quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Ibson, após empate com o Bahia: 'Está de bom tamanho'
Após o empate com o Bahia nesta quinta-feira, no Engenhão, em partida
válida pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro, os jogadores do
Flamengo, que pareciam não estar satisfeitos com o resultado obtido, não
quiseram falar muito na saída do gramado.
Fugindo à regra da
maioria dos companheiros, o volante Ibson parou para falar com os
repórteres e deu uma opinião, no mínimo, curiosa ao analisar o empate.
-
Criamos as oportunidades, mas não deu. Precisávamos ter tido um pouco
mais de sorte. Acho que o empate está de bom tamanho - comentou o
jogador.
Também após o jogo, Renato, que voltou o time após
recuperar-se de lesão no joelho direito, fez como de costume, e elogiou a
torcida rubro-negra:
- A gente se expôs para poder fazer o gol,
mas a bola não entrou. O mais importante é esse apoio da torcida, que
nos dá força até o fim do campeonato.
Com o empate, Flamengo e
Bahia não conseguiram subir muito na tabela de classificação. O
Rubro-Negro chegou aos 35 pontos e ocupa a décima colocação. Já o
Tricolor Baiano está uma posição atrás do clube da Gávea, com a mesma
pontuação.
Flamengo 0 x 0 Bahia
Ficha técnica
Estádio: Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 4/10/2012
Hora: 21h (de Brasília)
Renda: R$ 380.075,00
Renda: R$ 380.075,00
Público: 25.777 pagantes / 30.209 presentes
Cartões amarelos:
Fahel, Hélder,
Kleberson (Bahia)
Árbitro: Wagner Reway (MT)
Auxiliares: Carlos Berkenbrock (SC) e Rafael da Silva Alves (RS)
Flamengo: Felipe, Wellington Silva, Frauches, González e Magal; Renato, Ibson,
Léo Moura e Cleber Santana (Wellington Bruno, 24'2ºT); Hernane (Adryan,
intervalo) e Liédson (Nixon, 41' 2ºT).
Técnico: Dorival Júnior.
Bahia: Marcelo Lomba, Neto, Danny Morais, Titi e Jussandro; Fahel, Diones,
Hélder e Zé Roberto (Kleberson, 14' 2ºT); Gabriel (Lulinha, 39' 2ºT) e
Elias (Cláudio Pitbull, 20' 1ºT).
Técnico: Jorginho.
Flamengo enfrenta o Tijuca pelo Estadual de basquete
Após duas vitórias tranquilas nas primeiras rodadas, contra Riachuelo e Botafogo, respectivamente, o Rubro-negro, que busca o octacampeonato, terá uma partida mais disputada pela frente. O Tijuca, que disputa o NBB, também venceu seus dois desafios.
O Flamengo ainda vem de uma vitória sobre o Brasília, por 91 x 83, em amistoso realizado na última quarta-feira (03.10), no Tijuca. Foi o primeiro clássico da reformulada equipe na temporada. O time se prepara para a Liga Sul-Americana, no final de outubro, e para o NBB, a partir de novembro.
"Ainda estamos em fase de preparação, em busca de entrosamento e ritmo, e precisamos corrigir alguns fundamentos. Por outro lado, estou satisfeito com a atitude dos jogadores. Está sendo um bom começo para nós", afirmou o técnico José Neto.
No domingo (07.10), o Flamengo viaja para Buenos Aires onde disputa três amistosos contra Boca Jrs., Lanus e Vélez, dias 8, 9 e 10.10, respectivamente.
Para não virar outro Mané: Adriano Imperador e a sombra de Garrincha
Malandro é malandro e mané é mané. E o atacante Adriano, do
Flamengo, é, para muitos, um típico representante da malandragem. Porém,
para quem acompanha futebol, o Imperador não passa de um Mané dos anos
2000. No caso, a versão moderna do ídolo Mané Garrincha.
A
semelhança entre os dois vai além do talento com a bola nos pés. Criados
em comunidades carentes, tiveram problemas de adaptação ao mundo fora
do habitat natural e afogaram na bebida suas carências. O sucesso como
jogador foi insuficiente para que tivessem fora das quatro linhas uma
vida de vitórias.
Companheira de Garrincha por 16 anos, a cantora Elza Soares traçou para o MAIS um paralelo entre o seu Mané e o Imperador.
-
Sei o que ele e a família estão passando. Foi muito parecido com o que
eu passei ao lado do meu Mané. Neste momento, os amigos tem de segurar a
mão dele e tirá-lo do buraco. Se ele quiser, passo o dia com ele para
mostrar o quanto eu sofri com o Mané por conta de bebida - se
prontificou.
Adriano teve oportunidades que Garrincha não recebeu
O
exemplo de Garrincha, que morreu pobre e abandonado pelos “amigos”,
pode servir para Adriano mudar o rumo de sua vida. O Imperador terá
tempo para decidir se continuará no caminho que tem traçado ou se
prefere escrever novos capítulos em sua história.
- Não comparo o
Adriano com o Mané neste caso (chance de sair do fundo do poço). Mané é
Mané e Adriano é Adriano. Mané não tinha dinheiro, médicos, psicólogos e
esse monte de ajuda. Adriano é rico e pode pagar o que ele quiser para
sair dessa - diferencia Elza, que ganhava mais do que Garrincha quando
foram casados.
Outra diferença entre os dois está dentro de casa, para Elza:
- A família do Mané não poderia nos ajudar, eles não sabiam de nada. Adriano tem uma família linda.
BATE-BOLA
Elza Soares, cantora e ex-mulher de Garrincha
A senhora acredita que o Adriano pode se recuperar, diferentemente do Garrincha?
Adriano ainda pode voltar a jogar, basta ele querer. Se ele tivesse uma mulher que nem eu ao seu lado, sairia dessa. Ele é rico, tem muito dinheiro e uma família maravilhosa.
E qual a receita pra isso?
O Adriano tem de ser muito forte para suportar tudo que ele está vivendo. Isso não é fácil, ele vai precisar ser forte se quiser continuar jogando. Hoje ele não pode pensar em futebol, eu falava muito para o Mané: “Pensa na sua vida”, mas o jogador de futebol é diferente.
O assédio feminino atrapalha neste momento?
Essas mulheres só querem grana, mas o Mané não tinha grana. Na época, quem tinha dinheiro era eu. Hoje, essas mulheres vão embora no primeiro problema que aparece. São aproveitadoras. Ele tem de sair dessas.
Adriano ainda pode voltar a jogar, basta ele querer. Se ele tivesse uma mulher que nem eu ao seu lado, sairia dessa. Ele é rico, tem muito dinheiro e uma família maravilhosa.
E qual a receita pra isso?
O Adriano tem de ser muito forte para suportar tudo que ele está vivendo. Isso não é fácil, ele vai precisar ser forte se quiser continuar jogando. Hoje ele não pode pensar em futebol, eu falava muito para o Mané: “Pensa na sua vida”, mas o jogador de futebol é diferente.
O assédio feminino atrapalha neste momento?
Essas mulheres só querem grana, mas o Mané não tinha grana. Na época, quem tinha dinheiro era eu. Hoje, essas mulheres vão embora no primeiro problema que aparece. São aproveitadoras. Ele tem de sair dessas.
Marcos Braz chega ao Engenhão com a Raça Rubro-Negra
Candidato à presidência do Flamengo, Marcos Braz foi filmado chegando
ao Engenhão ‘escoltado’ pela torcida organizada Raça Rubro-Negra. O
vídeo, que foi postado no dia do último Fla-Flu, mostra o candidato
cantando os gritos de guerra da organizada.
O ex-vice de futebol do Flamengo e, recentemente convidado pela
presidente Patricia Amorim para assumir a pasta, confirmou a candidatura
na quarta-feira, 26 de setembro.
E você, rubro-negro, o que acha dessa relação entre candidatos à presidência e torcidas organizadas?
Dê sua opinião!
Adriano desabafa no Twitter: ‘Podem falar o que for, não vou desistir, seus invejosos’
Depois das faltas aos treinos de sexta à tarde, sábado e domingo do
Flamengo, Adriano desabafou contra as críticas nesta quinta-feira. No
Twitter, o jogador esbravejou contra as reportagens veiculadas nos
últimos dias sobre o seu paradeiro enquanto esteve ausente das
atividades na Gávea e no Ninho do Urubu.
- Vocês podem falar o que for, não vou cair na de vocês. Não vou
desistir de jogar porque tenho muita gente que torce por mim. Claro que
viro outro, porque tem muita mulher que me dá mole, seus invejosos.
Ainda sem previsão de voltar aos gramados, o atacante fez
fisioterapia no Ninho do Urubu na manhã desta quinta-feira e, à tarde,
deve realizar uma atividade na piscina do hotel em que o Flamengo se
concentra.
Na quarta-feira, o GLOBOESPORTE.COM divulgou que Adriano passou parte do fim de semana na favela do Chapadão e trocou mensagens de texto com o diretor de futebol do Flamengo, Zinho, para avisar que faltaria ao treino.
Através de sua assessoria, o atacante deu outra versão.
Ele teria ido a uma boate na Barra da Tijuca na noite de sexta, dormido
num hotel no mesmo bairro e seguido para São Paulo no sábado, para
prestigiar a festa de aniversário da filha de um amigo.
Comissão eleitoral do Fla impugna candidatura de Peruano à presidência
A comissão eleitoral do Flamengo impugnou, nesta quinta-feira, a
candidatura de José Carlos Isidro Pereira, conhecido como Peruano, à
presidência do Flamengo. As razões foram a não apresentação das
certidões negativas necessárias, como a de antecedentes criminais, por
exemplo, e o fato de o candidato ter respondido recentemente a processo
interno por agressão ao responsável pelo blog do torcedor do clube no
GLOBOESPORTE.COM, Arthur Muhlenberg.
- Ainda não fui comunicado pelo presidente do Conselho de Administração
(Maurício Gomes). Enquanto isso, sou candidato à presidência do
Flamengo. Já estou em contato com meus advogados e vamos entrar com
recurso - afirmou o conselheiro e sócio-proprietário do clube.
Peruano tem até a próxima segunda-feira para recorrer junto ao Conselho
de Administração. Por enquanto, esta foi a única candidatura impugnada.
Os outros postulantes ao cargo de mandatário do Flamengo são: Patrícia
Amorim, que tentará a reeleição, Lysias Itapicurú, Ronaldo Gomlevsky,
Wallim Vasconcellos, Jorge Rodrigues, Marcos Braz e Maurício Rodrigues
de Souza Neto.
Guerra interna sobre fornecedora de material deixa Fla na encruzilhada
Vice-presidente geral do Flamengo, Hélio Paulo Ferraz recebeu de
Patricia Amorim a missão de negociar com o fornecedor de material
esportivo - escolha entre Adidas e Olympikus. Mas o clube está numa
encruzilhada. Helinho é defensor ferrenho da empresa alemã, mas o acerto
pode desandar. Internamente, o contrato oferecido pela Adidas sofre
fortes questionamentos, um deles do presidente do Conselho Fiscal,
Leonardo Ribeiro. Cláusulas estão sendo rediscutidas, a Olympikus já
encaminhou um termo para condicionar a sua saída antes do término do
contrato em 2014. E a novela continua...
- Você não conhece o Flamengo?! – disse Helinho, ao ser questionado
sobre a resistência ao contrato da Adidas. O dirigente lembrou ainda que
é ano eleitoral no clube.
O vice-geral procura se mostrar compreensivo até mesmo com a cláusula
no contrato oferecido pela Adidas que prevê redução das cotas, multa ou
rescisão em caso de rebaixamento.
- Nos contratos da televisão com o clube também está prevista uma
redução de receitas caso o clube seja rebaixado – justificou Helinho.
Segundo o vice de Patricia Amorim, cláusulas estão sendo revistas, mas fica clara a preferência pela Adidas:
- Redigimos textos alternativos para as partes que não concordamos,
eles estão refazendo as partes que eles não concordaram. Não tem nada de
esquisito - justificou Helinho.
Presidente do Conselho Fiscal, Leonardo Ribeiro está temeroso diante das cláusulas das 72 páginas de contrato da Adidas.
- O contrato da Adidas é preocupante, não é nenhuma maravilha. Revendo
alguns pontos, pode até mesmo ficar inferior ao da Olympikus. Os valores
nominais parecem bons, mas na troca de obrigações recíprocas, o que o
clube tem para dar e receber, não vale a pena, não é de R$ 35 milhões
(R$ 350 milhões por dez anos). Existe uma gama de posições que farão com
que o Flamengo deixe de arrecadar - criticou Leonardo Ribeiro.
Durante reunião do Conselho Deliberativo na noite desta quarta, Leonardo Ribeiro fez uma incisiva explanação para os conselheiros e defendeu que o clube não deve firmar com a Adidas. Segundo ele, o contrato sequer deveria ir a votação.
Durante reunião do Conselho Deliberativo na noite desta quarta, Leonardo Ribeiro fez uma incisiva explanação para os conselheiros e defendeu que o clube não deve firmar com a Adidas. Segundo ele, o contrato sequer deveria ir a votação.
Vice diz que Adidas paga o museu
A Olympikus desembolsou R$ 10, 4 milhões para a construção do museu do Flamengo. Helinho dá sua versão para as cifras.
- Eles fizeram um adiantamento que seria abatido em receitas futuras,
seria compensado dentro do contrato. Ou seja, teríamos que devolver esse
dinheiro, não é uma multa. A Adidas, então, está dando o museu, pois
vai pagar o que a Olympikus gastou e dar mais R$ 3 milhões - analisou
Helinho.
O vice disse ainda que um termo encaminhado para a Olympikus já com as
determinações e valores para a saída antes do término do contrato só
será validado caso a proposta da Adidas seja vetada no Conselho
Deliberativo:
- É um acordo com cláusula condicional de eficácia, está condicionada à
aprovação da Adidas pelo Conselho. Caso a proposta não seja aceita, não
tem validade. Por isso, é de eficácia.
Valores de contratos
A Adidas ofereceu um contrato de R$ 350 milhões por dez anos. Pela
oferta inicial, a parceria começaria a vigorar em 2015. Os valores
anuais são divididos entre cota de R$ 27 milhões, mais R$ 8 milhões de
material esportivo.
Atualmente, a Olympikus paga R$ 18 milhões, mais R$ 8,3 milhões em
material. Porém, no ano em que terminaria o contrato, em 2014, devido à
correção anual e outros ajustes, a diferença em relação à Adidas seria
em torno de R$ 3 milhões.
Em caso de quebra de contrato, o Rubro-Negro teria que desembolsar R$
35 milhões da multa rescisória. A Olympikus cobra algo em torno de R$ 15
milhões, sendo R$ 10,4 milhões bancados para a construção do museu,
entre outras cotas.
Desde que o clube anunciou a proposta e o interesse em trocar de
fornecedora, as vendas da Olympikus despencaram, e o prejuízo aumenta a
cada mês. A Adidas aceita adiantar R$ 25 milhões seis meses antes de o
vínculo entrar em vigor. Parte dessa antecipação poderia ser usada para
quitar o débito com a Olympikus.
Flávio Godinho, membro do conselho do grupo EBX, principal alicerce do
candidato a presidente do Flamengo Wallim Vasconcellos, foi levado por
Hélio Ferraz para a reunião com os executivos da Adidas na semana
passada em São Paulo. A iniciativa do vice-presidente geral de convidar
um integrante da oposição causou mal-estar no clube.
Por cotovelada e laser, Cáceres e Flamengo serão julgados na segunda
O artigo que o jogador rubro-negro será enquadrado é o
254-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) e prevê pena de
quatro a 12 jogos.
Já pela acusação do uso de um laser por um
torcedor rubro-negro, o procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt revelou
que o Flamengo será enquadrado no artigo 213 do Código Brasileiro de
Justiça Desportiva (CBJD), que pune o clube que "deixa de tomar
providências capazes de prevenir e reprimir desordens em sua praça de
desporto"
- As imagens são claras. Os torcedores do Flamengo
fizeram uso do laser para prejudicar os atletas do time adversário e,
por isso, o clube será enquadrado no artigo 213 - afirmou o procurador,
em entrevita ao LANCENET! no dia 27 de setembro.
Dorival vê perspectiva positiva para o Fla: ‘Jogadores abraçando a causa’
A derrota por 1 a 0 no Fla-Flu do último domingo freou a escalada do
Flamengo no Campeonato Brasileiro, mas não tirou o ânimo do grupo ou de Dorival Júnior.
Apesar do resultado negativo, o técnico enxergou virtudes na equipe,
que em muitos momentos do clássico conseguiu ser melhor que o líder da
competição. O Rubro-Negro continua em situação incômoda na tabela. É
apenas o 11º colocado, com 34 pontos. Por enquanto, o tema rebaixamento
anda escondido pelos lados do Ninho do Urubu, mas não completamente
esquecido.
- É lógico que sempre se cria uma incógnita e algumas incertezas. Na minha concepção, mesmo nos jogos que perdemos antes desses (contra Flu, Atlético-GO, Atlético-MG e Grêmio), fomos levemente superiores, mas não tivemos o resultado. Na minha opinião, anteriormente a essas quatro apresentações, tirando o jogo do Internacional, o Flamengo havia sido melhor que o resultado. A equipe vinha apresentando um futebol bem melhor, mas em razão da sequência dos resultados negativos, tudo foi colocado no mesmo pacote – avaliou o técnico.
Antes de superar o Atlético-GO por 2 a 1, fora de casa, o Flamengo havia ficado sete partidas sem vencer, sendo quatro derrotas e três empates. O Z-4 ficou pertinho, pertinho, mas a vitória sobre o vice-líder Atlético-MG, há uma semana, trouxe um bocado de tranquilidade. O treinador não se empolga com a melhora do time e prefere traçar os objetivos pouco a pouco.
- Eu prefiro que nós continuemos como estamos, trabalhando rodada a
rodada, e a própria condição da equipe vai nos mostrando o caminho a
seguir. Ainda são muitos pontos em disputa. Temos situações
pré-definidas, mas passíveis de alteração. É esse o caminho, os
jogadores estão abraçando a causa. O resultado seguinte é uma
interrogação, mas a perspectiva agora é mais positiva.
O Flamengo recebe o Bahia nesta quinta, às 21h (de Brasília), no Engenhão. O Rubro-Negro está praticamente definido, mas Dorival ainda tem dúvidas. No meio, Amaral e Renato disputam uma vaga. Cáceres vai para o banco. Suspensos, Vagner Love e Ramon não jogam. A provável formação: Felipe, Wellington Silva, Frauches, González e Magal; Amaral (Renato), Ibson, Léo Moura e Cleber Santana; Liedson e Hernane.
- É lógico que sempre se cria uma incógnita e algumas incertezas. Na minha concepção, mesmo nos jogos que perdemos antes desses (contra Flu, Atlético-GO, Atlético-MG e Grêmio), fomos levemente superiores, mas não tivemos o resultado. Na minha opinião, anteriormente a essas quatro apresentações, tirando o jogo do Internacional, o Flamengo havia sido melhor que o resultado. A equipe vinha apresentando um futebol bem melhor, mas em razão da sequência dos resultados negativos, tudo foi colocado no mesmo pacote – avaliou o técnico.
Antes de superar o Atlético-GO por 2 a 1, fora de casa, o Flamengo havia ficado sete partidas sem vencer, sendo quatro derrotas e três empates. O Z-4 ficou pertinho, pertinho, mas a vitória sobre o vice-líder Atlético-MG, há uma semana, trouxe um bocado de tranquilidade. O treinador não se empolga com a melhora do time e prefere traçar os objetivos pouco a pouco.
O Flamengo recebe o Bahia nesta quinta, às 21h (de Brasília), no Engenhão. O Rubro-Negro está praticamente definido, mas Dorival ainda tem dúvidas. No meio, Amaral e Renato disputam uma vaga. Cáceres vai para o banco. Suspensos, Vagner Love e Ramon não jogam. A provável formação: Felipe, Wellington Silva, Frauches, González e Magal; Amaral (Renato), Ibson, Léo Moura e Cleber Santana; Liedson e Hernane.
Em amistoso com clima de final, Flamengo vence Brasília no Rio
Os dois maiores rivais do basquete brasileiro se encontraram nesta
quarta-feira para o que deveria ser apenas um amistoso de preparação
para a Liga Sul-Americana e o NBB. Na prática, o clima da partida entre
Flamengo e Brasília estava mais para uma final de campeonato do que para
um confronto casual. Com direito a disputa acirrada e reclamações da
arbitragem, as principais equipes do circuito nacional se enfrentaram
com notório equilíbrio. Apoiado pela torcida que compareceu em peso ao
ginásio do Tijuca Tênis Clube, no Rio de Janeiro, o reformulado Flamengo
levou a melhor e derrotou o adversário por 91 a 83.
- Hoje eu senti na pele a rivalidade entre Flamengo e Brasília. De
amistoso, este jogo não teve nada. É claro que sempre queremos bater o
Brasília, que é um adversário de respeito, tricampeão do NBB. Mas a
partida serviu para testar os jogadores, para analisar os pontos fortes e
fracos da equipe. Com isso, eu vou conseguir traçar um plano de
trabalho dentro do Flamengo e fortalecer o time - afirmou o técnico José
Alves Neto, que esteve à frente do Joinville na temporada anterior.
Cestinhas do jogo, Olivinha, do Flamengo, e Guilherme, do Brasília,
marcaram 19 pontos cada. O time da casa ainda teve Marcelinho, com 17, e
Marquinhos, com 10, entre os destaques. Do lado brasiliense, Arthur,
com 18 pontos, e Nezinho, com 17, também ajudaram a engordar o placar.
Em plena campanha pelo oitavo título do estadual, o Flamengo entrou em
quadra com o elenco principal quase completo. Apenas o pivô Caio Torres
ficou fora do amistoso. Já o Brasília estava desfalcado do capitão Alex,
poupado por dores musculares, e do ala Danilo Pinnock, reforço trazido
dos Estados Unidos. O americano, com passagens por três equipes da NBA,
está resolvendo questões relacionadas ao visto de trabalho para jogar no
Brasil.
- Seria muito importante contar com o Alex e o Pinnock para uma disputa
tão acirrada quanto essa. O Alex até queria vir, mas preferi poupá-lo.
Nossa prioridade é a Liga Sul-Americana. Eu sabia que seria difícil
ganhar do Flamengo aqui, com a torcida da casa. Mas o jogo foi muito
importante, consegui testar o Isaac e o Ronald, que são duas promessas
que começam a despontar na equipe. É uma preparação fundamental para as
próximas competições - disse José Carlos Vidal, técnico do Brasília.
O amistoso no Rio serviu de preparação para a Liga Sul-Americana e o NBB (Foto: Fernando Azevedo)
Logo nos primeiros minutos, as duas equipes evidenciaram o equilíbrio
que marcaria o confronto. O Flamengo abriu o placar e chegou a ter cinco
pontos de vantagem, mas o Brasília não deixou por menos e diminuiu a
diferença para três. A equipe rubro-negra só conseguiu ampliar a frente
nos últimos minutos do primeiro quarto, quando o ala Isaac, do Brasília,
fez uma falta intencional no armador Gegê, que acertou uma cesta e
aumentou a vantagem carioca para nove pontos. O time visitante conseguiu
reduzir a diferença com uma cesta de três no final, e o Flamengo fechou
o primeiro quarto em 31 a 23.
O Brasília reagiu no segundo quarto. O Flamengo abriu a parcial com uma
cesta de três, mas sofreu um apagão logo em seguida. O adversário
aproveitou a oportunidade para fazer 10 pontos em sequência. O técnico
Neto pediu tempo, incentivou os jogadores e conseguiu reverter a
situação. O rubro-negro recuperou o ritmo e chegou a fazer 41 a 35. Com
Nezinho e Guilherme comandando a ofensiva do Brasília, o quarto terminou
com vantagem menor para o Flamengo, em 49 a 43.
Mas o rubro-negro mostrou mais ritmo de jogo no segundo tempo. Com mais
domínio em quadra, o time da casa conseguiu ampliar a vantagem e
despontou no placar, fechando em 68 a 57. O ala-armador Marcelinho jogou
apenas o suficiente para fazer uma cesta de três e foi para o banco,
mas o ala Marquinhos incorporou a postura agressiva da equipe carioca.
Com Marcelinho de volta, o Flamengo consolidou a vantagem no último
quarto, já que Brasília não conseguiu ameaçar a vitória do rival. Em uma
parcial morna, sem grandes reviravoltas, Benite e Olivinha foram os
destaques da equipe carioca, que fechou a disputa por 91 a 83.
Antes de disputar três amistosos na Argentina, todos em Buenos Aires,
contra Boca Juniors, Lanus e Vélez, o Flamengo enfrenta o Tijuca Tênis
Clube no Ginásio da Gávea, nesta sexta-feira, pela última rodada do
primeiro turno do Estadual.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Falta de luz cancela jogo da Seleção, que requisita taça do Superclássico
A falta de luz no Estádio Centenário de Resistência suspendeu a
realização do confronto entre Brasil e Argentina, nesta quarta-feira,
pela decisão do Superclássico das Américas. Enquanto a imprensa local
divulgou que o apagão teria acontecido por causa de um incidente
envolvendo o ônibus do time canarinho, os organizadores do evento deram
duas versões para o cancelamento do duelo: o horário do voo da Seleção,
marcado para 1h30m (de Brasília), e que os refletores teriam sido acesos
com antecedência e acabaram não suportando até o início do jogo.
O goleiro Jefferson falou da decisão tomada pela organização da partida.
- Foi uma decisão unânime do grupo. Eles nos consultaram, e esperamos
ate o último minuto - afirmou o goleiro na saída do estádio.
Com o cancelamento da partida, os jogadores aproveitaram para comer no
vestiário pizzas pedidas de uma das lanchonetes do estádio. Em seguida, o
grupo seguiu para o aeroporto de Resistência para retornar ao Brasil.
No regulamento do Superclássico, independentemente de o Brasil ter
vencido a partida de ida (2 a 1, em Goiânia), o campeão do torneio será
decidido em comum acordo entre a CBF e a AFA.
- Pela lógica, nós somos os campeões, mas temos que esperar o desejo de
todos - disse o diretor de Seleções da CBF, Andrés Sanches.
O dirigente afirmou ainda que não existe a possibilidade da realização de uma nova partida.
- O nosso calendário já está apertado. Não existe a possibilidade de ter outro jogo.
O motorista do ônibus da Seleção, Gustavo Bolla, que conduziu o time
canarinho até a arena, negou que tenha batido no trailer de energia do
estádio. Coincidência ou não, o primeiro apagão aconteceu quando os
jogadores deixavam o veículo na chegada até o vestiário.
Jogadores de Brasil e Argentina conversam com o árbitro Enrique Osses (Foto: Agência AFP)
As duas equipes entraram pontualmente no campo e seguiram todo o
cronograma até o pontapé inicial. Antes de tentarem iniciar o jogo,
"curtiram" dois cantores argentinos responsáveis pela execução dos hinos
nacionais de Argentina e Brasil. Mas... A luz não voltou. O árbitro
conversou várias vezes com o goleiro Jefferson e o zagueiro Sebá
Dominguez, capitães das seleções, e decidiu pelo retorno das duas
equipes ao vestiário para a normalização da situação.
Até as 23h10m (de Brasília), o refletor principal seguia apagado e
impedia a realização do confronto. Assim, CBF e AFA decidiram cancelar a
partida. Segundo a TV Globo, a organização do estádio chegou a
requisitar um novo gerador. Porém, por volta das 22h40m (de Brasíllia), a
previsão era de que o aparelho só estaria no local em 30 minutos. Fato
que não se concretizou.
- Apagou tudo, não mudou nada. Vamos aguardar no vestiário. Estávamos
aquecidos, preparados, mas não deu para começar a partida - afirmou
Lucas antes de sair de campo.
Por causa do atraso no início da partida, a seleção brasileira viveu
outro dilema até a decisão de cancelamento do confronto. O voo fretado
que conduziu o grupo até Resistência só poderia pousar no aeroporto de
Guarulhos até as 4h30m (de Brasília). Com isso, a programação do time
canarinho ficou apertada para cumprir o itinerário e os horários
estipulados para o retorno a São Paulo.
Reunião do Conselho do Fla tem distribuição de camisas oficiais
Conselheiros do Flamengo, ao chegar nesta quarta-feira à noite para a
reunião extraordinária do Conselho Deliberativo que decidiria sobre o
tamanho permitidos dos logos dos patrocinadores no uniforme do clube,
foram surpreendidos por uma pessoa que distribuía camisas oficiais do
time de futebol, fabricadas pela Olympikus.
Segundo conselheiros, a pessoa que distribuía as camisas era um
funcionário do clube e que estava distribuindo as camisas a pedido da
empresa de material esportivo.O suposto interesse da OLK seria o de
tentar barrar a aprovação do contrato com a Adidas. O LANCE! tentou
falar à noite com a assessoria da OLK, para confirmar a informação, mas
não teve sucesso.
A medida provocou reação de insatisfação entre alguns conselheiros,
que criticaram uma suposta tentativa de suborno. Mesmo assim, muitos
aceitaram o presente.
O contrato entre Flamengo e Adidas ainda não está definido e, por
isso, não havia nem a expectativa de pudesse ser votado nesta noite.
A reunião decidiu não tomar nenhuma decisão sobre a pauta e
deicidiu-se que ela vai continuar em data a ser definida. A reunião
desta quarta foi convocada com 13 dias de antecedência.
A versão de Adriano: boate, hotel e ida a São Paulo para festa infantil
Depois de se pronunciar pelo Twitter, o atacante Adriano
detalhou na noite desta quarta-feira, através de sua assessoria de
imprensa, a sua versão para os acontecimentos do último fim de semana,
quando faltou aos treinos do Flamengo na sexta à tarde, no sábado e no
domingo. Em nota oficial enviada ao GLOBOESPORTE.COM, a assessora do
jogador, Renata Battaglia, diz que o jogador foi a uma boate na Barra da
Tijuca na noite de sexta e dormiu no Hotel Sol da Barra, no mesmo
bairro do Rio, acompanhado. Ele deveria ir ao treino do Rubro-Negro às
9h30m de sábado, mas não apareceu na Gávea. Segundo a assessoria, ele
foi para casa no sábado e, em seguida, para o aeroporto, de onde
embarcou para São Paulo.
Junto à nota, Renata enviou uma foto que mostraria Adriano no
aniversário da filha de um amigo em São Paulo - de camisa preta ao lado
de dois amigos. Mais cedo, a assessora havia publicado no Twitter outra
foto - com a legenda "olha onde o @adrianoimperador estava" - de camisa
branca e com duas crianças.
A razão da viagem para São Paulo seria o aniversário da filha de Thiago
Rivera, amigo de Adriano. Ainda segundo a nota enviada por Renata,
Adriano voltou de São Paulo no domingo (e, apesar disso, não compareceu
ao treino previsto no Ninho do Urubu). Renata enviou também a nota
fiscal emitida nesta quarta-feira pela empresa Travel Flash, de Niterói,
do fretamento do jatinho que, segundo ela, levou o jogador para São
Paulo.
O GLOBOESPORTE.COM telefonou para a Travel Flash - que confirmou que o
avião foi fretado - e informou um cronograma um pouco diferente do
apresentado pela assessoria do jogador:
- Eles fretaram conosco o avião que saiu do Rio no sábado umas 17h ou
18h... do Galeão para Congonhas. E voltaram ao Rio na segunda-feira ao
meio-dia saindo de Congonhas e pousando no Santos Dumont - disse Pablo
Cardoso, um dos donos da empresa.
Pablo passou para a reportagem o telefone do comandante Wilson Braga,
que teria sido o responsável pelo voo. Braga inicialmente disse que não
havia levado "Adriano algum" para São Paulo. Cinco minutos depois, em
novo telefonema, mudou de ideia:
- Ele realmente viajou comigo. Eu não queria falar porque era uma informação privada de um passageiro.
No Hotel Sol da Barra, a recepção confirmou a hospedagem de Adriano - mas também informou datas diferentes.
- Ele entrou aqui na quarta, dia 26. E saiu no domingo, dia 30 - disse um funcionário.
Ligação em espera
Em contato por telefone, Renata Battaglia afirmou que Adriano não
conseguiu falar com o diretor de futebol do Flamengo, Zinho, para avisar
que faltaria ao treino de sábado porque não conhece plenamente as
funções de seu telefone celular. Segundo a assessora, no momento em que
Zinho ligou, o atacante conversava com a mãe ao telefone, para desabafar
sobre seu momento difícil, e não conseguiu deixar a ligação em espera.
Na sequência, em vez de retornar a ligação, o jogador preferiu mandar
uma mensagem de texto ao dirigente.
Em reportagem publicada nesta quarta-feira, o GLOBOESPORTE.COM informou
que Adriano passou parte do fim de semana na favela do Chapadão. E que,
na manhã de sábado, o jogador enviou algumas mensagens de SMS para o
gerente de futebol, Zinho, avisando que não treinaria e pedindo que ele
"segurasse essa" - ou seja, perdoasse mais uma falta. A assessoria
confirmou que Adriano enviou uma mensagem - mas negou que ele tenha
estado na favela - dizendo que ele foi do hotel para casa e de lá direto
para São Paulo.
Segundo Pablo Cardoso, o embarque do jogador só se deu na tarde de
sábado. Outra divergência entre os relatos da assessoria e da agência é a
data do retorno de Adriano. Segundo Cardoso e o comandante Braga, o
atleta voltou de São Paulo na segunda de manhã (11h30m) - direto pro
treino. Na nota, Renata Battaglia informou que o jogador voltou da
viagem no domingo. Adriano não compareceu aos treinos de sexta, sábado e
domingo no Flamengo.
Flamengo reconhece falhas na área de recursos humanos e diz que 'estão sendo corrigidas'
As explicações,
por sua vez, são vagas e sucintas mediante um relatório que traz 16
páginas, apontando problemas administrativos graves. O clube também usou
o direito de se manifestar para atacar gestões anteriores, cuja
pendências também são apontadas no estudo realizado pela diretoria.
O LANCENET!
apurou que Fernando Sihman, marido de Patricia Amorim, foi um dos
responsáveis por cobrar uma posição do vice de finanças e também por
influenciar como seria elaborada a resposta.
O Flamengo precisou
de quatro dias para chegar a um consenso sobre as explicações. Só no
sábado, foram dadas à reportagem três versões distintas e a promessa de
uma resposta na terça-feira, fato que não aconteceu.
A divulgação do estudo causou um mal estar dentro do clube. Na segunda-feira, a presidente Patricia Amorim foi questionada por Sylvio Capanema, presidente do Conselho Deliberativo.
A divulgação do estudo causou um mal estar dentro do clube. Na segunda-feira, a presidente Patricia Amorim foi questionada por Sylvio Capanema, presidente do Conselho Deliberativo.
A publicação da resposta do Flamengo na íntegra, enviada ao LNET! por email, segue abaixo:
Auditoria na Área de Recursos Humanos
Em
razão da reportagem publicada na edição do último sábado, 29 de
setembro, no Jornal Lance, o Clube de Regatas esclarece que após a
publicação do Balanço de 2011, solicitamos a empresa Loudon Blomquist
Auditores Independentes, um relatório com comentários e recomendações,
mostrando o diagnóstico de possíveis falhas no setor de Recursos Humanos
do clube.
Encontramos o clube em janeiro de 2010 com os cofres
totalmente vazios, inclusive com os funcionários sem terem recebido o
mês de dezembro e 13º salários. Isso sem contar que o prêmio de R$ 5
milhões recebido pelo título do Campeonato Brasileiro de 2009 não foi
pago ao futebol e sim usado para outras dívidas. Essa administração tem o
orgulho de dizer que paga seus funcionários e está há 34 meses com
salários em dia. Além disso, esta administração também passou a pagar
férias aos jogadores de futebol, fato que não acontecia nas gestões
anteriores.
Vale lembrar também que o maior prejuízo apresentado
em Balanços do Flamengo, foi no Exercício de 2007, no valor de
R$59.233.249,04. Entre 2004 e 2009, os prejuízos atingiram a soma
espantosa de R$127.818.305,98, valor superior aos aportes da ISL.
Afirmamos que as falhas apontadas pelos Auditores Independentes estão
sendo corrigidas. As Contribuições e Tributos decorrentes da Folha de
Pagamento, estão em processo de parcelamento.
A razão do referido
relatório foi justamente buscar subsídios necessários a reestruturação
dos departamentos de contabilidade, Finanças e Recursos Humanos. Nosso
trabalho é sério, e eficiente. O relatório dos auditores é uma
importante ferramenta de trabalho para os novos profissionais
contratados: Diretor Executivo Financeiro, Contador e Controller.
De volta ao time, Hernane lembra que fez gol sobre Bahia: 'Espero mais um'
- É uma nova oportunidade, contra uma equipe que já fiz gol. Quero
agradecer a Deus por mais uma chance e espero ajudar muito o Flamengo,
fazendo mais um gol contra o time do Bahia - disse o atacante ao site
oficial do Flamengo.
Natural de Bom Jesus da Lapa, na Bahia, Hernane ressalta que os meses
no Rio de Janeiro já o fazem sentir com espírito de quem é nascido no
local.
- Sou um baiano com um pouco do carioca (risos). Sobre o jogo, posso
dizer que trabalhei bastante e agora quero aproveitar esta chance da
melhor maneira - acrescentou.
Por fim, Hernane comentou a parceria que fará com Liedson no ataque. Os
dois ainda não tiveram a oportunidade de atuar juntos neste Brasileiro.
- O pouco que a gente treinou já deu para conversar. A torcida pode
esperar garra e muita vontade para vencer essa partida - finalizou.
A bola rola para Flamengo x Bahia às 21h desta quinta-feira, no Engenhão.
Pendurado, Wellington Silva corre da suspensão: 'Não quero sair mais'
Dos jogadores relacionados por Dorival Júnior para enfrentar o Bahia,
seis estão pendurados. Adryan, Amaral, Ibson, Liedson, Renato e
Wellington Silva vão jogar sob risco de suspensão em caso de nova
advertência. Um problema para o lateral-direito Wellington Silva.
Titular do Flamengo nas últimas quatro rodadas do Campeonato Brasileiro,
ele ganhou a posição pelo bom desempenho e pelo deslocamento de Léo
Moura para o meio-campo. Agora, o camisa 25 diz que fará de tudo para
não sair da equipe.
- Dorival colocou o Léo no meio e não sabia que isso aconteceria tão
cedo. Disse para o Léo ficar no meio-campo porque eu não quero sair
mais. Só que estou com dois cartões. Até agora não tomei e quero que
fique assim até acabar o campeonato. Se faço uma falta no jogo, chego
para o juiz, concordo com a marcação, mas digo que não foi para cartão,
que foi sem querer (risos). Vamos ver até quando.
Wellington Silva conversa com Renato e Felipe no treino do Flamengo (Foto: Alexandre Vidal / Flaimagem)
Wellington disputou 11 jogos desde que chegou ao Flamengo, após o
Campeonato Carioca. Foi titular dez vezes. Nas últimas partidas,
conseguiu se destacar, principalmente contra Atlético-GO, Atlético-MG e
Fluminense. Houve um momento em que nem era relacionado por Joel
Santana, mas ganhou chances com a troca de comando.
- Agradeço ao Dorival por ter visto o meu empenho. Mas não posso ficar
acomodado. Se está bom, tem que melhorar. Tenho que procurar a
perfeição.
Nesta quarta-feira, Dorival escalou o time com mudanças no último
treino antes do jogo. O lateral-esquerdo Ramon e o atacante Vagner Love
estão suspensos. Magal e Hernane vão entrar. No meio, há uma dúvida.
Amaral e Renato disputam uma vaga. De volta após cumprir suspensão no
Fla-Flu, Cáceres ficará como opção. A provável escalação: Felipe,
Wellington Silva, Frauches, González e Magal; Amaral (Renato), Ibson,
Léo Moura e Cleber Santana; Liedson e Hernane.
Cariocas e baianos se enfrentam no Engenhão, às 21h. O Rubro-Negro é o 11º na tabela, com 34 pontos.
Renato ou Amaral? Dorival arquiteta formação do meio contra o Bahia
Recuperado da cirurgia no joelho direito feita no fim de agosto, Renato Abreu é uma das opções para o meio-campo do Flamengo. E a dúvida de Dorival Júnior para fechar o time titular para o confronto diante do Bahia, às 21h (de Brasília), no Engenhão, está justamente no setor. Léo Moura e Cleber Santana se mantém como meias, mas o técnico ainda não sabe se opta por manter Amaral ou colocar o camisa 11 ao lado de Ibson.
A indefinição se deve à preocupação com o jogo rápido do Tricolor
baiano. Caso escolha Renato Abreu, Ibson joga como primeiro volante. Se
Amaral ficar, o camisa 7 atua como segundo. Dorival Júnior explicou as
implicações de cada escolha.
- Com o Renato Abreu, teremos uma saída de bola mais dinâmica, uma
transição mais rápida, mas perdemos no desarme, porque não teríamos um
atleta desse ofício sem o Amaral. Mas é natural que percamos em algum
aspecto. O Bahia é rápido, tem ótimo aproveitamento fora, merece cuidado
e respeito - disse o comandante.
Renato Abreu voltou a ser relacionado entre os titulares no clássico
contra o Fluminense. Ele chegou a entrar em campo na segunda etapa da
partida e teve boa movimentação. Victor Cáceres, que cumpriu suspensão
contra o Tricolor, deve ficar no banco.
Além da indefinição no meio, Dorival Junior não terá o lateral-esquerdo
Ramon, expulso no domingo, e o atacante Vagner Love, suspenso. Magal
substitui o camisa 6. No ataque, o comandante usou Hernane no coletivo
desta quarta-feira e comentou a opção. Nixon, que vinha tendo chances
durante as partidas, fica entre os reservas.
- Hernane tem se dedicado muito, merecido a oportunidade, mostrado em
treinamentos. E a própria condição favorece. O Nixon vinha sendo o
substituto imediato, mas ainda não o vimos numa partida por inteiro.
Prefiro um jogador com um pouco mais de experiência, e o Nixon entrando
em uma eventualidade durante os 90 minutos - relatou.
Hernane ganha uma oportunidade no time titular após quase ser envolvido
na negociação que trouxe Renato Santos e Cleber Santana ao Rubro-Negro.
Em um primeiro momento, ele foi cotado para defender o Avaí, mas optou
por não deixar o Flamengo. Com isso, saíram o zagueiro Thiago Medeiros e
o meia Erick Flores, que estava emprestado ao Boavista. Negueba também
foi envolvido no acordo e defenderá a camisa do São Paulo em 2013.
O time que deve ir a campo contra o Bahia tem Felipe, Wellington Silva,
Frauches, González; Amaral (Renato), Ibson, Léo Moura, Cleber Santana;
Liedson e Hernane.
Funerária oferece caixões de times de futebol no interior do Ceará
Nem a morte os separa. Torcedor e time do coração podem continuar
juntos eternamente, se depender da Funerária 'A Caminho do Céu'. No
interior do Ceará, na cidade de Senador Pompeu, 275km de Fortaleza, o
conhecido 'Seu Bananeira' oferece caixões estilizados, com clubes
brasileiros de futebol.
Para continuar com o time no peito, mesmo sem o coração bater, o
torcedor precisa aderir ao plano de R$ 25, cinco reais mais caro que o
convencional. É uma espécie de consórcio, do qual participam 10 pessoas.
Quando morre um, entra outro 'felizardo'. Se um caixão tradicional
acaba custando aproximadamente R$ 700, o que carrega o emblema de um
time pode custar até R$ 1200. O do Corinthians e do São Paulo,
estilizados dos pés à cabeça e com alças mais trabalhadas, ultrapassam
os R$ 1.800.
Caixões de time, do 'modelo simples', custam R$ 1200 (Foto: Divulgação)
No estoque, há opções para amantes do São Paulo, Flamengo, Corinthians, Palmeiras, Ceará, Fortaleza e Botafogo. E Seu Bananeira já mandou buscar de mais dois times: Portuguesa e Grêmio.
- Mas esses são só pra enfeitar, porque são mais difíceis de sair - admite o empresário.
Há quatro anos, o mercado dos 'paletós de madeira' do futebol movimenta
os apaixonados no interior cearense. O primeiro a aderir ao consórcio,
no entanto, parece ser o que esbanja mais saúde. Afonso Janurário, o
'Caboco', de 54 anos, já encomendou o caixão do Corinthians, apesar da
jovialidade.
- Aparento ter uns 40 anos, sou solteiro, namorador. E vou completo,
com calça, camisa, tudo do Corinthians. Ainda vai ter o hino tocando
quando eu for enterrado. Não quero ninguém chorando - brinca o
metalúrgico.
Afonso quase foi para o andar de cima na final do Campeonato Paulista
de 1988, contra o Guarani. Viu de perto o gol da vitória, por 1 a 0,
marcado por Viola, mas resistiu à emoção. O dono da funerária não se
importa com a resistência de seus clientes e até torce para que não
morram.
- Quanto menos morrer, melhor, porque estou recebendo (dinheiro do
consórcio) e não estou tendo despesas - confessa, com bom humor, Seu
Bananeira.
Neste ano, um palmeirense e um flamenguista já partiram em seus
respectivos caixões. No enterro do torcedor do Flamengo, foi uma festa
só, como se o time tivesse acabado de conquistar mais um título.
Caixões do Corinthians e do São Paulo têm modelos especiais e, por isso, custam mais caro (Foto: Divulgação)
'Faça o que eu digo, não faça o que eu faço'
Apesar de ter ficado famoso com a venda dos caixões estilizados, o dono
da funerária não quer ser enterrado em nenhum deles. Aos 69 anos, é
torcedor do Ceará, exigente, e espera algum que ofereça mais conforto.
- Até tenho o caixão garantido, mas não sei se vou nele não. Ainda não
tem um do Ceará bem bonitão, tem que ter um mais bonito. Existe caixão
de R$ 7 mil. O 'bicho' é tão bonito que dá vontade de morrer pra ir nele
- brinca Seu Bananeira.
O torcedor e dono da funerária chega a ser tão fanático que batizou os
filhos, netos e quem mais pôde com nomes que derivam de 'Gildo', maior
ídolo da história do Vovô cearense, que atuou pelo Alvinegro de
Porangabuçu nos anos 1960.
A partir do filho, Gildo, surgiram Gildivânia, Gilvânia, Gilvan,
Gildicelia e por aí vai. Se irão morrer, no estilo mais alvinegro, ainda
não se sabe. Mas, se forem tão exigentes quanto o precursor da ideia,
precisarão juntar as economias para encomendar 'algo de luxo'.
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