Márcio Araújo sucede Elias
como herói do último título do Flamengo. Se o volante que hoje está no
Corinthians abriu o caminho da conquista da Copa do Brasil sobre o
Atlético-PR, balançando a rede aos 42 minutos do segundo tempo no ano
passado, seu sucessor foi o autor do gol que garantiu, aos 45 da etapa
final, o empate por 1 a 1 com o vasco e o 33º título carioca do clube,
na tarde deste domingo no Maracanã. E as semelhanças não param por aí. O
herdeiro da camisa 8 buscou seu filho, Isaac, na arquibancada para
comemorar, da mesma forma que seu antecessor fez com Davi.
Mário
Araújo foi até o torcedor na mureta do estádio festejar. Parecia
incrédulo ainda que o momento de angústia virasse felicidade nos minutos
finais. Recém-chegado ao clube, o volante destacou que reações no fim
fazem parte da história rubro-negra e atribuiu a conquista à torcida.
- É de arrepiar. Só o Flamengo para nos proporcionar tanta alegria,
tanto sofrimento. O torcedor adversário já estava gritando olé, e a
gente pôde fazer o gol. Num momento de angústia, consegui coroar com o
título. Isso faz parte da história do Flamengo, o Flamengo nunca
desiste. A torcida no fim, perdendo, começou a gritar, isso nos
incentivou muito.
Márcio Araújo estava impedido no lance do gol, mas sem ver o replay ele não achou que estava em posição irregular. De qualquer forma, isentou a arbitragem de culpa por considerar um lance muito rápido e não quis dividir seu gol com Nixon, que chegou junto dele na bola.
- É
muito rápido, difícil de o árbitro acompanhar. Mas acho que não estava
impedido. O gol foi meu, o Nixon nem na jogada estava.
Campeão,
o Flamengo volta a campo agora no próximo domingo, contra o Goiás, às
18h30, no Mané Garrincha, em Brasília, pela estreia do Campeonato
Brasileiro.
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