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sexta-feira, 15 de abril de 2016

Conselho aprova acordo com brecha para eventual ação de regresso

Em votação realizada nesta noite de quinta-feira na sede da Gávea, o Conselho Deliberativo do Flamengo aprovou o acordo costurado entre a atual diretoria do clube e o grupo Multiplan, do Consórcio Plaza. A proposta passou com ressalva de não confissão de dívida, apesar do pagamento. Isto significa que uma investigação interna pode apontar responsável pelo débito e possível cobrança em ação de regresso. 

O clube vai pagar R$ 10 milhões à vista, liberar mais de R$ 40 milhões que estavam depositados em juízo - resultado de penhora de recebíveis do Flamengo, que iam desde cotas de TV a empréstimos e patrocínios diversos (Triunfo, Adidas, Peugeot, BMG) -, além de parcelar o restante de um total de R$ 61,5 milhões do acordo com o grupo Multiplan.

O tema mobilizou os conselheiros do Flamengo. Houve leitura de pareceres do caso e defesa para a aprovação do acordo do Conselho Fiscal do clube, reeleito recentemente na Gávea, alinhado à atual direção rubro-negra. Conselheiros questionaram a origem e o cálculo atual da dívida, que era de R$ 6 milhões - pelo empréstimo em 1996 -, passou a R$ 16 milhões na ação judicial de 2002 e saltou para R$ 90 milhões, de acordo com os cálculos da diretoria rubro-negra. 

O assunto é controverso e remete aos tempos do ex-presidente Kleber Leite. O dinheiro à época serviu para o Flamengo contratar Edmundo, tirando o jogador do Palmeiras. O grupo Multiplan arrendaria a Gávea por 25 anos, explorando o shopping que seria erguido no local. Depois de aprovada na Câmara de Vereadores do Rio e assinada pelo ex-governador Garotinho, a construção do estabelecimento comercial foi vetada - revelação de suborno na Câmara fez o governo do Rio revogar a decisão.

Entenda o caso

A disputa judicial entre Flamengo e Consórcio Plaza se arrasta desde 2002 nos tribunais. O problema começou em 1996, quando Kleber Leite era o presidente do Flamengo. O montante se refere a uma dívida, que o clube não reconhecia, contraída com um empréstimo de R$ 6 milhões feito junto ao consórcio, que arrendaria a Gávea por 25 anos para a construção de um shopping. O empreendimento não saiu do papel, a verba foi aplicada na contratação de Edmundo, e o caso passou a ser contestado na Justiça. Com o passar dos anos, a dívida se multiplicou e hoje, de acordo com cálculos das partes, chega a R$ 90 milhões.

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