Em meio a discussões sobre preço dos ingressos do Campeonato Carioca e explicações sobre a saída do vice-presidente de marketing do Flamengo,
o presidente rubro-negro Eduardo Bandeira de Mello mostrou confiança
para resolver outro imbróglio no qual está envolvido diretamente. Após a
presidente Dilma Rousseff vetar Medida Provisória que previa parcelamento das dívidas fiscais dos clubes sem contrapartidas,
uma reunião estabeleceu novo prazo para que o texto-base da Lei de
Responsabilidade Fiscal do Esporte esteja pronto. O ministro-chefe da
Casa Civil, Aloísio Mercadante, recebeu representantes do ministério do
Esporte e os deputados Jovair Arantes, Vicente Cândido e Rodrigo Maia
para definir que a data limite será até a próxima quinta-feira.
- Essa nova realidade vai ser severa e os clubes vão precisar de um refinanciamento. Vai ser sem perdão e sem nenhum tipo de benesse. E, inclusive, com uma previsão de recuperação de crédito substancial para o Tesouro Nacional. Então eu acho que atende todo mundo. E com a disposição do novo ministro do esporte de resolver tudo até o Carnaval, estou otimista que a curto prazo pararemos de debater esse assunto para implementar. A dívida fiscal dos clubes é formada por apropriação indébita, que é o imposto de renda na fonte que o clube retém do jogador e do funcionário, e não recolhe à Receita Federal. Essa atitude, inclusive, é crime - explicou o presidente do Flamengo.
- Essa nova realidade vai ser severa e os clubes vão precisar de um refinanciamento. Vai ser sem perdão e sem nenhum tipo de benesse. E, inclusive, com uma previsão de recuperação de crédito substancial para o Tesouro Nacional. Então eu acho que atende todo mundo. E com a disposição do novo ministro do esporte de resolver tudo até o Carnaval, estou otimista que a curto prazo pararemos de debater esse assunto para implementar. A dívida fiscal dos clubes é formada por apropriação indébita, que é o imposto de renda na fonte que o clube retém do jogador e do funcionário, e não recolhe à Receita Federal. Essa atitude, inclusive, é crime - explicou o presidente do Flamengo.
No último dia 20 de janeiro, Dilma vetou um artigo da Medida Provisória
656/14, que foi idealizado pelo próprio deputado Jovair Arantes
(PTB-GO), ligado ao Atlético-GO. O artigo previa, entre outras coisas,
um prazo de 20 anos para que as entidades desportivas quitassem seus
débitos com a União, com redução de 70% das multas isoladas, de 30% dos
juros de mora e de 100% sobre o valor de encargo legal. Porém, não
trazia nenhuma contrapartida, o que gerou uma série de críticas.
Bandeira
esclareceu que a discussão retomou o caminho das punições, prevendo
rebaixamento dos clubes que não cumprirem as regras do refinanciamento, e
processo ao dirigente que desobedecê-las. No entanto, com a chegada de
novos presidentes em vários clubes brasileiros nos últimos meses, além
da chegada de um novo ministro do Esporte (saiu Aldo Rebelo para a
chegada de George Hilton) o mandatário rubro-negro reconheceu a
possibilidade de novos obstáculos nas negociações.
-
O que pode acontecer é que como agora temos novas autoridades, tanto do
lado do governo como novos presidentes de clubes entrando, alguém pode
querer levantar algum ponto que já foi superado. Às vezes, muito bem
intencionados, tem clubes que gostariam de mexer na governança das
entidades de administração do esporte, por exemplo. Ou então mudar
critérios nas atuações de empresários. Acho que essas questões devem ser
endereçadas ao seu tempo. Se forem retomadas agora, não conseguiremos
aprovar nada até o Carnaval - afirmou.
Sobre a união dos clubes em torno do assunto, Bandeira afirmou ver boa vontade, principalmente da nova geração de dirigentes. Bandeira enfatizou que vê a necessidade de resolver as medidas de responsabilidade fiscal e refinanciamento das dívidas antes de discutir as demais questões do futebol brasileiro.
- O que eu defendi na última reunião dos clubes, e parece que é a posição do Bom Senso também, é que agora fechássemos no feijão com arroz. Ou seja, nas medidas de responsabilidade e no refinanciamento. Vamos aprovar isso até o Carnaval. Na quarta-feira de Cinzas a gente senta e conversa o resto - defendeu.
Sobre a união dos clubes em torno do assunto, Bandeira afirmou ver boa vontade, principalmente da nova geração de dirigentes. Bandeira enfatizou que vê a necessidade de resolver as medidas de responsabilidade fiscal e refinanciamento das dívidas antes de discutir as demais questões do futebol brasileiro.
- O que eu defendi na última reunião dos clubes, e parece que é a posição do Bom Senso também, é que agora fechássemos no feijão com arroz. Ou seja, nas medidas de responsabilidade e no refinanciamento. Vamos aprovar isso até o Carnaval. Na quarta-feira de Cinzas a gente senta e conversa o resto - defendeu.
Nenhum comentário:
Postar um comentário