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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

A crise do Maraca


A Odebrecht não suporta o Maracanã e, além de pressionar o governo do Rio a aceita-lo de volta, negocia, por enquanto sem sucesso, com dois grupos de fora a venda dos direitos de gerir o estádio, o que causou indignação em Flamengo e Fluminense, que sonhavam em administra-lo.

A empreiteira alega ainda que o Maraca necessita de obras para voltar ao estado em que estava antes dos Jogos do Rio e briga com o Comitê Organizador. Alega que ele está descaracterizado e resolveu suspender eventos e jogos, o que irritou o governo fluminense.

O Estado do Rio avalia que, parado, o Maracanã possa começar a enfrentar problemas em sua estrutura, já que a manutenção adequada não estaria sendo feita por nenhuma das partes.

Enquanto isso o Flamengo vai jogar no estádio da Portuguesa, na Ilha do Governador, mas, assim como o Fluminense, tem reclamado do que considera descaso com o principal estádio do Brasil e, quiçá, do mundo.

O Maraca estaria sem equipamentos básicos de segurança, sofrendo com atraso no pagamento de contas de luz, telefone, água e gás e sem manutenção no gramado e nas cadeiras.

Há três anos a Odebrecht ganhou o direito de explora-lo, comandando a Concessionária Maracanã, mas alvo da Lava Jato e em forte crise financeira, reclama que só tem tido prejuízo e não quer mais manter o negócio. O governo do Rio, porém, não quer pegar o que considera um abacaxi de volta. Inclusive porque está quebrado e não tem como mante-lo.

Para piorar (ou melhorar, porque esclarecimentos são necessários), promotores investigam superfaturamento nas obras do estádio para a Copa e supostos pagamentos de propina a políticos e autoridades, entre os quais estaria incluído o grupo de Sérgio Cabral, ex-governador que segue na prisão, agora em Curitiba.


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