terça-feira, 23 de junho de 2015

Gabriel admite medo de perder vaga e busca crescimento junto da equipe


Gabriel na coletiva de imprensa (Foto: Ivan Raupp)Sai treinador, entra treinador, Gabriel continua fazendo parte do time titular do Flamengo. Mas as atuações do atacante, assim como de quase todos os jogadores, têm sido abaixo do esperado. O camisa 17 foi um dos alvos da torcida na derrota para o Atlético-MG no Maracanã, no último sábado, levou vaias e acabou substituído no intervalo. Com a volta do volante Jonas, que estava suspenso, e a permanência de Emerson Sheik na frente, alguém perderá a titularidade.

Em treino tático nesta terça, Cristóvão deu indícios de que pretende escalar César, Luiz Antonio, Wallace, Samir, Anderson Pico, Jonas, Márcio Araújo e Canteros nos setores de defesa e meio-campo. No ataque ele ainda não deu pistas, mas é provável que Everton, Gabriel ou Eduardo da Silva perca a vaga, já que Sheik está garantido. Em entrevista coletiva após a atividade no campo, o baiano admitiu medo de sair do time.

- Pode sobrar para qualquer um ali da frente. Acho que todo mundo da frente está com medo de perder a vaga, quer jogar. Mas faz parte. Todos têm qualidade para jogar. Quem for escolhido está pronto para jogar - afirmou.

Gabriel admitiu também que está devendo nas performances recentes pelo Flamengo. Mas não só ele, e sim toda a equipe, que está na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro.

 - Posso render mais, isso é visível, como toda a equipe. Quando a equipe cresce, cresce o individual. Quando a equipe crescer, as coisas vão melhorar para todos ali da frente, vai começar a criar mais e a chegar mais na frente.

O próximo duelo será contra o Vasco, lanterna da competição, num clássico que terá a pressão lá no alto. O Cruz-Maltino, mandante, transferiu a partida para a Arena Pantanal, em Cuiabá, o que não foi aprovado pelo atacante rubro-negro.

- Preferia que esse jogo fosse no Maracanã, muito melhor aqui no Rio, mas o Flamengo também tem uma torcida muito forte lá. Eles vão nos incentivar lá para fazermos um grande jogo. É um jogo de muita pressão, mas que todo jogador quer jogar, né? Jogo decisivo, clássico, quem não quer estar em campo? É a chance de muitos se consagrarem também, fazerem uma grande exibição. É um jogo diferente, que envolve uma rivalidade gigantesca, e ainda nessa situação piora, a pressão é muito maior, e a vontade de jogar cresce.

O clássico carioca, pela nona rodada do Brasileirão, será realizado às 18h30 deste domingo.

Namorada de Guerrero chega a Temuco e faz visita à concentração peruana


Ainda em jejum de gols na Copa América, Paolo Guerrero ganhou uma motivação para a semifinal diante da Bolívia. A namorada do atacante do Flamengo, Alondra García Miró, chegou a Temuco e fez uma visita ao hotel onde a seleção peruana está concentrada para o duelo da próxima quinta-feira. Na porta do local, matou as saudades do companheiro com alguns beijos. Ela deve estar presente no estádio Germán Becker para incentivar Guerrero de perto.

Namorada Guerrero Alondra García MiróGuerrero e namorada Alondra

Cirino e Canteros levam pancadas e deixam treino do Flamengo mais cedo


O Flamengo levou um susto duplo na manhã desta terça-feira, durante treino realizado no Ninho do Urubu. Primeiro, Marcelo Cirino levou uma pancada na coxa esquerda em choque com o goleiro César e deixou o campo amparado por funcionários. Depois, Canteros levou uma pancada no joelho esquerdo e também abandonou a atividade mais cedo. A assessoria de imprensa do clube, no entanto, informou ao fim dos trabalhos que os dois não chegam a preocupar o departamento médico, pelo menos a princípio.

Cirino é amparado ao deixar o treino do Flamengo (Foto: Ivan Raupp) 
Cirino é amparado ao deixar o treino do Flamengo nesta terça-feira (Foto: Ivan Raupp)
 
Os sustos acabaram ofuscando a estreia do lateral-esquerdo Jorge e do meia Jajá como parte definitiva do elenco profissional. A dupla, recém-chegada do vice-campeonato do Brasil no Mundial sub-20, onde atuou como titular, foi integrada oficialmente na noite de segunda e deixou de fazer parte do grupo de juniores.

Jorge conversa com Jayme treino Flamengo (Foto: Ivan Raupp) 
Jorge, à direita, conversa com Jayme de Almeida no treino do Flamengo (Foto: Ivan Raupp)
 
Pico treina entre titulares
Outra novidade se deu no treino tático de defesa contra ataque comandado por Cristóvão Borges. O técnico trabalhou a defesa com Anderson Pico no lugar de Pará na lateral esquerda. Os demais defensores foram César, Luiz Antonio, Wallace, Samir, Jonas - que volta após suspensão -, Márcio Araújo e Canteros. Este último, ao sofrer uma pancada no joelho esquerdo, deu lugar a Ayrton, que foi para a lateral direita, enquanto Luiz Antonio foi deslocado para o meio.

Enquanto acontecia o treino tático, atacantes como Emerson Sheik, Everton, Eduardo da Silva e Gabriel trabalhavam finalizações. E o grupo todo fez uma atividade de domínio e toque de bola rápido na primeira parte do treinamento desta terça.

Com sete pontos em oito partidas, o Flamengo abre a zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, à frente apenas de Coritiba, Joinville e Vasco. O próximo adversário é exatamente o rival e lanterna. O clássico carioca está marcado para as 18h30 deste domingo, na Arena Pantanal, em Cuiabá.

A nova camisa da coisa maldita, vasco sanitário


Léo Moura não tinha "nada a ganhar" no vasco e "chateou" o Flamengo, diz Caio



Nesta segunda-feira, o presidente do vasco, Eurico Miranda, anunciou a contratação do lateral-direito Leonardo Moura. O jogador, atualmente, está no Fort Lauderdale Strikers, dos Estados Unidos, mas passou 10 anos no maior rival do Cruzmaltino, entre 2005 e 2015. Mas, no mesmo dia, o dirigente afirmou que a negociação estava desfeita e que o veterano tinha desistido da transferência.

Na opinião do comentarista Caio Ribeiro, apesar de não ter fechado com o Vasco, a torcida rubro-negra já ficou "chateada" com o antigo ídolo. O ex-atacante lembrou que também atuou pelo Flamengo e não teve a mesma relação com o clube que Léo Moura teve.

- O Léo arranhou a imagem, o carinho, a admiração que a torcida do Flamengo tinha por ele. Respeito o direito que ele tem de jogar onde ele bem entender, porque é a profissão dele. Mas existe uma coisa que se chama gratidão. Eu joguei no Flamengo. O que o Léo Moura conquistou com a torcida do Flamengo é muito raro. O que ele fez na última década, os títulos, a empatia... Ele tinha que ter um pouco mais de respeito com a história. Acho que o torcedor flamenguista está extremamente chateado com o Léo. Tenho certeza disso - disse o comentarista.

Léo Moura, bandeira, Flamengo (Foto: André Durão)Caio Ribeiro afirmou que Léo Moura pode estar com medo de encerrar a carreira profissional e também que o lateral não tinha "nada a ganhar" no vasco.

- Ele está sofrendo o que acontece com a maioria dos jogadores no fim de carreira. O medo de parar, a sensação de não saber o que fazer da vida, te leva a fazer algumas decisões erradas. Acho que é isso que está acontecendo. Ele só tinha a perder. Se ele dá certo, a torcida que endeusava ele e que fez uma despedida maravilhosa, ia ficar com raiva. Se ele vai para o Vasco e não dá certo, a própria torcida do Vasco ia vê-lo como um flamenguista. Não vejo onde ele ia ganhar nessa questão toda.

O comentarista Casagrande, que também atuou pelo Flamengo em sua carreira, afirmou que não jogaria por rivais de seus clubes na carreira. O ex-atacante lembrou da despedida de Léo Moura, em amistoso com o Nacional-URU, feita pelo Rubro-Negro e afirmou que o lateral não poderia ir para o vasco.

- Eu fui para o Porto e jamais jogaria no Benfica. Fui para o Torino e nunca jogaria na Juventus. Torço contra a Juventus e o Benfica. Isso é de mim, dos jogadores da minha época. Hoje, estava acompanhando a entrevista do Eurico no SporTV. Ele falando do Léo Moura. Eu comecei a ficar revoltado, nervoso, contra o Léo Moura. E não tenho nada a ver com a história. Mas pela tradição do Flamengo, pelo jogo de despedida. Ele não podia voltar para o vasco. Não é nada contra o Vasco. Se ele fosse ídolo do vasco, não podia ir para o Flamengo.


Flamengo e São Paulo crescem, e Santos pode perder sexto lugar para o Mengão em ranking de sócios

 
A sexta posição do Santos no Torcedômetro, ranking nacional de sócios-torcedores do Movimento por um Futebol Melhor, está ameaçada. Isso porque Flamengo, sétimo colocado, e São Paulo, oitavo, tiveram um bom crescimento nestes seis primeiros meses do ano.

O Santos atualmente conta com 57.689 sócios, seguido pelo Flamengo, com 56.980. Com um pouco menos está o São Paulo, com 55.650. 

Flamengo e São Paulo, porém, devem passar o Santos em breve. Basta a média de crescimento mostrado neste ano continuar. Isso porque, o Tricolor ganhou 18.807 novos sócios neste período, contra 4.793 do Mengão. Já o Peixe está praticamente estagnado: apenas 695 pessoas se filiaram ao clube neste ano.

Os associados podem aproveitar as centenas de descontos diários em produtos e serviços de Ambev, Unilever, Pepsico, Centauro.com.br, Easy Taxi, SKY, TIM, BIC, Editora Abril, Shell, Multiplus e Opte+, empresas parceiras do Movimento por um Futebol Melhor.

Idealizado pela Brahma, o Movimento por um Futebol Melhor conta com quase 1 milhão de sócios-torcedores, distribuídos em 62 clubes de todas as regiões do país. Além de oferecer benefícios aos associados, o projeto já ajudou as agremiações a receberem uma receita adicional de mais de R$ 200 milhões. Os afiliados tiveram R$ 60 milhões em descontos.



FlaFlu na MP 671

O Flamengo divulgou nota oficial reafirmando seu pleno apoio à aprovação da MP 671.
O Fluminense, na palavra de seu presidente, voltou a criticar a MP 671 e pede que ela seja menos rigorosa.
O Fluminense representa a maioria, quase a totalidade dos clubes brasileiros nessa questão.
O Flamengo está isolado.
A maioria está errada e o minoritário está certo.

A posição da maioria dos clubes

Em condições normais de temperatura e pressão eu endossaria as palavras do presidente Peter Siemsen sem a menor hesitação:

Em um país como nosso, onde o governo não é o melhor exemplo de eficiência de gestão pública, temos uma economia bastante complexa, assim como a legislação tributária. Os encargos trabalhistas são pesados. E o modelo dos clubes é arcaico, são geridos por dirigentes eleitos e não remunerados. Os conselhos são gigantescos. Esse tipo de modelo flerta com a ineficiência, ao contrário de um mais profissional.

Essa declaração está em sua entrevista para o portal GloboEsporte.com (aqui) e ele completa esse trecho acima dizendo que esse modelo descrito o torna sujeito a “bons e maus momentos de gestão” e por isso as regras (da MP) são excessivamente duras. Bom, qualquer modelo de gestão permite boas e más gestões, mas concordo com o que me pareceu ser a sua intenção: esse modelo dos clubes brasileiros facilita demais a realização de péssimas gestões. Não simplesmente más e sim péssimas, catastróficas, em muitos e muitos casos.

Agora, o que é que a sociedade e o Estado têm a ver com isso?
Nada. Por isso que não há como endossar essa posição.

Os clubes sempre ganharam rios de dinheiro e sempre optaram – optaram, escolheram, decidiram por livre e espontânea vontade – por não pagar os impostos.

Sempre escolheram a opção gostosa e confortável de gastar o dinheiro dos impostos e muito mais em contratações e salários absurdos. Em anos recentes vimos, em apenas um exemplo de categoria, “professores” ganhando salários dignos de astros de Hollywood, mas sem a contrapartida das gordas bilheterias dos filmes desses astros.

Nenhum dirigente, nenhum clube foi coagido a gastar. Ninguém teve uma arma encostada na cabeça e a dura sentença: Gaste ou morra!

Analogia boba e forçada, reconheço, mas válida para essa situação. Os clubes gastaram porque quiseram, farrearam com o dinheiro dos impostos e agora querem mais benesses do que já tiveram (REFIS, REFIS II, Timemania...).

Clube que não pagar tem que ser rebaixado. Apresentar CND para poder disputar campeonato é imprescindível e o relator da MP, deputado Otávio Leite, já colocou em seu texto medidas que contornam eventuais dificuldades de ordem burocrática para a emissão das CNDs.

Mais uma vez, sobre outro ponto: a limitação dos gastos com salários e direitos de imagem em 70% da receita, qualquer que seja a receita adotada e como esse OCE já demonstrou com os números 2014 de dez dos nossos maiores clubes, não atrapalha. Pelo contrário, será um incentivo poderoso para que os clubes adotem de fato e aprendam a trabalhar dentro de uma “cultura de orçamento”.

Dirigentes responsáveis por gestões temerárias (e mais que isso não digo, por desnecessário) têm que ser responsabilizados, inclusive respondendo com o patrimônio pessoal.

Esses pontos são básicos, fundamentais. Sem um deles, o risco de mais essa tentativa dar com os burros n’água é muito grande, praticamente uma certeza.

Outros pontos polêmicos ou exagerados foram retirados do texto do relator. Tal como está, se for aprovada sem mudança alguma mais, teremos uma lei bastante justa para todas as partes, inclusive os clubes.

O exemplo rubro-negro

Não, meus amigos e estimados leitores, eu não sou torcedor do Flamengo. Sou, desde o berço, torcedor do São Paulo FC e isso está no meu DNA futebolístico, como é natural a todo brasileiro que gosta de futebol ter o clube no coração e no DNA. Um “DNA”, claro. Então, quando elogio o Flamengo, especificamente sua gestão atual, desde seu início, com algumas críticas pontuais, eu o faço porque desde o começo senti que as palavras e propostas de Bandeira de Mello e sua equipe eram sérias, o que ficou comprovado, para mim, no affair Vagner Love.

Nessa semana que passou o clube deu mais um exemplo de seriedade e determinação, com a nota oficial citada (aqui) no início. Destaco um trecho:

Estamos vivendo um momento importante para o futebol brasileiro. Não podemos desperdiçá-lo.
Na nota, o Flamengo reconhece como válidos todos os pontos detalhados na MP 671, inclusive a obrigatoriedade da apresentação das CNDs para poder disputar uma competição.

Essa postura da atual gestão está sendo implantada no clube como prática regular, não somente para hoje, mas, principalmente, para o futuro, para as próximas gestões. Isso ficou claro com a aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal Rubro-Negra, através de emenda ao estatuto do clube.

Ao mesmo tempo, o Flamengo hoje é um clube com altíssimo grau de transparência em sua gestão e não somente no executivo, mas também nos demais poderes do clube. Nesse sentido, foi importante a colocação no site oficial das atas (sumarizadas) dos Conselhos Deliberativo, Fiscal e de Administração. Essa medida é praticamente desconhecida em outros clubes, sendo o Corinthians uma das exceções.

Apesar de tudo, ainda hoje é meio difícil achar o balanço de muitos clubes. Há necessidade de muita pesquisa e, por incrível que pareça, em alguns clubes, grandes inclusive, a pesquisa conduz a resultado zero. É longo o caminho para nossos clubes serem transparentes.

Torço muito pela aprovação da MP 671, mas com um texto que leve-a a ser efetiva, a ser respeitada e cumprida. Pode parecer difícil e será difícil no início, como já está sendo para o Flamengo, mas o resultado de uma instituição com as contas equilibradas e em dia é sempre benéfico para todos.

É, igualmente, o único caminho seguro e consistente para crescer, para desenvolver.

Nesse ponto, torcedor e amante do futebol, aproveito para lembrar que não há diferença de receita para o clube e para o país. Responsabilidade fiscal é importante para o clube e absolutamente essencial para o país.
Assim como a democracia, presente no país e ausente na grande maioria dos clubes, onde os torcedores são chamados a comparecer como meros financiadores, sem ter o direito à contrapartida lógica e natural de participar da escolha de quem dirige. E até mesmo de se apresentar para dirigir, naturalmente.

Paulo Victor minimiza episódio do carrinho e exalta o clube: "Não houve descaso"

Paulo Victor sai machucado treino do Flamengo (Foto: Cezar Loureiro / Agêncio O Globo)A foto de Paulo Victor sendo transportado por funcionários do Flamengo com a ajuda de um carrinho de obras após sofrer uma fratura na fíbula da perna direita, uma semana atrás, gerou grande repercussão no mundo do futebol. Para o Flamengo, a imagem foi negativa, pois deu margem para críticas em relação ao centro de treinamento inacabado. O clube até tinha dois carrinhos elétricos no Ninho do Urubu naquele momento, um deles carrinho-maca, mas ambos não foram utilizados por conta da lama originada pela forte chuva, pois o equipamento poderia ser danificado. A lama, por sinal, fica evidente no CT toda vez que chove, por causa da falta de pavimentação adequada. PV, no entanto, minimizou o episódio e preferiu exaltar a rapidez dos roupeiros e do médico no procedimento.

- Tenho até que agradecer ao Jorginho, ao Castorzinho e ao Doutor, porque é complicado estar com uma fratura e o pé balançando. Aquela era a única maneira mais rápida de me tirar da chuva, da dor e me levar logo para o hospital. Não vejo maldade ou descaso nenhum com o atleta. Pelo contrário. Senti um alívio e um agradecimento ao Castorzinho e ao Jorginho, que me levaram no colo por mais de um campo, e ao Doutor (Márcio) Tannure. A alternativa mais rápida era aquela. Foi pelo momento, de querer o bem, não buscando coisas ruins. Foi o tempo de eu subir, me avaliarem, tomar um banho e ir direto para o hospital. Teve a repercussão, mas era o que tinha para aliviar minha dor ali no momento - disse ao GloboEsporte.com.

O camisa 48, que vai desfalcar o Flamengo nas próximas rodadas do Campeonato Brasileiro, evitou polemizar e preferiu destacar a reestruturação do clube, mostrando apoio à atual diretoria.

- O Flamengo vem buscando se reestruturar por completo, não só o CT: dívidas, finanças... Nós, jogadores, temos de agradecer ao Flamengo de hoje. É saber que você vai trabalhar, vai receber em dia. Estão buscando dar maior estrutura aos atletas. E isso a gente sabe como é difícil. Estou nessa casa há 11 anos e posso falar abertamente: a gente pode não ter o melhor CT do mundo, mas eles estão buscando trocar o gramado, agilizar outras coisas. Mas nós sabemos que isso requer tempo. Temos que respeitar esse tempo. Eles estão passando a credibilidade do dia a dia para a gente, que é pagar o salário em dia, dar mais estrutura ao atleta. Então, a confiança na diretoria é total, pelo respaldo que estão nos dando - decretou.

Diguinho é acusado de agredir mulher em boate na Zona Oeste


Enquanto acerta com reforços, a vida extracampo dos jogadores do vasco segue agitada. O volante Diguinho é acusado de agredir uma mulher numa boate na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. O caso é do dia 18 de maio e foi registrado na 16ª Delegacia de Polícia (da Barra), conforme informações da Rádio Tupi.

De acordo com boletim de ocorrência, a jovem, conhecida como Rafaele, estava no mesmo camarote de Diguinho, que teria lhe puxado cabelo, dado socos e chutes. O atleta do vasco deve prestar depoimento nos próximos dias e uma audiência preliminar está prevista para o dia 28 de julho.

Este não é o primeiro caso do tipo em que Diguinho se envolve. Em 2008, em uma boate da Zona Sul, ele se envolveu em uma confusão e teve que prestar depoimento na DP do Leblon.

Também não é o primeiro caso do tipo em que um jogador do vasco se envolve recentemente. O meia Bernardo está sendo acusado de agredir a ex-namorada e essa é só uma das polêmicas recentes do jogador, suspenso pelo clube.

O Dia: fim do vasco sanitário


Jornal Extra: fim do vasco sanitário


Flamengo campeão brasileiro de 1987





segunda-feira, 22 de junho de 2015

Vice-campeões mundiais, Jorge e Jajá serão integrados ao profissional do Flamengo


Após ser vice-campeão do Mundial Sub-20 com a seleção brasileira, os canhotos Jorge e Jajá serão integrados ao time profissional do Flamengo nesta terça-feira. Incorporados ao time principal, eles ficarão à disposição do técnico Cristóvão Borges.

Lateral-esquerdo, Jorge, de 19 anos, tem três partidas como profissional, duas em 2015. Jajá esteve ao lado do amigo na vitória por 2 a 0 sobre o Nacional-URU, em março, na despedida de Léo Moura do clube. No último Carioca, Jajá ainda enfrentou o Nova Iguaçu, e Jorge, o Bangu. De acordo com avaliação do GloboEsporte.com, Jorge integrou a seleção do campeonato.

Para a lateral esquerda, o Flamengo conta com Armero - que está com a seleção colombiana na Copa América -, Anderson Pico, Thallyson - que não se firmou e Pará - que é lateral-direito e vem sendo improvisado no setor. Já para a posição de volante, o Rubro-Negro tem Cáceres - com o Paraguai na Copa América -, Jonas, Márcio Araújo e Canteros.

Após "não" de Léo Moura ao vasco, fã usa tatuagem para debochar de Eurico


A imagem de Léo Moura e o autógrafo do jogador tatuados ganharam sobrevida na panturrilha de Marcio Junior, torcedor do Flamengo que ficou famoso na internet - entrou até nos "trending topics" (assuntos mais comentados) do Twitter - após anunciar nesta segunda-feira que apagaria a homenagem ao ídolo que estava acertado com o arquirrival Vasco. Estava, mas o lateral desistiu da transferência. E depois de ter sido alvo de zoações nas redes sociais com montagens em que teria amputado a perna, o flamenguista entrou no clima da brincadeira e fez, à caneta, um anexo na tatuagem para debochar de Eurico Miranda, presidente cruz-maltino.

- Eurico cadê o respeito? - escreveu na imagem divulgada em seu perfil no Facebook.

Torcedor Flamengo, tatuagem Léo Moura, Eurico (Foto: Divulgação / Facebook) 
Torcedor do Fla e fã de Léo Moura aproveitou a fama repentina para debochar de Eurico (Foto: Divulgação / Facebook)
 
Marcio, que é morador de Soledade de Minas, em Minas Gerais, disse que chegou a ligar para seu tatuador durante a tarde e já havia deixado com ele a missão de encontrar uma nova imagem do Flamengo capaz de tampar a de Léo Moura. A ideia era fazer a modificação nesta terça, mas agora, os planos estão cancelados, ao menos por ora. Como o lateral ainda não concedeu entrevistas sobre o assunto, o torcedor rubro-negro mantém as esperanças de que a versão dada por Eurico, de que o jogador foi quem procurou o vasco, seja mentira.

- Do Eurico a gente pode esperar qualquer coisa, é semana de clássico... Eu sou geraldino (frequentador da antiga geral do Maracanã), tenho muitos amigos em comum com a mulher do Léo, e eles falaram que não houve nada disso (de ter procurado o vasco). Quero ver o que o Léo vai falar, vou esperar ele se pronunciar. É um cara que marcou história, que eu gosto, mas não o perdoaria nunca. Se ele fez isso mesmo, queira ou não queira arranhou a imagem - afirmou.

Marcio fez a tatuagem em outubro de 2014, após conhecer o jogador na partida Flamengo x Atlético-MG, pela Copa do Brasil. Na ocasião, ganhou um autógrafo na pele e tatuou por cima. Na véspera da despedida do ex-camisa 2 – num amistoso contra o Nacional-URU, este ano, no Maracanã –, completou o desenho com a foto do lateral. Mesmo que Léo não vá mais para o Vasco, o torcedor prometeu apagar a homenagem se o ídolo admitir ter procurado o clube.

Além da tatuagem com autógrafo e desenho do rosto de Léo Moura, Marcio tem mais três desenhos em homenagem ao time do coração: um de Zico levantando a taça do título mundial de 81, o escudo do Fla no pescoço com o nome dos filhos e o CRF no peito esquerdo.

Fim do vasco sanitário: Assis viaja para fora do país, e vasco esfria esperança em ter Ronaldinho

O vasco tinha nova reunião marcada para esta noite com o empresário Assis, irmão e agente de Ronaldinho Gaúcho. Tinha. Não haverá mais. A diretoria vascaína não conseguiu contato com o empresário - a informação é de que o agente viaja nesta noite de segunda-feira para fora do país - e colocou as barbas de molho com o drible de Assis em meio a negociação. Ainda mais depois do caso Léo Moura. O ex-lateral do Flamengo acertou bases salariais com o clube, mas desistiu de ir para o vasco depois de enorme repercussão negativa entre torcedores rubro-negros.

Mais cedo, na coletiva de despedida de Doriva, Eurico chegou a dizer que a contratação de Ronaldinho estava "90%" concluída. O vasco criou um projeto de marketing para viabilizar a chegada do jogador, que receberia fixo cerca de R$ 300 mil, mais variáveis em ganhos de bilheteria e vendas de produtos oficias e outras plataformas no marketing do clube.

Procurado pela reportagem do GloboEsporte.com às 19h40, Eurico Miranda disse que ainda não tinha informação sobre o encontro previamente marcado com Assis. E desconhecia a viagem do agente de Ronaldinho.

- Se foi (para fora do país), deixou de optar por aquilo que estávamos tentando - disse o dirigente, referindo-se ao plano para viabilizar a contratação de Ronaldinho.

O GloboEsporte tentou novo contato com Eurico às 20h30, mas o presidente nem a assessoria de imprensa do vasco foram encontrados. A diretoria do clube tem reunião toda segunda-feira à noite. Assis ainda não decidiu qual será o futuro do irmão. Além de negociar com o vasco, ele trata da possibilidade fechar com o Fluminense. As tratativas, porém, terão uma pausa por causa da viagem para o exterior. Uma proposta do futebol internacional ainda atrairia o craque.

Além de encontrar Eurico na noite de sábado, o agente se encontrou com representantes do Fluminense. Por duas vezes, no Rio. A pedida salarial assustou até porque o Tricolor não tem mais a ajuda da Unimed - Celso Barros, presidente da antiga patrocinadora, tinha o sonho de contratar o craque gaúcho. E, assim, pouco se avançou.

No galinheiro de  São Januário, dirigentes já desconfiam que a negociação não vá avançar e lamentam a postura "não confiável" de Assis.

- Não dá para contar muito. Ele quer negociar com dois ou três ao mesmo tempo. Até agora não conseguiram marcar, já é um indício de que não vai ter... - falou um dirigente.

Na coletiva de imprensa desta manhã, Eurico foi questionado a respeito das negociações anteriores com Assis no futebol brasileiro, em que o empresário falava com alguns clubes e dirigentes acreditavam estar próximos de contratar Ronaldinho. O presidente disse o seguinte a respeito do assunto:

- Sinceramente, não sei o que o Assis fez a outros clubes. Eu conheço o Assis, jogou aqui no vasco. O Assis me conhece. Não posso ratificar (críticas). Só poderei falar algo se não se concretizar. Ronaldinho tem duas situações. Ele tem de querer e depois nós viabilizamos a parte financeira, que é com o Assis. Perguntei a ele se ele queria abraçar. Disse que sim. Agora, estamos só viabilizando - disse o presidente do vasco.

vasco sanitário é denunciado por arremesso de bomba e pode perder mando



O vasco foi denunciado pela Procuradoria da Justiça Desportiva pelo lançamento e explosão de uma bomba após a derrota para o Cruzeiro, por 3 a 1, em São Januário, pela 7ª rodada do Campeonato Brasileiro. As denúncias se referem a não prevenir e reprimir o lançamento de objetos em campo. Com isso, o clube corre o risco de receber uma multa e perder mando de campo. Não há data prevista para julgamento do processo.

Assim que o árbitro Leandro Vuaden apitou o final do jogo, na ocasião, torcedores do Vasco lançaram uma bomba no gramado. Em seguida, parte da torcida foi à entrada do departamento de futebol, protestou e ameaçou aos gritos: "Oba, oba, o terror vai começar"..




A Polícia Militar conseguiu espantar os torcedores depois de alguns minutos, mas as ameaças continuaram. No fim do jogo, um grupo virou de costas para o gramado e não poupou de xingamentos o presidente Eurico Miranda. Os torcedores ironizaram o lema do dirigente, perguntando "cadê o respeito?". Yago e Bernardo também estiveram entre os principais alvos.

O fato foi relatado na súmula da partida pelo árbitro.

- Após o término do jogo, com a arbitragem no vestiário, escutou-se uma explosão que foi confirmado pelo chefe do policiamento, ten. cel. Fiorentine, que se tratava de um explosivo que foi arremessado para dentro do campo pela torcida do C.R. vasco da gama, não chegando a atingir as pessoas - escreveu Leandro Vuaden.

O vasco foi enquadrado no artigo 213, inciso III do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. Pela gravidade do fato, a Procuradoria pede ainda a aplicação do parágrafo 1º. O que dizem:

"Art. 213. Deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir:
III - lançamento de objetos no campo ou local da disputa do evento desportivo.
PENA: multa, de R$ 100,00 (cem reais) a R$ 100.000,00 (cem mil reais).

§ 1º Quando a desordem, invasão ou lançamento de objeto for de elevada gravidade ou causar prejuízo ao andamento do evento desportivo, a entidade de prática poderá ser punida com a perda do mando de campo de uma a dez partidas, provas ou equivalentes, quando participante da competição oficial."

Léo Moura desiste de ir para o vasco. "Não honrou a palavra", diz dirigente


Léo Moura, Fort Lauderdale Strikers (Foto: Heitor Esmeriz)Entre o anúncio e o recuo foram menos de quatro horas. Muitas conversas e nenhum acordo. Porém, Léo Moura não será jogador do Vasco. O lateral-direito, atualmente no Fort Lauderdale Strikers, dos Estados Unidos, deve ter mesmo como destino o Coritiba.  

Foi na manhã desta segunda-feira que o presidente Eurico Miranda anunciou a contratação. Em entrevista na qual revelou acordo com o treinador Celso Roth, o atacante Herrera e a intenção de contar com Ronaldinho Gaúcho, disse que o ex-jogador do arquirrival Flamengo estava acertado. Até o fim de 2016, ao "puxar pela memória". Mas tudo deu para trás,

– Deixe-me esclarecer esse assunto. Em nenhum momento o Vasco procurou Léo Moura. Ele procurou diversas pessoas no Vasco, entre elas o (gerente de futebol) Paulo Angioni, querendo ver se se viabilizava vir para o Vasco. Ele havia ligado algumas vezes para o José Luis Moreira, que ficou encarregado de conversar, e o senhor Léo Moura esteve na casa do Zé Luis. Acertou as bases salariais para vir para o Vasco, em cima do pedido reiterado que ele fez. Como vice de futebol, o Zé Luis passou para mim, e estou habituado a lidar da seguinte maneira: assumido compromisso, compromisso assumido. Hoje (segunda-feira) divulguei Léo Moura – disse Eurico em entrevista à Rádio Tupi.

O presidente cruz-maltino criticou o fato de a decisão de Léo Moura possivelmente ter sido influenciada pela repercussão negativa entre os rubro-negros, irritados com a ida do lateral para o maior rival – a direção do Fort Lauderdale Strikers também ficou surpresa com o anúncio do Vasco. E disse que não liberou o jogador. Para Eurico, que as portas de São Januário estão definitivamente fechadas.

– Agora, a realidade da história. Se ele vai para o Coritiba, para aqui ou para lá... Ele ligou para o Zé Luis para dizer que tinha muito problema, que foi divulgado, que tinha pressão de sei lá quem, mas o único problema é que temos que deixar bem claro que o Vasco não procurou o Léo Moura. Se teve pressão de A, B ou C, isso não é problema meu. Agora, nem de graça ele vem para o Vasco. Não sei tratar as coisas dessa forma. O sujeito faz, pede e assume compromisso, depois diz que tem pressão da tia, da torcida e de sei lá quem. Em nenhuma hipótese ele joga mais no Vasco – finalizou o presidente, que concederá uma entrevista coletiva para explicar o caso.

José Luis Moreira, quem fez a negociação direto com Léo Moura e com o empresário Eduardo Uram, deu mais detalhes. Ao reconhecer não ter assinado contrato com o atleta, o vice-presidente de futebol disse que o acordo estava apalavrado. Para o dirigente, o jogador não honrou o compromisso.

– É ele quem tem de explicar. Teve algum problema e desistiu de vir. No vasco, a palavra é o bastante. Mas nem todo mundo é assim. Ele não honrou a palavra. Ele procurou o Vasco e se ofereceu. Mas fez isso.

Eduardo Uram não atendeu aos telefonemas da reportagem. Antes do Vasco, o Fluminense apareceu como destino de Léo Moura, e o Coritiba também demonstrou interesse.


Euforia em demasia: o pecado do Flamengo diante do Galo, segundo Eduardo


Eduardo da Silva (Foto: Ivan Raupp)
Após vencer duas partidas seguidas e sair da zona de rebaixamento, o Flamengo sucumbiu ao Atlético-MG no último sábado, no Maracanã, e perdeu por 2 a 0, voltando ao Z-4. O resultado foi uma surpresa para a torcida, que compareceu em bom número ao estádio, e aos próprios jogadores rubro-negros, que tratavam o duelo como chance de afirmação do time no Campeonato Brasileiro. Na primeira entrevista coletiva da semana depois do revés, Eduardo da Silva fez uma análise do acontecido e disse que o Fla foi com muita sede ao pote.

- Chato, né? Ficamos tristes, ninguém gosta de perder, ainda mais em casa. Mas a gente tem que saber que jogou contra um grande clube. Acho que a gente teve muita euforia no começo da partida. Nós estávamos dando a vida ali junto da torcida. Mas não soubemos nos controlar. Quando teve o gol contra, acho que o time deu uma caída mentalmente. Mas faz parte. O Atlético-MG jogou bem organizado. Serve de lição para nós. Cada jogo é uma história - declarou o camisa 23.

Eduardo prometeu que a equipe vai ficar mais calma na próxima partida, domingo, diante do Vasco. E por falar em Vasco, o Cruz-Maltino anunciou nesta segunda a contratação de Léo Moura, ídolo rubro-negro que se despediu da Gávea há três meses - foi para o futebol dos EUA - após 10 anos defendendo vermelho e preto. Conterrâneo de Léo na Vila Kennedy, o atacante a princípio não quis comentar o assunto.

- Para falar a verdade, não queria comentar nada sobre o Vasco. São coisas deles. Quero comentar sobre o que está acontecendo com o Flamengo. Sobre o Vasco, tem que perguntar para eles. A gente está aqui tranquilo, com a cabeça no lugar. Não tenho nada a falar sobre essa situação. Desculpa.

Na sequência, ao ser questionado sobre amor à camisa de forma generalizada, Eduardo se permitiu falar um pouco sobre a polêmica transferência do lateral-direito.

- Isso é particular do Léo, cada um decide a sua vida. Todos queriam que ele estivesse aqui com a gente. Mas é futebol, depende de cada jogador. Ele deve ter um carinho, um amor enorme pelo Flamengo. A vida continua. Ele jogou nos EUA, voltou, de repente quer ficar perto da família e dos amigos no Rio de Janeiro.

Eduardo ainda lamentou a morte de Carlinhos, ex-jogador e ex-técnico do Flamengo, que faleceu nesta segunda-feira, aos 77 anos, em decorrência de problemas de saúde.

- Recebemos a notícia pela manhã e estamos muito tristes, comentamos no vestiário. Perdemos um grande ídolo do Flamengo. Nossos sentimentos em nome do Flamengo.

Com 7 pontos em oito partidas, o Flamengo abre a zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, à frente só de Coritiba, Joinville e Vasco. O próximo adversário é exatamente o rival e lanterna da competição. O clássico carioca está marcado para este domingo, às 18h30, na Arena Pantanal, em Cuiabá.

Torcida do Mengão, o vasco só contratou lixo e velho


- Léo morto não serviu para jogar num time de 5ª divisão nos EUA: Fort Lauderdale Strikers fundado em 2006. 37 anos.

- Andrezinho, reserva Tianjin Teda Football Club da China: o clube não quis continuar com o jogador. 32 anos.

- Herrera, Emirates Club dos Emirados Árabes: o clube não quis continuar com o jogador. 32 anos.

- Finalmente Ronaldinho punheteiro: se vier fecha o caixão do vasco. 35 anos.

Treino pós-revés tem Pará artilheiro e Cristóvão Borges atento aos reservas


O Flamengo voltou aos trabalhos na manhã desta segunda-feira, após a derrota para o Atlético-MG no fim de semana, e promoveu um trabalho regenerativo na academia seguido de treino com bola no campo principal do Ninho do Urubu. O destaque foi Pará, muito vaiado pela torcida no primeiro tempo da partida, que acabou como artilheiro da atividade com pelo menos três gols.

Dos jogadores considerados titulares, apenas o camisa 21 participou de todo o treinamento. Primeiro o grupo todo se dividiu em duas turmas, que trabalharam o toque rápido em campo reduzido. Depois, num espaço maior e com goleiros, apenas os reservas fizeram a atividade, com adição de Pará e Emerson Sheik. O primeiro, porque jogou apenas 45 minutos, e o segundo, porque pediu para a comissão técnica. Gabriel, que assim como o lateral foi titular no sábado e jogou só um tempo, também deveria participar, mas ficou fora do segundo trabalho por conta de dores nas costas.

O técnico Cristóvão Borges aproveitou para dar atenção aos reservas, que receberam muitas instruções, principalmente sobre movimentação. O treinador permitiu apenas três toques por atleta e foi reduzindo o número de integrantes dos times, chegando a promover dois contra dois na linha. Pará mostrou boa pontaria e marcou ao menos três gols, sempre batendo no canto. Bressan foi outro que balançou as redes, duas vezes. O lance mais bonito foi de Jonas, que volta de suspensão e está à disposição para a próxima rodada. O volante deu um drible seco em Marcelo Cirino e acertou belo chute de esquerda no ângulo.

Com 7 pontos em sete partidas, o Flamengo abre a zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, à frente  de Coritiba, Joinville e vasco ''o lanterna". O próximo adversário é exatamente o rival e lanterna da competição. O clássico carioca está marcado para este domingo, às 18h30, na Arena Pantanal, em Cuiabá.

A última nota do violino: Flamengo perde ex-jogador e técnico Carlinhos

A fala era sempre mansa. Seja nas resenhas do La Mamma, restaurante ali perto da sede do Flamengo na Gávea, onde gostava de se reunir com os amigos para tomar chope e contar bobagem... Seja na Boca Maldita, cantinho no próprio clube onde notáveis se reuniam para discutir passado, presente e futuro. Seja dentro de campo, onde, com seu estilo refinado e clássico de jogar, recebeu o carinhoso apelido de Violino e fez história com a camisa rubro-negra, ao ganhar um Rio-São Paulo (1961) e dois Cariocas (1963-1965). Seja no banco de reservas, onde depois comandou por várias vezes a equipe rubro-negra como treinador, conquistando títulos importantes, como dois Campeonatos Brasileiros (1987-1992), três Cariocas (1991-1999-2000) e uma Mercosul (1999). Luís Carlos Nunes da Silva até se reservava o direito de às vezes ter mau humor. Nada que atrapalhasse sua imagem de boa-praça. E de um dos maiores ídolos da história do Flamengo, que chora a sua morte, aos 77 anos, nesta segunda-feira. O velório acontecerá nesta terça-feira, entre 10h e 14h, na Gávea.

carlinhos violino flamengo gávea (Foto: Globoesporte.com) 
Carlinhos Violino na Gávea em 2013 (Foto: GloboEsporte.com)

Bastaria dizer que Carlinhos recebeu, quando garoto ainda no clube e iniciando sua carreira profissional, as chuteiras do grande Biguá, um dos maiores laterais-direitos do Flamengo, tricampeão carioca em 1953-54-55 e um dos deuses da raça, que encerrava sua trajetória. Bastaria dizer também que o Violino deu suas chuteiras na despedida dos gramados em 1970 a um menino franzino, lourinho, promessa dos juvenis que se tornaria o maior jogador da história rubro-negra. Sim, Zico recebeu dele a linda homenagem. Mas não ficou só nisso a sua passagem. Carlinhos foi um dos que mais vestiram a camisa vermelha e preta (517 partidas) e mais a honraram. Formou um inesquecível meio-campo com Nelsinho e Gérson. Na decisão carioca de 1963, diante do Fluminense e do maior público do Maracanã em jogos entre clubes (177.020 pessoas. Oficialmente, o total de torcedores chegou a 194.603.), comandou a equipe com sua habilidade e liderança em campo no empate que deu o título.

Pela Seleção, Carlinhos só jogou uma partida. Azar da Seleção. Foi em 1964, num amistoso contra Portugal. E o Violino por pouco não foi bicampeão mundial. Dois anos antes, nos preparativos para a Copa de 1962, o então treinador canarinho, Aymoré Moreira, convocou 41 jogadores para a primeira preparação. Desses, apenas 22 foram ao Chile. Para equilibrar os convocados de Rio e São Paulo, a comissão técnica preferiu levar, como reserva de Zito, Zequinha, do Palmeiras, em vez de Carlinhos.

Há alguns anos Carlinhos sofria com problemas de saúde. A elevação da taxa de ácido úrico causou problemas de cicatrização, obrigou a amputação de um dedo do pé, gerou complicações no sistema circulatório, perda de memória e, além disso, complicações na carótida e a necessidade de colocar pontes de safena. O chope, hábito quase diário do ex-atleta, teve de ser suspenso.



Como jogador, foi um meio-campista clássico, elegante, daí o apelido de "Violino". Defendeu o Flamengo de 1958 a 1969. Como treinador, não perdeu a elegância. Raramente subia a voz para falar com os jogadores  durante suas sete passagens pela Gávea.

Tantas conquistas o fizeram ser homenageado na Gávea, local que frequentava quase diariamente mesmo quando não estava a serviço. Um busto com a imagem de Carlinhos foi construído, em 2011, ao lado de onde se reunia com amigos para jogar carteado. O local ganhou o nome de "Praça Carlinhos".

Carlinhos ao lado do busto na Gávea em 2008 (Foto: Dibulgação/ Flamengo.com.br)Carlinhos ao lado do busto na Gávea em 2011 (Foto: Divulgação/ Flamengo.com.br)

Trabalhar, trabalhar, trabalhar: o lema de César para crescer e bater o vasco sanitário


César, Flamengo x Atlético (Foto: Gilvan de Souza/Fla Imagem)
"Eu acordo pra trabalhar, eu durmo pra trabalhar, eu corro pra trabalhar". O goleiro César não é o "Capitão de Indústria" da música assinada pelos Paralamas do Sucesso em 1996, mas tem no verbo trabalhar seu lema principal. É a palavra de ordem escolhida para evoluir no gol rubro-negro e vencer o Vasco, no próximo domingo, às 18h30 (de Brasília), na Arena Pantanal, no Mato Grosso. Após a derrota por 2 a 0 para o Atlético-MG, em sete minutos e 50 segundos de entrevista, usou-a no infinitivo, gerúndio, particípio e presente. Dezenove vezes.

Perguntado se aumentou a intensidade dos seus treinos após a lesão de Paulo Victor, titular da posição, começou o discurso centralizado no trabalho.

Infinitivo, particípio, presente, passado, gerúndio... César aludiu ao verbo trabalhar por 19 vezes em sete minutos e 50 segundos atendendo à imprensa no Maraca.

 - Não muda muita coisa. Tenho trabalhado sempre, independentemente de jogar ou não. Sempre me predispus a trabalhar como se fosse jogar ou não, e a oportunidade veio. Não da maneira que eu queria, estou torcendo muito pelo PV, mas a oportunidade veio e estou preparado para cada vez mais me aperfeiçoar. A responsabilidade era muito grande, o Paulo Victor é um dos melhores goleiros do Brasil. Mas eu já vinha treinando antes dele se machucar, então sempre trabalhei, me empenhei e me dediquei, porque sabia que uma hora a oportunidade iria chegar. Ele me deu um abraço, a gente conversou, como sempre conversa. Um apoia o outro. Tenho certeza que, assim como todas as vezes que torci por ele, dessa vez ele torceu por mim - disse.

César, de 23 anos, já sofreu questionamentos no início do período em que substituirá Paulo Victor. O segundo gol do Atlético-MG, no sábado, foi considerado defensável por alguns críticos e torcedores. O jovem discordou, mas prometeu trabalhar em cima do lance para chegar em bolas desse tipo.

- Pode ter certeza que eu vou ver o vídeo diversas vezes. Para mim, era indefensável. Mas eu sempre vou trabalhar para que eu possa chegar nessas bolas indefensáveis. Vou ver os vídeos não só dos gols, mas também de todos os lances para trabalhar cada vez mais e ficar mais tranquilo para fazer as defesas e o meu melhor. Minha responsabilidade não é sempre fazer grandes jogos, é sempre fazer o meu melhor. Se tiver algo que errei, pode ter certeza que eu mesmo vou me avaliar, vou olhar e observar, porque quero evoluir - afirmou.

César posa com família após Flamengo x Galo (Foto: Arquivo pessoal) 
César posa com a esposa Amanda e familiares antes do jogo com o Galo (Foto: Arquivo pessoal)


A respeito do duelo contra o arquirrival na capital mato-grossense, celebra uma semana cheia "de trabalho" para aparar as arestas e chegar ao clássico em condições de bater o rival e se afastar da zona de rebaixamento, condição comum aos dois adversários no momento.

 - Clássico sempre é motivacional, não precisa de muita coisa. Só o fato de a gente jogar contra o Vasco já motiva. Mas, independentemente do jogo que for, a gente precisa entrar concentrado e consciente do que a gente precisa fazer em campo. E trabalhar. Temos uma semana para trabalhar. Então que a gente possa acertar o que estiver de errado ali. O Cristóvão vai conversar com o grupo, e vamos conversar juntos e nos levantar juntos. Temos uma semana de trabalho contra o Vasco para que a gente entre em campo e conquiste essa vitória, que será muito importante para a gente. Precisamos trabalhar essa semana inteira. Como tenho falado do trabalho, quanto mais se trabalha, mais confiante a gente fica para jogar - avaliou.

César tem muito a trabalhar. É amigo e fã de Paulo Victor, mas, com sua palavra-chave, espera escrever a própria história no Rubro-Negro.

- Sem dúvida (que PV o inspira). Ele é vencedor, conquistou o espaço dele. Agora cada um tem uma história, eu tenho trabalhado e feito o meu melhor nos treinamentos para quando a oportunidade vier, assim como veio e como vou ter talvez nesses próximos jogos, eu estar preparado e seguro para poder fazer o meu melhor dentro de campo - encerrou. 

Família de César acompanha o jogador na maioria dos seus jogos (Foto: Fred Gomes/GloboEsporte.com) 
Família de César acompanha o jogador na maioria dos seus jogos (Foto: Arquivo Pessoal)

Classificação do Peru adia chegada de Guerrero no Flamengo: "Vou seguir torcendo"

Paolo Guerrero - Peru x Colombia - Copa América (Foto: EFE)
A torcida do Flamengo torce para Paolo Guerrero chegar com o faro de gol intacto, mas sabe que isso pode custar ainda mais tempo para contar com o seu grande reforço para o Brasileiro. A classificação do Peru às quartas de final da Copa América, por exemplo, adiou a apresentação oficial do atacante, que até camisa rubro-negra já vestiu.

O empate com a Colômbia permitiu ao Peru avançar como segundo colocado do Grupo C, que lhe deu em tese um adversário mais fácil, a Bolívia. Se vencer na próxima quinta-feira, às 20h30 (de Brasília), em Temuco, garantirá permanência no Chile pelo menos até o dia 3 de julho, data da disputa de terceiro lugar. Sendo assim, Guerrero perderia os jogos contra Vasco, Joinville e muito provavelmente Figueirense. Resta acompanhar de longe.

- Esperava ontem (sábado) um resultado melhor (contra o Atlético-MG), mas infelizmente perderam. Mas vou seguir torcendo por eles. Espero ficar aqui mais tempo, quero ganhar essa Copa América. Eu gostaria de já voltar para o Brasil, mas agora tenho que ficar com minha seleção. Estou jogando uma Copa América tão importante e espero classificar mais, ficar ainda, pois para nós é importante ganhar – disse ao GloboEsporte.com.

Guerrero Peru Colômbia (Foto: AP)Guerrero em ação contra a Colômbia: atacante ainda não marcou nesta Copa América (Foto: AP)


Fisicamente, Guerrero está muitíssimo bem. Caso aconteça o oposto e o Peru seja eliminado, ele acha que pode estrear em breve. De preferência com um velho conhecido no ataque.

- Tenho que me adaptar, me acostumar ao novo time, aos novos companheiros, e jogar com certeza. Já conheço o Emerson, joguei muito tempo com ele. Temos uma parceria boa. Agora espero chegar lá.

Em 2011, o Peru terminou em terceiro lugar ao derrotar a Venezuela na briga pelo pódio. Guerrero acha que pode repetir a campanha passada, apesar das desvantagens de ter um treinador em tão pouco tempo – Ricardo Gareca assumiu a seleção em março.

- A última Copa América a gente esteve perto de ganhar o título. Agora a intenção é essa, seguir jogando desse jeito e melhorando nos erros que a gente cometeu, contra o Brasil não merecemos perder. É um grupo que está unido, novo, muitos jogadores jovens, e acho que os companheiros, todo o time vai captando o que o professor Gareca quer. Ele acaba de chegar ao comando e o importante é ajudarmos ele. Ele está mudando o Peru com o sistema tático, quer que a gente trabalhe a bola no chão, é a característica do futebol peruano, essa identidade que está sendo recuperada. Acho que é importante, o professor nos pede para jogar futebol, é o que estamos tentando.

Goleador da última Copa América, com cinco gols, Guerrero ainda está em branco nesta edição. O jejum é de nove jogos, contando sua reta final de Corinthians. Ele atribui um futebol fechado desta Copa América como um dos fatores:

- São poucas chances de gol. Se fizer uma análise dessa Copa América vai ver que estão saindo poucos gols, a Argentina ganhou de 1 a 0 da Jamaica. Paraguai empatou 1 a 1 com o Uruguai. Sabíamos que seria um jogo duro, dessa característica.

Quais clubes têm mais mulheres entre sócios

Participação de mulheres em sócios-torcedores (junho de  2015)


Atlético-MG: 9%
Botafogo: 10%                       
Corinthians: 20%
Cruzeiro: 15%
Flamengo: 8%
Fluminense 15%
Grêmio: 25%
Internacional: 25%
Palmeiras: 12%
Santos: 17,5%
São Paulo: 10%
vasco: 7%



Fonte: departamentos de marketing dos clubes

Gabriel fala em "vida ou morte" contra o vasco: "Temos que bater neles"


Gabriel em ação contra o Atlético-MG (Foto: Gilvan de Souza/Fla Imagem)
Gabriel tem o hábito de partir para cima dos adversários em campo e buscar sempre o drible. Nas entrevistas é mais discreto, embora tenha sido bem direto ao projetar o clássico do próximo domingo, contra o Vasco, às 18h30, na Arena Pantanal. Cobrou de si e dos companheiros uma vitória e negou estar com o arquirrival entalado na garganta após a eliminação na semifinal do Carioca.

- Jogo de vida ou morte. O clássico Flamengo x Vasco, independentemente da situação, é sempre assim, ainda mais na situação que estamos. Dar a vida nessa semana aí, trabalhar forte e preparar da melhor maneira para fazer uma grande jogo. Engasgado não estamos, até porque ficamos vários clássicos sem perder para eles (três anos, 11 jogos, seis vitórias e cinco empates) e aconteceu ali, infelizmente. Mas, tratando-se de clássico, domingo tem que vencer, não tem jeito. É um campeonato à parte, e temos que bater neles - afirmou.

Perguntado se uma derrota pode pressionar - e muito - o Flamengo novamente na competição, negou-se a tratar um revés como possibilidade:

- Não pode pensar na derrota, não. Tem que jogar para vencer. Pensar em perder nunca, pensar em derrota é ruim. É um clássico, o jogo vai ser muito disputado, mas espero sair com a vitória.

Além de ter participado da maior parte dos jogos em que o Flamengo sustentou boa invencibilidade diante do rival, Gabriel tem um deles guardado na memória com maior carinho, realizado em 16 de fevereiro de 2014. No duelo em que o à época vascaíno Douglas teve um gol mal anulado - a bola ultrapassou a linha após bater no travessão -, o baiano de 25 anos decidiu a virada rubro-negra aos 44 minutos da etapa final.

- Acho que foi o gol mais marcante. Fazer um gol no clássico e no último minuto é marcante.

A última recordação, todavia, é negativa. Mas, em uma análise do que foi a semifinal do Carioca, Gabriel não viu o Vasco como superior no confronto. Criticou o nível técnico do encontro e lembrou o pênalti de Wallace em Serginho, que, para os rubro-negros, não existiu.

- Na verdade, não teve jogo. Não foi só o Flamengo que não jogou, o Vasco também não jogou. Foi um jogo muito pegado, de muito contato. Tanto é que foi decidido em um lance polêmico. Acho que não foi o Vasco que dominou a gente, foi um jogo ruim tecnicamente e espero que no domingo seja melhor.

domingo, 21 de junho de 2015

Flamengo ficará seis dias fora do Rio para enfrentar vasco e Joinville


Se o Flamengo terá a semana cheia de treinamentos para o clássico com o vasco, no próximo domingo, a equipe de Cristovão Borges ficará por seis dias fora do Rio de Janeiro, já que de Cuiabá seguirá para Joinville para enfrentar a equipe catarinense.

Assim, o Rubro-Negro treina na sexta-feira à tarde, na Gávea, e inicia a jornada até Cuiabá, para o clássico na Arena Pantanal. No sábado, faz a última atividade antes de pegar o vasco. Após a partida a delegação vai a Santa Catarina, treina na segunda e na terça, e encara o Joinville, na Arena Joinville, na quarta-feira, às 22h.

O retorno ao Rio de Janeiro, então, está previsto para acontecer na tarde de quinta-feira, com reapresentação no Ninho do Urubu na sexta, para se preparar para o duelo contra o Figueirense, domingo, dia 5 de julho, no Maracanã, pela 11ª rodada do Brasileirão.

Elogiado por Cristóvão, Alan Patrick faz autocrítica: "Faltou algo a mais"


Os holofotes estavam todos voltados para Emerson Sheik, mas Alan Patrick também estreou pelo Flamengo na derrota por 2 a 0 para o Atlético-MG, no sábado. E foi bem, de acordo com o técnico Cristóvão Borges. Embora não tenha sido decisivo, teve aproveitamento excelente no fundamento mais importante para um jogador de sua posição: errou apenas um dos 22 passes que tentou.

- Claro que queria estrear com uma vitória, mas o fator positivo foi a torcida, com o show que deram fora de campo, nos apoiando. E eu estou sempre querendo melhorar e sempre jogar bem. Mas como o resultado positivo não veio, acredito que ficou faltando algo a mais. Só que do outro lado também tinha uma equipe de muita qualidade, e eles foram eficientes. Agora é trabalhar forte, pois temos outro jogo importante e precisamos recuperar os três pontos - disse, referindo-se ao clássico do próximo domingo, contra o Vasco, no Mato Grosso.

Alan Patrick, Flamengo, Flamengo x Atlético (Foto: Bruno de Lima/Agência Estado) 
Alan Patrick substituiu Pará, e mexida fez Everton virar lateral-esquerdo (Foto: Bruno de Lima/Agência Estado)
 
Apesar de acreditar que poderia ter apresentado-se num nível acima, Alan afirma ter aprovado sua primeira partida como jogador do Flamengo e prometeu melhorar.

- Como eu falei, quando o resultado positivo não vem, acredito que fica faltando algo a mais. Mas aprovei e, com uma sequência de jogos, todo jogador tende a crescer. Vou procurar dar sempre meu melhor e ajudar o Flamengo a crescer também dentro do campeonato - encerrou.

Cristóvão Borges, momentos após o jogo, considerou que o atleta, de 24 anos, melhorou o setor de criação do Rubro-Negro.

- Para o que nós precisávamos no jogo, sim (se o meia melhorou o time), porque estávamos com uma ligação entre o meio de campo e ataque que não foi aquilo que desejávamos. Começamos o meio com Canteros, Márcio e Everton e estávamos errando na nossa saída de bola. Os jogadores estavam se posicionando demais na defesa do Atlético, e isso complica. O Rafael Carioca organizou o Atlético e foi o ponto de desequilíbrio deles. O Alan entrou e conseguiu melhorar a armação, mas a equipe jogou muito abaixo e fica difícil de reverter.

Números de Alan Patrick no jogo:
Passes: 22
Erros de passes: 1
Bolas levantadas: 4
Falta recebida: 1
Desarmes: 3

Festejado, Sheik espanta desespero sobre Z-4: "Sai como 10 e 10 são 20"

Às 16h17, Emerson Sheik teve seu nome exibido no telão e anunciado pelo sistema de som do Maracanã. Foi o único momento de explosão dos rubro-negros neste sábado, o que mais se aproximou de um grito de gol. Ao festejar um a um dos jogadores, a torcida voltou a levantar a voz para gritar "Ih, f..., o Sheik apareceu" e o "Bonde do Mengão Sem Freio", funk que o estreante da tarde cantou quando ainda defendia o Fluminense, em 2011, e acabou motivando a sua demissão.



Com a bola no pé, os 36 anos em nada diminuíram a habitual disposição que já fora demonstrada no próprio Flamengo e posteriormente por Fluminense, Corinthians e Botafogo. Chutou duas vezes ao gol, pedalou, deu bons dribles e inverteu bolas com precisão. Carrinhos não faltaram e até chapéu aplicou, em Giovanni Augusto, aos 37 minutos. Incendiou a torcida e o time até sair o primeiro gol atleticano, que, segundo o camisa 11, aconteceu em momento no qual a equipe perdeu a organização.

- Eu saio triste, porque sei que parte desses torcedores veio me ver acreditando em uma vitória, e essa vitória não veio. Mas é importante também o torcedor saber que o grupo deu o melhor e que, em algum momento, desorganizou. Por isso, sofreu os gols. Mas ao longo da competição o time vai precisar deles (torcedores) - afirmou.

Tabela - Números de Emerson Sheik contra o Atlético-MG (Foto: GloboEsporte.com)Números de Emerson contra o Galo: líder do time em finalizações e faltas recebidas (Foto: GloboEsporte.com)
 
Se o resultado não permitiu que Sheik concedesse uma entrevista com o habitual alto astral (confira a entrevista no vídeo acima), personalidade não faltou quando perguntado aonde o Flamengo pode chegar na competição. Evitou fazer projeções, mas assegurou categoricamente que luta contra o Z-4 não o preocupa de forma alguma.

- O campeonato, por mais que seja difícil e competitivo, é longo. Tem jogo atrás de jogo e possibilita uma reação. Estou extremamente tranquilo, porque, com uma semana no clube, vejo que tem um elenco qualificado e que certamente vai sair da zona de rebaixamento. Isso é certo como 10 e 10 são 20 - disse.

Elogiou ainda o elenco, mas salientou ser preciso emplacar uma série de vitórias. Destacou que é preciso mais resultados e menos palavras. E, para isso, na visão de Sheik, entregar-se mais é obrigatório.

Emerson Sheik atende fãs após o jogo (Foto: Fred Gomes) 
Emerson Sheik deixou o Maracanã acompanhado dos filhos Emersonzinho e Henry (Foto: Fred Gomes)

- Competição extremamente difícil. É óbvio que a gente precisa trabalhar mais, identificar onde está errando. Tentar consertar o quanto antes, porque tem, sim, uma equipe qualificada, um treinador extremamente inteligente, que consegue enxergar os defeitos. Agora tem que ter um pouquinho mais de cada um, me incluindo naturalmente, para poder dar um passo à frente e parar um pouco de falar que a equipe é boa e mostrar em campo - falou.

Emerson Sheik Victor Flamengo x Atlético-MG (Foto: André Durão) 
Sheik foi um dos mais participativos do Flamengo na derrota para o Atlético-MG, no Maracanã (Foto: André Durão)

Cristóvão quer reação contra o vasco sanitário


Técnico lamentou fim de sequência positiva
O treinador Cristóvão Borges lamentou a derrota para o Atlético-MG neste sábado (20.06), mas espera que a reação venha na próxima rodada. Ele lembrou da sequência do Brasileiro contra o Vasco e espera que a equipe obtenha um resultado positivo no Clássico dos Milhões. Durante a entrevista após a partida, ele também falou das estreias de Emerson Sheik e Alan Patrick.
 
Confira os principais assuntos da coletiva de Cristóvão Borges:

Derrota
- Ficamos bastante sentidos por termos perdido. Todos ficamos tristes, porque é desagradável, principalmente depois de duas vitórias seguidas, estávamos voltando ao Maracanã... Ficamos mais sentidos por isso.

Sheik
- Participou bem do jogo, que foi numa dinâmica muito intensa. Fiquei preocupado que não conseguisse os 90 minutos, mas jogou bem, se movimentou e procurou espaços. A substituição que fiz botando ele mais à frente foi para mudar a referência, porque estava muito marcado.

Time cresceu com Alan Patrick?
- Para o que nós precisávamos no jogo, sim, porque estávamos com uma ligação entre o meio de campo e ataque que não era a que desejávamos. Começamos o meio com Canteros, Márcio e Everton e estávamos errando na saída de bola. Todos estavam se posicionando demais na defesa do Atlético, e isso complica. 

Clássico contra o vasco sanitário
- Duas equipes com necessidade muito grande, e o jogo se torna vital para ambas. Teremos aí uma semana a mais para trabalhar. Temos aproveitando bem, uma pena que tivemos essa dificuldade no encaixe de hoje. Não tenho duvida da evolução e é claro que isso vai acontecer. Ganha-se confiança com resultados positivos. Com uma derrota, logicamente dá uma freada nisso. Vamos procurar mudar esse quadro buscando fazer bem um clássico regional, de rivalidade, e sairmos com a vitória.
 



Elenco de peça sobre o Mais Querido se apresenta na Gávea


O elenco da peça "Flamengo – Histórias de um Rubro-Negro" se apresentou na noite desta sexta-feira (19.06) no FlaExperience, na Gávea. O grupo fez uma apresentação avulsa na sede do Mais Querido.

"Flamengo - Histórias do Rubro-Negro no Teatro" tem a missão de levar as emoções e glórias dos 120 anos do Flamengo para o palco. O projeto foi realizado com a ajuda de torcedores rubro-negros que doaram para o projeto.