segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Ranking do valor de mercado dos elencos da Série A 2020




O site especializado em transferência calcula os valores em milhões de Euros


Em milhões de Euros144,3144,3110,6110,694,8594,8580,880,867,9567,9554,0554,0544,544,533,733,731,6531,65282826,6526,6520,820,820,1520,1519,619,618,7518,7517,417,417,117,114,5514,557,87,8FlamengoGrêmioPalmeirasSão PauloCorinthiansSantosInternacionalAtlético-MGFluminenseVascoBahiaAthleticoGoiásBotafogoCearáBragantinoCoritibaFortalezaSportAtlético-GO0255075100125150175

Grêmio
110,6
Fonte: Transfermarket


A evolução do valor de mercado em milhões de Euros na última década
Foram contabilizadas as duas primeiras (Flamengo e Grêmio) e duas últimas (Sport e Atlético-GO) equipes do ranking de 2020
Em milhões de Euros28,428,442,242,228,328,331,131,157,257,262,562,554,154,176,276,2125,3125,3144,3144,344,944,943,343,3110,6110,62,92,910,110,10,40,419,719,732,532,536,336,336,136,122,922,921,221,214,5514,5513,813,82,52,58,98,99,99,99,89,86,36,36,76,7FlamengoGrêmioSportAtlético-GO20112012201320142015201620172018201920200255075100125150175
2014
 Grêmio: 43,3
Fonte: Transfermarket

Valor de mercado do elenco dos clubes por região na Série A 2020
As cifras estão contabilizadas em milhões de Euros
Em milhões de Euros623,4623,4208,7208,779,2579,2528,628,6Sudeste (10 clubes)Sul (4 clubes)Nordeste (4 clubes)Centro-Oeste (2 clubes)0200400600800
Sul (4 clubes)
208,7
Fonte: Transfermarket





Fim do botafogo

Juiz trabalhista considera projeto de clube-empresa do Botafogo fraude a credores e determina suspensão de votação



Magistrado avalia que cessão de direitos do Nilton Santos para investidores é uma forma de driblar credores. Oficial de justiça esteve no clube no dia da votação


Dívidas trabalhistas podem atrapalhar os planos de transformação do Botafogo em clube-empresa, no projeto como está. O estádio Nilton Santos não poderá fazer parte da negociação, de acordo com a Justiça do Trabalho. Isso porque há débitos trabalhistas que precisam ser pagos com as rendas oriundas das partidas lá realizadas. A proibição de cessão dos direitos do estádio foi decretada em dezembro do ano passado, pela 4ª Vara do Trabalho do Rio, e as votações que aprovaram o projeto, tanto entre os conselheiros, quanto entre os sócios, foram, oficialmente, suspensas pela decisão.


De acordo com a decisão do juiz Bruno de Paula Manzini, a Companhia Botafogo (administradora do estádio) é devedora solidária do Botafogo de débitos trabalhistas que ficariam sem quitação, caso o clube transfira os direitos para outros. Mais do que isso, pelo entendimento do magistrado, "a tentativa de transferência a terceiros do principal ativo da sociedade" revela-se uma "fraude a execução".


Pelo despacho do dia 12 de dezembro, o clube deve cerca de R$ 2 milhões ao ex-atacante Reinaldo (Reinaldo da Cruz Oliveira), que jogou no clube em 2009. E é no âmbito deste processo que a suspensão foi determinada.


A decisão proibindo a votação do projeto chegou a General Severiano ainda antes do início da sessão, no dia 12, no Conselho Deliberativo. No documento, a Justiça determinava o pagamento de uma garantia no valor de R$ 2 milhões, caso o clube quisesse prosseguir com a votação.


 Segundo o processo, a determinação não foi cumprida. No dia 27 de dezembro, quando ocorreu a segunda votação (desta vez entre os sócios) um novo despacho foi emitido determinando a ida de um oficial de justiça a General Severiano para dar ciência da proibição.


No relatório, o oficial de justiça informa que o presidente do conselho Deliberativo, Edson Alves Júnior, foi o único encontrado no clube. Segundo o oficial, o presidente Nelson Mufarrej estava viajando e o vice-geral, Carlos Eduardo Pereira, também não estava no Rio.


A presença do oficial de justiça e a proibição da exploração do Nilton Santos constam da ata da Assembleia. No documento, o presidente do Conselho informa que que decidiu manter a votação pelo fato de as cédulas já impressas conterem a cessão do estádio Nilton Santos, mas que a votação teria seus efeitos suspensos até decisão judicial final.


Projeto é visto como salvação


O projeto que visa transformar parte do Botafogo em empresa é visto como salvação para os problemas financeiros do clube que fechou o ano de 2019 com dívida, estimada, em R$ 1 bilhão.


Nas sessões narradas na reportagem, os sócios aprovaram a captação de valor entre R$ 200 e R$ 300 milhões para investimentos exclusivos no futebol. Na escopo do contrato com os investidores, estaria toda a administração do futebol e do Nilton Santos.


O blog enviou questionamentos ao Botafogo e aguarda manifestação.








domingo, 2 de fevereiro de 2020

Luiz Gomes: As camisas do Flamengo na Europa e a importância disso



'Para romper fronteiras e destacar-se na globalização do planeta bola, o futebol brasileiro precisa passar por uma transformação profunda na forma de gestão'


Sim, há camisas do Flamengo sendo vendidas em lojas de material esportivo da Europa. E o que isso significa? Parece uma bobagem, mas não é. É um fato raro quando se trata de clubes brasileiros, mesmo neste mundo globalizado em que o futebol se insere. Em tempos recentes, talvez só o Corinthians dos tempos de Ronaldo Fenômeno teve o privilégio de ver sua camisa alvinegra exposta em cabides de lojas da Nike pelo mundo. Sempre foi bem mais fácil, por mais estranho que isso passa ser, encontrar além-mar camisas do Boca e do River do que dos times brazucas.


Há uma explicação óbvia para a presença flamenguista em terras europeias: nomes como Jorge Jesus, Rafinha, Filipe Luís, Pablo Marí (agora do Arsenal) e Gabigol, conhecidos do torcedor em países como Portugal, Espanha e Itália funcionam como um cartão de visitas. A campanha do time na temporada passada, com a conquista da Libertadores e a disputa do título mundial contra o Liverpool no Qatar reforçaram o conhecimento da marca e das cores rubro-negras. Jogos foram transmitidos ao vivo para diversos países – alguns em canais de TV abertos ou acessados sem necessidade de pagamento de pay-per-view.

Toda essa movimentação, obviamente, está longe, muito longe, de representar uma conquista da Europa. Financeiramente - e mesmo em termos de marketing – é muito baixo o retorno que isso dá ao Flamengo. Ou daria a qualquer time brasileiro. No entanto, é um sinal inequívoco de que o clube está no caminho certo. E que há frutos a serem colhidos não apenas aqui, como também no exterior.

A internacionalização de suas marcas nunca foi uma prioridade dos clubes brasileiros. A gestão amadora, a visão curta da cartolagem tupiniquim nunca foi capaz de enxergar muito além do próprio nariz. Por aqui, as rivalidades provincianas, marcada pela mesquinharia e a pequenez sempre deram o tom na relação entre os clubes. Para os poucos que pensam diferente, para as cabeças mais abertas, o desafio é enorme. E mudar essa situação não depende apenas do que propõem e do que fazem na sua seara.

Para romper fronteiras e destacar-se na globalização do planeta bola, o futebol brasileiro precisa passar por uma transformação profunda na forma de gestão, no calendário, na credibilidade que desperta em investidores e na relação com o torcedor. O assunto não é novo, mas a mudança do calendário é essencial. É preciso adequar a temporada brasileira a do resto do mundo. De forma que, entre um Brasileirão e outro, nossos clubes possam excursionar, disputar torneios relevantes – muito mais do que a Florida Cup – se apresentar a mercados lucrativos como o da Ásia, um território onde hoje os europeus nadam de braçada e sem concorrência.

Mas é preciso mais. É preciso que os grandes clubes virem a chave de vez. Que um modelo empresarial de gestão se imponha. Que se perceba que a rivalidade, saudável e indispensável, deve ficar restrita aos gramados, à disputa dos campeonatos. Afinal, é isso que alimenta a paixão e faz o futebol o esporte planetário que é. Mas em temas como a gestão, a formulação do calendário, a definição do modelo das disputas e a negociação de contratos de patrocínio, de transmissão de direitos de TV decisões precisam ser tomadas em conjunto. E nesse sentido, a formação de uma liga, no modelo das ligas europeias, seria com certeza a melhor solução, libertando os clubes de vez das amarras impostas pela CBF.

Que fique claro, porém: formar uma liga não significa padronizar, nivelar ganhos e dar peso igual aos que são diferentes. Critérios objetivos devem ser respeitados: um ranking técnico, os resultados financeiros, os números de audiência. Reduzir as desigualdades deve, sim, ser um objetivo. Mas buscar o nivelamento por cima é uma obrigação - o contrário seria suicídio. Só quando isso for entendido pela cartolagem, deixando o amadorismo de lado e as divergências dentro do campo, o futebol do Brasil poderá dar um salto e se abrir para o mundo.