quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Torcida do Flamengo, coisa igual não tem


























Ibson, após empate com o Bahia: 'Está de bom tamanho'

 
Após o empate com o Bahia nesta quinta-feira, no Engenhão, em partida válida pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro, os jogadores do Flamengo, que pareciam não estar satisfeitos com o resultado obtido, não quiseram falar muito na saída do gramado.

Fugindo à regra da maioria dos companheiros, o volante Ibson parou para falar com os repórteres e deu uma opinião, no mínimo, curiosa ao analisar o empate.

- Criamos as oportunidades, mas não deu. Precisávamos ter tido um pouco mais de sorte. Acho que o empate está de bom tamanho - comentou o jogador.

Também após o jogo, Renato, que voltou o time após recuperar-se de lesão no joelho direito, fez como de costume, e elogiou a torcida rubro-negra:

-  A gente se expôs para poder fazer o gol, mas a bola não entrou. O mais importante é esse apoio da torcida, que nos dá força até o fim do campeonato.

Com o empate, Flamengo e Bahia não conseguiram subir muito na tabela de classificação. O Rubro-Negro chegou aos 35 pontos e ocupa a décima colocação. Já o Tricolor Baiano está uma posição atrás do clube da Gávea, com a mesma pontuação.



Flamengo 0 x 0 Bahia



Ficha técnica



Estádio: Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ)

Data: 4/10/2012 

Hora: 21h (de Brasília)


Renda: R$ 380.075,00

Público: 25.777 pagantes / 30.209 presentes


Cartões amarelos: Fahel, Hélder, Kleberson (Bahia)


Árbitro: Wagner Reway (MT)
Auxiliares: Carlos Berkenbrock (SC) e Rafael da Silva Alves (RS)


Flamengo:  Felipe, Wellington Silva, Frauches, González e Magal; Renato, Ibson, Léo Moura e Cleber Santana (Wellington Bruno, 24'2ºT); Hernane (Adryan, intervalo) e Liédson (Nixon, 41' 2ºT).
Técnico: Dorival Júnior.

Bahia:  Marcelo Lomba, Neto, Danny Morais, Titi e Jussandro; Fahel, Diones, Hélder e Zé Roberto (Kleberson, 14' 2ºT); Gabriel (Lulinha, 39' 2ºT) e Elias (Cláudio Pitbull, 20' 1ºT).
Técnico: Jorginho.




Flamengo enfrenta o Tijuca pelo Estadual de basquete


O Flamengo volta à quadra, nessa sexta-feira (05.10), pela última rodada do primeiro turno do Campeonato Estadual de basquete. A equipe enfrenta o Tijuca, às 20h, no ginásio do Tijuca Tênis Clube. A entrada é franca. O segundo turno será disputado de 15 a 19.10. E as finais acontecem entre 5 e 9 de novembro.

Após duas vitórias tranquilas nas primeiras rodadas, contra Riachuelo e Botafogo, respectivamente, o Rubro-negro, que busca o octacampeonato, terá uma partida mais disputada pela frente. O Tijuca, que disputa o NBB, também venceu seus dois desafios.

O Flamengo ainda vem de uma vitória sobre o Brasília, por 91 x 83, em amistoso realizado na última quarta-feira (03.10), no Tijuca. Foi o primeiro clássico da reformulada equipe na temporada.  O time se prepara para a Liga Sul-Americana, no final de outubro, e para o NBB, a partir de novembro.

"Ainda estamos em fase de preparação, em busca de entrosamento e ritmo, e precisamos corrigir alguns fundamentos. Por outro lado, estou satisfeito com a atitude dos jogadores. Está sendo um bom começo para nós", afirmou o técnico José Neto.

No domingo (07.10), o Flamengo viaja para Buenos Aires onde disputa três amistosos contra Boca Jrs., Lanus e Vélez, dias 8, 9 e 10.10, respectivamente.
 
 

Para não virar outro Mané: Adriano Imperador e a sombra de Garrincha



Malandro é malandro e mané é mané. E o atacante Adriano, do Flamengo, é, para muitos, um típico representante da malandragem. Porém, para quem acompanha futebol, o Imperador não passa de um Mané dos anos 2000.  No caso, a versão moderna do ídolo Mané Garrincha.

A semelhança entre os dois vai além do talento com a bola nos pés. Criados em comunidades carentes, tiveram problemas de adaptação ao mundo fora do habitat natural e afogaram na bebida suas carências. O sucesso como jogador foi insuficiente para que tivessem fora das quatro linhas uma vida de vitórias.

Companheira de Garrincha por 16 anos, a cantora Elza Soares traçou para o MAIS um paralelo entre o seu Mané e o Imperador.

-  Sei o que ele e a família estão passando. Foi muito parecido com o que eu passei ao lado do meu Mané.  Neste momento, os amigos tem de segurar a mão dele e tirá-lo do buraco. Se ele quiser, passo o dia com ele para mostrar o quanto eu sofri com o Mané por conta de bebida - se prontificou.

Adriano teve oportunidades que Garrincha não recebeu

O exemplo de Garrincha, que morreu pobre e abandonado pelos “amigos”, pode servir para Adriano mudar o rumo de sua vida. O Imperador terá tempo para decidir se continuará no caminho que tem traçado ou se prefere escrever novos capítulos em sua história.

-  Não comparo o Adriano com o Mané neste caso (chance de sair do fundo do poço). Mané é Mané e Adriano é Adriano. Mané não tinha dinheiro, médicos, psicólogos e esse monte de ajuda. Adriano é rico e pode pagar o que ele quiser para sair dessa - diferencia Elza, que ganhava mais do que Garrincha quando foram casados.

Outra diferença entre os dois está dentro de casa, para Elza:

-  A família do Mané não poderia nos ajudar, eles não sabiam de nada. Adriano tem uma família linda.


BATE-BOLA

Elza Soares, cantora e ex-mulher de Garrincha

A senhora acredita que o Adriano pode se recuperar, diferentemente do Garrincha?
Adriano ainda pode voltar a jogar, basta ele querer. Se ele tivesse uma mulher que nem eu ao seu lado,  sairia dessa. Ele é rico, tem muito dinheiro e uma família maravilhosa.

E qual a receita pra isso?
O Adriano tem de ser muito forte para suportar tudo que ele está vivendo. Isso não é fácil, ele vai precisar ser forte se quiser continuar jogando. Hoje ele não pode pensar em futebol, eu falava muito para o Mané: “Pensa na sua vida”, mas o jogador de futebol é diferente.

O assédio feminino atrapalha neste momento?
Essas mulheres só querem grana, mas o Mané não tinha grana. Na época, quem tinha dinheiro era eu. Hoje, essas mulheres vão embora no primeiro problema que aparece. São aproveitadoras. Ele tem de sair dessas.


Marcos Braz chega ao Engenhão com a Raça Rubro-Negra

Candidato à presidência do Flamengo, Marcos Braz foi filmado chegando ao Engenhão ‘escoltado’ pela torcida organizada Raça Rubro-Negra.  O vídeo, que foi postado no dia do último Fla-Flu, mostra o candidato cantando os gritos de guerra da organizada.

O ex-vice de futebol do Flamengo e, recentemente convidado pela presidente Patricia Amorim para assumir a pasta, confirmou a candidatura na quarta-feira, 26 de setembro.

E você, rubro-negro, o que acha dessa relação entre candidatos à presidência e torcidas organizadas?
Dê sua opinião!






Adriano desabafa no Twitter: ‘Podem falar o que for, não vou desistir, seus invejosos’


Depois das faltas aos treinos de sexta à tarde, sábado e domingo do Flamengo, Adriano desabafou contra as críticas nesta quinta-feira. No Twitter, o jogador esbravejou contra as reportagens veiculadas nos últimos dias sobre o seu paradeiro enquanto esteve ausente das atividades na Gávea e no Ninho do Urubu.

- Vocês podem falar o que for, não vou cair na de vocês. Não vou desistir de jogar porque tenho muita gente que torce por mim. Claro que viro outro, porque tem muita mulher que me dá mole, seus invejosos.

Ainda sem previsão de voltar aos gramados, o atacante fez fisioterapia no Ninho do Urubu na manhã desta quinta-feira e, à tarde, deve realizar uma atividade na piscina do hotel em que o Flamengo se concentra.

Na quarta-feira, o GLOBOESPORTE.COM divulgou que Adriano passou parte do fim de semana na favela do Chapadão e trocou mensagens de texto com o diretor de futebol do Flamengo, Zinho, para avisar que faltaria ao treino. 

Através de sua assessoria, o atacante deu outra versão. Ele teria ido a uma boate na Barra da Tijuca na noite de sexta, dormido num hotel no mesmo bairro e seguido para São Paulo no sábado, para prestigiar a festa de aniversário da filha de um amigo.






























Comissão eleitoral do Fla impugna candidatura de Peruano à presidência



A comissão eleitoral do Flamengo impugnou, nesta quinta-feira, a candidatura de José Carlos Isidro Pereira, conhecido como Peruano, à presidência do Flamengo. As razões foram a não apresentação das certidões negativas necessárias, como a de antecedentes criminais, por exemplo, e o fato de o candidato ter respondido recentemente a processo interno por agressão ao  responsável pelo blog do torcedor do clube no GLOBOESPORTE.COM, Arthur Muhlenberg.

- Ainda não fui comunicado pelo presidente do Conselho de Administração (Maurício Gomes). Enquanto isso, sou candidato à presidência do Flamengo. Já estou em contato com meus advogados e vamos entrar com recurso - afirmou o conselheiro e sócio-proprietário do clube.

Peruano tem até a próxima segunda-feira para recorrer junto ao Conselho de Administração. Por enquanto, esta foi a única candidatura impugnada. Os outros postulantes ao cargo de mandatário do Flamengo são: Patrícia Amorim, que tentará a reeleição, Lysias Itapicurú, Ronaldo Gomlevsky, Wallim Vasconcellos, Jorge Rodrigues, Marcos Braz e Maurício Rodrigues de Souza Neto.

 

Guerra interna sobre fornecedora de material deixa Fla na encruzilhada



nova camisa do Flamengo reprodução (Foto: Reprodução)
Vice-presidente geral do Flamengo, Hélio Paulo Ferraz recebeu de Patricia Amorim a missão de negociar com o fornecedor de material esportivo - escolha entre Adidas e Olympikus. Mas o clube está numa encruzilhada. Helinho é defensor ferrenho da empresa alemã, mas o acerto pode desandar. Internamente, o contrato oferecido pela Adidas sofre fortes questionamentos, um deles do presidente do Conselho Fiscal, Leonardo Ribeiro. Cláusulas estão sendo rediscutidas, a Olympikus já encaminhou um termo para condicionar a sua saída antes do término do contrato em 2014. E a novela continua...

- Você não conhece o Flamengo?! – disse Helinho, ao ser questionado sobre a resistência ao contrato da Adidas. O dirigente lembrou ainda que é ano eleitoral no clube.

O vice-geral procura se mostrar compreensivo até mesmo com a cláusula no contrato oferecido pela Adidas que prevê redução das cotas, multa ou rescisão em caso de rebaixamento.

- Nos contratos da televisão com o clube também está prevista uma redução de receitas caso o clube seja rebaixado – justificou Helinho.

Segundo o vice de Patricia Amorim, cláusulas estão sendo revistas, mas fica clara a preferência pela Adidas:

- Redigimos textos alternativos para as partes que não concordamos, eles estão refazendo as partes que eles não concordaram. Não tem nada de esquisito - justificou Helinho.

Presidente do Conselho Fiscal, Leonardo Ribeiro está temeroso diante das cláusulas das 72 páginas de contrato da Adidas.

- O contrato da Adidas é preocupante, não é nenhuma maravilha. Revendo alguns pontos, pode até mesmo ficar inferior ao da Olympikus. Os valores nominais parecem bons, mas na troca de obrigações recíprocas, o que o clube tem para dar e receber, não vale a pena, não é de R$ 35 milhões (R$ 350 milhões por dez anos). Existe uma gama de posições que farão com que o Flamengo deixe de arrecadar - criticou Leonardo Ribeiro.

Durante reunião do Conselho Deliberativo na noite desta quarta, Leonardo Ribeiro fez uma incisiva explanação para os conselheiros e defendeu que o clube não deve firmar com a Adidas. Segundo ele, o contrato sequer deveria ir a votação.

Vice diz que Adidas paga o museu

A Olympikus desembolsou R$ 10, 4 milhões para a construção do museu do Flamengo. Helinho dá sua versão para as cifras.

- Eles fizeram um adiantamento que seria abatido em receitas futuras, seria compensado dentro do contrato. Ou seja, teríamos que devolver esse dinheiro, não é uma multa. A Adidas, então, está dando o museu, pois vai pagar o que a Olympikus gastou e dar mais R$ 3 milhões - analisou Helinho.

O vice disse ainda que um termo encaminhado para a Olympikus já com as determinações e valores para a saída antes do término do contrato só será validado caso a proposta da Adidas seja vetada no Conselho Deliberativo:

- É um acordo com cláusula condicional de eficácia, está condicionada à aprovação da Adidas pelo Conselho. Caso a proposta não seja aceita, não tem validade. Por isso, é de eficácia.

Valores de contratos

A Adidas ofereceu um contrato de R$ 350 milhões por dez anos. Pela oferta inicial, a parceria começaria a vigorar em 2015. Os valores anuais são divididos entre cota de R$ 27 milhões, mais R$ 8 milhões de material esportivo.

Atualmente, a Olympikus paga R$ 18 milhões, mais R$ 8,3 milhões em material. Porém, no ano em que terminaria o contrato, em 2014, devido à correção anual e outros ajustes, a diferença em relação à Adidas seria em torno de R$ 3 milhões.

Em caso de quebra de contrato, o Rubro-Negro teria que desembolsar R$ 35 milhões da multa rescisória. A Olympikus cobra algo em torno de R$ 15 milhões, sendo R$ 10,4 milhões bancados para a construção do museu, entre outras cotas.

Desde que o clube anunciou a proposta e o interesse em trocar de fornecedora, as vendas da Olympikus despencaram, e o prejuízo aumenta a cada mês. A Adidas aceita adiantar R$ 25 milhões seis meses antes de o vínculo entrar em vigor. Parte dessa antecipação poderia ser usada para quitar o débito com a Olympikus.

Flávio Godinho, membro do conselho do grupo EBX, principal alicerce do candidato a presidente do Flamengo Wallim Vasconcellos, foi levado por Hélio Ferraz para a reunião com os executivos da Adidas na semana passada em São Paulo. A iniciativa do vice-presidente geral de convidar um integrante da oposição causou mal-estar no clube.



Por cotovelada e laser, Cáceres e Flamengo serão julgados na segunda


Cáceres (Foto: Alexandre Loureiro/VIPCOMM) O volante Cáceres e o Flamengo serão julgados pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) na segunda-feira. No jogo contra o Atlético-MG, no dia 26 de setembro, o paraguaio foi flagrado dando um soco no zagueiro Réver e pode pegar até 12 jogos de suspensão. Já o clube será julgado pelo laser no estádio, podendo ser multado em até R$ 100 mil.

O artigo que o jogador rubro-negro será enquadrado é o 254-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) e prevê pena de quatro a 12 jogos.

Já pela acusação do uso de um laser por um torcedor rubro-negro, o procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt revelou que o Flamengo será enquadrado no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que pune o clube que "deixa de tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordens em sua praça de desporto"

- As imagens são claras. Os torcedores do Flamengo fizeram uso do laser para prejudicar os atletas do time adversário e, por isso, o clube será enquadrado no artigo 213 - afirmou o procurador, em entrevita ao LANCENET! no dia 27 de setembro.

Dorival vê perspectiva positiva para o Fla: ‘Jogadores abraçando a causa’



dorival junior adryan flamengo treino (Foto: Maurício Val / Vipcomm)
A derrota por 1 a 0 no Fla-Flu do último domingo freou a escalada do Flamengo no Campeonato Brasileiro, mas não tirou o ânimo do grupo ou de Dorival Júnior. Apesar do resultado negativo, o técnico enxergou virtudes na equipe, que em muitos momentos do clássico conseguiu ser melhor que o líder da competição. O Rubro-Negro continua em situação incômoda na tabela. É apenas o 11º colocado, com 34 pontos. Por enquanto, o tema rebaixamento anda escondido pelos lados do Ninho do Urubu, mas não completamente esquecido.

- É lógico que sempre se cria uma incógnita e algumas incertezas. Na minha concepção, mesmo nos jogos que perdemos antes desses (contra Flu, Atlético-GO, Atlético-MG e Grêmio), fomos levemente superiores, mas não tivemos o resultado. Na minha opinião, anteriormente a essas quatro apresentações, tirando o jogo do Internacional, o Flamengo havia sido melhor que o resultado. A equipe vinha apresentando um futebol bem melhor, mas em razão da sequência dos resultados negativos, tudo foi colocado no mesmo pacote – avaliou o técnico.

Antes de superar o Atlético-GO por 2 a 1, fora de casa, o Flamengo havia ficado sete partidas sem vencer, sendo quatro derrotas e três empates. O Z-4 ficou pertinho, pertinho, mas a vitória sobre o vice-líder Atlético-MG, há uma semana, trouxe um bocado de tranquilidade. O treinador não se empolga com a melhora do time e prefere traçar os objetivos pouco a pouco.

- Eu prefiro que nós continuemos como estamos, trabalhando rodada a rodada, e a própria condição da equipe vai nos mostrando o caminho a seguir. Ainda são muitos pontos em disputa. Temos situações pré-definidas, mas passíveis de alteração. É esse o caminho, os jogadores estão abraçando a causa. O resultado seguinte é uma interrogação, mas a perspectiva agora é mais positiva.

O Flamengo recebe o Bahia nesta quinta, às 21h (de Brasília), no Engenhão. O Rubro-Negro está praticamente definido, mas Dorival ainda tem dúvidas. No meio, Amaral e Renato disputam uma vaga. Cáceres vai para o banco. Suspensos, Vagner Love e Ramon não jogam. A provável formação: Felipe, Wellington Silva, Frauches, González e Magal; Amaral (Renato), Ibson, Léo Moura e Cleber Santana; Liedson e Hernane.




Em amistoso com clima de final, Flamengo vence Brasília no Rio


Flamengo x Brasilia Basquete (Foto: Fernando Azevedo / Fla Imagem)
Os dois maiores rivais do basquete brasileiro se encontraram nesta quarta-feira para o que deveria ser apenas um amistoso de preparação para a Liga Sul-Americana e o NBB. Na prática, o clima da partida entre Flamengo e Brasília estava mais para uma final de campeonato do que para um confronto casual. Com direito a disputa acirrada e reclamações da arbitragem, as principais equipes do circuito nacional se enfrentaram com notório equilíbrio. Apoiado pela torcida que compareceu em peso ao ginásio do Tijuca Tênis Clube, no Rio de Janeiro, o reformulado Flamengo levou a melhor e derrotou o adversário por 91 a 83.

- Hoje eu senti na pele a rivalidade entre Flamengo e Brasília. De amistoso, este jogo não teve nada. É claro que sempre queremos bater o Brasília, que é um adversário de respeito, tricampeão do NBB. Mas a partida serviu para testar os jogadores, para analisar os pontos fortes e fracos da equipe. Com isso, eu vou conseguir traçar um plano de trabalho dentro do Flamengo e fortalecer o time - afirmou o técnico José Alves Neto, que esteve à frente do Joinville na temporada anterior.

Cestinhas do jogo, Olivinha, do Flamengo, e Guilherme, do Brasília, marcaram 19 pontos cada. O time da casa ainda teve Marcelinho, com 17, e Marquinhos, com 10, entre os destaques. Do lado brasiliense, Arthur, com 18 pontos, e Nezinho, com 17, também ajudaram a engordar o placar.

Em plena campanha pelo oitavo título do estadual, o Flamengo entrou em quadra com o elenco principal quase completo. Apenas o pivô Caio Torres ficou fora do amistoso. Já o Brasília estava desfalcado do capitão Alex, poupado por dores musculares, e do ala Danilo Pinnock, reforço trazido dos Estados Unidos. O americano, com passagens por três equipes da NBA, está resolvendo questões relacionadas ao visto de trabalho para jogar no Brasil.

- Seria muito importante contar com o Alex e o Pinnock para uma disputa tão acirrada quanto essa. O Alex até queria vir, mas preferi poupá-lo. Nossa prioridade é a Liga Sul-Americana. Eu sabia que seria difícil ganhar do Flamengo aqui, com a torcida da casa. Mas o jogo foi muito importante, consegui testar o Isaac e o Ronald, que são duas promessas que começam a despontar na equipe. É uma preparação fundamental para as próximas competições - disse José Carlos Vidal, técnico do Brasília.

O amistoso no Rio serviu de preparação para a Liga Sul-Americana e o NBB (Foto: Divulgação) 
O amistoso no Rio serviu de preparação para a Liga Sul-Americana e o NBB (Foto: Fernando Azevedo)
 
Logo nos primeiros minutos, as duas equipes evidenciaram o equilíbrio que marcaria o confronto. O Flamengo abriu o placar e chegou a ter cinco pontos de vantagem, mas o Brasília não deixou por menos e diminuiu a diferença para três. A equipe rubro-negra só conseguiu ampliar a frente nos últimos minutos do primeiro quarto, quando o ala Isaac, do Brasília, fez uma falta intencional no armador Gegê, que acertou uma cesta e aumentou a vantagem carioca para nove pontos. O time visitante conseguiu reduzir a diferença com uma cesta de três no final, e o Flamengo fechou o primeiro quarto em 31 a 23.

O Brasília reagiu no segundo quarto. O Flamengo abriu a parcial com uma cesta de três, mas sofreu um apagão logo em seguida. O adversário aproveitou a oportunidade para fazer 10 pontos em sequência. O técnico Neto pediu tempo, incentivou os jogadores e conseguiu reverter a situação. O rubro-negro recuperou o ritmo e chegou a fazer 41 a 35. Com Nezinho e Guilherme comandando a ofensiva do Brasília, o quarto terminou com vantagem menor para o Flamengo, em 49 a 43.

Apoiado pela torcida da casa, o Flamengo derrotou o Brasília por 91 a 83 (Foto: Divulgação)
Mas o rubro-negro mostrou mais ritmo de jogo no segundo tempo. Com mais domínio em quadra, o time da casa conseguiu ampliar a vantagem e despontou no placar, fechando em 68 a 57. O ala-armador Marcelinho jogou apenas o suficiente para fazer uma cesta de três e foi para o banco, mas o ala Marquinhos incorporou a postura agressiva da equipe carioca. Com Marcelinho de volta, o Flamengo consolidou a vantagem no último quarto, já que Brasília não conseguiu ameaçar a vitória do rival. Em uma parcial morna, sem grandes reviravoltas, Benite e Olivinha foram os destaques da equipe carioca, que fechou a disputa por 91 a 83.

Antes de disputar três amistosos na Argentina, todos em Buenos Aires, contra Boca Juniors, Lanus e Vélez, o Flamengo enfrenta o Tijuca Tênis Clube no Ginásio da Gávea, nesta sexta-feira, pela última rodada do primeiro turno do Estadual.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Falta de luz cancela jogo da Seleção, que requisita taça do Superclássico



A falta de luz no Estádio Centenário de Resistência suspendeu a realização do confronto entre Brasil e Argentina, nesta quarta-feira, pela decisão do Superclássico das Américas. Enquanto a imprensa local divulgou que o apagão teria acontecido por causa de um incidente envolvendo o ônibus do time canarinho, os organizadores do evento deram duas versões para o cancelamento do duelo: o horário do voo da Seleção, marcado para 1h30m (de Brasília), e que os refletores teriam sido acesos com antecedência e acabaram não suportando até o início do jogo.

O goleiro Jefferson falou da decisão tomada pela organização da partida.

- Foi uma decisão unânime do grupo. Eles nos consultaram, e esperamos ate o último minuto - afirmou o goleiro na saída do estádio.

Com o cancelamento da partida, os jogadores aproveitaram para comer no vestiário pizzas pedidas de uma das lanchonetes do estádio. Em seguida, o grupo seguiu para o aeroporto de Resistência para retornar ao Brasil. No regulamento do Superclássico, independentemente de o Brasil ter vencido a partida de ida (2 a 1, em Goiânia), o campeão do torneio será decidido em comum acordo entre a CBF e a AFA.

- Pela lógica, nós somos os campeões, mas temos que esperar o desejo de todos - disse o diretor de Seleções da CBF, Andrés Sanches.

O dirigente afirmou ainda que não existe a possibilidade da realização de uma nova partida.

- O nosso calendário já está apertado. Não existe a possibilidade de ter outro jogo.

O motorista do ônibus da Seleção, Gustavo Bolla, que conduziu o time canarinho até a arena, negou que tenha batido no trailer de energia do estádio. Coincidência ou não, o primeiro apagão aconteceu quando os jogadores deixavam o veículo na chegada até o vestiário.

Iluminação Estadio Argentina x Brasil (Foto: Agência AFP) 
Jogadores de Brasil e Argentina conversam com o árbitro Enrique Osses (Foto: Agência AFP)

As duas equipes entraram pontualmente no campo e seguiram todo o cronograma até o pontapé inicial. Antes de tentarem iniciar o jogo, "curtiram" dois cantores argentinos responsáveis pela execução dos hinos nacionais de Argentina e Brasil. Mas... A luz não voltou. O árbitro conversou várias vezes com o goleiro Jefferson e o zagueiro Sebá Dominguez, capitães das seleções, e decidiu pelo retorno das duas equipes ao vestiário para a normalização da situação.

Até as 23h10m (de Brasília), o refletor principal seguia apagado e impedia a realização do confronto. Assim, CBF e AFA decidiram cancelar a partida. Segundo a TV Globo, a organização do estádio chegou a requisitar um novo gerador. Porém, por volta das 22h40m (de Brasíllia), a previsão era de que o aparelho só estaria no local em 30 minutos. Fato que não se concretizou.

- Apagou tudo, não mudou nada. Vamos aguardar no vestiário. Estávamos aquecidos, preparados, mas não deu para começar a partida - afirmou Lucas antes de sair de campo.

Por causa do atraso no início da partida, a seleção brasileira viveu outro dilema até a decisão de cancelamento do confronto. O voo fretado que conduziu o grupo até Resistência só poderia pousar no aeroporto de Guarulhos até as 4h30m (de Brasília). Com isso, a programação do time canarinho ficou apertada para cumprir o itinerário e os horários estipulados para o retorno a São Paulo.



Reunião do Conselho do Fla tem distribuição de camisas oficiais

Conselheiros do Flamengo, ao chegar nesta quarta-feira à noite para a reunião extraordinária do Conselho Deliberativo que decidiria sobre o tamanho permitidos dos logos dos patrocinadores no uniforme do clube, foram surpreendidos por uma pessoa que distribuía camisas oficiais do time de futebol, fabricadas pela Olympikus.

Segundo conselheiros, a pessoa que distribuía as camisas era um funcionário do clube e que estava distribuindo as camisas a pedido da empresa de material esportivo.O suposto interesse da OLK seria o de tentar barrar a aprovação do contrato com a Adidas. O LANCE! tentou falar à noite com a assessoria da OLK, para confirmar a informação, mas não teve sucesso.

A medida provocou reação de insatisfação entre alguns conselheiros, que criticaram uma suposta tentativa de suborno. Mesmo assim, muitos aceitaram o presente.

O contrato entre Flamengo e Adidas ainda não está definido e, por isso, não havia nem a expectativa de pudesse ser votado nesta noite.

A reunião decidiu não tomar nenhuma decisão sobre a pauta e deicidiu-se que ela vai continuar em data a ser definida. A reunião desta quarta foi convocada com 13 dias de antecedência.



A versão de Adriano: boate, hotel e ida a São Paulo para festa infantil



Depois de se pronunciar pelo Twitter, o atacante Adriano detalhou na noite desta quarta-feira, através de sua assessoria de imprensa, a sua versão para os acontecimentos do último fim de semana, quando faltou aos treinos do Flamengo na sexta à tarde, no sábado e no domingo. Em nota oficial enviada ao GLOBOESPORTE.COM, a assessora do jogador, Renata Battaglia, diz que o jogador foi a uma boate na Barra da Tijuca na noite de sexta e dormiu no Hotel Sol da Barra, no mesmo bairro do Rio, acompanhado. Ele deveria ir ao treino do Rubro-Negro às 9h30m de sábado, mas não apareceu na Gávea. Segundo a assessoria, ele foi para casa no sábado e, em seguida, para o aeroporto, de onde embarcou para São Paulo.

Junto à nota, Renata enviou uma foto que mostraria Adriano no aniversário da filha de um amigo em São Paulo - de camisa preta ao lado de dois amigos. Mais cedo, a assessora havia publicado no Twitter outra foto - com a legenda "olha onde o @adrianoimperador estava" - de camisa branca e com duas crianças.

A razão da viagem para São Paulo seria o aniversário da filha de Thiago Rivera, amigo de Adriano. Ainda segundo a nota enviada por Renata, Adriano voltou de São Paulo no domingo (e, apesar disso, não compareceu ao treino previsto no Ninho do Urubu). Renata enviou também a nota fiscal emitida nesta quarta-feira pela empresa Travel Flash, de Niterói, do fretamento do jatinho que, segundo ela, levou o jogador para São Paulo.

 
 O GLOBOESPORTE.COM telefonou para a Travel Flash - que confirmou que o avião foi fretado - e informou um cronograma um pouco diferente do apresentado pela assessoria do jogador:

- Eles fretaram conosco o avião que saiu do Rio no sábado umas 17h ou 18h... do Galeão para Congonhas. E voltaram ao Rio na segunda-feira ao meio-dia saindo de Congonhas e pousando no Santos Dumont - disse Pablo Cardoso, um dos donos da empresa.

Pablo passou para a reportagem o telefone do comandante Wilson Braga, que teria sido o responsável pelo voo. Braga inicialmente disse que não havia levado "Adriano algum" para São Paulo. Cinco minutos depois, em novo telefonema, mudou de ideia:

- Ele realmente viajou comigo. Eu não queria falar porque era uma informação privada de um passageiro.

No Hotel Sol da Barra, a recepção confirmou a hospedagem de Adriano - mas também informou datas diferentes.

- Ele entrou aqui na quarta, dia 26. E saiu no domingo, dia 30 - disse um funcionário.

Ligação em espera

Em contato por telefone, Renata Battaglia afirmou que Adriano não conseguiu falar com o diretor de futebol do Flamengo, Zinho, para avisar que faltaria ao treino de sábado porque não conhece plenamente as funções de seu telefone celular. Segundo a assessora, no momento em que Zinho ligou, o atacante conversava com a mãe ao telefone, para desabafar sobre seu momento difícil, e não conseguiu deixar a ligação em espera. Na sequência, em vez de retornar a ligação, o jogador preferiu mandar uma mensagem de texto ao dirigente.

Em reportagem publicada nesta quarta-feira, o GLOBOESPORTE.COM informou que Adriano passou parte do fim de semana na favela do Chapadão. E que, na manhã de sábado, o jogador enviou algumas mensagens de SMS para o gerente de futebol, Zinho, avisando que não treinaria e pedindo que ele "segurasse essa" - ou seja, perdoasse mais uma falta. A assessoria confirmou que Adriano enviou uma mensagem - mas negou que ele tenha estado na favela - dizendo que ele foi do hotel para casa e de lá direto para São Paulo.

Segundo Pablo Cardoso, o embarque do jogador só se deu na tarde de sábado. Outra divergência entre os relatos da assessoria e da agência é a data do retorno de Adriano. Segundo Cardoso e o comandante Braga, o atleta voltou de São Paulo na segunda de manhã (11h30m) - direto pro treino. Na nota, Renata Battaglia informou que o jogador voltou da viagem no domingo. Adriano não compareceu aos treinos de sexta, sábado e domingo no Flamengo.

 

Flamengo reconhece falhas na área de recursos humanos e diz que 'estão sendo corrigidas'


Michel Levy - Flamengo (Foto: Bruno de Lima)O Flamengo, enfim, se pronunciou sobre os graves problemas apontados na área de recursos humanos por uma auditoria independente, revelada pelo LANCENET! no último sábado. O vice de finanças do clube, Michel Levy, explicou que as falhas de ordem administrativa mostradas no relatório, dentra as quais estão dinheiro referente a tributos e contribuições retido e atraso em pagamento de férias e cessão de imagem a empregados, estão sendo corrigidas pelo clube.

As explicações, por sua vez, são vagas e sucintas mediante um relatório que traz 16 páginas, apontando problemas administrativos graves. O clube também usou o direito de se manifestar para atacar gestões anteriores, cuja pendências também são apontadas no estudo realizado pela diretoria.

O LANCENET! apurou que Fernando Sihman, marido de Patricia Amorim, foi um dos responsáveis por cobrar uma posição do vice de finanças e também por influenciar como seria elaborada a resposta.

O Flamengo precisou de quatro dias para chegar a um consenso sobre as explicações. Só no sábado, foram dadas à reportagem três versões distintas e a promessa de uma resposta na terça-feira, fato que não aconteceu.

A divulgação do estudo causou um mal estar dentro do clube. Na segunda-feira, a presidente Patricia Amorim foi questionada por Sylvio Capanema, presidente do Conselho Deliberativo.

A publicação da resposta do Flamengo na íntegra, enviada ao LNET! por email, segue abaixo:

Auditoria na Área de Recursos Humanos

Em razão da reportagem publicada na edição do último sábado, 29 de setembro, no Jornal Lance, o Clube de Regatas esclarece que após a publicação do Balanço de 2011, solicitamos a empresa Loudon Blomquist Auditores Independentes, um relatório com comentários e recomendações, mostrando o diagnóstico de possíveis falhas no setor de Recursos Humanos do clube.

Encontramos o clube em janeiro de 2010 com os cofres totalmente vazios, inclusive com os funcionários sem terem recebido o mês de dezembro e 13º salários. Isso sem contar que o prêmio de R$ 5 milhões recebido pelo título do Campeonato Brasileiro de 2009 não foi pago ao futebol e sim usado para outras dívidas. Essa administração tem o orgulho de dizer que paga seus funcionários e está há 34 meses com salários em dia. Além disso, esta administração também passou a pagar férias aos jogadores de futebol, fato que não acontecia nas gestões anteriores.

Vale lembrar também que o maior prejuízo apresentado em Balanços do Flamengo, foi no Exercício de 2007, no valor de R$59.233.249,04. Entre 2004 e 2009, os prejuízos atingiram a soma espantosa de R$127.818.305,98, valor superior aos aportes da ISL. Afirmamos que as falhas apontadas pelos Auditores Independentes estão sendo corrigidas. As Contribuições e Tributos decorrentes da Folha de Pagamento, estão em processo de parcelamento.

A razão do referido relatório foi justamente buscar subsídios necessários a reestruturação dos departamentos de contabilidade, Finanças e Recursos Humanos. Nosso trabalho é sério, e eficiente. O relatório dos auditores é uma importante ferramenta de trabalho para os novos profissionais contratados: Diretor Executivo Financeiro, Contador e Controller.



De volta ao time, Hernane lembra que fez gol sobre Bahia: 'Espero mais um'



Depois de quase ser negociado com o Avaí, o atacante Hernane ganhou uma nova chance no time titular do Flamengo. Ele vai ser titular no jogo desta quinta-feira, contra o Bahia, no Engenhão. O atacante vai assumir a vaga do suspenso Vagner Love. Curiosamente, o último gol de Hernane pelo Flamengo foi diante do Bahia, na vitória por 2 a 1, no primeiro turno do Brasileiro. A ordem agora para o camisa 22 é repetir a dose.

- É uma nova oportunidade, contra uma equipe que já fiz gol. Quero agradecer a Deus por mais uma chance e espero ajudar muito o Flamengo, fazendo mais um gol contra o time do Bahia - disse o atacante ao site oficial do Flamengo.

Natural de Bom Jesus da Lapa, na Bahia, Hernane ressalta que os meses no Rio de Janeiro já o fazem sentir com espírito de quem é nascido no local.

- Sou um baiano com um pouco do carioca (risos). Sobre o jogo, posso dizer que trabalhei bastante e agora quero aproveitar esta chance da melhor maneira - acrescentou.

Por fim, Hernane comentou a parceria que fará com Liedson no ataque. Os dois ainda não tiveram a oportunidade de atuar juntos neste Brasileiro.

- O pouco que a gente treinou já deu para conversar. A torcida pode esperar garra e muita vontade para vencer essa partida - finalizou.

A bola rola para Flamengo x Bahia às 21h desta quinta-feira, no Engenhão.


Pendurado, Wellington Silva corre da suspensão: 'Não quero sair mais'



Dos jogadores relacionados por Dorival Júnior para enfrentar o Bahia, seis estão pendurados. Adryan, Amaral, Ibson, Liedson, Renato e Wellington Silva vão jogar sob risco de suspensão em caso de nova advertência. Um problema para o lateral-direito Wellington Silva. Titular do Flamengo nas últimas quatro rodadas do Campeonato Brasileiro, ele ganhou a posição pelo bom desempenho e pelo deslocamento de Léo Moura para o meio-campo. Agora, o camisa 25 diz que fará de tudo para não sair da equipe.

- Dorival colocou o Léo no meio e não sabia que isso aconteceria tão cedo. Disse para o Léo ficar no meio-campo porque eu não quero sair mais. Só que estou com dois cartões. Até agora não tomei e quero que fique assim até acabar o campeonato. Se faço uma falta no jogo, chego para o juiz, concordo com a marcação, mas digo que não foi para cartão, que foi sem querer (risos). Vamos ver até quando.

renato abreu wellington silva Felipe flamengo treino (Foto: Alexandre Vidal / Flaimagem) 
 Wellington Silva conversa com Renato e Felipe no treino do Flamengo (Foto: Alexandre Vidal / Flaimagem)
 
Wellington disputou 11 jogos desde que chegou ao Flamengo, após o Campeonato Carioca. Foi titular dez vezes. Nas últimas partidas, conseguiu se destacar, principalmente contra Atlético-GO, Atlético-MG e Fluminense. Houve um momento em que nem era relacionado por Joel Santana, mas ganhou chances com a troca de comando.

- Agradeço ao Dorival por ter visto o meu empenho. Mas não posso ficar acomodado. Se está bom, tem que melhorar. Tenho que procurar a perfeição.

Nesta quarta-feira, Dorival escalou o time com mudanças no último treino antes do jogo. O lateral-esquerdo Ramon e o atacante Vagner Love estão suspensos. Magal e Hernane vão entrar. No meio, há uma dúvida. Amaral e Renato disputam uma vaga. De volta após cumprir suspensão no Fla-Flu, Cáceres ficará como opção. A provável escalação: Felipe, Wellington Silva, Frauches, González e Magal; Amaral (Renato), Ibson, Léo Moura e Cleber Santana; Liedson e Hernane.

Cariocas e baianos se enfrentam no Engenhão, às 21h. O Rubro-Negro é o 11º na tabela, com 34 pontos.




Renato ou Amaral? Dorival arquiteta formação do meio contra o Bahia


dorival junior adryan flamengo treino (Foto: Maurício Val / Vipcomm)
Recuperado da cirurgia no joelho direito feita no fim de agosto, Renato Abreu é uma das opções para o meio-campo do Flamengo. E a dúvida de Dorival Júnior para fechar o time titular para o confronto diante do Bahia, às 21h (de Brasília), no Engenhão, está justamente no setor. Léo Moura e Cleber Santana se mantém como meias, mas o técnico ainda não sabe se opta por manter Amaral ou colocar o camisa 11 ao lado de Ibson.

A indefinição se deve à preocupação com o jogo rápido do Tricolor baiano. Caso escolha Renato Abreu, Ibson joga como primeiro volante. Se Amaral ficar, o camisa 7 atua como segundo. Dorival Júnior explicou as implicações de cada escolha.

- Com o Renato Abreu, teremos uma saída de bola mais dinâmica, uma transição mais rápida, mas perdemos no desarme, porque não teríamos um atleta desse ofício sem o Amaral. Mas é natural que percamos em algum aspecto. O Bahia é rápido, tem ótimo aproveitamento fora, merece cuidado e respeito - disse o comandante.

Renato Abreu voltou a ser relacionado entre os titulares no clássico contra o Fluminense. Ele chegou a entrar em campo na segunda etapa da partida e teve boa movimentação. Victor Cáceres, que cumpriu suspensão contra o Tricolor, deve ficar no banco.

Além da indefinição no meio, Dorival Junior não terá o lateral-esquerdo Ramon, expulso no domingo, e o atacante Vagner Love, suspenso. Magal substitui o camisa 6. No ataque, o comandante usou Hernane no coletivo desta quarta-feira e comentou a opção. Nixon, que vinha tendo chances durante as partidas, fica entre os reservas.

- Hernane tem se dedicado muito, merecido a oportunidade, mostrado em treinamentos. E a própria condição favorece. O Nixon vinha sendo o substituto imediato, mas ainda não o vimos numa partida por inteiro. Prefiro um jogador com um pouco mais de experiência, e o Nixon entrando em uma eventualidade durante os 90 minutos - relatou.

Hernane ganha uma oportunidade no time titular após quase ser envolvido na negociação que trouxe Renato Santos e Cleber Santana ao Rubro-Negro. Em um primeiro momento, ele foi cotado para defender o Avaí, mas optou por não deixar o Flamengo. Com isso, saíram o zagueiro Thiago Medeiros e o meia Erick Flores, que estava emprestado ao Boavista. Negueba também foi envolvido no acordo e defenderá a camisa do São Paulo em 2013.

O time que deve ir a campo contra o Bahia tem Felipe, Wellington Silva, Frauches, González; Amaral (Renato), Ibson, Léo Moura, Cleber Santana; Liedson e Hernane.



Funerária oferece caixões de times de futebol no interior do Ceará


Nem a morte os separa. Torcedor e time do coração podem continuar juntos eternamente, se depender da Funerária 'A Caminho do Céu'. No interior do Ceará, na cidade de Senador Pompeu, 275km de Fortaleza, o conhecido 'Seu Bananeira' oferece caixões estilizados, com clubes brasileiros de futebol.

Para continuar com o time no peito, mesmo sem o coração bater, o torcedor precisa aderir ao plano de R$ 25, cinco reais mais caro que o convencional. É uma espécie de consórcio, do qual participam 10 pessoas. Quando morre um, entra outro 'felizardo'. Se um caixão tradicional acaba custando aproximadamente R$ 700, o que carrega o emblema de um time pode custar até R$ 1200. O do Corinthians e do São Paulo, estilizados dos pés à cabeça e com alças mais trabalhadas, ultrapassam os R$ 1.800.

Caixões (Foto: Divulgação) 
Caixões de time, do 'modelo simples', custam R$ 1200 (Foto: Divulgação)

No estoque, há opções para amantes do São Paulo, Flamengo, Corinthians, Palmeiras, Ceará, Fortaleza e Botafogo. E Seu Bananeira já mandou buscar de mais dois times: Portuguesa e Grêmio.

- Mas esses são só pra enfeitar, porque são mais difíceis de sair - admite o empresário.

Há quatro anos, o mercado dos 'paletós de madeira' do futebol movimenta os apaixonados no interior cearense. O primeiro a aderir ao consórcio, no entanto, parece ser o que esbanja mais saúde. Afonso Janurário, o 'Caboco', de 54 anos, já encomendou o caixão do Corinthians, apesar da jovialidade.

- Aparento ter uns 40 anos, sou solteiro, namorador. E vou completo, com calça, camisa, tudo do Corinthians. Ainda vai ter o hino tocando quando eu for enterrado. Não quero ninguém chorando - brinca o metalúrgico.

Afonso quase foi para o andar de cima na final do Campeonato Paulista de 1988, contra o Guarani. Viu de perto o gol da vitória, por 1 a 0, marcado por Viola, mas resistiu à emoção. O dono da funerária não se importa com a resistência de seus clientes e até torce para que não morram.

- Quanto menos morrer, melhor, porque estou recebendo (dinheiro do consórcio) e não estou tendo despesas - confessa, com bom humor, Seu Bananeira.

Neste ano, um palmeirense e um flamenguista já partiram em seus respectivos caixões. No enterro do torcedor do Flamengo, foi uma festa só, como se o time tivesse acabado de conquistar mais um título.

Caixões (Foto: Divulgação) 
Caixões do Corinthians e do São Paulo têm modelos especiais e, por isso, custam mais caro (Foto: Divulgação)

'Faça o que eu digo, não faça o que eu faço'

Apesar de ter ficado famoso com a venda dos caixões estilizados, o dono da funerária não quer ser enterrado em nenhum deles. Aos 69 anos, é torcedor do Ceará, exigente, e espera algum que ofereça mais conforto.

- Até tenho o caixão garantido, mas não sei se vou nele não. Ainda não tem um do Ceará bem bonitão, tem que ter um mais bonito. Existe caixão de R$ 7 mil. O 'bicho' é tão bonito que dá vontade de morrer pra ir nele - brinca Seu Bananeira.

O torcedor e dono da funerária chega a ser tão fanático que batizou os filhos, netos e quem mais pôde com nomes que derivam de 'Gildo', maior ídolo da história do Vovô cearense, que atuou pelo Alvinegro de Porangabuçu nos anos 1960.

A partir do filho, Gildo, surgiram Gildivânia, Gilvânia, Gilvan, Gildicelia e por aí vai. Se irão morrer, no estilo mais alvinegro, ainda não se sabe. Mas, se forem tão exigentes quanto o precursor da ideia, precisarão juntar as economias para encomendar 'algo de luxo'.