terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Felipe ocupa lugar deixado vago por Bruno no Flamengo

O número 1 nas costas, negro, polêmico e pegando pênalti do Botafogo em uma partida decisiva. Herói da classificação do Flamengo para a final da Guanabara deste ano, Felipe fez os torcedores rubro-negros lembrarem do goleiro Bruno, que no passado, cansou de destruir os sonhos dos adversários.

O Paredão da Gávea confessou que já esperava as comparações com Bruno e ao contrário do que as pessoas esperavam, mostrou orgulho em ser igualado a um ídolo do Flamengo.

– Quando cheguei, falei que estava assumindo a vaga de um ídolo. Bruno era referência, era o capitão da equipe. Cheguei sabendo que haveria comparações. Tinha certeza disso – disse o Paredão, para em seguida completar.

– Só não quero ser chamado de novo Bruno. Quero ser o Felipe. Porém, sei que ele era mesmo um monstro aqui no Flamengo.

Aos poucos, Felipe vem ganhando a confiança dos torcedores e as duas defesas de ontem contra o Botafogo podem ajudar o goleiro a se tornar um novo ídolo do clube. Uma das vantagens do Paredão é que os torcedores não aguentavam mais as atuações de Marcelo Lomba.

A irritação da torcida ajudou Felipe, já que os rubro-negros estavam receptivos a alguém que pudesse, enfim, substituir Bruno à altura. Em Londrina, por exemplo, alguns torcedores já idolatravam Felipe, mesmo antes de ter entrado em campo.

No grupo de jogadores, o goleiro também vem conquistando o seu espaço. A desconfiança inicial, por causa de problemas no Corinthians, ficou para trás. Um exemplo disso é que hoje, dia em que Felipe completa 27 anos de idade, uma comemoração especial está sendo marcada.

– Ih, irmão! Vai passar no corredor! Se prepara Paredão! – disse Léo Moura no Twitter.


AS SEMELHANÇAS

As semelhanças entre Felipe e Bruno não se limitam apenas ao fato de os goleiros se destacarem como bons pegadores de pênaltis.

Aniversariante do dia, Felipe também nasceu no mesmo ano do ex-flamenguista. O atual camisa 1 completa hoje 27 anos, idade que será atingida por Bruno no dia 23 de dezembro deste ano.

A estatura e o porte físico dos goleiros também são parecidos. Felipe tem 1,90m e é apenas um centímetro mais baixo do que Bruno.

Além dos aspectos físicos, os dois goleiros têm em comum um outro aspecto que diz respeito às personalidades.

Ambos demonstraram, ao longo de suas carreiras, um temperamento forte marcado, muitas vezes, por polêmicas fora de campo.

Bruno, por exemplo, está preso e responde processo pela morte e desaparecimento do corpo de Eliza Samudio. O goleiro também já havia se envolvido em um episódio em Minas Gerais, após um jogo do Flamengo, quando foi acusado de agredir garotas de programa.

Bruno também entrou em divergências com Petkovic na Libertadores do ano passado.

Já Felipe deixou o Corinthians após trocar farpas via imprensa com o presidente do clube paulista, Andrés Sanchez.





Olelê, olalá, o Bruno vem aí e o bicho vai pegar!!!

Mencionado por Felipe após a vitória do Flamengo sobre o Botafogo nos pênaltis, na semifinal da Taça Guanabara, Bruno tenta retomar sua rotina de jogador dentro do Presídio Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, onde está preso desde julho de 2010.

Na segunda-feira, a determinação da juíza da Vara Criminal de Contagem para que o jogador pudesse utilizar equipamentos em seus treinos foi acatada pela Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi) de Minas.

Foi autorizado ao goleiro o uso de meião, caneleira e bola para as atividades durante o banho de sol. Antes da aprovação, o órgão avaliou as questões de segurança da autorização do pedido.

Sem esse aval, Bruno poderia apenas se exercitar no pátio com os demais presos, mas sem fazer o uso de equipamentos próprios.

Pessoas ligadas a Bruno e alguns ex-companheiros de Flamengo confirmaram que o goleiro já estava planejando retomar os treinamentos com bola para manter a forma.

Desde o aguardo da autorização do requerimento por parte das autoridades, Bruno tem feito atividades individuais no presídio, segundo contou seu advogado.

Claudio Dalledone Junior esteve durante toda a segunda-feira em Minas Gerais para visitar seu cliente.

Ele não soube informar se Bruno acompanhou o clássico entre Flamengo e Botafogo, no domingo.

A Suapi informou que o goleiro tem uma televisão disponível em sua cela, mas a administração do presídio não tem controle do conteúdo do que é visto por Bruno.

A reportagem apurou que não é permitido o uso de antena parabólica. Portanto, Bruno não conseguiu assistir, ao vivo, ao jogo pelo fato de o clássico carioca não ter sido transmitido pelas televisões abertas de Minas Gerais.

Bruno e mais outras três pessoas irão a júri popular pela morte e ocultação do cadáver de Eliza Samudio. Eles também respondem pelo sequestro da jovem. A data do julgamento ainda não foi divulgada.
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COM A PALAVRA

Claudio Dalledone Junior - Advogado de Bruno

"Bruno é um atleta e está mantendo a forma da maneira dele, fazendo exercícios físicos, aguardando pelo momento de sua liberdade, dentro do que foi permitido pela juíza. Não sei dizer com precisão qual é a rotina de trabalho. Não tem essa especificidade. Ele tem apenas treinado. Está dentro de um presídio e claro que não tem a estrutura e o espaço que tinha quando estava no clube. Tudo é bem limitado nesse espaço. Nada chega perto do nível que ele precisaria para desenvolver suas atividades habituais e rotineiras como jogador de futebol."



Flamengo e CBF se reaproximam e estudam criação do Clube dos 7

A decisão repentina da CBF em reconhecer o Flamengo como campeão brasileiro de 1987 deixou muitos rubro-negros felizes. Porém, a sentença não foi baseada em questões de mérito, mas numa manobra da CBF e do Flamengo para enfraquecer o Clube dos 13.  O LANCENET mostra os bastidores e toda a política que resultou na oficialização do título mais polêmico do cenário nacional.

A reunião entre Flamengo e CBF da última segunda-feira não foi marcada nesta data por acaso. Patricia Amorim, Ricardo Teixeira (presidente da CBF) e Rubens Lopes (presidente da Ferj) estavam presentes na sala que decidiu, enfim, reconhecer o Flamengo como campeão de 1987. A decisão era o primeiro passo de uma reaproximação entre as duas partes e um recado foi bem dado para o C13: o Flamengo, clube de maior torcida do país, havia trocado de lado na guerra.

Antes, o Rubro-Negro e o C13 eram oposição ferrenha  à CBF. Entretanto, o Flamengo se sentiu sem o apoio na luta pelo reconhecimento do título de 1987. Uma proposta do Corinthians balançou os dirigentes na Gávea: a ideia é a criação do Clube dos 7, idealizada pelo presidente Andres Sanches, com principal intuito de brigar por uma maior fatia nas cotas de televisivas, contando com o apoio dos grandes clubes das principais capitais brasileiras. A intenção é de que Flamengo e Corinthians recebam bem mais do que os outros clubes nas novas cotas de televisão.

Logo após saber da oficialização do título, o presidente Andres Sanches ligou para Patricia Amorim para parabenizá-la pela conquista e acertar os próximos passos do projeto.

- Até agora, o Flamengo tem agido muito bem com os nossos coirmãos. Mas se cada um quiser brigar pelos seus interesses, vai ser melhor para o Flamengo - disse a presidente Patricia Amorim em entrevista coletiva na Gávea, referindo-se às cotas televisas.

Flamengo e CBF não se entendiam há alguns anos e o presidente Ricardo Teixeira chegou a ser ameaçado de expulsão do quadro de sócios do clube.

- Nós nem nos falávamos, mas depois dessa decisão, a relação com a CBF melhorou - limitou-se a dizer Patricia Amorim.

Reunião na quarta-feira

O Clube dos 13 tem uma reunião marcada para esta quarta-feira. Em pauta estão justamente as cotas televisivas de 2012. O contrato com a Globo se encerra no fim deste ano e a Record já anunciou que vai fazer uma proposta bem superior à atual. Porém, o Flamengo está prestes a anunciar que irá romper com a entidade e, para isso, enviará o vice presidente Hélio Ferraz.

- Ainda não há rompimento, pelo menos por enquanto. Ficamos chateados, sim, com a atitude de alguns clubes e vamos brigar sempre pelo interesse do Flamengo - explicou Patricia.
Apoio da Federação

O pedido para o reconhecimento do título brasileiro de 1987 partiu da Federação Carioca de Futebol (Ferj). O Flamengo entrou como parte interessada e o apoio da entidade foi fundamental.

O bom relacionamento entre as duas partes é tão boa, que o Flamengo pegou um empréstimo de R$ 5 milhões com a Ferj e deu como garantia uma parte das cotas de televisão. O presidente do Conselho Fiscal, Leonardo Ribeiro não vê problemas na manobra.

- O Flamengo apenas adiantou o dinheiro e deu a garantia. O clube não está devendo nada nesse caso - disse.


segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Novo Basquete Brasil

Calendário


Fevereiro/ 2011


23/02 Quarta
Brasília x Flamengo

25/02 Sexta
Pinheiros x Flamengo

27/02 Domingo
Paulistano x Flamengo



Campeão da 2ª divisão, reconhecido pela CBF


Alessandro babacão!

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Flamengo poderá ter reforços para a final

O volante Maldonado e o atacante Wanderley poderão reforçar o Flamengo na final da Taça Guanabara. A expectativa do departamento médico é de que a semana sem jogos seja propícia para a recuperação dos rubro-negros.

- Eles serão avaliados na terça pela tarde. Estamos esperando alguma coisa postiva para os dois jogadores - explicou o médico Marcelo Soares.

Os jogadores fizeram um trabalho na fisioterapia nesta segunda-feira, enquanto o restante do grupo está de folga.

Maldonado está com dores no tornozelo esquerdo e ficou fora do clássico contra o Botafogo no fim de semana. Já Wanderley sente um incômodo no joelho direito e não atua há quatro partidas.

No domingo, o Flamengo enfrentará o Boavista pela final da Taça Guanabara.




Renato Gaúcho: 'Eu sempre me considerei campeão brasileiro de 87'

O técnico Renato Gaúcho, campeão brasileiro pelo Flamengo em 1987, foi mais um a comemorar a oficialização da conquista pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), nesta segunda.

O treinador do Grêmio mostrou-se satisfeito com o reconhecimento do seu trabalho e dos seus companheiros.

- Eu sempre me considerei campeão crasileiro de 1987. Conquistamos o título de forma legítima, dentro de campo, que é como deve ser. Mas fico feliz de, mesmo depois de tanto tempo, terem reconhecido o trabalho daquele grupo fantástico — disse Renato através de sua assessoria de imprensa.







Desconstruindo o “esquadrão” do Flamengo campeão brasileiro de 1987

Ao assumir o Flamengo com treinador efetivo sucedendo Antônio Lopes após várias experiências com interino, o técnico Carlinhos achou a formação ideal do time rubro-negro logo em sua estréia, na segunda rodada da Copa União 1987. Os mesmos onze titulares que levantariam a taça meses depois. Mas se possuía jogadores que serviram e serviriam à seleção de forma relevante e hoje pode ser visto como um timaço, a equipe rubro-negra tinha problemas e limitações no elenco que acabaram ofuscados pela brilhante conquista.

Na vitória de 2 a 1 sobre o vasco, o treinador do Fla, conhecedor das divisões de base do clube, trouxe para a equipe titular Leonardo, então com 17 anos, e Ailton e Zinho, dois jovens que haviam aparecido no ano anterior e não tiveram chances com Lopes. A idéia era mesclar a experiência de Leandro, Edinho, Andrade, Zico e Renato Gaúcho (ainda jovem, mas já campeão mundial interclubes e com passagens pela seleção principal) com a juventude de Zé Carlos, Jorginho, Leonardo, Ailton, Zinho e Bebeto.

Taticamente, a equipe atuava num 4-3-1-2, com Zico jogando solto e municiando a dupla de ataque. No meio, Ailton e Zinho corriam e marcavam por Andrade, que jogava na sobra, pegando a bola limpa. Na defesa, Jorginho tinha mais liberdade que Leonardo para apoiar.

Apesar do esquema bem pensado, o time tinha pontos críticos: a zaga já se mostrava envelhecida e tinha sérios problemas contra ataques mais velozes. Leonardo revelava a imaturidade e a ansiedade naturais para a sua idade e já mostrava as deficiências defensivas que o acompanhariam ao longo da carreira. Isso fazia com que Andrade ficasse mais plantado na cobertura. Como Aílton e Zinho não tinham “cancha” para ditar o ritmo no meio, a criatividade ficava toda por conta de um Zico que lutava contra os problemas crônicos no joelho e não conseguia ter uma sequência de jogos.

E pior: não tinha um substituto à altura. Sempre que o Galinho não atuava, Carlinhos apelava para Flávio, um volante lento e sem criatividade, ou utilizava o centroavante Kita (ex-Internacional de Limeira), mudando o esquema para um 4-3-3. À frente, Renato Gaúcho, em grande forma física e técnica, era o mais regular da equipe, até pela liberdade que tinha em campo.

Mas a movimentação do atacante atrapalhava Bebeto, seu parceiro na frente, que também era um jogador que gostava de circular, mas neste sistema precisava ficar mais fixo na área. No banco, Aldair e Zé Carlos II eram boas opções para a zaga, mas do meio para frente, Henágio, Vandick e Kita não mantinham o nível dos titulares.

Sem Zico, Leandro e Edinho na maioria das partidas do primeiro turno, o time teve uma campanha fraca, com apenas duas vitórias, três empates e três derrotas. No segundo turno, ainda sem o Galinho, a equipe venceu o Bota (1 a 0), empatou com o Grêmio (1 a 1) e perdeu para o Atlético-MG por 1 a 0 no Mineirão. Com a volta do camisa 10, a equipe embalou, venceu Palmeiras, Bahia e Santa Cruz (com atuação de gala de Zico, marcando três gols), empatou no Pacaembu contra o Corinthians e conseguiu a vaga na semifinal por conta do regulamento esdrúxulo. A lógica sugeria que o Galo, invicto e melhor equipe do grupo nos dois turnos, deveria se classificar diretamente para a final. Ou então o Grêmio, segundo melhor na colocação geral.

Coube ao Fla, segundo colocado no returno, acabar com a invencibilidade da equipe de Telê Santana com um gol de Bebeto no Maracanã. Partida na qual a torcida jogou mais do que o time e Zé Carlos garantiu atrás. Depois eliminar o time mineiro em Belo Horizonte numa partida épica, em que Renato Gaúcho, desafeto do treinador da equipe mineira, conseguiu o gol da vitória por 3 a 2 quando a derrota parecia certa. Novamente a equipe sentiu a ausência de Zico, que fez um gol e comandou a equipe no primeiro tempo e saiu para a entrada de Flávio, com o placar em 2 a 1, e assistiu do banco o sufoco e a redenção final.

Na decisão, contra um Inter limitado, mas guerreiro, o time de Carlinhos voltou a ter problemas na defesa e na armação. Mas a jogada de linha de fundo de Renato para Bebeto novamente deu certo no Beira-Rio, no empate em 1 a 1 (Amarildo marcou para o Colorado). No Maracanã, mesmo com o campo pesado, a equipe conseguiu tocar a bola de pé em pé até que ela chegasse a Bebeto, artilheiro da equipe nas finais, que tocou na saída de Taffarel. Era a consagração de um time que superou suas limitações e conseguiu um título inimaginável na época.

Zico e Leandro foram craques consagrados e encantaram o mundo na Copa de 82, Edinho foi o capitão em 86, no México, Andrade foi campeão mundial no Fla e serviu à Seleção algumas vezes, Renato Gaúcho foi o craque das Eliminatórias de 85, Zé Carlos foi à Copa de 90, Jorginho, Leonardo, Zinho e Bebeto foram tetracampeões mundias e Aílton ganhou vários títulos ao longo de sua carreira.

Mas naquela Copa União eles formaram uma equipe irregular e com sérias fragilidades, que cresceu no momento certo e garantiu o tetracampeonato que a CBF agora reconhece, dividindo o título com o Sport.


O time de Carlinhos: 4-3-1-2 com Andrade plantado à frente da zaga, Zico solto na criação se juntando a Renato Gaúcho e Bebeto. Um time irregular, mas talentoso e que cresceu no momento certo da Copa União 1987.

Campanha do Mengão até o título:

Fase de grupos – 1º turno
Flamengo 0×2 São Paulo – Muller (2);
Flamengo 2×1 vasco – Bebeto e Zico; Roberto Dinamite;
Santos 0×0 Flamengo;
Internacional 2×0 Flamengo – Heider e Luis Fernando;
Flamengo 0×1 Fluminense – Washington;
Flamengo 3×1 Coritiba – Kita (2), Wagner (contra); Marildo;
Goiás 1×1 Flamengo – Formiga; Zinho;
Flamengo 0×0 Cruzeiro;

Campanha: 8 jogos, 2 vitórias, 3 empates e 3 derrotas. 6 gols pró, 8 gols contra.
Colocação:

2º turno
Flamengo 1×0 Botafogo – Jorginho;
Flamengo 1×1 Grêmio – Andrade; Jorge Veras;
Atlético-MG 1×0 Flamengo – Renato;
Flamengo 2×0 Palmeiras – Renato e Aílton;
Bahia 0×2 Flamengo – Zinho e Bebeto;
Corinthians 1×1 Flamengo – Marcos Roberto; Aílton;
Flamengo 3×1 Santa Cruz – Zico (3); Cardim.

Campanha: 7 jogos, 4 vitórias, 2 empates, 1 derrota. 10 gols pró, 4 gols contra.
Colocação:

Semifinal
Flamengo 1×0 Atlético-MG – Bebeto;
Atlético-MG 2×3 Flamengo – Zico, Bebeto e Renato; Chiquinho e Sérgio Araújo;

Decisão
Internacional 1×1 Flamengo – Amarildo; Bebeto;
Flamengo 1×0 Internacional – Bebeto

Campanha (totalização): 19 jogos, 9 vitórias, 6 empates, 4 derrotas (63% de aproveitamento). 22 gols pró, 15 gols contra.


Para Zico, Bebeto e Andrade, foi feita justiça com o tetra do Fla em 1987

Um deu o passe. O outro, chegou na frente do goleiro para tocar a bola no fundo das redes. O terceiro, líder daquele grupo, levantou a taça. Andrade, Bebeto e Zico, personagens principais do então tetra brasileiro de 1987 que o Flamengo conquistou ao derrotar o Internacional por 1 a 0 no Maracanã, já se consideravam campeões. Mesmo assim, não esconderam a satisfação e o alívio com a decisão da CBF de tornar oficial o que já era comemorado nas arquibancadas e reconhecido pela imprensa. Agora, a preocupação é com o destino do troféu mais famoso dos últimos anos.

"Para mim, não alterou em nada. Sempre me considerei tetracampeão"
Zico

- Quem oferece a taça tem que resolver isso. Engraçado é que, uma semana depois que a entregaram para o São Paulo, tomaram essa decisão. Para mim, não alterou em nada, sempre me considerei tetra, o título foi conquistado dentro de campo. Mas para o clube e para a torcida, foi bom, para parar com essa encheção de saco. O que lamento muito é a atitude feia do São Paulo de querer levar a taça no grito. Ninguém fala que o São Paulo não ganhou cinco títulos. Só que ganhou depois do Flamengo. E o Sport acabou levando o título de graça - lembrou Zico.

O regulamento da CBF estabelecia que o primeiro clube com cinco Brasileiros seria o dono definitivo da Taça das Bolinhas. Como o de 1987 não era reconhecido pela entidade, o troféu acabou sendo entregue ao clube paulista pela Caixa Econômica Federal. A história toda serviu de exemplo para Zico em suas palestras Brasil afora. Ele usava o fato de o clube campeão do módulo principal (chamado de verde) ser obrigado a decidir o Brasileiro com o campeão do módulo da Série B (chamado de amarelo) como história de português no futebol brasileiro.

bebeto andrade  zico 1987 flamengo (Foto: Agência Globo)Bebeto, Andrade e Zico: tetracampeões com o Flamengo em 1987 (Foto: Agência Globo)

- E isso foi feito mudando-se o regulamento. Depois, aquela farsa do Sport e Guarani nos pênaltis... Aquilo envergonhava a gente. Ganhamos o título no campo. Sofri bastante naquele período, me machuquei contra o Santa Cruz. Nos quatro últimos jogos, contra o Atlético-MG e o Inter, o joelho inchava no segundo tempo. No dia seguinte à decisão, fui parar na sala de cirurgia. Ganhamos dentro do campo jogando bola, o Brasil inteiro reconheceu - disse o Galinho, que era o capitão e grande líder da equipe e, mesmo sem estar 100% bem fisicamente, foi decisivo na reta final da competição..

"Como a Caixa foi entregar a taça para o São Paulo?"
Bebeto

Quem fez o gol do título de 1987, no entanto, foi Bebeto, Ainda surpreso com a notícia - "É verdade mesmo, acabou essa novela chata?", repetia -, ele disse que soube da notícia ainda em casa, enquanto recebia a visita de Júnior Baiano, outro campeão brasileiro (em 1992) pelo Flamengo.

- Rapaz, eu sempre me considerava campeão... Só no Brasil acontece uma coisa dessas, onde já se viu? Aquele título foi conquistado no campo, e só quem estava naquele grupo sabe o sacrifício que tivemos de ganhar o campeonato. Agora, temos que comemorar bastante. Acho que o clube deveria fazer uma festa reunindo os campeões, sei lá, alguma coisa. Estou muito feliz. Só falta entregarem a Taça das Bolinhas para o Flamengo. Como é que a Caixa Econômica entregou-a para o São Paulo? - afirmou, num misto de felicidade e indignação, Bebeto.

time Flamengo campeão brasileiro 1987 (Foto: Sebastião Marinho / Ag. O Globo)
No tetra brasileiro do Flamengo de 1987, cinco formaram base do Brasil tetra mundial em 1994: Leonardo, Jorginho, Bebeto e Zinho estão na foto. Aldair é o único ausente (Foto: Sebastião Marinho / Ag. O Globo)

Antes de entrar para uma reunião, o agora deputado estadual, eufórico ao telefone, fez uma viagem no tempo para recordar-se dos grandes momentos da conquista. Bebeto.considera o Brasileiro de 1987 um dos títulos mais importantes de sua carreira. Naquele tetra do Flamengo, lembrou bem o ex-jogador, havia cinco jogadores que mais tarde ajudariam o Brasil a conquistar o tão sonhado tetracampeonato mundial.

- Jorginho, Aldair, Leonardo, Zinho e eu estávamos naquele time. Quer mais? Ainda tinha o Zé Carlos, o Leandro, o Renato, que vivia fase maravilhosa, e o Zico, meu ídolo. Foi muito importante conquistar um Brasileiro jogando com ele. Lembro muito bem que foi do Zico que recebi o primeiro abraço que recebi assim que o juiz apitou o fim de jogo. Foi muito emocionante. Jamais vou me esquecer disso. Ganhar um título desses pelo Flamengo do lado do Zico foi demais pra mim.

"Eles tiveram bom senso e reconheceram o sacrifício de uma geração vitoriosa"
Andrade

Os duelos contra o Atlético-MG foram considerados por muitos como mais emocinantes até do que os das finais contra o Colorado. Mas para Bebeto, os jogos contra o Inter no Beira-Rio e no Maracanã foram mais especiais.

- Olha, eu fiz gols nas duas partidas, no empate lá - 1 a 1 - e na vitória por 1 a 0. Lá eu marquei de cabeça. No Rio, foi aquele lançamento lindo do Andrade. Não foi fácil chegar na frente do Taffarel para tocar na bola. Choveu naquele dia. Mas um dos momentos mais especiais foi a bicicleta que eu dei no Beira-Rio. Foi no travessão. Se aquela bola entra...

Autor do passe para o gol decisivo de Bebeto, o hexacampeão Andrade - foi penta como jogador, ganhando quatro pelo Flamengo e um pelo Vasco, e campeão como técnico, pelo Rubro-Negro, recentemente, em 2009 - também ficou feliz com a decisão tomada pela CBF.

- Tiveram bom senso e reconheceram todos os sacrifícios de uma geração vitoriosa. Nunca tive dúvidas de que o Flamengo foi o campeão de 1987. Mas não sei por que reconheceram só agora, uma semana depois de entregarem a Taça de Bolinhas ao São Paulo.




Festa para comemorar 1987

Com a decisão da CBF de reconhecer oficialmente o título brasileiro de 1987 do Flamengo, Zico espera fazer uma grande comemoração com os ex-companheiros na inauguração do seu novo Centro de Entretenimento Esportivo no Rio de Janeiro, o Soccer Grass Zico Pro. O Galinho já convidou Jorginho, Leandro, Edinho, Leonardo, Aílton, Zinho e Flávio.

- Nós sempre nos sentimos campeões porque sabemos as dificuldades que enfrentamos e o quanto lutamos pelo título, mas agora passa a ser oficial. Vamos aproveitar a inauguração da próxima segunda-feira para reunir os jogadores daquele time pela primeira vez depois da oficialização de nossa conquista – disserma Zico.

O local vai ter quatro campos de grama sintética com refletores e placar eletrônico. O evento de inauguração vai ter também uma preliminar de artistas como Diogo Nogueira, Toni Garrido e Gustavo Leão, e um jogo principal com Zico e as estrelas do time de 1987 além de outros convidados como Edmundo, Fábio Luciano, Djalminha e outros craques.



Hexa oficial, Fla celebra, mas expõe mágoa com Clube dos 13 e São Paulo

Patrícia Amorim era nadadora quando o Flamengo conquistou o título brasileiro de 1987. Quase vinte e quatro anos depois, na cadeira de presidente, ela se emocionou ao conseguir o reconhecimento da conquista nesta segunda-feira.

- Hoje é um dos dias mais felizes da minha vida, e o mais feliz desde que assumi o Flamengo. Encontrei o time com cinco títulos brasileiros e agora o Flamengo tem seis reconhecidos e homologados – resumiu, ao abrir a entrevista coletiva no auditório Rogério Steinberg, na Gávea.

O quebra-cabeça até chegar à vitória política na CBF tem nuances que envolvem a Federação de Futebol do Rio de Janeiro, interesses comerciais do Clube dos 13 e um pesado trabalho de convencimento jurídico.

Nesta última ponta estava um suposto impedimento judicial por causa de uma ação que garantia o Sport como vencedor daquele ano. O Rubro-Negro comprovou que não havia impedimento ao dividir a taça.

- O doutor Ricardo Teixeira, que baseava sua decisão em pareceres jurídicos, deu ao Flamengo o título e o direito de ter a Taça de Bolinhas. A CBF foi transigente ao ouvir os novos elementos – declarou o diretor da comissão jurídica do Fla, Mário Pucheau.

Mas a vitória rubro-negra terá consequências no futebol brasileiro. Quarta-feira haverá reunião no Clube dos 13. O Flamengo admite que se sentiu desamparado e a partir de agora vai pensar somente em seus interesses.

- Posso antecipar que o Flamengo ficou desconfortável sem o posicionamento do Clube dos 13. O clube foi desprestigiado e não teve o apoio que esperava. Isso, por enquanto, é uma rusga e não uma ruptura. Também ficamos muito desconfortáveis com o São Paulo, que foi parceiro na eleição do Clube dos 13. Hoje pensamos primeiro no Flamengo e ninguém pode condenar. Até porque sempre fomos de maior torcida, audiência e pensamos em um todo. A vida nos leva a repensar posicionamentos. É a lei da ação e reação – declarou Patrícia Amorim.

A briga com o São Paulo deve se estender. O time paulista recebeu na última semana a Taça de Bolinhas e se autoproclamou o primeiro pentacampeão brasileiro. Na ocasião, o presidente Juvenal Juvêncio afirmou que iria “se deliciar”.Com a homologação da CBF, o Flamengo se torna o primeiro pentacampeão e vai requerer a posse do troféu e espera um ato de nobreza do Tricolor.

- Meu desejo é que eles tenham a nobreza de devolver a taça para a Caixa Econômica porque uma vez reconhecido o título o primeiro pentacampeão é o Flamengo. Espero que o Juvenal tenha a capacidade de reconhecer e devolver a taça. Gosto do Juvenal e espero isso dele. Estou me deliciando porque no meu caso é legítimo – declarou, arrancando aplausos da plateia.



Ainda nesta segunda, Kalil Rocha Abdalla, advogado do São Paulo, garantiu que o clube não vai devolver a Taça de Bolinhas. O troféu foi entregue ao clube paulista na semana passada pela Caixa Econômica Federal, que era a responsável por guardar o objeto. Em nota oficial, a Caixa disse que qualquer mudança de mãos a partir de agora depende do entendimento entre CBF e os clubes envolvidos.

Agora com o de 1987 oficial, site do Fla exalta os seis brasileiros do clube

O Flamengo teve nesta segunda-feira o título brasileiro de 1987 reconhecido pela CBF. Na onda da "conquista", o clube estampou, na entrada de seu site oficial, uma animação na qual são lembradas as equipes que se consagraram nos seis títulos do clube.

site Flamengo (Foto: Reprodução)
Site oficial do Flamengo exalta o legitimado hexa do clube (Foto: Reprodução)


O Flamengo foi campeão brasileiro em 1980, 1982, 1983, 1987, 1992 e 2009.






Após reconhecimento, Fla desiste de expulsar Ricardo Teixeira

Poucas horas depois de o presidente Ricardo Teixeira confirmar o reconhecimento do título brasileiro de 1987, o Flamengo desistiu de expulsá-lo do quadro social do clube. A comissão de inquérito foi instaurada há cerca de um mês e tem como membros o desembargador Siro Darlan e o ex-vice de futebol Marcos Braz.

- No nosso entendimento não há mais motivo para continuarmos esse processo - declarou Marcos.

Ricardo Teixeira é grande benemérito do clube, mas sofreu represálias internas desde que afirmou que o Flamengo não era o legítimo campeão de 87.


Nova camisa do Fla terá slogan que lembra mosaico gigante de 2009

A empresa fornecedora de material esportivo do Flamengo divulgou mais imagens do novo uniforme do clube, que será lançado no dia 1º de março. A camisa terá estampada a frase "a maior torcida do mundo faz a diferença".

O slogan foi usado pela torcida em um mosaico gigante no empate em 0 a 0 com o Goiás pela antepenúltima rodada do Campeonato Brasileiro de 2009. Na época, o time arrancava para o título, com sucessivos recordes de público - naquela partida, 83.489 torcedores estiveram no Maracanã.

detalhes camisa Flamengo (Foto: Editoria de Arte / GLOBOESPORTE.COM)

O escudo tem apenas uma estrela, em alusão ao Mundial de 81 (Editoria de Arte / GLOBOESPORTE.COM)



detalhes camisa flamengo (Foto: Divulgação)Detalhes dos números da nova camisa (Foto: Divulgação)





Felipe comanda o `Bonde do Mengão sem freio` após vitória sobre o Botafogo

Felipe curte primeiro dia de herói no Flamengo

Nos planos de Felipe, a segunda-feira de folga seria de muito sol e praia. No lugar dos mergulhos, um bocado de perguntas e respostas sobre a classificação do Flamengo para decisão da Taça Guanabara, contra o Boavista, domingo que vem. No dia seguinte à semifinal contra o Botafogo, resolvida com duas defesas dele na disputa de pênaltis, o camisa 1 rubro-negro sentiu a diferença no tratamento dos torcedores.

- Ainda não consegui ir à praia desde que cheguei ao Flamengo. Só fui para treinar (risos). Muita gente falando comigo nas ruas. Já sou mais reconhecido pelos torcedores. Fico feliz com isso em tão pouco tempo, 40, 50 dias. Cheguei com o objetivo de conquistar espaço no coração deles, quero este carinho e quero títulos.

Felipe, goleiro do Flamengo (Foto: Richard Fausto / GLOBOESPORTE.COM)

Felipe sorri durante entrevista na TV Globo (Foto: Richard Souza / GLOBOESPORTE.COM)

Fome de conquistas e de comida também. Depois de participar do programa “Globo Esporte”, da TV Globo, e de conversar com outros jornalistas, Felipe não via a hora de almoçar. Para despitar o estômago, alguns goles de água. É o preço que se paga por ser herói. Ele sabia que seria assim. A sombra de Bruno, antigo dono da posição, que está detido por acusação no desaparecimento na jovem Eliza Samudio, o acompanha desde os primeiros dias no clube.

- O Flamengo tem um histórico excelente de goleiros, como o Bruno e o Julio César (da Inter de Milão). A pressão não seria só minha, mas de qualquer um que chegasse, pois teria de ocupar a vaga de um líder, do capitão da equipe. Nós temos um temperamento parecido, somos verdadeiros. Gosto da pressão. O Flamengo teve um ano conturbado, de muitos problemas fora de campo. Tinha a informação de que muita gente torcia contra a minha contratação, oferecia resistência pela semelhança com o Bruno. O Vanderlei bateu o pé e tenho de agradecer por tudo que está acontecendo. Foi ele quem bancou a minha vinda.

As comparações aumentaram após o desempenho de Felipe contra o Botafogo. Bruno participou de três disputas por pênaltis. A primeira foi na semifinal da Taça Guanabara de 2007 contra o Vasco. Pegou duas cobranças. Na final daquele ano, o camisa 1 bloqueou Lucio Flavio e Juninho, os dois principais cobradores do Botafogo. Leandro Guerreiro e novamente Juninho esbarraram em Bruno na decisão do Carioca de 2009.

- No decorrer da semana passada, depois do jogo em Maceió (contra o Murici, pela Copa do Brasil), comentaram que poderíamos ter de decidir nos pênaltis. O Bruno virou ídolo nas decisões. Só dava ele contra o Botafogo. Sabia que seria importante ter o mesmo êxito.

Felipe lembra que foi apenas a segunda disputa de pênaltis dele como jogador profissional. Na primeira, justamente contra o Botafogo, também decidiu.

- Defendi o pênalti do Zé Carlos, na Copa do Brasil de 2008. Meus tios botafoguenses estão chateados e nem querem falar comigo (risos). Na base sempre tive frequência de pegar pênaltis. Uma vez ou outra me destacava.

O tio favorito de Felipe é rubro-negro e estava no Engenhão. No fim do ano passado, Toninho foi um dos primeiros a saber do acerto com o Flamengo e não segurou o choro. Após a vitória sobre o Botafogo, com a mão de Felipe, novamente não conteve as lágrimas.

- Quando acabou o primeiro tempo, ele me chamou. Temos um assovio de família. Ele faz e sei que ele está lá. Ele estava chorando muito, estava com o meu primo. Fico feliz não só por ser meu tio, mas por ser um torcedor fanático do Flamengo. É bom dar essa alegria para ele.

Tão logo percebeu que a cobrança de Renato Cajá fora desperdiçada, Felipe recebeu abraços dos companheiros para comemorar a classificação. Na festa, uma dança desengonçada, com pulos e trombadas. É o "Bonde do Mengão sem freio", funk que virou sucesso entre os jogadores do Fla.

- Virou um hino para nós. Antes das partidas estamos ouvindo e está dando certo. A galera começou a fazer gol e a comemorar assim. Falei que teríamos de fazer a dança se viesse a classificação. Ficou bem engraçado, todo mundo ligando, perguntando. Ficou o Bonde do Mengão sem freio e espero que fique aqui até o fim do ano.

O Rubro-Negro está invicto na temporada. Em nove jogos, oito vitórias (uma contra o Murici, pela Copa do Brasil) e um empate. Apesar da euforia dos rubro-negros, Felipe lembra que o primeiro turno do estadual não acabou. A final contra o Boavista, domingo, às 16h (de Brasília), no Engenhão, é encarada com seriedade.

- Vai todo mundo falar que já está decidido, mas o Boavista derrotou o Fluminense, nos enfrentou na fase de classificação (vitória do Fla por 3 a 2) e é uma equipe forte.

E se a decisão contra o time de Saquarema for para os pênaltis?

- Espero que não seja assim (risos).


Deivid feliz por primeira decisão com a camisa do Fla

O atacante Deivid se mostrou muito feliz com a classificação do Flamengo para a final da Taça Guanabara, contra o Boavista, após eliminar o rival Botafogo na disputa por pênaltis. Será sua primeira decisão com a camisa rubro-negra e para conquistar o título ele espera o apoio da torcida.

- É uma felicidade muito grande, um sonho de infância que está se realizando. Espero que o Engenhão esteja lotado no próximo domingo e a galera nos incentive na luta para conquistar a Taça Guanabara e a vaga na decisão do estadual - disse o camisa 9.

Apesar de o Boavista ser a zebra da competição, Deivid espera encontrar dificuldades. O atacante lembrou que o adversário de domingo venceu os outros dois times grandes do Estado.

- O Boavista fez um grande campanha. Na primeira fase, eles ganharam do vasco(2ª divisão), complicaram muito o jogo com a gente (vitória do Flamengo por 3 a 2, no último dia 6) e ainda eliminaram o Fluminense, nos pênaltis, na semifinal. Será um jogo muito difícil, mas vamos trabalhar forte durante a semana para encarar mais esse desafio - disse.




Autor do gol do título de 87, Bebeto desabafa: 'Espero que isso acabe'

Autor do gol do título brasileiro do Flamengo de 1987, na decisão contra o Internacional, o ex-atacante Bebeto não conseguia compreender porque até agora a conquista não era reconhecida pela CBF. Para o camisa 9 da campanha que levaria o quarto troféu nacional para a Gávea, a oficialização corrige uma 'injustiça' que, na sua opinião, 'só acontece no Brasil'.

- Eu vou ser sincero. Espero que acabem com isso. Essa história já devia ter acabado há muito tempo. Ganhamos no mérito, como nos tiram um título dificílimo como aquele? Estiveram na disputa os melhores do times do país e ganhamos no mérito. Eu ficava sem entender nada. Isso é mais do que justo. Essas coisas só acontecem no Brasil. Espero que eles não voltem atrás e isso possa se confirmar - comentou Bebeto ao LANCENET!.

O ex-atacante lembrou que o grupo daquele título daria mais alegrias anos depois, desta vez, com a camisa da Seleção Brasileira. Além de Bebeto, o lateral-direito Jorginho, o lateral-esquerdo Leonardo, o zagueiro Aldair e o meia Zinho participaram do Tetracampeonato mundial em 1994.

- Tínhamos um grupo muito forte. Era um campeonato fortíssimo. Comemoramos muito na época e a torcida deve comemorar novamente - completou o ex-jogador, campeão nacional também em 1983 (pelo próprio Flamengo).



CBF reconhece Fla como campeão em 87

O Flamengo brigou, lutou e nesta segunda-feira, enfim, teve o reconhecimento do título brasileiro de 1987. A presidente Patrícia Amorim se encontrou com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, na Barra, para formalizar o fim da polêmica questão.

Agora, para a CBF, houve dois campeonatos brasileiros naquele ano, um conquistado pelo Flamengo, outro pelo Sport. Inter e Guarani são os vices.

- Com o a unificação dos títulos no ano passado, há outros casos de dois campeões no mesmo ano. Foi passado a limpo o futebol brasileiro - disse Ricardo Teixeira, que no ano passado divulgou parecer contundente afirmando que o Flamengo não era o campeão de 1987.

O diretor jurídico da CBF, Carlos Eugênio Lopes, garantiu que a entidade tomou a decisão respaldada legalmente.

- O Flamengo apresentou no início de fevereiro um estudo complexo pedindo que a CBF reconsiderasse a decisão de 1987 e reconhecesse o Flamengo como campeão junto com o Sport. O presidente Ricardo Teixeira repassou para mim o estudo e, diante dos novos argumentos, vimos que seria justo e isso não causaria problemas jurídicos a ninguém - disse.

time do Flamengo de 1987 posado (Foto: Reprodução)

Em pé: Leandro, Zé Carlos, Andrade, Edinho, Leonardo e Jorginho. Agachados: Bebeto, Renato, Aílton, Zico e Zinho. Time do Flamengo de 1987 só teve um jogador que não passou pela Seleção (Foto: Reprodução)

Carlos Eugênio Lopes considerou os argumentos do Flamengo bastante convincentes e lembrou que após a unificação dos títulos desde 1959 seria injusto não resolver a pendência da Copa União. Na cerimônia de distribuição das faixas, em dezembro do ano passado, Ricardo Teixeira disse que, como havia uma decisão judicial transitada em julgado a favor do Sport, poderia ser preso se desse a taça aos rubro-negros. A diretoria do Flamengo respondeu com ironia. Em nota oficial, os dirigentes afirmaram que, se Teixeira viesse a ser preso, não seria pela polêmica de 87.

Nesta segunda, o diretor jurídico da CBF garantiu que, judicialmente, não há o que o Sport contestar.

- O estudo enviado pelo Flamengo tem vários anexos, inclusive um documento em que o Sport reconhece o Flamengo também como campeão em 87 -afirmou.

Patrícia Amorim comemorou muito a vitória nos bastidores.

- Esse é um dia histórico para o Flamengo. Quero homenagear todos os jogadores da campanha de 87 e o técnico Carlinhos. Vocês são agora os legítimos campeões de 87, e o Flamengo tem de direito seis títulos de campeão brasileiro - disse, em entrevista ao site oficial da CBF.

Longa batalha política

Em abril de 2010, a CBF havia batido o martelo de que a Taça das Bolinhas deveria ser entregue ao São Paulo, oficialmente considerado o primeiro time a ganhar cinco vezes o Brasileiro. Na ocasião, Ricardo Teixeira disse que a decisão era irrevogável. Dois dias antes, Fábio Koff havia sido reeleito presidente do Clube dos 13 com apoio de Patrícia Amorim. Ricardo Teixeira preferia que o eleito fosse Kléber Leite.

Na eleição de Koff, Patrícia estava ao lado de Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo. Na semana passada, o dirigente tricolor recebeu oficialmente a Taça das Bolinhas, apesar dos protestos da diretoria rubro-negra. A CBF argumenta que a taça foi entregue pela Caixa Econômica Federal.

No site oficial tricolor, Juvenal Juvêncio publicou uma carta para dar satisfação a Patrícia Amorim sobre o caso. O presidente foi respeitoso, elogiou Patrícia, mas argumentou que não poderia abrir mão de um troféu "que materializa o símbolo de algumas das mais importantes conquistas desportivas dessa entidade". No dia da entrega da taça, Juvenal comentou que "ia se deliciar" com o troféu.

O Flamengo respondeu com um pedido de busca e apreensão na 50ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio.

Luxemburgo diz que Flamengo pulou etapas, mas cobra ‘equipe fantástica’

O Flamengo versão 2011 assemelha-se a uma escola de samba que não empolga na Avenida, chega à Apoteose sem os tradicionais gritos de “é campeão”, mas na Quarta-feira de Cinzas leva a melhor pelo desfile técnico. Mas, ao contrário das agremiações do Carnaval, em vez de harmonia, conjunto ou outros critérios coletivos, o Rubro-Negro ainda samba graças às individualidades. Na semifinal contra o Botafogo foi a vez de o goleiro Felipe brilhar e pegar dois pênaltis após empate por 1 a 1 no tempo normal (assista ao vídeo abaixo a entrevista do treinador).


O técnico Vanderlei Luxemburgo é daqueles presidentes de escola que toleram a falta de empolgação, mas cobram o brilho e os aplausos. Ele analisa que os escorregões ao longo dos 90 minutos são naturais, mas afirma que os componentes à disposição precisam mostrar muito mais.

- O Flamengo tem que ganhar e jogar bola. Contra o Botafogo, insinuamos um pouco disso. Temos possibilidade de crescimento e, além de ganhar, precisamos fazer a equipe ser fantástica. Até pelos jogadores que nós temos à disposição. Mas as outras equipes estão na frente e pulamos algumas etapas.

Em busca do brilho no Carnaval rubro-negro, o treinador ensaia nova alteração tática. Desta vez, o ataque é o alvo. Pelo segundo jogo consecutivo, Deivid deu lugar a Negueba e Ronaldinho foi deslocado para a função de centroavante. Sendo assim, Negueba pela direita e Thiago Neves pela esquerda seriam as principais opções para municiar o camisa 10.

- Negueba é atacante porque o drible dele é perto da área. É o Edílson. Tem tudo para vencer como atacante. Ele jogando no meio pode perder a bola e armar contra-ataques – explicou o treinador.

O Flamengo enfrenta o Boavista na final da Taça Guanabara, domingo, no Engenhão. A partida começa às 16h (de Brasília).


domingo, 20 de fevereiro de 2011

Ronaldinho prestigia ensaio da Grande Rio e samba com Susana Vieira

Para Ronaldinho Gaúcho, a festa pela classificação do Flamengo para a final da Taça Guanabara se estendeu do Engenhão para a Praça da Apoteose. O craque foi ao local na noite deste domingo acompanhar o ensaio da escola de samba Grande Rio, depois de participar da vitória sobre o Botafogo na disputa por pênaltis - nos 90 minutos, houve empate por 1 a 1. O Flamengo decide o primeiro turno do Campeonato Carioca no próximo domingo (às 16h), contra o Boavista, novamente no Engenhão.






Ronaldinho diz: 'Felipe é goleiro de Seleção'

Ronaldinho Gaúcho se rendeu à boa atuação do goleiro Felipe, que garantiu a classificação do Flamengo à final da Taça Guanabara com duas defesas na decisão por pênaltis.

O camisa 10 do Fla não titubeou e disse que o companheiro também merece uma chance na Seleção.

- Eu e Felipe temos uma amizade muito grande. E também com o grupo todo. Treinamos muito durante essa semana. Ele estava
muito confiante e mostrou que é goleiro de Seleção e um dos melhores do país - exaltou Gaúcho.

O técnico do Brasil, Mano Menezes, esteve no Engenhão para acompanhar o clássico entre Flamengo e Botafogo. O meia rubro-negro ficou satisfeito ao saber sobre a presença do treinador no estádio.

- Isso é bom para podermos mostrar o nosso trabalho e que poderemos fazer uma boa temporada. Tenho de estar bem aqui para pensar em voltar à Seleção - comentou o jogador.



Mano Menezes acompanha Flamengo x Bota no Engenhão


O técnico da Seleção Brasileira, Mano Menezes, esteve no Engenhão para acompanhar a semifinal da Taça Guanabara entre Flamengo e Botafogo neste domingo. De olho na convocação para o jogo contra a Escócia, dia 27 de março, em Londres, o treinador viu a vitória do Mengão sobre o Botafogo nos pênaltis - 3 a 1, após 1 a 1 no tempo regulamentar. Ronaldinho Gaúcho, que voltou vestir a Amarelinha com Mano no comando da Seleção, teve atuação de pouco destaque .



Luxa celebra triunfo da tática: ‘Neutralizamos o que o rival tinha de melhor’

O torcedor do Flamengo deixou o Engenhão debochando dos botafoguenses e com um indisfarçável sorriso de “campeão da Taça Guanabara”. Mas ainda falta a final. O técnico Vanderlei Luxemburgo foi direto ao lembrar que o duelo contra o Boavista não é um simples amistoso.

Os dois times se enfrentaram na primeira fase e o Rubro-Negro levou a melhor: 3 a 2. Porém, o gol da vitória, de Negueba, aconteceu nos minutos finais do duelo.

- O Boavista não pediu licença e nem favor a ninguém. Temos que respeitar muito e os torcedores têm que comparecer porque é uma decisão. Vão dizer que já ganhamos, mas na prática isso não funciona - declarou Luxemburgo.

O treinador considerou o empate por 1 a 1 no tempo normal (o Flamengo venceu por 3 a 1 no pênaltis), sobretudo, um duelo tático. Ele elogiou Welinton e David Braz pelo bom desempenho no jogo aéreo, principal arma do Botafogo.

- Quero dar parabéns aos nossos jogadores e ao Botafogo pelo jogo limpo, bem jogado. Marcamos as bolas aéreas e soubemos encaixar a marcação. Neutralizamos o que o adversário tinha de melhor. Eles valorizaram nossa conquista, tiveram próximos de fazer o gol depois que empataram. Conseguimos equilibrar o jogo, coloquei o Negueba nas costas do Somália e a coisa funcionou bem - declarou.

Grande esperança do Flamengo, Ronaldinho também foi citado pelo treinador. O jogador teve marcação especial de Rodrigo Mancha no primeiro tempo, mudou de posição na etapa final e terminou o jogo exausto.

- Jogador com a qualidade do Ronaldo joga no meio ou como atacante. No segundo tempo, o deixei enfiado entre os dois zagueiros para prendê-los, e o Negueba e o Thiago mais soltos. Ele quase fez um gol numa bola que girou no zagueiro. Foi o dia que o Ronaldo mais correu - afirmou Luxemburgo.

O grupo rubro-negro tem folga nesta segunda-feira e se reapresenta às 16h (de Brasília) de terça para iniciar a preparação visando à final contra o Boavista, domingo, no Engenhão.



Felipe revela recado: ‘Caprichem porque vou pegar dois’

Há quem diga que comparação entre jogadores nunca é saudável. Ainda mais quando o exemplo teve de interromper a carreira por acusação de assassinato. Mas Felipe sabe, que quando o árbitro determinou que a vaga para a final entre Flamengo e Botafogo seria decidida nos pênaltis, a lembrança de Bruno foi inevitável para os rubro-negros.

O goleiro, atualmente detido em Minas Gerais, era especialista na arte de desmoralizar batedores. Só contra o Botafogo foram dois títulos cariocas desta forma e seis defesas. Por isso, quando a torcida repetiu o grito de “melhor goleiro do Brasil” que reservava ao ex-camisa 1, o atual dono do posto aumentou a concentração.

- Sabia que numa disputa por pênaltis a responsabilidade aumentaria, pelo histórico dele. Foi importante para que eu possa conquistar meu espaço, mas não quero ser o novo Bruno. Quero ser o Felipe, mas sei que falando de pênalti o Bruno era um monstro - afirmou o goleiro.

Os dois tiveram comportamento - e resultados - semelhantes. Na roda antes da disputa, Felipe pediu a palavra.

- Falei para os companheiros: caprichem, que eu pego dois. Deu certo. Sabia que do outro lado tinha um dos melhores goleiros do Brasil - disse.

Felipe defesa Flamengo (Foto: André Durão / Globoesporte.com)Felipe defende pênalti de Somália e ajuda o Flamengo na semifinal (Foto: André Durão / Globoesporte.com)

Curiosamente, Bruno motivava os companheiros da mesma forma. Ele batia no peito para dizer que nunca perde uma decisão por pênaltis e garantia “pelo menos uma defesa”. Na carreira profissional, os números comprovam a marra do ex-camisa 1.

Felipe começa a trilhar caminho semelhante. Logo na estreia, no amistoso contra o Londrina, salto no lado esquerdo e defesa. Na noite deste domingo, ele espalmou as cobranças de Everton e Somália - Renato Cajá chutou para fora.

Na hora de explicar a aptidão, Felipe surpreende. Diz que não estuda os cobradores, não é fã dos DVDs e descarta os conselhos de treinadores e amigos.

- Prefiro, se for para errar, que seja por mim, e não pelo que os outros falam. Goleiro é sempre sozinho, ouvi conselhos, mas quem está debaixo do gol sou eu. A última decisão tem que ser minha. O Botafogo tem batedores de dois ou três anos, e eles mudam o canto. Tanto que, quando começaram a falar, fiquei mais afastado com a toalha na cabeça, me concentrando. Seria ruim sair de campo sabendo que errei porque fui pela ideia de outra pessoa - declarou.

Felipe também foi na contramão sobre a importância de se treinar pênaltis rotineiramente.

- Pênalti não se treina. Tem que ter confiança, sorte e acertar o canto que o batedor escolhe - resumiu.

Classificado após vitória por 3 a 1 nos pênaltis (1 a 1 no tempo normal), o Flamengo enfrenta o Boavista no próximo domingo, às 16h, na decisão da Taça Guanabara.



Fla adota respeito total ao Boavista. 'Não é time pequeno', diz Willians

Com a lição dada pelo Fluminense, eliminado no sábado pelo Boavista no Engenhão, mesmo local em que o Flamengo superou o Botafogo neste domingo, jogadores do Rubro-Negro adotaram imeadiatamente um discurso de respeito ao adversário na final da Taça Guanabara, no próximo domingo.

Willians elogiou o Boavista e disse não considerar o rival do próximo domingo "um time pequeno".

- O Boavista tem uma equipe excelente, não foi à toa que chegou à final. Tem que ter cuidado, não é um time pequeno. Agora que eles foram à final, são dois grandes na decisão - afirmou.

Léo Moura e Thigo Neves também garantiram respeito total ao Boavista, que derrotou o vasco na fase de classificação e eliminou o Fluminense na semifinal. No primeiro turno, o time de Saquarema deu trabalho ao Fla em Macaé e perdeu por 3 a 2 em jogo equilibrado.



Ronaldinho: 'É maravilhoso em tão pouco tempo já chegar a uma final'

O Flamengo venceu o Botafogo nos pênaltis, neste domingo, e garantiu vaga na final da Taça Guanabara, o primeiro turno do Campeonato Carioca, contra o Boavista. O confronto contra o time de Saquarema vai marcar a primeira decisão de Ronaldinho com a camisa rubro-negra.

- É maravilhoso em tão pouco tempo já chegar a uma final. Espero chegar bem e fazer uma grande decisão - disse o meia-atacante na saída de campo.

Após a disputa das penalidades e a consequente classificação, Ronaldinho mais uma vez regeu a torcida do Flamengo na arquibancada ao som de "Que torcida é essa?", música sempre cantada pelos rubro-negros.

O jogador, ao responder sobre a diferença entre os clássicos que disputou mundo afora com o Flamengo x Botafogo, aproveitou para elogiar a torcida do Fla.

- O clássico é sempre mais ou menos parecido, o que é diferente é a torcida. E igual à torcida do Flamengo não tem.


Felipe comemora primeira atuação de gala pelo Fla

Herói da classificação do Flamengo para a final da Taça Guanabara, o goleiro Felipe teve sua primeira atuação de gala desde que chegou ao clube, no início deste ano. Ao defender duas cobranças, o camisa 1 mostrou que a torcida ganhou um novo carrasco do Botafogo - assim como Bruno que, nos últimos anos, foi o paredão rubro-negro nas grandes penalidades.

- Temos que comemorar muito essa vitória. Foi um jogo muito difícil e o resultado foi importante. Depois, vamos nos concentrar para a final contra o Boavista - comemorou Felipe.

O meia Thiago Neves, que nem precisou fazer sua cobrança graças ao dia inspirado do goleirão, elogiou o companheiro. Agora, com o surpreeendente Boavista pela frente, na grande final, o camisa 7 pede respeito ao adversário.

- A tranquilidade e o Felipe fizeram a diferença. Parabéns para ele e para os batedores. Temos que respeitar o Boavista, é um grande time, jogar de igual para igual - comentou.

Flamengo e Boavista se enfrentam no próximo domingo, no Engenhão, pela decisão da Taça Guanabara.




Os gols de Flamengo 1 (3) x (1) 1 Botafogo pela semifinal da Taça Guanabara 2011

'São' Felipe garante o Fla na decisão

Ficha técnica


Flamengo 1 (3) x (1) 1 Botafogo


Data: 20/02/2011

Local: Engenhão, Rio de Janeiro

Árbitro: Luis Antonio dos Santos

Auxiliares: Ricardo de Almeida e Eduardo Couto

Público: 26.854 pagantes / 30.553l presentes

Renda: R$ 805.654,00


Gols: Ronaldo Angelim, aos 14 minutos do primeiro tempo. Loco Abreu, aos três minutos da segunda etapa

Cartões amarelos: Herrera, Renato Cajá, Rodrigo Mancha (BOT); Willians, Deivid, David Braz, Thiago Neves (FLA)


Flamengo: Felipe; Léo Moura, Welinton, David Braz e Ronaldo Angelim (Diego Maurício); Fernando, William, Renato, Thiago Neves e Ronaldinho Gaúcho; Deivid (Negueba)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Botafogo: Jefferson; Rodrigo Mancha, Antônio Carlos e Márcio Rosário; Alessandro, Arévalo (Araruama), Somália, Renato Cajá e Márcio Azevedo (Everton); Herrera (Caio) e Loco Abreu.
Técnico: Joel Santana


Flamengo 1 x 1 Botafogo

2º tempo

3min

FATUROU! É do Botafogo! Alessandro rola na área para Loco Abreu, que domina, gira e bate no cantinho direito de Felipe.









Flamengo 1 x 0 Botafogo

1º tempo

14min

FATUROOOOOOOOOOOOOOOOOOU! É do Flamengo!! Thiago Neves desta vez acerta o pé, bate no alto, e Ronaldo Angelim sobe mais que todo mundo para cabecear no canto direito de Jefferson.






Fla e Botafogo escalados. Maldonado desfalca o Rubro-Negro

Os técnicos do Flamengo, Vanderlei Luxemburgo, e do Botrafogo, Joel Santana, já divulgaram as escalações das duas equipes para a partida das 16h, no Engenhão, pela semifinal da Taça Guanabara. No Rubro-Negro o volante Maldonado foi vetado e não poderá jogar. O Alvinegro também jogará sem um volante titular: Marcelo Mattos.

Confira abaixo os times, com os jogadores que ficarão nos bancos de reservas:

Flamengo - Felipe, Léo Moura, Welinton, David Braz e Ronaldo Angelim; Fernando, Willians, Renato Abreu, Thiago Neves e Ronaldinho; Deivid. Banco: Paulo Victor, Egídio, Jean, Fierro, Bottinelli, Negueba e Diego Maurício.

Botafogo - Jefferson, Rodrigo Mancha, Antônio Carlos e Márcio Rosário; Alessandro, Arévalo, Somália, Renato Cajá e Márcio Azevedo; Herrera e Loco Abreu. Banco: Renan, Lucas, João Filipe, Alex, Araruama, Caio e Everton.




Ambulantes apostam sucesso das vendas em Ronaldinho

A maioria dos produtos vendidos por ambulantes presentes no Engenhão está associada a Ronaldinho Gaúcho. Entre os souvenirs estão chaveiros, camisa e toalhas.

O produto, porém, com maior saída entre os torcedores é a máscara do astro rubro-negro. A cerca de duas horas para o jogo entre Flamengo e Botafogo, foram vendidas quase 50 máscaras ao preço de R$5.

Desde a contratação de Ronaldinho, o ambulante Thiago Rangel disse que consegue vender, em média, 50 modelos por partida do Flamengo.

Os times comandados por Vanderlei Luxemburgo e Joel Santana decidem a segunda vaga da final da Taça Guanabara, a partir de 16h, no Engenhão.



Líder e vice-líder, Flamengo e Brasília batem com facilidade Bauru e Vitória

O líder e o vice-líder desta temporada do Novo Basquete Brasil não deram chance ao azar e venceram suas partidas com facilidade neste domingo, na sexta rodada do returno. O Flamengo derrotou o Bauru por 84 a 64, no Rio de Janeiro, enquanto o Brasília arrasou o Vitória por 105 a 62, em Brasília.

Após o fim da sexta rodada do returno, o Flamengo mantém a liderança, com 14 vitórias em 18 jogos. O Brasília vem em seguida com 13 triunfos em 17 partidas. O Uberlândia aparece com o terceiro melhor aproveitamento: 15 vitórias em 20 rodadas.

O Flamengo contou com o apoio de centenas torcedores na partida deste domingo contra o Bauru, na Arena da Barra. Desde o início do jogo, a equipe do Mengão dominou. Com boas atuações do ala-pivô Guilherme Teichmann e do ala Marcelinho, o cestinha do duelo com 23 pontos, o Mengão foi para o intervalo com 16 pontos de vantagem: 39 a 23.

O Bauru chegou a esboçar uma reação no segundo tempo. Liderado por Douglas, o maior pontuador da equipe com 19 pontos, o time visitante chegou a fazer um ponto a mais que o adversário no quarto final (23 contra 22). Mas, com larga vantagem no placar, o Flamengo confirmou a vitória por 84 a 64.

Em Brasília, o vice-líder da competição também não deu chances ao Vitória. O armador Nezinho, cestinha da partida com 18 pontos, e Guilherme Giovannoni, 16 pontos, lideraram a vitória arrasadora por 105 a 62.

Confira todos os resultados da rodado do returno do NBB:
Pinheiros 93 x 81 Joinville
Minas 62 x 56 Assis
Uberlândia 77 x 55 Vila Velha
Brasília 105 x 62 Vitória
São José 78 x 82 Franca
Limeira 89 x 55 Araraquara
Flamengo 84 x 64 Bauru



Eliminado








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Trocadalhos do carilho


***

Mal posso esperar pelo encontro dela com as Misses de Pau Grande, Ponta Grossa, Rolândia e Curralinho.









Paixão pelo Flamengo e pelo funk marcaram juventude de Ronaldo

O início da década de 90 marcou o crescimento de dois fenômenos no Rio de Janeiro: o funk e um jovem atacante que passaria a ser mundialmente conhecido como Ronaldo, mas que na época atendia pelo apelido de Mônica entre a turma que jogava nas categorias de base do São Cristóvão. A arcada dentária avantajada do jovem Ronaldo Luiz Nazário de Lima, não passou despercebida pelos amigos de clube, que logo fizeram a inevitável comparação com a personagem dos quadrinhos.

O funk começava a ganhar a forma que marcaria para sempre a cultura carioca e foi, de certa maneira, a trilha sonora da juventude de Ronaldo.

- Pedíamos dinheiro ao pessoal da comissão técnica para a passagem mas o Ronaldo conseguia pular o muro da estação de trem e guardava o dinheiro. Lembro que íamos a uma fábrica de uma loja de roupas em São Cristóvão comprar bermudões para imitar o pessoal do funk. Era moda, usar bermuda, tênis Nike, todos queriam ter esse estilo - explicou Clayton, o primeiro parceiro de ataque do Fenômeno.



De acordo com o tricolor Clayton, apenas um fator impedia Ronaldo de jogar futebol: a paixão pelo Flamengo. O atacante raramente aparecia nos duelos contra seu clube de coração e usava o ódio da mãe ao futebol como desculpa:

- Dona Sônia era contra o futebol, preferia que o Ronaldo estudasse. Ele não gostava de jogar contra o Flamengo e sempre chegava atrasado aos jogos. Dizia que a mãe não tinha ligado o despertador propositalmente e aparecia apenas no segundo tempo.

A parceria entre Clayton e Ronaldo na base do São Critóvão durou quatro anos. Tempo suficiente para conhecer a intimidade e os sonhos um do outro. Ninguém imaginava que o pequenino dentuço, um dos mais novos do time, se tranformaria em um ícone do esporte. O menino Ronaldo pensava com o coração, rubro-negro e encantado pelo futebol de um eterno camisa 10.

- O ídolo dele era o Zico. Ele dizia que gostaria de vestir a camisa do Flamengo e ser igual ao Zico, e eu, o Eduardo, lateral-esquerdo do Fluminense. Fazíamos planos, quem alcançasse o sucesso primeiro ajudaria o outro - revelou o primeiro parceiro de ataque do Fenômeno.


Clayton jamais esqueceria a parceria com Ronaldo. Mesmo quando seu companheiro seguiu para o Cruzeiro, a sensação de Clayton era a de que continuava participando dos fenomenais gols do camisa 9.

- Éramos uma dupla perfeita, como Romário e Bebeto em 1994. Eu jogava pelas pontas e passava a bola para ele marcar os gols. Por isso, mesmo depois que cada um seguiu seu destino, a cada gol dele eu sentia que fazia parte, me sentia ao lado dele, comemorando com ele. Tudo o que mostrou no PSV e no Barcelona, era o mesmo que fazia no São Cristóvão - lembrou emocionado.

A distância entre a dupla - Ronaldo morava em Bento Ribeiro e Clayton em São Gonçalo - não os impedia de curtir quando se encontravam. Embaladas por sucessos de ícones do funk, como Claudinho e Bucheca, as brincadeiras eram constantes.

- Quando juntava o pessoal, gostávamos de ouvir funk, principalmente Claudinho e Buchecha, e Ronaldo era muito brincalhão. Uma vez ele me chamou dizendo que tinha um presente. Quando eu cheguei perto dele, ele jogou cal na minha cara. Foi uma época muito boa, éramos os menores, ele de família humilde, os pés maiores que os chinelos, sempre ia aos treinos sozinho - completou.


MAL-ENTENDIDO ABALA RELAÇÃO

O envolvimento de Ronaldo com travestis abalou a relação com Clayton, que não fala com seu amigo desde o polêmico episódio. Tudo por conta de uma revelação mal interpretada por um jornal.

- Nós costumávamos correr na Quinta da Boa Vista e alguns travestis transitavam por ali. Gostávamos de brincar com eles. Mexíamos nas bolas deles e eles corriam atrás de nós com navalhas. O jornal publicou que eu disse que ele já se envolvia com travestis. Não sei se ele leu, mas desde então nunca mais consegui falar com ele. Acho que deve ter ficado chateado - lamentou.

PROJETO SOCIAL

Hoje em dia Clayton lidera um projeto social, com uma escolinha de futebol para cerca de 300 jovens carentes. Realizado, o ex-jogador tem apenas mais um desejo: que Ronaldo apareça para ver as crianças.

- Eles sempre me perguntam quando o Ronaldo vai aparecer. Gostaria muito que ele viesse, seria a realização do sonho de vários garotos - insistiu.


Confira mais detalhes do novo uniforme do Fla


A MAIOR TORCIDA DO MUNDO FAZ A DIFERENÇA





 O manto, que será apresentado no dia 1 de março, faz alusão aos 30 anos do título mundial, e estará em sistema de pré-venda já na próxima segunda-feira (21.02), na Loja do Flamengo (www.lojadoflamengo.com.br). Também na segunda, muitos outros detalhes do manto serão revelados.

O preço das camisas será de R$ 159,90 e poderá ser parcelado em até 10x nos cartões de crédito. Além disso, uma promoção, que dará uma camisa oficial por dia, será lançada junto com o novo uniforme no Site Oficial do Flamengo, com o apoio da Loja do Flamengo. Fiquem ligados e não percam os detalhes do novo uniforme rubro-negro, além das informações sobre a promoção.


Flamengo x Botafogo


Ficha técnica


Estádio: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)

Data: 20/2/2011

Hora: 16h (de Brasília)



Árbitro: Luis Antônio Silva dos Santos (RJ)

Auxiliares: Ricardo Maurício Ferreira de Almeida (RJ) e Eduardo de Souza Couto (RJ)


Flamengo: Felipe, Léo Moura, Welinton, David Braz (Egídio ou Jean) e Ronaldo Angelim; Maldonado (Fernando), Willians, Renato, Thiago Neves e Ronaldinho; Deivid

Técnico: Vanderlei Luxemburgo


Botafogo: Jefferson, João Filipe, Antônio Carlos e Márcio Rosário; Alessandro, Arévalo, Somália, Renato Cajá e Marcio Azevedo; Herrera e Loco Abreu

Técnico: Joel Santana


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