson ficou com a delegação na cidade e foi elogiado pela atitude.

Na tarde desta quinta, Ibson treinou com os jogadores que não foram relacionados ou não participaram de todo o jogo. O volante trabalhou sorridente,  brincou com os companheiros e se empenhou na atividade que priorizou finalizações.

Quem também treinou foi Léo Moura. O capitão ficou fora da convocação para o jogo contra o Bangu por conta de um planejamento de Jorginho. O treinador pretende poupar o lateral-direito de alguns jogos para tê-lo inteiro por mais tempo. Léo foi substituído pelo volante Luiz Antonio, que jogou improvisado e não foi bem. O camisa 2 deve voltar no domingo, contra o Audax.

As outras duas novidades no treinamento foram Cáceres e González. O volante e o zagueiro voltaram a trabalhar no Rubro-Negro depois de defenderem Paraguai e Chile nas eliminatórias da Copa do Mundo de 2014. Quando viajaram para jogar por suas seleções, ambos eram titulares. Resta saber se Jorginho vai manter Amaral e Wallace na equipe de cima.

O Flamengo tem quatro pontos e é o terceiro colocado no Grupo B da Taça Rio. A partida contra o Audax será em Moça Bonita, às 16h deste domingo.



Zico posta foto ao lado de Tom Cruise no gramado do Maracanã

Reprodução/Twitter/@ziconarede

A quinta-feira foi marcada por um encontro inusitado no Rio de Janeiro. O ator Tom Cruise e o ex-jogador Zico estiveram juntos no Estádio do Maracanã durante visita às obras do local.  O ídolo do Flamengo e da seleção brasileira e o astro de Hollywood aproveitaram para tirar uma foto e registrar o momento.

Pouco tempo após o encontro, Zico postou a recordação no Twitter e revelou que o ator americano conhece bastante sobre o futebol brasileiro.

“Estive no Maracanã com Tom Cruise. Cara muito legal, conhece futebol e minha carreira. Aí uma foto do encontro”, disse Zico.

Tom Cruise está no Brasil para divulgar o filme “Obvilion”. O astro chegou ao país na tarde de quarta-feira.



Ferj e Prefeitura de Volta Redonda garantem: Raulino está seguro


Outra rachadura Raulino de Oliveira (Foto: Richard Souza)
A Federação de Futebol do Rio e a Prefeitura de Volta Redonda garantem que o Raulino de Oliveira está em plenas condições de receber jogos do Campeonato Carioca. Alternativa para a interdição do Engenhão, o estádio será o palco de clássicos, semifinais e finais. Segundo a Ferj e o governo municipal, o laudo de engenharia da Secretaria de Planejamento da cidade, elaborado em 14 de janeiro deste ano, que apontou problemas estruturais no local, não preocupa. O documento apontou que a estrutura de um dos setores da arquibancada está comprometida devido a uma rachadura de seis metros, o que pões em risco a integridade física dos torcedores. A interdição do espaço foi recomendada.

Via assessoria de imprensa, a Federação afirma que todos os laudos que liberam o Raulino de Oliveira foram apresentados e enviados para o Ministério Público ainda em janeiro. O estádio, portanto, está liberado para jogos do Campeonato Carioca. Além disso, a Ferj diz que não recebeu de forma oficial o laudo publicado na reportagem do GLOBOESPORTE.COM desta quarta-feira.

laudo Raulino estádio  (Foto: Reprodução) 
Laudo apresentado pela Prefeitura de Volta Redonda garante não haver risco (Foto: Reprodução)
 
Ainda assim, o presidente Rubens Lopes marcou uma reunião com o prefeito de Volta Redonda, Antônio Francisco Neto, e com a empresa de engenharia pública da cidade para saber a situação do estádio. Local e data do encontro não foram informados.

estádio Raulino de Oliveira Volta Redonda detalhe (Foto: Divulgação / Site Oficial do Volta Redonda) 
No detalhe, o local que estaria comprometido, segundo laudo anterior (Foto: Site Oficial do Volta Redonda)
 
A prefeitura, por sua vez, apresenta um laudo datado de 20 de janeiro deste ano de uma vistoria encomendada pela administração do Raulino de Oliveira para avaliar as arquibancadas do estádio. A empresa responsável pelo estudo foi a IHB Engenharia e Consultoria S/C Ltda. O documento é assinado pelo engenheiro Ildony Bellei, responsável pelo projeto da estrutura metálica do Raulino, reinaugurado em 2004 após uma grande reforma e modernização. O laudo conclui que as instalações estão em bom estado de conservação e estabelece:

“Após a análise dos desenhos de projeto e vistoria no local, concluímos que o estado atual das estruturas, passados aproximadamente nove anos, estão em bom estado de conservação, necessitando de repintura na parte superior das coberturas por questões estéticas e pequenos reparos, não oferecendo nenhum risco aos espectadores.”

O texto não faz qualquer menção aos problemas apontados nos dois estudos anteriores, de 12 de abril de 2012 e de 14 de janeiro de 2013.

- Fiz o laudo baseado na segurança estrutural. Pequenos reparos terão que ser feitos. Algumas anotações feitas no outro laudo são exageradas. O que apontou para ser reparado já está sendo. Não é nada que comprometa. São duas coisas distintas. Eles foram mais para um lado do reparo. Eu fui para o lado da segurança estrutural. Na semana que vem devemos acabar os outros reparos. Não há risco nenhum – disse Ildony Bellei.

A Prefeitura de Volta Redonda também assegura que o laudo de inspeção do Corpo de Bombeiros sobre o estádio também está em dia. A última vistoria foi realizada no último
dia 26 de fevereiro.

- O laudo da vistoria apontou questões que precisariam ser resolvidas. O pessoal que fez o laudo carregou na tinta para acelerar providências, o prefeito chamou o autor  do projeto para que ele verificasse, e, na concepção dele (Ildony Bellei), não há nenhum problema de segurança. Por isso o estádio está liberado. A responsabilidade é sempre do autor do projeto - disse Lincoln Botelho, secretário de Planejamento de Volta Redonda.


Eurico é condenado a pagar R$ 1,3 mi ao vasco por prisão de Edmundo em 2001

Ex-presidente do Vasco, Eurico Miranda foi condenado em 1ª instância a pagar pouco mais de R$ 1,3 milhão ao clube em decorrência da prisão do ex-atacante Edmundo em 2001. O Cruzmaltino moveu a ação contra o atual presidente do Conselho dos Beneméritos em razão do pagamento de quantia semelhante para três desembargadores. A decisão saiu na última terça-feira através da juíza Isabella Pessanha Chagas, da 24ª Vara Cível.

Em 2001, Edmundo foi condenado a quatro anos e meio de prisão em regime semi-aberto. No ano de 1995, ele se envolveu em um acidente automobilístico no qual três pessoas morreram. Na ocasião da condenação, Eurico Miranda era vice-presidente de futebol e saiu em defesa do Animal criticando duramente os desembargadores da 6ª Câmara Criminal: Eduardo Mayr, Erié Sales da Cunha e Maurício da Silva Lintz. O trio se sentiu ofendido e moveu o processo contra clube e dirigente. Por isso, em 2009, o Vasco pagou R$ 1.363.468,47 já na administração Roberto Dinamite.

 O departamento jurídico cruzmaltino comemorou a decisão, embora reconheça que a defesa de Eurico Miranda recorrerá da sentença. No entanto, a administração cogita levar o caso ao Conselho Deliberativo se o ex-presidente não ressarcir o clube. Nesta hipótese, os aliados de Roberto Dinamite podem até pedir a exclusão do cartola do quadro social e a cassação do título de Grande Benemérito.

A reportagem do UOL Esporte entrou em contato com Eurico Miranda. O presidente do Conselho dos Beneméritos do vasco criticou a administração Dinamite e confirmou que irá recorrer da sentença. Ele garantiu que foi informado do caso durante a ligação telefônica.

“Estou sabendo disso agora. Sinceramente, desconheço a ação no momento. Mas não estou preocupado com esse tipo de coisa. A ação foi contra o vasco na época. Lógico que vamos recorrer. Eles estão procurando chifre em cabeça de cavalo mais uma vez. São os mesmos advogados que disseram que não pagamos ao Romário. Eles não pagam aos funcionários, deixam os salários atrasados, e entram com ação regressiva contra o Eurico para diminuir as dívidas. Estou acostumado com 300 mil ações dessas e não perdi nenhuma”, encerrou.


Torcedores podem adquirir pacote para estreia na Copa do Brasil com craque Adílio


Adílio estará em pré-evento com torcedoresA estreia do Flamengo na Copa do Brasil ocorrerá na quarta-feira (03/04), no estádio Mangueirão, no Pará. Torcedores cariocas podem adquirir um pacote exclusivo incluindo a viagem até Belém e a presença do ídolo Adílio em um evento pré-jogo. Quem mora fora do Rio de Janeiro deve consultar o site da Futebol Tour, empresa responsável pelo evento, a respeito de vôos de outras regiões.

Há duas opções de compra: o pacote terrestre completo, com direito a translado na cidade, guias, ingressos no Mangueirão e a oportunidade de almoçar com Adílio (toda a alimentação está inclusa, com bebidas por conta de cada cliente). O valor é de R$240,00 e pode ser dividido em até 2 vezes no cartão. A outra alternativa é o pacote simples, sem translados na cidade ou guias. O valor é de R$170,00 e também pode ser dividido em até 2 vezes no cartão.

Os ingressos para o duelo contra o Remo também podem ser comprados pela internet para os torcedores locais. Ao efetuar a compra pelo cartão de crédito ou débito é possível utilizar o próprio cartão na catraca de acesso ao Estádio. Mais detalhes o torcedor pode conferir neste link.

O objetivo da diretoria do Remo é utilizar a carga máxima do Estádio Mangueirão, cerca de 42 mil pessoas. Com isso, a presença da torcida do Flamengo é fundamental. O Rubro-Negro é bicampeão da Copa do Brasil e espera passar pelo Remo para seguir na busca do terceiro título da competição. Vale lembrar que o campeão conquistará o direito de disputar a Libertadores da América de 2014. 



Jorginho afirma que vitória traz confiança, mas admite: 'Falta muito'


 
O Flamengo venceu a primeira partida sob o comando de Jorginho ao virar sobre o Bangu na noite dessa quarta-feira, no Raulino de Oliveira. No entanto, a atuação da equipe não agradou ao torcedor, e nem ao treinador. Jorginho disse que o resultado positivo dá tranquilidade e confiança, mas admitiu que ainda “falta muito” para o time rubro-negro realmente convencer.

- Falta muito, com certeza. A equipe está em formação, temos muitos atletas jovens, a coisa está caminhando. Tenho conversado muito com os jogadores, pois a gente não tem tempo de treinar. A vitória dá tranquilidade, mas a pressão e a responsabilidade aumentam, pois temos de chegar ao título do returno. Se perdêssemos, o astral ficaria baixo. A vitória dá confiança para os jogadores e faz com que o ambiente fique melhor - disse o treinador após a partida.

Com a vitória, o Flamengo chegou a quatro pontos e está empatado com o Boavista na terceira posição do Grupo B, a dois pontos do Resende, segundo colocado - o Fluminense é o líder com sete pontos. Apesar de ter melhorado sua situação na tabela, Jorginho sabe que o time não pode relaxar nas quatro rodadas que o separam das semifinais.

- Não podemos relaxar. Não estamos classificados para nada. Tivemos dificuldades para vencer o Bangu. Temos de ir somando os três pontos, Resende e Fluminense ainda vão se enfrentar e provavelmente um vai perder pontos. Vamos com tudo par o jogo de domingo. Precisamos disso para irmos à final - comentou.

E para a próxima partida, domingo, contra o Audax Rio, em Moça Bonita, o treinador acenou com a possibilidade de manter o esquema tático utilizado diante do Bangu, o 4-3-2-1.

- O esquema foi aprovado (4-3-2-1), a outra formação também tinha sido boa (4-4-2), mas não conseguimos encaixar. É bem provável que a gente mantenha (o 4-3-2-1).




Estatísticas: apesar de virada sofrida, Fla finaliza três vezes mais que o rival


A primeira vitória do Flamengo sob o comando de Jorginho foi suada. O time só conseguiu decretar a virada sobre o Bangu, na noite dessa quarta-feira, em Volta Redonda, aos 41 minutos do segundo tempo em um gol contra de Ives, que acabou caindo na conta de João Paulo. Mas as estatísticas do duelo válido pela terceira rodada da Taça Rio dão a impressão de que o triunfo rubro-negro foi obtido de forma muito mais tranquila.

A bola só entrou duas vezes no gol do ex-rubro-negro Getúlio Vargas, mas o Flamengo obteve mais do que triplo de finalizações que o Bangu. Foram 24 conclusões a gol contra apenas sete. Para se ter uma ideia, somente Gabriel, que começou jogando no lugar de Ibson, finalizou o mesmo número de vezes que toda a equipe adversária. O novato foi o jogador que mais arriscou na partida, seguido por João Paulo, com quatro finalizações. 

O número de bolas levantadas na área também impressiona. O Fla apostou nas jogadas aéreas quase quatro vezes mais do que o rival: 22 a 6. O time também teve muito mais posse de bola (64% contra 36%) e cobrou mais escanteios (10 contra 4) .

Já o número de contra-ataques foi idêntico: cinco. As duas equipes também erraram passes de forma bem parecida. Foram 40 erros do lado rubro-negro, contra 39 pelo time da Zona Oeste. Confira esses e outros dados abaixo:

ESTATÍSTICA - Bangu e Flamengo (Foto: Editoria de arte)

Reserva desde expulsão tola, Ramon diz: ‘Não fujo da responsabilidade’



Um cartão vermelho logo na estreia, que rendeu uma “suspensão” por toda temporada até agora. Se a contratação de João Paulo já surgia como prenúncio de que Ramon estaria na berlinda na Gávea, a expulsão diante do Quissamã, na primeira rodada da Taça Guanabara, facilitou a vida do reforço. Desde então, o antigo dono da camisa 6 não entrou mais em campo. Foi relegado por Dorival Júnior até mesmo do banco de reservas. Manteve-se calado, mas resolveu desabafar.

Integrante do grupo que viajou para Volta Redonda para partida contra o Bangu, Ramon vê novas perspectivas com a chegada de Jorginho. Ciente de que errou, deixa claro o arrependimento pela expulsão boba aos 45 minutos do segundo tempo de uma partida já vencida pelo Fla e garante não ter dúvidas de que aquele vacilo foi determinante para o tratamento recebido no restante da temporada.

- Não me foi passado diretamente, mas ficou claro que foi por causa da expulsão que não tive mais oportunidades com o Dorival. Não fujo das minhas responsabilidades. Admito que foi um erro a maneira com que fui expulso e assumo isso. Me arrependo e aprendi muito com esse erro.

Fora do banco também na estreia de Jorginho, Ramon fez parte do grupo que treinou à parte na manhã da própria partida contra o Boavista. Ver seu nome novamente entre os que podiam atuar contra o Bangu renovou a motivação e o fez pensar em recomeço.

Ramon no treino do Flamengo (Foto: Maurício Val / Vipcomm) 
Ramon em treinamento do Flamengo no Ninho do Urubu (Foto: Maurício Val / Vipcomm)

- Claro que fiquei triste por não ser relacionado nem pro banco de reservas, mas não fui para a imprensa reclamar, não criei nenhum problema interno por ter sido barrado, nem tenho mágoa de quem quer que seja. Acabei dando a brecha, o Dorival optou por dar a chance para o João Paulo e eu respeitei isso. Mas agora o Jorginho chegou e acredito que começou do zero para todo mundo. Todos sabem do meu prazer de jogar pelo Flamengo, do empenho que sempre tive e do esforço que fiz para permanecer. Vou fazer de tudo para ter uma oportunidade de recomeçar minha trajetória.

Fora do empate contra o Madureira, na segunda rodada, por suspensão, Ramon foi liberado ainda da terceira partida do Fla no ano, diante do Volta Redonda, para acompanhar o nascimento da filha. Segundo ele, a presença da família tem sido determinante para encarar com paciência a má fase.

- Os primeiros dias depois da expulsão foram os mais difíceis. Passaram mil coisas pela cabeça, mas procurei manter a tranquilidade e transformar essa frustração em motivação. Cada vez que eu olhava para a lista de relacionados e não via meu nome, treinava cada vez mais. Era a única maneira que eu tinha de mostrar alguma coisa, de fazer todos verem o quanto eu queria jogar e ter uma nova chance. Outra coisa que me fez seguir firme foi o nascimento da minha filha Antônia. Lembro de ter chegado triste em casa pelos problemas e quando olhava para ela todos os pensamentos ruins sumiam da mente.

Enquanto Ramon busca espaço na equipe, João Paulo, dono da lateral esquerda no momento, volta a viver momento de alta. Titular desde a segunda rodada da Taça Guanabara, ele se destacou nas primeiras cinco partidas, quando alcançou a melhor média de notas na posição no campeonato. Nos jogos mais recentes, porém, caiu um pouco de rendimento. Na noite de quarta, entretanto, teve boa atuação e fez o gol da vitória sobre o Bangu, em cobrança de falta.

Palmeiras deixa 'surra' do turno para trás e desafia líder Flamengo no Rio


A distância que separa Flamengo e Palmeiras na tabela de classificação ainda é enorme. Mas a expectativa para o segundo clássico entre os dois clubes de camisa na recente história do NBB é completamente diferente do jogo válido pela 16ª rodada do primeiro turno. Se na "surra" por 106 a 61 do dia 19 de janeiro o time rubro-negro era líder invicto, e o Verdão amargava a vice-lanterna, com apenas duas vitórias em 15 partidas, no reencontro desta quinta-feira, às 21h, no Ginásio do Tijuca, os donos da casa terão pela frente um adversário embalado e que venceu sete dos seus últimos dez compromissos.

Já classificado para os playoffs, o Flamengo ocupa o primeiro lugar do NBB, com 55 pontos, 89,7% de aproveitamento (26 vitórias e três derrotas). O Palmeiras, 14º colocado, soma 40 pontos, 33,3% de aproveitamento (dez vitórias e 20 derrotas). O GLOBOESPORTE.COM acompanha o jogo desta quinta em tempo real, com vídeos, a partir das 20h45m.

montagem Flamengo e Palmeiras basquete treino (Foto: Editoria de Arte / Globoesporte.com) 
Flamengo e Palmeiras se preparam para mais um clássico (Foto: Editoria de Arte / Globoesporte.com)
 
Apesar de o Flamengo seguir na liderança e o retrospecto das duas equipes ser exatamente o mesmo nas últimas dez partidas do NBB - sete vitórias e três derrotas -, o momento do Palmeiras pode ser considerado melhor. Afinal, enquanto o time paulista praticamente se livrou do rebaixamento e sonha com uma vaga nos playoffs, a equipe do técnico José Neto sofreu seus únicos três revés na competição neste período.

- Nessa temporada do NBB cada equipe teve seu momento, e, com certeza, esse é o momento do Palmeiras. Eles venceram sete dos últimos dez jogos, têm um time mais forte do que tinham no primeiro turno e cresceram individualmente. Principalmente os três americanos, que foram fundamentais na evolução da equipe. Nós atravessamos um momentos no qual os resultados foram negativos por uma série de motivos, mas não nos abalamos. O time se reencontrou nos dois últimos jogos e sabemos o que precisamos fazer para conquistar nossos objetivos  - reconheceu o treinador do Flamengo, José Neto. 

O bom momento palmeirense, no entanto, esbarra num obstáculo que vem incomodando o assistente técnico Eran Sherzer, substituto do espanhol Arturo Alvarez - que está na Espanha resolvendo problemas com seu visto de trabalho - nos útlimos sete jogos. 

- Nossa motivação está muito alta agora. Sabemos que o Flamengo é um outro nível, e ainda não comprovamos que podemos vencer fora de casa. É um desafio pessoal. Queremos comprovar pelo menos que podemos fazer um bom jogo no Rio. Sabemos que ganhar vai ser difícil. Mas fazer um bom jogo fora de casa é o nosso objetivo - afirmou o comandante alviverde.

A três vitórias do Limeira, 12º colocado e dono da última vaga nos playoffs no momento, os jogadores da equipe paulista sabem que uma derrota no Rio a quatro jogos do fim da fase de classificação pode significar a eliminação precoce da temporada.

- É basquete, vamos tentar vencer. Temos de ir lá e jogar bem desde o começo. Não podemos começar mal e entregar muitos pontos no início. Eles têm um ótimo time, um dos melhores do campeonato. Precisamos prestar muita atenção com alguns jogadores. Vai ser um jogo difícil, mas acho que podemos nos sair bem - afirmou o ala-pivô Tyrone Curnell, de 2,03m.

Um dos destaques do time rubro-negro no NBB, com médias de 14,5 pontos e 8,5 rebotes, Olivinha aponta a confiança dos jogadores no trabalho da comissão técnica alviverde como a principal arma na mudança de comportamento do adversário do Flamengo nesta quinta-feira.

- Sabemos que será um jogo muito perigoso e completamente diferente daquele do primeiro turno. Eles cresceram na competição, ganharam confiança e ainda sonham com uma vaga nos playoffs. O fato de ser um clássico entre dois clubes dos gramados torna o clima ainda mais especial. Particularmente, eu gosto desse tipo de jogo. Acredito que a torcida deles marcará presença no Tijuca, mas tenho certeza que nosso torcedor vai comparecer em massa para nos apioar. Temos que entrar concentrados em quadra para não sermos surpreendidos - explicou o ala-pivô rubro-negro.

José Neto orienta jogadores do Flamengo no treino às vésperas do clássico contra o Palmeiras (Foto: Marcello Pires) 
José Neto orienta os jogadores do Flamengo antes do clássico contra o Palmeiras (Foto: Marcello Pires)
 
 

Jorginho tem 'olho a olho' com Ibson sobre barração: 'Não vou te utilizar'


Entre as novidades da equipe de Jorginho, que venceu o Bangu por 2 a 1, na noite de quarta-feira, a que mais chamou a atenção foi a ausência de Ibson. Até do banco de reservas. O volante, que estava concentrado e até então havia disputado todas as partidas do time na temporada, deu lugar ao meia-atacante Gabriel. Com isso, Elias e Amaral foram os que atuaram mais recuados. O motivo da barração só foi comentado pelo técnico após a partida, já na entrevista coletiva. O comandante revelou uma conversa "olho a olho" com o jogador e deixou claro que foi uma opção técnica. Segundo ele, decisão essa amparada em estratégias com os demais atletas relacionados e nas condições do gramado do Raulino de Oliveira, em Volta Redonda.

- Falei com ele antes da preleção. Eu sou assim, olho a olho. Disse a ele: "Olha, não vou te utilizar hoje". Ele estava um pouco gripado, mas já tinha apresentado uma melhora. Achei por bem ter o Renato (no banco), campo molhado, pelo chute que ele tem, um jogador alto... Se optasse pelo Ibson, teria de deixar ou Cleber (Santana) ou Renato fora, já que o Rodolfo iria entrar. E Nixon era o único atacante do banco - justificou o treinador.

Ibson parece ter entendido a escolha do treinador e não demonstrou abatimento. Sem os trajes futebolísticos, e mesmo cortado da relação para a partida, o volante acompanhou a delegação no Raulino de Oliveira para apoiar os companheiros. E torcer. Com boné do Flamengo, ele esteve na tribuna do estádio e viveu uma noite de torcedor. Postura que foi muito elogiada por Jorginho.

- Foi boa a postura dele de ficar aqui e incentivar o grupo. Sei que o jogador não gosta de ficar fora, mas o Flamengo é uma equipe. Mesmo se ficar fora, tem de apoiar.

Ibson disputou 11 jogos este ano, marcou um gol e tem média 6,5 nas atuações do GLOBOESPORTE.COM. O Rubro-Negro soma quatro pontos em três jogos e está em terceiro lugar do Grupo B da Taça Rio. A próxima partida será contra o Audax neste domingo, às 16h, em Moça Bonita.

Jorginho enaltece o banco e vibra: 'Quando não dá na técnica, dá na raça'

A primeira vitória de Jorginho no comando do Flamengo foi na base do sufoco. Mas o suado 2 a 1 sobre o Bangu (veja os gols no vídeo abaixo), na noite de quarta-feira no Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, não serviu só para tirar um pouco da pressão sobre o time, que teve as novidades de Gabriel como titular à frente e Luiz Antonio improvisado na lateral direita. O resultado serviu também para valorizar o banco. Após sair para o intervalo atrás do placar, a equipe mudou no segundo tempo a partir do momento que as substituições foram feitas.

Rodolfo entrou no lugar de Carlos Eduardo, deu mais dinâmica no ataque e fez o gol de empate. Renato substituiu Luiz Antonio, deslocando Elias para a lateral-direita, e melhorou a troca de passes. Depois, foi a vez de Nixon substituir Hernane. Ele teve mais oportunidades de gol, apesar de desperdiçá-las. Jorginho elogiou elogia as opções na reserva, mesmo sem Léo Moura e Ibson, que ficaram fora da relação.

- É importante termos esses jogadores com chance de entrar. O Carlos Eduardo sabia que não aguentaria o tempo todo e era para ele dar tudo no primeiro tempo. O Gabriel não jogava há cinco meses o tempo inteiro. O Rodolfo entrou e deu mais velocidade. Renato deu tranquilidade e o toque de bola. O Luiz Antonio não funcionou muito bem na marcação, então optei por colocar o Elias. A partir daí, o time começou a render - observou o comandante.

A vitória deixou estampada no rosto de Jorginho a felicidade pela primeira vitória, mesmo que suada. Mas o treinador voltou a pedir paciência e lembrou um lema conhecido da torcida para valorizar a raça dos jogadores

- A equipe é jovem, temos de ter paciência. É um time ainda em formação. Flamengo é assim, quando não dá na técnica, dá na raça e na vontade. Tivemos um bom primeiro tempo, mas tomamos um gol que não podemos tomar. A determinação, a raça e a vontade do segundo tempo foram fundamentais para que a gente chegasse à vitória.

O Rubro-Negro tem quatro pontos em três jogos e está em terceiro lugar do Grupo B. A próxima partida será contra o Audax no próximo domingo, às 16h, em Moça Bonita.


Wallace desabafa após virada: 'Time sofre gol e acham que zaga está mal'

 

 Wallace desabafou logo após a vitória de virada sobre Bangu por 2 a 1, em Volta Redonda, nesta quarta-feira. As críticas sofridas pelos dois jogos sem vitórias no início da Taça Rio, contra o Resende (derrota por 3 a 2) e Boavista (empate por 0 a 0) estão frescas na cabeça do zagueiro. Ainda no campo, ele saiu em defesa do setor defensivo, que sofreu um gol aos três minutos do primeiro tempo e obrigou o time da Gávea a pressionar durante toda a partida.

- Desde o início do jogo fomos bem. Às vezes o time sofre um gol e vocês acham que a defesa está mal, e não está. O time estava bem postado, o tempo todo na frente e com isso acabamos sofrendo contra-ataques. Mas não quer dizer que a zaga está mal - disse o defensor.

Alex Silva, companheiro de zaga de Wallace, elogiou a determinação do time e comemorou o triunfo, que recolocou o Flamengo na briga por uma das vagas na semifinal da Taça Rio.

- No primeiro tempo também criamos. Tivemos chance de empatar e até virar. Acho que valeu o empenho da equipe, que não desistiu e buscou o gol. Os que entraram, foram muito bem. Isso é a cara do Flamengo. Com muita luta, conseguimos os três pontos.

O Rubro-Negro tem quatro pontos em três jogos e está em terceiro lugar do Grupo B. A próxima partida será contra o Audax no próximo domingo, às 16h, em Moça Bonita.



Após primeiro gol, Rodolfo mantém cautela na briga por lugar no time

Autor do gol que abriu caminho para a virada rubro-negra sobre o Bangu, Rodolfo voltou a chamar a atenção com a camisa do Flamengo. Com um belo chute da entrada da área, o jovem marcou seu primeiro tento a serviço do Rubro-Negro e não escondeu a felicidade após o jogo - mas sem demonstrar ansiedade por uma vaga de titular.

- Entrei e consegui ajudar a equipe. É isso aí. Fui feliz em acertar o chute. Estou tranquilo. Vou continuar trabalhando para na hora certa buscar meu lugar.

Rodolfo foi uma das alterações operadas por Jorginho após o intervalo de jogo, buscando dar mais poder ofensivo ao Flamengo. Mas Gabriel acredita que o time mandou no jogo desde o primeiro tempo.

- Hoje foi praticamente um jogo de um time só. Sofremos um gol no início, mas conseguimos manter a tranquilidade, rodar bola e perdemos diversas oportunidades. Mas conseguimos virar, o que mostra que o grupo bem focado - afirmou o meia.

O Flamengo volta a campo no próximo domingo, às 16h (de Brasília), contra o Audax, em Moça Bonita.


Os gols de Flamengo 2 x 1 Bangu


quarta-feira, 27 de março de 2013

Flamengo 2 x 1 Bangu

                                                     Ficha técnica


Data: 27/03/2013

Hora: 22h (de Brasília).


Local: Raulino de Oliveira

Renda e público: R$ 23.630,00 / 1.222 pagantes

Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães
Auxiliares: Dibert Pedrosa Moisés e Andréa Izaura Maffra Marcelino de Sá.

Gols: Sérgio Júnior(Ban)Rodolfo, João Paulo(Fla)

Cartão amarelo: Luiz Antonio, Renato Abreu, Rodolfo(Fla) Celsinho, Ives(Ban)

Flamengo: Felipe, Luiz Antonio(Renato Abreu), Alex Silva, Wallace e João Paulo; Amaral, Elias, Carlos Eduardo(Rodolfo) , Gabriel, Rafinha; Hernane(Nixon). 
Técnico ou pastor?  Jorginho 

Bangu:  Getúlio Vargas;  Celsinho, Raphael Azevedo, Carlos Renan e Bruno Santos; Ives, André Barreto(Gustavo), Mayaro e Eudes(Nil); Hugo e Sergio Junior.
Técnico: Cleimar Rocha


Flamengo 2 x 1 Bangu

2º tempo
41min
GOOOOOOOOL DO FLAMENGO! João Paulo cobra falta em direção ao gol, e Ives acaba desviando contra o próprio patrimônio, balançando as redes. É o gol da virada rubro-negra!


Flamengo 1 x 1 Bangu

2º tempo
20min

GOOOOOOOL DO FLAMENGO! Rodolfo recebe na entrada da área, gira e chuta de pé esquerdo. A bola pega efeito e vai no ângulo de Getúlio Vargas, marcando um belo gol.


Bangu 1 x 0 Flamengo

1º tempo
3min

GOL DO BANGU! No primeiro ataque, o time da Zona Oeste chega em velocidade com Hugo pela esquerda. O camisa 11 cruza rasteiro para Sério Júnior, que chuta e balança as redes, abrindo o placar.




Infográfico: veja como a cobertura do Engenhão foi danificada em seis anos


Um erro de cálculo foi o responsável pelo estado de risco em que se encontra a cobertura do Engenhão. Durante a construção, a estrutura foi erguida com escoras de apoio, que foram retiradas na inauguração do estádio. Porém, sem os alicerces, o deslocamento foi 50% maior que o esperado. E a ameaça aumentou. Mais inclinada, a estrutura pode desabar com ventos de 63km/h. Antes, o risco era só com ventos acima de 115km/h. O problema, entretanto, foi percebido desde o início e vem sendo acompanhado por meio de relatórios de projetistas.

O estádio foi inaugurado em julho de 2007 para os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro. O projeto foi elaborado pelos arquitetos Carlos Porto, Gilson Santos, Geraldo Lopes e José Raymundo Ferreira Gomes. O consórcio foi vencido pelo Consórcio Odebrecht-OAS, sob fiscalização da Riourbe, da Secretaria de Obras do Município. O período de garantia dado pelas empreiteiras expirou no ano passado.

INFO ENGENHÃO (Foto: arte esporte)

Projetista da cobertura do Engenhão diz: 'A pressa é inimiga da perfeição'


Flavio D´Alambert engenheiro Engenhão. (Foto: Raphael Zarko)
O engenheiro Flavio D'Alambert, da empresa Projeto Alpha, é o responsável pela cobertura polêmica que apresentou problemas e provocou a interdição do Engenhão. Chamado para uma reunião na tarde desta quarta-feira na prefeitura do Rio, ele saiu do encontro, com representantes da RioUrbe e do consórcio responsável pela construção do estádio, com a mesma certeza que entrou: o Engenhão é um local seguro para jogos esportivos.

O GLOBOESPORTE.COM encontrou o engenheiro, que também é responsável pelos estádios de Brasília e de Cuiabá da Copa do Mundo de 2014, antes de ele embarcar de volta para São Paulo. Ele não despreza nem duvida do novo estudo realizado pela empresa alemã Schlaich Bergerman und Partner (SBP), que, aliás, também é responsável pela cobertura do Maracanã. Mas confia plenamente na obra entregue para o Pan- Americano de 2007. No entanto, faz uma ressalva a respeito do tempo de execução do projeto que desenvolveu, até então de tecnologia inédita no Brasil.

- A pressa é inimiga da perfeição. Apesar de terem sido tomados todos os cuidados necessários, o ideal era que houvesse um prazo maior para a construção do estádio. O consórcio, quando houve a troca (da Delta para a dupla OAS/Odebrecht), só tinha mais quatro ou cinco meses para entregar - comenta D'Alambert.

Confira a entrevista com o engenheiro responsável pela cobertura do Engenhão.

GLOBOESPORTE.COM: Por que houve essa diferença de cálculo entre o que vocês, da Alpha, fizeram e o que foi detectado agora?

Flavio D'Alembert: Nós montamos um modelo teórico. Na prática, fazemos um monitoramento para ver se chega próximo ao estudo do teórico. No caso do Engenhão, a prática ultrapassou de 20% a 30% ao teórico. Mais do que eu e o auditor (a empresa portuguesa Tal, contratada para auditar toda a obra) tínhamos previsto. Os alemães falaram em diferença de 50%, ou seja, 20% ou 30% a mais, porém preciso checar esses cálculos deles. É bom frisar que respeito muito a empresa alemã, porém confio muito no cálculo que fizemos e também nos canadenses (empresa RWDI), que são um dos maiores especialistas no assunto em todo o mundo também. Se houvesse qualquer dúvida da minha parte sobre segurança do equipamento, eu jamais teria liberado a obra.

Vocês observaram algum problema estrutural?

Não, isso não quer dizer que há problema estrutural. O que detecta isso (um problema de estrutura) são vibrações excessivas, deformações que não param. Ou seja, você mede hoje, bate um vento, se aquele ponto estudado está mais baixo, quer dizer que se movimentou. Mas os desníveis observados desde o início (de 20% a 30%) sempre foram estáveis. Isso sempre nos deixou bem tranquilos.

Na prática, qual é a diferença entre o modelo real e o que vocês esperavam?

Algo em torno de 15 a 20 centímetros. No meu cálculo, teria que deformar 70cm, no máximo. Na observação real, chegou a 88cm. Deu uns 18cm de diferença. Mas foi o que disse. A última medição foi feita em janeiro. E sempre permaneceu estável (a estrutura medida, no topo da cobertura). Se alguém mede hoje, depois faz outra medição amanhã, a estrutura pode ir um pouco para cima ou para baixo. O importante é que estabilize de novo. Isso sempre ocorreu.

O material utilizado no Engenhão foi o mais adequado?

Sim, foram os mais adequados possíveis. Foram materiais da Gerdau e da Cosip (Usiminas). Todos materiais brasileiros. Acompanhei a construção, toda semana eu vinha para o Rio. Quando terminou a obra, saí de cena e deixei um documento em que registrei isso tudo.

Foi feito algum reparo naquele momento?

Não, nada. No momento em que se deforma um pouco, não se consegue recuperar mais. Assume uma posição de equilíbrio, não volta mais.

Quando você soube desse novo estudo?

Eles avisaram que iam pedir um novo estudo. Isso faz mais de um ano, e o resultado definitivo foi na semana passada. Se houvesse qualquer dúvida da minha parte sobre segurança do equipamento, eu jamais teria liberado a obra. O que fizemos foi exatamente o que está sendo realizado no Castelão e no Mané Garrincha.

Havia necessidade de interdição?

Eu acredito nos meus cálculos e acredito no ensaio que foi feito no Canadá. Segundo esses cálculos, não precisaria ser feito nada, a não ser esse monitoramento que está sendo feito até hoje. Agora, nesse cálculo dos alemães, os níveis de segurança caem mesmo. Ele prevê outro carregamento, outro cenário. Não tenho como dizer qual está certo. Eu confio no cálculo que foi feito no Canadá. Os alemães confiam no deles. Diante do que ele recebeu, o prefeito deve tomar a posição adequada. Mas eu levaria a minha família tranquilamente para assistir a um jogo. No cálculo dos alemães, os níveis de segurança diminuem, mas não haveria colapso. Ou seja, a cobertura não corre risco de cair nem há risco para as pessoas. Não dá para dizer qual velocidade de vento provocaria isso, porque é tudo teórico. O ideal seria fazer medições no local.

O que deve ser feito, segundo a reunião de que você participou nesta quarta?

Eles não sabem ainda, mas devem fazer o que os alemães pedirem.




Elogiado por Jorginho, Thomás faz dois gols em retorno aos juniores


Thomas, Treino do Flamengo (Foto: Bernardo Monteiro / VipComm)
Jorginho elogiou, traçou o planejamento, e Thomás cumpriu à risca o primeiro passo para voltar a ter oportunidades no time profissional. Emprestado aos juniores para a partida contra o Bangu, nesta quarta-feira, em São João de Meriti, o atacante foi o destaque absoluto da vitória do Flamengo por 4 a 1, com dois gols. Digão e Samir completaram a goleada, enquanto Heitor descontou.

Com o resultado, a equipe mantém os 100% de aproveitamento na Taça Rio e chegou aos nove pontos, na liderança do Grupo B. O Fluminense também tem campanha perfeita, mas o Fla leva vantagem no saldo de gols: 7 a 6. De volta ao juniores apenas para disputar jogos, em ação definida por Jorginho para dar ritmo de jogo, Thomás vibrou com a boa atuação e, principalmente, agradeceu o apoio dado pelo novo treinador..

- Fiquei muito feliz pela preocupação do Jorginho comigo, em me querer com ritmo de jogo. Nós conversamos e ele me explicou tudo. O pessoal da base me acolheu muito bem e estou empenhado em ajudar o juniores, voltar ao profissional e jogar.

O desejo da comissão técnica do Flamengo é de que Thomás siga no sobe e desce entre profissional e juniores nas próximas semanas. Após os dois gols marcados nesta quarta, no entanto, ele segue na base e se prepara para partida de sábado, contra o Duque de Caxias, na Gávea.


Vídeo sobre montagem da cobertura do Engenhão gera polêmica na web

Um vídeo do programa “Feras da engenharia”, do canal Discovery Channel, está causando polêmica na internet depois que o prefeito Eduardo Paes anunciou a interdição do estádio por conta de problemas na estrutura da cobertura. A atração acompanha a construção do Engenhão, inaugurado em 2007, e entrevista engenheiros responsáveis. O destaque é para a complexidade dos arcos que sustentam a cobertura do estádio e o atraso em sua montagem.

- A dificuldade que a gente tem é pela condição de montagem das peças, trabalhamos com uma altura e um raio muito grandes. Estamos com o cronograma apertado, mas a única coisa que posso ter certeza é que o prazo vai ser cumprido – afirma no vídeo o engenheiro mecânico B. Loyola.

- Temos março, abril e maio para terminar tudo. É muito trabalho e pouco tempo – diz Sancho Montandon, que o video identifica como gerente do contrato.

O vídeo também destaca a mudança de construtoras e do pessoal responsável pela obra e mostra problemas encontrados pela equipe na montagem da cobertura. 

Você pode conferir o vídeo aqui:

Capítulo 1:    http://www.youtube.com/watch?v=uiVXnyVFS7U
Capítulo 2:    http://www.youtube.com/watch?v=sJPZ71QLOPM
Capítulo 3:    www.youtube.com/watch?v=AoU3TaVWY7k
Capítulo 4:    http://www.youtube.com/watch?v=oMuOnkjrJpU

Volta Redonda será palco de clássicos, semifinais e finais



estádio Raulino de Oliveira Volta Redonda (Foto: Divulgação / Site Oficial do Volta Redonda)
Cerca de quatro horas depois da informação de que não há previsão para a reabertura do Engenhão, a Federação do Rio divulgou, em uma entrevista coletiva, que o Raulino de Oliveira será o palco de clássicos, semifinais e finais no Campeonato Carioca. São Januário foi descartado por causa de problemas com divisão de torcidas: o Gepe (Grupamento Especial de Policiamento em Estádio) só libera o estádio do Vasco se houver 90% dos ingressos para o mandante e 10% para os visitantes. Os demais grandes não aceitaram essa hipótese.

Os dirigentes cruz-maltinos não gostaram da decisão de levar os clássicos para Volta Redonda - a não ser que o Engenhão seja liberado a tempo -, e a primeira consequência foi imediata. Como retaliação, negaram-se a emprestar São Januário para a partida entre Botafogo e Friburguense, que seria realizada lá nesta quinta-feira.

- Se não pode jogar (clássico) em São Januário, não cabe o Botafogo estar atuando no nosso estádio - afirmou o presidente Roberto Dinamite, que ão confirmou as partidas do Fluminense pela Libertadores em São Januário.

O diretor executivo René Simões afirmou que não se trata de retaliação, e sim de "preservar o campo", mas lamentou a postura do Botafogo.

- Falando em retaliação, temos a impressão de que o Vasco fez algo errado. O futebol carioca vive momento de emergência, triste e delicado. Quando o presidente (Roberto) veio na federação, tinha na cabeça o discurso de juntar todos os clubes em prol do Campeonato Carioca. A gente entendia nesse momento que o Botafogo poderia, nesse acordo de cooperação, dizer: "Muito obrigado por ceder o estádio, vamos jogar da forma como vocês querem. Estamos felizes por isso". O vasco se sente no direito não de retaliar, a palavra é forte e feia. Mas se sente no direito de preservar o campo.

O primeiro clássico da Taça Rio, entre Vasco e Botafogo, muda de local e também de data: em vez do próximo domingo, será na quarta-feira (dia 3 de abril), ainda sem horário. O jogo dos alvinegros contra o Friburguense passou para o dia 10 de abril, em Moça Bonita. Ainda não foi divulgado o procedimento para os torcedores que já compraram ingresso.

O gerente executivo do departamento de futebol do Botafogo, Aníbal Rouxinol, afirmou que o presidente Maurício Assumpção não se opôs a usar São Januário em clássicos, mas discorda da divisão de ingressos.  

- A Ferj tomou a atitude correta, estabeleceu um critério, usando o único estádio em que a Polícia Militar autoriza 50% de ingressos para cada torcida. Entendo as razões do Vasco, mas o Botafogo entende nesse momento que não vê razão para privar a sua torcida nessas condições.

Comandante do Gepe, o tenente-coronel João Fiorentini disse que já tem um ano e meio o posicionamento da corporação de permitir clássicos em São Januário apenas se o visitante ficar com 10% dos ingressos.

- Para dividir os ingressos em 50%, a entrada (das torcidas) seria pela mesma rua, a Francisco Palheta. Acho difícil resolver isso sem grandes mudanças no entorno de São Januário. No Engenhão temos quatro alas bem definidas, sem ter contato visual. Esse é o principal fator. Com setor social, é difícil fazer essa divisão.

O último clássico estadual no Raulino de Oliveira foi Botafogo 1 x 1 Fluminense, pela última rodada do Brasileirão de 2011. Fred e Felipe Menezes marcaram os gols (veja no vídeo), diante de um público de 6.379 pagantes.


Interdição do Engenhão deixa comentaristas do 'Arena' indignados


 O futebol carioca sofreu um baque na última terça-feira. Sem poder contar com o Maracanã, que está em reformas para sediar a Copa das Confedeações e a Copa do Mundo, os torcedores do Rio de Janeiro "perderam" mais um estádio com a interdição do Engenhão.

Inaugurado em 2007 para ser um dos grandes legados dos Jogos Pan-Americanos de 2007, menos de seis anos depois o estádio foi interditado devido a um deslocamento maior do que o previsto da estrutura da cobertura da arena. O fato gerou indignação nos comentaristas do "Arena".

- Essa interdição do Engenhão é uma combinação entre incompetência e safadeza. Seis anos de existência e está ameaçando de despencar - disparou Alberto Helena Jr.

Marco Antônio Rodrigues segue na mesma linha e diz que é preocupante um estádio tão novo ser inteditado.

- Acende uma luz amarela sobre a fiscalização dos estádios. O caso do Engenhão é um caso triste para o país. Uma obra tão nova como essa com problemas de projeto, feita com dinheiro público, que vai para o ralo, dinheiro que faz falta na educação, na saúde. O Brasil, no momento que parecia que ia crescer, começa a aparecer problemas na infraestrutura. É realmente uma notícia triste para todos nós.

Estádio Engenhão problemas na estrutura (Foto: Agência Reuters) 
Estádio Engenhão foi interditado por problemas na estrutura (Foto: Agência Reuters)

Para Belletti, os administradores brasileiros precisam aprender mais sobre planejamento e, assim, evitar que coisas desse tipo voltem a acontecer.

-Temos o respeito do mundo inteiro por conta da qualidade do nosso futebol, mas na hora do planejamento e da execução, deixamos muito a desejar. A gente tem que mostrar a nossa indignação. É uma total falta de respeito com a população - finalizou.


Entrada de Gabriel deve ser surpresa de Jorginho no jogo contra o Bangu


Gabriel flamengo treino (Foto: Richard Souza)
A saída de Léo Moura para a entrada de Luiz Antonio no time titular do Flamengo pode ser apenas uma das mudanças que o técnico Jorginho fará para a partida contra o Bangu, nesta quarta-feira, pela terceira rodada da Taça Rio. No treino fechado realizado na tarde desta terça, no Ninho do Urubu, ele testou a equipe com o meia-atacante Gabriel no lugar do volante Ibson. Outra alteração, mas que já era prevista, foi a entrada de Carlos Eduardo na vaga de Cleber Santana, titular contra o Boavista.

Na última atividade antes viagem para Volta Redonda, local da partida, a equipe formou com Felipe, Luiz Antonio, Alex Silva, Wallace e João Paulo; Amaral, Elias, Gabriel, Carlos Eduardo, Rafinha; Hernane.

Com as alterações, Jorginho usaria o esquema 4-2-3-1, que é o seu preferido. Internamente, o técnico tem dito que quer rejuvenescer a equipe. Ele relacionou 19 atletas para o confronto. Paulo Victor, Renato Santos, Ramon, Renato Abreu, Ibson, Cleber Santana, Rodolfo e Nixon também integram a delegação.

Com um ponto, o Flamengo é o penúltimo colocado no Grupo B. O Resende é o líder, com seis, e o Fluminense tem quatro. Flamengo e Bangu se enfrentam às 22h (de Brasília), no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda.


Capitão fora: Léo Moura não é relacionado para jogo contra o Bangu

Depois de ter usado a braçadeira normalmente e de ter sido titular contra o Boavista, no sábado passado, Léo Moura sequer foi relacionado por Jorginho para a partida contra o Bangu, nesta quarta-feira, pela terceira rodada da Taça Rio. O camisa 2 ficou fora da relação dos convocados e não viajou para Volta Redonda, local da partida, que começa às 22h. Luiz Antonio, volante que tem treinado improvisado na lateral na equipe reserva, será o titular. Jorginho testou a troca no treino da tarde dessa terça, quando trabalhou com portões fechados e só permitiu o acesso da imprensa durante o rachão. Léo treinou normalmente, só que entre os suplentes.

À noite, enquanto a delegação já estava em Volta Redonda, o camisa 2 postou uma foto na internet de um jantar em que participou no Rio. Procurado pela reportagem do GLOBOESPORTE.COM, o diretor de futebol Paulo Pelaipe não quis comentar a decisão do treinador.

- Depois do jogo haverá uma coletiva, e você pergunta ao treinador - limitou-se a dizer.

Questionado sobre a falta de um lateral-direito de origem entre os relacionados, Pelaipe retrucou:

- Temos três laterais aqui.

leonardo moura flamengo jantar (Foto: Instagram) 
Fora da concentração, Léo Moura posta foto de jantar (Foto: Instagram)
 
Jorginho informou, via assessoria de imprensa do Flamengo, que a ausência de Léo Moura faz parte da programação de poupar atletas mais experientes de algumas partidas. O lateral voltaria contra o Audax no próximo domingo e também enfrentaria o Remo, na quarta-feira que vem, na estreia do time na Copa do Brasil, em Belém.

Para as laterais, foram relacionados dois atletas que atuam pela esquerda, João Paulo e Ramon. Para a direita, a única opção é o volante Luiz Antonio, que não começa como titular desde outubro do ano passado, quando coincidentemente atuou como lateral no empate por 0 a 0 com a Portuguesa. Neste Carioca, ele jogou apenas nas duas primeiras rodadas da Taça Guanabara, contra Quissamã e Madureira, mas substituindo Rodolfo no meio-campo.

Desde a saída de Wellington Silva para o Fluminense, Léo Moura se tornou a única opção para a lateral direita no elenco profissional. A alternativa estaria na base: Digão, de 19 anos. No treino de segunda-feira, entre reservas e juniores, Luiz Antonio atuou improvisado num time, e Digão esteve no outro.

No mesmo dia da apresentação de Jorginho, Léo Moura concedeu entrevista coletiva no Ninho do Urubu e disse ter recebido um pedido para ser o elo entre treinador e jogadores. Em bate-papo rápido antes do treinamento, o comandante expôs seus planos para o lateral, que prontamente aceitou a missão. Há oito anos no Flamengo, Léo Moura, de 34 anos, é o jogador mais experiente do elenco.

Jorginho disse, em entrevista para a Fox Sports na semana passada, que teria de "trabalhar o Léo Moura", por causa da sua idade, mas não falou em poupá-lo de jogos.

- Já falei para ele, vai haver momentos, com jogos às quartas e sábados, o cara não aguenta. É normal. Então, de vez em quando, sempre que puder, vou falar: "Léo, sai. Léo, não entra aqui. Te coloco de uma outra maneira". Para a gente poder prolongar a carreira dele.


Engenhão não tem previsão para reabertura: 'Pode ser um mês, seis'


Uma entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira deixou ainda mais clara a situação preocupante em que se encontra o estádio Engenhão. Interditado por problemas estruturais, que poderiam colocar em risco a vida dos torcedores, o local segue sem uma data prevista para a reabertura.

- Hoje não tem como dar prazos. Vamos focar no estudo. Estamos preocupados com a segurança e isso pedia a interdição imediata. Pode ser um mês, seis meses, o tempo necessário - explicou Armando Quiroga, representante do Consórcio Engenhão.

O prefeito do Rio de Janeiro, ''Eduardo Paespalhão'', chegou a declarar ao “Bom Dia, Brasil” que não há risco de demolição e que o problema na cobertura do estádio tem solução. Outro representante do consórcio, Márcio Vidigal resumiu:

- Estamos fazendo uma ação preventiva. Questão de responsabilidade.

Galinheiro de São Januário, não!!!!!

No ano passado, diante do pleito do vasco para disputar clássicos em casa, o Gepe enviou laudo à Federação e ao Ministério Público desaconselhando o uso do estádio por questões de segurança.

O relatório é público, cita várias questões ao longo de três páginas, mas as questões mais preocupantes são em relação ao acesso. O número de roletas é insuficiente e o ônibus do time visitante precisa passar pelo meio da torcida do vasco, péssimas condições dos banheiros, inclusive sem água.

O entorno do estádio e as arquibancadas não oferecem segurança aos torcedores, ressaltando inclusive, que em 2000, parte do estádio cedeu e desabou. 

Diante dessas constatações é fácil perceber que com duas torcidas o estádio permitirá apenas 10 mil pessoas, limitando o espetáculo.

Galinheiro de São Januário, NÃO!!!



'Estádio não apresenta risco', disse o prefeito Paespalhão vascaíno, em 2010, sobre o Engenhão

Em 27 de março de 2010, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, afirmou com todas as letras que o Estádio Olímpico João Havelange não apresentava problemas estruturais. Em pouco tempo, a situação se inverteu totalmente. A declaração completaria três anos nesta quarta-feira e, na terça-feira, ele anunciou a interdição do Engenhão, como é popularmente conhecido o estádio, por oferecer risco devido a problemas na cobertura. A decisão é por tempo indeterminado. 

A afirmação de três anos atrás foi em resposta a relatórios que apontavam problemas no local, como falhas de projeto e infiltrações. Na época, ele afirmou que a situação era "perfeitamente administrável" e o estádio continuou a receber jogos e grandes públicos, até mesmo em shows, como aconteceu em maio de 2011, quando o ex-Beatle Paulo McCartney lotou o estádio em dois shows, em sua volta ao Rio de Janeiro depois de 21 anos.

- Nenhum dos problemas que apresenta o estádio é de ordem estrutural, ou seja, o estádio não apresenta nenhum risco na sua utilização - disse Eduardo Paes, em 2010, quando o estádio ainda não havia completado três anos. 

Eduardo Paes Engenhão (Foto: Edgard Maciel) 
Prefeito Eduardo Paes interditou estádio por problemas na cobertura (detalhe) (Foto: Edgard Maciel)

Inaugurado em 30 de junho de 2007, o Engenhão custou R$ 380 milhões. Maior obra para os Jogos Pan-Americanos do mesmo ano, ele começou a ser construído em 2003, pelo governo Cesar Maia. Pertencente à Prefeitura, foi arrendado pelo Botafogo também em 2007, mas passou a servir de casa para Flamengo e Fluminense, em muitas ocasiões, depois de iniciadas as obras do Maracanã para a Copa do Mundo de 2014.  

  Com a decisão desta terça-feira, muitos jogos já foram transferidos para o Galinheiro de  São Januário, estádio do vasco, que deve receber partidas de outros clubes não apenas do Campeonato Carioca, mas da Copa do Brasil e da Taça Libertadores. O prefeito do Rio de Janeiro explicou que a medida foi tomada para preservar a integridade dos frequentadores do estádio e informou que não está definido um prazo para que ele volte a funcionar.

- Se me apresentarem uma solução e essa solução durar um mês para ser feita, vai ficar um mês (fechado). Se demorar um ano, vai ficar um ano fechado. Ou seja, só desinterdito o estádio no momento em que a gente tiver a solução definitiva e que as medidas sejam tomadas - afirmou.

Ao explicar as razões da interdição, Eduardo Paes confirmou a existência de problemas estruturais.

- Não é admissível que um estádio com tão pouco tempo de vida já apresente um problema estrutural dessa monta (tamanho) e que tenha que enfrentar esta situação - disse, nesta terça.


No primeiro dia do sócio-torcedor, Fla consegue 2.700 integrantes

No dia em que o Flamengo lançou o programa de sócio-torcedor “Nação Rubro-Negra - Raça, Amor e Paixão”, 2.700 rubro-negros passaram a fazer parte do projeto. A maior parte dos iintegrantes adquiriu o plano de menor valor, de R$ 39,90. O projeto basicamente oferece benefícios de prioridade na compra de ingressos e descontos no projeto “Movimento por um Futebol Melhor”, comum a todos os clubes e criado pela Ambev. Os valores vão até R$ 199,90, divididos em seis categorias.

Luiz Eduardo Baptista, Henrique Netto, Zico, Fred Luz e Cadu Ferreira Sócio Torcedor do Flamengo (Foto: Pedro Monteiro / Divulgação) 
Bap, Henrique Netto, Zico, Fred Luz e Cadu Ferreira no lançamento (Foto: Pedro Monteiro / Divulgação)

O Flamengo afirma que o “Nação Rubro-Negra” é como um pedido de ajuda ao torcedor. Após críticas em redes sociais diante do vazamento da página oficial do projeto na última semana, o vice-presidente de marketing, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, pediu na entrevista coletiva desta terça que o integrante em potencial do sócio-torcedor pense primeiro no clube e não em si próprio.

No release oficial do projeto, o apelo para o torcedor também se fez evidente. O texto de apresentação dos seis tipos de programas diz que “de qualquer lugar de país será possível mostrar a verdadeira paixão, que, segundo estudos, pode gerar uma arrecadação de R$ 140 milhões a R$ 600 milhões por ano” ao Flamengo.

A meta do clube é terminar 2013 com o maior programa de sócio-torcedor do Brasil, com estimativa de 200 mil adesões. O Flamengo trabalha com Corinthians e Internacional como os ocupantes do posto atualmente, com cerca de 100 mil cada um. Bap, porém, se preocupou em esmiuçar-se na relação dos benefícios e rechaçar qualquer comparação a outros programas de sócio-torcedor espalhados por todo o Brasil.

Confira todos os programas do "Nação Rubro-Negra":

Raça (R$ 39,90)
- O torcedor tem prioridade em relação aos torcedores não sócios, além do desconto no programa 
“Movimento por um Futebol Melhor”.

Raça+ (R$ 69,90)
- Nos mesmos moldes do plano mais barato, mas com prioridade em relação aos membros do plano 
 “Raça” na compra de ingresso.

Amor (R$ 99,90)
- Preferência em relação aos planos “Raça” e “Raça+”, desconto na rede “Movimento por um Futebol Melhor” e possibilidade de inscrever um dependente, com acréscimo de taxa de R$ 30,00.


Amor+ (R$ 129,90)
- Descontos no programa “Movimento por um Futebol Melhor”, preferência em relação aos planos “Raça”, “Raça+” e “Amor”, além de possibilidade de inscrição de dois dependentes, com acréscimo de taxa de R$ 30,00 para cada um.

Paixão (R$ 159,90)
- Nos mesmos moldes do “Amor+”, mas com preferência na compra de ingressos.

Paixão+ (R$ 199,90)
- Plano com prioridade de compra de ingressos em relação a todos os outros sócios-torcedores, desconto na rede “Movimento por um Futebol Melhor” e possibilidade de inclusão de até três dependentes, diante do pagamento de taxa individual de R$ 30,00.