terça-feira, 22 de abril de 2014

Arthur no Flamengo? Em casa!


Não rolou o acordo entre o Londrina e o Grêmio, Arthur não embarcou para Porto Alegre porque não havia mais tempo de inscrevê-lo na Libertadores. Mesmo assim, o artilheiro-tubarão foi premiado: vai para o Flamengo, emprestado até o final do ano.

A disposição de Arthur é típica de atacantes que, longe de ser craques, fizeram história no Flamengo, de Nunes à Hernane. A favor, além dos gols, tem o fôlego de se aproximar dos meias quando a bola não chega na área, fez muito isto no Paraná Clube em 2012.

 Arthur está em casa.



Súmula de jogo da Lusa na Série B confirma abandono e não dá W.O.



Joinville x Portuguesa (Foto: Divulgação/ Joinville F.C)A CBF publicou nesta terça-feira a súmula da partida entre Joinville e Portuguesa, pela primeira rodada da Série B, que foi interrompida aos 17 minutos de jogo porque os jogadores da Lusa deixaram o campo.

O árbitro Marcos André Gomes da Penha relatou abandono de jogo por parte da Lusa e - diferentemente do que informou o presidente da Federação Catarinense, Delfim Peixoto - não apontou W.O contra o clube paulista.

Em seu relatório - escrito à mão e não preenchido eletronicamente, como de costume - o árbitro nem chegou a citar que a Lusa estava dizendo ter uma liminar que a impedia de disputar a partida. Ele apenas registrou a posição do filho do presidente Ilídio Lico dizendo que o time não voltaria ao gramado.

Com a confirmação do abandono na súmula, a denúncia já preparada pela procuradoria do STJD, que vai até pedir a exclusão da Lusa da Série B, não precisará ser alterada, já que ela desconsidera o W.O. e segue na linha do abandono.

O QUE DIZ A SÚMULA:

Aos 17 minutos do primeiro tempo, no instante que a partida se encontrava com o placar de 0 a 0, após a marcação de um tiro lateral a favor da equipe do Joinville, subitamente, todos os jogadores da equipe Portuguesa de Desportos abandonaram o campo de jogo, estando a partida paralisada, indo diretamente para o seu respectivo vestiário. Diante dos fatos, solicitei ao 4ª árbitro, o sr. Carlos Eduardo Vieira Areas que se dirigisse ao vestiário da Portuguesa, acompanhado do delegado da partida, sr. Laudir, para que solicitassem o regresso da mencionada equipe ao campo de jogo.

No local, foram recebidos pelo sr. Marcos Rogério Lico, que se identificou como representante da equipe e única pessoa autorizada a falar. O referido dirigente informou-lhes que a equipe da Portuguesa de Desportos não regressaria de forma alguma ao campo de jogo.

Decorridos 30 minutos após a interrupção, ocasionada pelos supramencionados, e com a não (...) de nenhum atleta da Portuguesa de Desportos, informei ao sr. Rafael Diego de Souza, atleta número 4 da equipe do Joinville, que sua equipe poderia se retirar do campo, haja vista que não haveria prosseguimento da partida por por ter a equipe da Portuguesa se recusado a continuar jogando-a.

Chicão garante que Flamengo não tem revanchismo com Mano Menezes

Chicão flamengo (Foto: Thales Soares)
O reencontro do Flamengo com Mano Menezes é algo que vem sendo esperado desde que o treinador deixou o clube em setembro do ano passado, ao pedir demissão depois de perder por 4 a 2 para o Atlético-PR, no Maracanã. Depois do jogo, ele anunciou sua decisão na entrevista coletiva e disse que não conseguiu passar para o grupo aquilo que pensa de futebol.

Neste domingo, o Flamengo terá esse reencontro ao enfrentar o Corinthians, no Pacaembu, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Mano assumiu o clube paulista depois da saída de Tite no fim do ano passado. Na época, chegou-se a cogitar a possibilidade de ele já estar acertado com o novo clube ao anunciar sua demissão.

- Sinceramente, não entendi, mas foi uma decisão dele. Não sei se era o momento, mas ele decidiu assim. Ficou um tempo parado e vamos reencontrá-lo da melhor maneira possível. Ele também teve participação no título (da Copa do Brasil), principalmente naquele jogo com o Cruzeiro - disse Chicão.

Mesmo com toda a afinidade com o treinador, Chicão disse que não conversou com ele sobre o assunto depois de sua saída. O jogador não quis entrar em polêmica com Mano Menezes por causa da frase dita no seu pronunciamento em setembro do ano passado.

Contratado pelo Flamengo no meio da temporada passada, Chicão foi um pedido do então técnico Mano Menezes. O jogador não estava sendo aproveitado pelo Corinthians, onde conquistou títulos sob o comando de Mano.

- Vamos deixá-lo pensar do lado dele. A gente pensa no Flamengo. Fomos campeões da Copa do Brasil, da Taça Guanabara, do Carioca. Agora, tem que dar sequência. Não pode ficar lamentando. É vida que segue. A afinidade fica fora de campo. O grupo quer vencer todos os jogos, seja contra o Corinthians, Goiás, Palmeiras - afirmou Chicão.

Portuguesa aguarda denúncia do STJD e não descarta desistir de novos jogos da Série B


À espera da denúncia oficial do STJD, que pedirá a exclusão da Portuguesa da Série B do Brasilerão por ter abandonado a partida contra o Joinville, na última sexta-feira, na Arena Joinville, José Luiz Ferreira de Almeida, advogado e novo vice-presidente jurídico da Lusa, conversou com a De Prima na manhã desta terça-feira e explicou a posição do clube paulista no imbróglio.

A procuradoria-geral do STJD denunciará a Lusa baseada no artigo 205 do CBJD, que prevê multa, perda de pontos em favor do adversário e, comprovado prejuízo a terceiros, como outras equipes e torcedores, a exclusão da competição em disputa. O clube responderá também pela infração ao artigo 69, inciso 2, do Código Disciplinar da Fifa. O texto prevê rebaixamento a quem “influenciar o resultado da partida contrariando a ética desportiva”.

Qual será a defesa da Portuguesa contra a acusação do STJD?
Já tenho uma defesa desenhada, mas ainda preciso saber os detalhes da denúncia que o STJD vai fazer. O que posso adiantar é que a nossa defesa será objetiva: a Portuguesa respeitou uma ordem judicial e, por isso, abandonou o jogo contra o Joinville. Ninguém pode desrespeitar uma decisão judicial. Nem o Papa pode ignorar.

Por que a liminar do torcedor da Lusa foi cassada de forma tão rápida?
A CBF, por meio do advogado Carlos Miguel Aidar (novo presidente do São Paulo), disse que a Portuguesa agiu de má-fé ao abandonar o jogo porque sabia que a liminar obtida pelo torcedor  na 3ª Vara Cível do Foro Regional da Penha, em São Paulo, era irregular. Se era irregular, por que a CBF se preocupou e correu para cassá-la logo no dia seguinte? Eles fizeram isso num sábado, no meio de um feriado prolongado. A CBF fez isso para não correr o risco de atrapalhar os jogos do Fluminense e Flamengo na Série A, que têm interesse direto na nossa disputa judicial.

*O STJ decidiu que todas as ações envolvendo a disputa judicial entre Portuguesa e CBF devem ser concentradas na Justiça do Rio de Janeiro.

A Portuguesa pode vir a não jogar outras partidas da Série B caso novos torcedores obtenham novas liminares que venham a garantir o time na Série A?
Claro, vamos respeitar a decisão da Justiça sempre. Sempre que tiver uma liminar favorável, a Portuguesa não vai jogar. É uma questão de direito.

A Lusa vai entrar em campo contra o Santa Cruz, sábado, no Canindé?
Hoje, a Portuguesa está na Série B. Por enquanto, vamos respeitar a Justiça e jogar a partida. Mas isso pode mudar até o fim da semana. Vamos ver.


Com Samir e Cáceres à disposição, disputa por vaga no Flamengo aumenta


Depois de uma estreia decepcionante, com um empate em 0 a 0 com o Goiás, em Brasília, o Flamengo terá uma disputa por posição para o confronto com o Corinthians, domingo, no Pacaembu. O técnico Jayme de Almeida ganhou três jogadores para o confronto e precisará definir como armar o time para esse jogo.

André Santos volta depois de cumprir suspensão e ocupará sua vaga natural na lateral esquerda, com Everton voltando ao meio-campo. No entanto, a disputa por posição fica por conta de Samir e Cáceres. Recuperados de lesões e com status de jogadores titulares, ambos participaram de um treinamento técnico nesta terça-feira no Ninho do Urubu.

samir treino flamengo (Foto: Thales Soares) 
Samir disputa um lugar na zaga do Fla com Chicão (Foto: Thales Soares)
 
A vaga de Samir foi ocupada por Chicão nos dois últimos jogos. Ele se saiu bem contra o Vasco, na final do Carioca, e no empate com o Goiás. Experiente, o zagueiro deixou nas mãos de Jayme a decisão e disse que é preciso respeitar a escolha do treinador.

- Eu não sei quem vai jogar. É uma decisão do Jayme, que está há um bom tempo no comando e sabe quem colocar. É respeitar a decisão e continuar trabalhando - afirmou Chicão.

Entre os três jogadores que voltam ao time, Cáceres é quem estava há mais tempo fora. Ele sofreu uma luxação no ombro direito no dia 12 de março, no empate em 2 a 2 com o Bolívar, no Maracanã. Agora, sua briga para entrar como titular contra o Corinthians será com Amaral.

caceres  treino flamengo (Foto: Thales Soares) 
De volta após lesão, Cáceres tenta recuperar vaga no time titular  (Foto: Thales Soares)
 
- André Santos e Cáceres são jogadores experientes, de seleção e vão ajudar os meninos em campo - comentou Chicão, que, assim como os outros jogadores que atuaram mais de 45 minutos contra o Goiás, fez apenas um treinamento regenerativo no Ninho do Urubu.

Dos jogadores ainda fora de combate, o atacante Hernane é quem está mais próximo de voltar. Ele fez um trabalho físico no campo nesta terça-feira. Já Elano segue trabalhando na academia, enquanto Léo se recupera de uma cirurgia no tornozelo direito.

Otimista por vocação, Jayme crê em Flamengo forte, mas pede chegada de meia



Jayme de Almeida Flamengo x Goiás (Foto: Carlos Costa/Agência Estado)
Um Flamengo consciente de suas próprias fraquezas, mas sem limites para sonhar. Este é o perfil da equipe que Jayme de Almeida quer ver em campo neste início de Brasileirão. Com o empate por 0 a 0 com o Goiás, na primeira rodada da competição, cresceram as dúvidas a respeito das ambições de um time que tem na inconstância a característica principal em 2014. Campeão da Copa do Brasil do ano passado, o Rubro-Negro até conquistou recentemente o Carioca, mas mudou o estilo de jogar e ainda busca uma identidade que o permita sonhar alto na disputa mais importante do país. O treinador não esconde que há muito a melhorar. Entretanto, como cria do clube desde os tempos em que, ainda criança, ia para Gávea ver seu pai treinar, não aceita outro projeto que não seja o de chegar em dezembro campeão.

Há sete meses e três dias no comando rubro-negro, Jayme não tapa o sol com a peneira ao comentar as fraquezas de momento. O Flamengo ainda carece de padrão de jogo, atuar longe do Rio de Janeiro é um complicador e os reforços previstos são modestos. Nada, porém, é suficiente para fazê-lo baixar a guarda. O decorrer do Brasileirão pode até fazer com que metas menos ambiciosas sejam traçadas, mas de início o treinador quer ver todo mundo acreditando que é possível voar alto.

- Podemos melhorar. Com certeza. Precisamos acertar algumas coisas, mas vejo o grupo querendo muito. Isso ajuda, é um facilitador para o dia a dia. Temos quase quatro semanas para treinar, trabalhar, jogando só fim de semana, vamos poder acertar para fazer um campeonato melhor. O Flamengo pode ser um pouquinho mais forte e crescer no decorrer da competição (...) Penso assim: quando entro na competição, é para ganhar. Se não der para ganhar, tudo bem, mas temos que entrar para ganhar. Temos que pensar em ser campeão.

O discurso é alinhado ao de que é preciso adaptar o trabalho às limitações impostas pela conduta escolhida pela diretoria para arrumar a casa rubro-negra. Jayme não reclama, sabia que seria assim desde que aceitou o desafio de substituir Mano Menezes, mas se permite pedir. Na verdade, faz somente um pedido para que tenha em mãos um elenco em condição de desempenhar um bom papel no Brasileirão.

- Precisamos de um jogador que faça a ligação do meio-campo para o ataque. Temos jogadores que são muito velozes, mas não dá para usar a velocidade o tempo inteiro. O Cadu foi muito importante, tentei colocar algum jogador, mas ainda não encontramos. Nossa maior dificuldade tem sido essa, controlar a velocidade com cadencia também. Acho que é nosso maior problema, mas vamos conseguir resolver e voltar ao nível do ano passado.

Em longo bate-papo com o GloboEsporte.com no Ninho do Urubu, Jayme de Almeida falou da condição do Flamengo para esta início de competição, admitiu a necessidade de dar uma identidade ao time titular e buscou explicações para o fracasso na Libertadores. A consolidação da carreira de treinador, a dificuldade do clube em revelar talentos e a paixão pela leitura também estiveram em pauta em longo bate-papo que o leitor confere abaixo:

Antes de falar em objetivos, de que maneira você vê este Flamengo que começa o Brasileirão? Ainda falta muito para este time ser o que você tem em mente?

- Podemos melhorar. Com certeza. Precisamos acertar algumas coisas, mas vejo o grupo querendo muito. Isso ajuda, é um facilitador para o dia a dia. Temos quase quatro semanas para treinar, trabalhar, jogando só fim de semana, vamos poder acertar para fazer um campeonato melhor. O Flamengo pode ser um pouquinho mais forte e crescer no decorrer da competição.

Você começa o campeonato com 35 jogadores e três reforços que chegam essa semana. Não é um elenco até certo ponto inchado?

- É muito, eu sei. Já estamos conversando e a ideia é emprestar alguns meninos que foram importantes no início do ano. Pudemos usar todos, mas agora com o plantel cheio fica difícil até para eles, que têm que treinar, trabalhar. Estão na idade em que é preciso continuar jogando. Vamos procurar reduzir esse grupo para que eles possam sair, jogar e voltar mais fortes.

Por outro lado, você espera muitas peças novas ou este é um grupo que te satisfaz para o Brasileirão?

- Estamos bem em muitas posições. Só em uma que estamos vendo algumas coisas, mas de resto o grupo que vamos disputar o campeonato é esse.

O Flamengo de 2014 é um time que oscilou muito, seja contra adversários mais modestos, como na campanha do Carioca, ou até na Libertadores, quando vence o Emelec fora e perde na sequência em casa. Esse é um problema que você também identifica? Como tornar o time mais regular?

- Acho que é fundamental termos um time base. Tivemos que mexer muito. Agora, vamos ter semanas para trabalhar, fazer uma base de um time que a torcida e os jogadores também vão saber quem começa as partidas.

Muito dessa oscilação parece vir também da mudança de perfil do time campeão da Copa do Brasil para o atual, que é muito veloz e, às vezes, não respira, não tem a bola...

- Precisamos de um jogador que faça a ligação do meio-campo para o ataque. Temos jogadores que são muito velozes, mas não dá para usar a velocidade o tempo inteiro. O Cadu foi muito importante, tentei colocar algum jogador, mas ainda não encontramos. Nossa maior dificuldade tem sido essa, controlar a velocidade com cadência também. Acho que é nosso maior problema, mas vamos conseguir resolver e voltar ao nível do ano passado.

O Lucas Mugni, que atua nesta posição, não pode ser esse jogador?

- O Lucas é um menino e estamos procurando mostrar para ele o que queremos. Ele gosta de entrar em velocidade, mas tem hora que tem que vir atrás, trabalhar a bola. Ele está tentando, começou a entender e tem melhorado muito. Se entender bem a função, é um argentino de muita velocidade, bom drible, mas quer ser muito atacante. Precisamos dele um pouco mais atrás, tomara que consiga fazer bons jogos porque vai nos ajudar muito.

Com um elenco que não está entre os melhores do Brasil, ter um início de competição bom, capaz de embalar, pode ser determinante para definir a real ambição do Flamengo neste Brasileirão?

- O Flamengo precisa começar bem para ter tranquilidade para trabalhar. O elenco não é maravilhoso, mas é forte, com média boa. Se tivermos um bom início, temos tudo para fazermos um grande Brasileiro. O Flamengo tem a força da torcida, a garra, a disposição... É um clube que quando está bem é difícil de ser batido, e isso vai depender bem do nosso início. Estamos com esperança de fazer um campeonato melhor. Quando não começa bem e fica brigando para não cair, a pressão cresce e a responsabilidade aumenta. Estamos pensando em começar bem para ter tranquilidade. Mesmo estando bem somos sempre cobrados.

Sendo assim, esses jogos como mandante que estão sendo fora do Rio não podem ser determinantes? Não são pontos em que o clube bota ainda mais em risco por sair do Maracanã?

- Lógico que seria o ideal jogar no Maracanã, mas não podemos ficar reclamando e de cabeça baixa. É o que nós tempos. A dificuldade vai ser maior, até pelas viagens, mas não podemos achar que isso é o fator determinante que vai nos atrapalhar. Se pensarmos assim, não vamos a lugar nenhum. Temos que superar isso e tentar vencer onde quer que sejam os jogos.

Como você encara a política de investimento em nomes sem expressão e que acabam sendo incógnitas? O Paulinho é um exemplo que deu certo, outros já deixaram o clube...

- Temos que entender e respeitar a filosofia do clube, as dificuldades que têm enfrentado. Lógico que todo mundo queria contratar os melhores e formar um time fantástico. Infelizmente, não pode ser assim. Há jogadores que observamos, que são revelações e chegam por um custo não tão alto. O Flamengo pode ganhar com isso, o atleta pode ganhar com isso. Um exemplo claro foi o Paulinho, que ninguém apostava e agora é bem cotado no mercado. Torcemos para que esses meninos que estão chegando possam crescer dentro do clube e possam dar o melhor. Não é fácil, é difícil jogar no Flamengo, mas esperamos que possam ajudar. Estão vindo porque fizeram excelentes campeonatos por seus clubes.

Você fez parte de uma geração que mudou a história do clube com muitas pratas da casa. Atualmente, poucos têm tido oportunidade e muitos vão até ser emprestados. Tem explicação para o Flamengo não revelar um grande jogador há tanto tempo?

- Temos uns meninos aí que vão ter um futuro enorme, mas cada um tem um processo de amadurecimento. Quando emprestamos é para continuar jogando e voltar mais maduro. É preciso confiar e acreditar. Quando voltar, bota de novo. Sempre falo do Zico, que é da minha geração. Quando tínhamos 15 anos, ele já era o que sempre foi, o melhor, fazia gol. Em 71, tínhamos 18 anos e ele foi para o profissional e voltou, em 72 foi e voltou, em 73 não era titular e foi começar a ser grande em 74. Houve paciência. Não adianta querer ser imediato e achar que vão resolver em um jogo. Essa é a sensibilidade que acho que todo mundo deve ter.

Falando um pouco da Libertadores, por que foi tão difícil para o Flamengo se impor neste competição, principalmente em casa? O clube caiu em um grupo com representantes de países sem tanta tradição e ainda assim foi eliminado, perdeu pontos no Maracanã...

- A troca desses times na América do Sul é maior, estão mais acostumados a esse jogo forte, pesado, com mais contato e força. Tivemos um pouco de dificuldade de entender melhor o que é Libertadores. São times que têm mais experiência e isso conta muito em torneios assim, levam vantagem. Contra o León, abandonamos um pouco o que tínhamos combinado para tentar ganhar na vontade. Abrimos espaços e um time que é bom aproveitou. Bobeamos mesmo contra o Bolívar no Rio. Chegamos a ter o controle do jogo, fizemos 2 a 1 e achamos que tínhamos que fazer três ou quatro. Bobeamos de forma grave e deixamos escapar. São lições que temos que aprender.

O que mudou basicamente do seu trabalho do ano passado para este ano? De técnico tampão, onde o que conseguisse era lucro, você virou campeão da Copa do Brasil e com uma cobrança maior.

- Não muda nada. No Flamengo, tem que montar o time para ganhar. A responsabilidade é sempre a mesma. O torcedor só quer saber de vitórias e não abre mão disso, independentemente de torneios. Temos que trabalhar pensando em vencer. Por isso, fomos campeões cariocas. Diziam que dava para largar, mas não dá nada. A cobrança vem na hora. Vimos a felicidade do Flamengo campeão pela cidade. Se tivéssemos virado as costas seriam quatro meses de um desastre total. Faço meu trabalho para tentar brigar pelos títulos, como acontece agora. Nós somos coadjuvantes, já falaram isso, faz parte, mas temos que mostrar no dia a dia que somos capazes de fazer uma coisa bonita.

Se tivéssemos que traçar o perfil do Jayme, o estilo de trabalhar, qual seria?

- Converso, respeito, mas minha cobrança também é forte. Não que seja ofensivo, é uma cobrança mesmo do dia a dia de trabalho. Procuro sempre conversar para que possamos fechar o que queremos fazer nos jogos, campeonatos, e tenhamos uma confiança mútua. Até agora, tem dado certo. Os atletas me tratam com muito respeito, carinho, e estou muito feliz.

Esse período no comando do Flamengo já foi suficiente para você decidir que será treinador de futebol mesmo após o fim do seu ciclo no clube?

- Trabalhei em outras equipes e tal, mas sempre quis ser técnico, sempre fui técnico. Fui auxiliar de grandes amigos, o que é uma honra, como Zico, Júnior, Luxemburgo... Mas sempre fui técnico, também fui gerente de futebol. Quando parei de jogar bola e me formei em educação física, disse que gostaria de seguir trabalhando no esporte. É o que eu gosto. Quando terminar meu ciclo no Flamengo, vou seguir no esporte. Isso é básico para mim. Não vou ficar em casa sentado. Tenho condição, saúde, e vou seguir trabalhando. Se for como técnico, melhor ainda. É uma coisa que eu gosto, acho que faço bem, tenho experiência. Não tenho medo. A minha certeza é continuar no esporte.

O que o Jayme de Almeida gosta de fazer nos momentos de lazer?

- O que mais gosto é de leitura. Não consigo ficar sem um livro. Se eu não estiver lendo, me sinto mal, parece que está faltando algo no meu dia a dia. Quando não acho nada de interessante nas livrarias, pego um livro antigo que gosto. É uma coisa que eu amo, assim como música, cinema, teatro... Mas o meu lazer preferido quando esqueço futebol é uma boa leitura.

Está lendo algum atualmente?

- "O homem que amava cachorros" (de Leonardo Padura).

Gabriel Garcia Marquéz morreu na semana passada. Você era um fã?

- O primeiro livro dele que eu li e achei o título fantástico foi: "Crônica de uma morte anunciada". Nunca tinha lido um livro assim. Depois li "Cem anos de solidão", mas "Crônica" achei legal pelo título. Não sabia da história e da grandeza do Gabriel, mas peguei o livro pelo título. E é um livro fantástico.

Por fim, o Flamengo entra neste Brasileirão brigando pelo quê? Título? Libertadores?

- Penso assim: quando entro na competição, é para ganhar. Se não der para ganhar, tudo bem, mas temos que entrar para ganhar. Temos que pensar em ser campeão. 




segunda-feira, 21 de abril de 2014

Fla-Flu deve ser mantido no Maracanã


O Fla-Flu da quarta rodada do Campeonato Brasileiro não deve mais sair do Rio de Janeiro. Com chances de ser realizado em outros estádios reformados para a Copa do Mundo de 2014, o jogo do dia 11 de maio provavelmente será disputado no Maracanã, segundo informou a assessoria de imprensa do Fluminense, mandante da partida. O Mané Garrincha, em Brasília, por exemplo, era uma das alternativas estudadas por conta de gerar uma receita maior aos clubes. O local foi palco dos duelos entre Flamengo e vasco pela competição nacional no ano passado.

O Flamengo adotou esta estratégia como mandante para este início de Brasileirão. O time estreou contra o Goiás no Mané Garrincha, está praticamente acertado para enfrentar o Bahia, dia 21 de maio, na Arena da Amazônia, em Manaus, e há a possibilidade de receber o São Paulo, em 18 de maio, na Arena das Dunas, em Natal.

Terça-feira tem Flamengo x Galo no sub-17 no SporTV


Copa do Brasil sub-17

A partir das 21h30 é a vez das promessas de Flamengo e Atlético-MG entrarem em ação pelo primeiro jogo da semifinal da Copa Brasil sub-17, no estádio Giulite Coutinho, em Mesquita, no Rio de Janeiro. A partida será transmitida pelo SporTV 2 com narração de Clayton Carvalho, comentários de Raúl Quadros e reportagens de Bruna Gosling.



Mattheus comemora chance no Fla: 'Sei que posso ajudar o time'


Se em 2013 o meia Mattheus quase não teve oportunidades no time principal, nesta temporada o jovem já atuou em seis partidas sob o comando do técnico Jayme de Almeida. Com o contrato renovado até 2016, o jogador espera ajudar mais a equipe durante o Campeonato Brasileiro.

– Estou contente com esta nova oportunidade e só penso em ajudar o Flamengo. Renovei meu contrato, saíram algumas especulações sobre mim, coisas que nunca abri a boca para falar a respeito. Sei que posso ajudar bastante o time – disse o meia, que entrou na vaga de Lucas Mugni, no segundo tempo no empate sem gols com o Goiás.

Mattheus entrou no decorrer do empate em 0 a 0 com o Goiás, na estreia do Flamengo no Campeonato Brasileiro, domingo, no Mané Garrincha.

Procuradoria do STJD vai pedir exclusão da Portuguesa da Série B


A procuradoria-geral do STJD pedirá a exclusão da Portuguesa da Série B do Brasileirão por ter abandonado a partida contra o Joinville, na última sexta-feira, na Arena Joinville. A denúncia contra a Lusa pode sair nesta terça-feira, mas depende da divulgação dos documentos oficiais da partida.

Ainda sem a súmula, que não está disponível no site da CBF, a procuradoria já articulou uma denúncia baseada no artigo 205 do CBJD, que prevê multa, perda de pontos em favor do adversário e, comprovado prejuízo a terceiros, como outras equipes e torcedores, a exclusão da competição em disputa.

Segundo o procurador-geral, Paulo Schmitt, o clube paulista deverá responder também pela infração ao artigo 69, inciso 2, do Código Disciplinar da Fifa. O texto prevê rebaixamento a quem "influenciar o resultado da partida contrariando a ética desportiva".

Os jogadores da Lusa saíram de campo aos 17 minutos do primeiro tempo, com o jogo empatado por 0 a 0, por conta de uma liminar obtida no último dia 10 por um torcedor. A decisão foi cassada no sábado e, segundo a CBF, ela já nem mesmo valia antes por causa da decisão do STJ de concentrar as ações que envolvem o rebaixamento da Série A-2013 na Justiça do Rio de Janeiro.

O rebaixamento poderá custar o ano esportivo da Lusa. Como foi desclassificada da Copa do Brasil no último dia 9 pelo Potiguar de Mossoró, a equipe corre o risco de não disputar mais jogos oficias nesta temporada. O STJD deverá julgar o caso no início da próxima semana.

Além de denunciar a Portuguesa, a procuradoria também realizará uma denúncia contra o presidente Ilídio Lico. A denúncia será baseada no artigo 243-A do CBJD (atuar, de forma contrária à ética desportiva, com o fim de influenciar o resultado de partida, prova ou equivalente). Uma das penas nesta caso é multa de R$ 100 a R$ 100 mil.

SÚMULA COM W.O., DIZ CARTOLA

Segundo o presidente da Federação Catarinense de Futebol, Delfim Peixoto, que será um dos vices na próxima gestão da CBF, o árbitro Marcos Andre Gomes da Penha, que atuou na estreia da Lusa na Série B, colocou W.O. contra a Lusa. O documento ainda não está no site da CBF.

- O delegado chamou o time três vezes. Está muito claro - disse ele ao LANCE!Net.

No entanto, Paulo Schmitt, ao saber da infomação via reportagem do L!Net, argumentou que o W.O não se encaixaria na situação.

- Não houve, porque dependeria do não comparecimento, comparecimento tardio ou sem equipamento do time. O que houve foi interrupção da partida, provocada pelo clube. E as penas são as previstas no artigo 205 - explicou.

Se a súmula vier mesmo com o W.O, a denúncia pode ser no artigo 203 do CBJD, mas isso não alivia para a Lusa, já que as penas previstas são as mesmas.

Carlos Alberto cobra R$ 9 milhões do vasco na Justiça do Trabalho



Carlos Alberto cansou de esperar. Após aguardar quase um ano pelo cumprimento de um acordo firmado com o vasco, o jogador entrou na sexta-feira passada com um processo contra o ex-clube. Na ação iniciada na Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro, o apoiador cobra cerca de R$ 9 milhões, resultado do não pagamento de um ano de direitos de imagem, salários e FGTS, entre outras obrigações.

Quando ainda era atleta do vasco, em 2013, Carlos Alberto firmou um acordo com o clube para o parcelamento dos direitos de imagem, em tratativa similar à feita na época com jogadores como Eder Luis e Wendel. No entanto, segundo os advogados que o defendem, o meia recebeu somente 25% de uma das parcelas.

O valor estimado em R$ 9 milhões também inclui multas relativas ao não pagamento a Carlos Alberto, que deixou o vasco em agosto do ano passado, quando seu contrato chegou ao fim. Atualmente, o apoiador defende o Goiás.

Tudo indica que Carlos Alberto deve ser somente o primeiro de alguns ex-jogadores do clube que devem acionar o vasco na Justiça. O goleiro Fernando Prass (Palmeiras) e o centroavante Alecsandro (Flamengo), que têm a receber cerca de R$ 5 milhões cada, podem dar início em breve a outros processos trabalhistas. Ambos também reclamam o não cumprimento de acordos estabelecidos no ato da rescisão de contrato, no fim de 2012. Wendel, atualmente no Sport, também cobra uma dívida calculada em R$ 6 milhões.

Caras novas: Samir, Cáceres e André Santos voltam contra o Corinthians

 
novos em folha (Cahê Mota)Jayme de Almeida tem três novas opções para escalar o Flamengo que vai a São Paulo encarar o Corinthians, domingo, no Pacaembu. Recuperados fisicamente, Samir e Victor Cácares estão à disposição do treinador e têm grandes chances de herdarem as vagas de Chicão e Amaral, respectivamente. O mesmo vale para André Santos, que volta de suspensão automática ainda pela expulsão na final da Copa do Brasil, e ocupa a lateral esquerda. Com isso, a tendência é que Lucas Mugni seja sacado e Everton remanejado para o meio de campo.  

Fora da equipe desde o dia 12 de março, quando luxou o ombro no empate por 2 a 2 com o Bolívar, no Maracanã, Cáceres já participou do coletivo realizado na última sexta-feira, no Ninho do Urubu, e não enfrentou o Goiás na abertura do Brasileirão por precaução. O mesmo vale para Samir, que já tinha deixado o departamento médico e vinha condicionando a parte física após ficar uma semana parado por sentir dores nas costas horas antes da decisão do Carioca, contra o vasco.  

Com o setor defensivo reforçado, Jayme terá que aguardar um pouco mais para contar com peças ofensivas. Elano e Hernane ainda não têm previsão para o retorno aos gramados. O meia trata de uma lesão muscular na coxa direita, sofrida nos minutos iniciais da derrota por 3 a 2 para o León, pela Libertadores, enquanto o Brocador ainda sente dores nas costas por conta de uma fratura na semifinal do Carioca, contra a Cabofriense. A condição da dupla é vista com precaução e uma reavaliação acontecerá no decorrer da semana. Outro atleta no DM é Léo. O lateral-direito passou por uma cirurgia no tornozelo direito e só deve voltar depois da Copa do Mundo.

De folga nesta segunda-feira, o elenco do Flamengo se reapresenta na manhã de terça e inicia os trabalhos visando o confronto com o Corinthians, domingo, às 16h (de Brasília), no Pacaembu. A partida, válida pela segunda rodada do Brasileirão, marcará o reencontro do Rubro-Negro com Mano Menezes.

Frustrado, elenco do Flamengo chega ao Rio e mira recuperação no Pacaembu


Alecsandro flamengo desembarque (Foto: Cahe Mota)
Fisionomias sérias, passos acelerados e poucas palavras. O Campeonato Brasileiro está apenas no começo, mas a largada não agradou em nada o elenco do Flamengo. No desembarque no Rio de Janeiro na tarde desta segunda-feira, após pegar o Goiás, em Brasília, os jogadores não esconderam a frustração pelo 0 a 0 no Mané Garrincha. O Rubro-Negro até teve domínio das ações, só que não conseguiu superar o goleiro Renan - que fez três defesas importantes. Mais paciente dos jogadores com a imprensa, Alecsandro deixou claro o incômodo com o tropeço como mandante e mira a recuperação dos pontos deixados na Capital Federal já no primeiro jogo fora de casa.  

Com a semana livre para treinamentos, o Flamengo encara o Corinthians, no próximo domingo, às 16h (de Brasília), no Pacaembu. Diante do Goiás, a retranca foi apontada como determinante para o tropeço, o que não deve acontecer no confronto com o Timão. Fora de casa, a expectativa é de que o Rubro-Negro encontre um cenário mais favorável ao seu estilo de jogo, pautado na velocidade dos contra-ataques.  

- Não foi da maneira que gostaríamos que acontecesse. Em uma estreia, é sempre bem-vindo vencer, mas enfrentamos uma equipe que jogou para se defender, para procurar o empate, e acabou conseguindo. Foi a proposta do Goiás não jogar e tivemos dificuldade com isso. Como mandante, temos que vencer. Deixamos de ganhar dois pontos e vamos buscar fora de casa.  

 O empate com o Goiás foi a quarta partida consecutiva sem vitória do Flamengo, pior marca sob o comando de Jayme de Almeida. Alecsandro, por sua vez, tira o peso do jejum e trata de zerar todas as estatísticas com o início do Brasileirão.  

- São jogos diferentes. Fomos campeões, jogamos de uma forma diferente. É preciso dividir as competições ao falar sobre não vencer. Foi o primeiro jogo do campeonato, então é o primeiro jogo sem vitória. Não podemos colocar muita coisa junta e acabar nos perdendo. Esse é o Brasileiro. O que passou, passou.  

Por fim, o atacante fez questão de rechaçar qualquer tipo de clima de revanche rubro-negra no reencontro com o Mano Menezes. Esta será a primeira vez que treinador e time ficarão frente a frente desde o pedido de demissão surpreendente no meio do Brasileirão do ano passado. Apesar de não fazer parte do grupo na ocasião, o atacante acredita em uma atmosfera de paz.  

- Não tem nada a ver. Não dá nem para falar sobre isso. É um grande treinador, que era da Seleção até dias atrás. Temos que defender o nosso pão atual, que hoje é o Flamengo.

O elenco do Flamengo está de folga nesta segunda-feira e se reapresenta na manhã de terça no Ninho do Urubu.

Corinthians x Flamengo: ingressos à venda para o "adeus ao Pacaembu"


Pacaembu, Corinthians x Millonarios (Foto: Marcos Ribolli)O Corinthians anuncia o jogo contra o Flamengo, às 16h, no domingo, como "a despedida do Pacaembu". Em seu site, o clube dá informação sobre a venda online e traz a tabela de preços dos ingressos para o jogo válido pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro.

O término da comercialização pela internet para os sócios do programa "Fiel Torcedor", aliás, ocorre já nesta terça, às 23h59. Já no posto de atendimento, localizado no Parque São Jorge, os ingressos estarão disponíveis para compra até quarta, às 20h.

Os sócios dos planos "Minha Torcida e Meu Ingresso" têm 30% de desconto no preço de face das entradas. Já os clientes do "Minha Vida, Minha História e Meu Amor" têm 35%. Os associados do programa "Fiel Torcedor", que também forem sócios do Corinthians e estiverem adimplentes em ambos na abertura da venda de ingressos, terão um desconto adicional de 5% sobre o valor a ser pago.

Caso sobrem ingressos, eles serão colocados à venda nas bilheterias do Pacaembu, do Parque São Jorge e de algumas unidades da loja Poderoso Timão, a partir de quinta. As entradas para o setor visitante também estarão disponíveis a partir de quinta, mas apenas no Pacaembu.

A ideia da diretoria é fazer o seu primeiro jogo oficial na Arena Corinthians no dia 17 de maio, às 21h, contra o Figueirense, pela quinta rodada do Brasileirão. A liberação depende apenas da obtenção de toda a documentação junto à Prefeitura de São Paulo.

Confira os valores dos ingressos (sem os descontos dos sócios):

Minha vida - R$ 40
Minha torcida - R$ 40
Minha história - R$ 70
Meu amor (numerada) - R$ 100
Meu amor (VIP) - R$ 180 


domingo, 20 de abril de 2014

Torcedor atira garrafa no gramado e é retirado do Mané Garrincha

Já nos minutos finais do empate por 0 a 0 entre Flamengo e Goiás, neste domingo, no Mané Garrincha, um torcedor que vestia a camisa do Rubro-Negro atirou uma garrafa de plástico no gramado. O assistente recolheu o objeto e entregou ao árbitro, que deve relatar o fato na súmula.

Logo após o episódio, no entanto, torcedores que estavam próximos acusaram quem foi o responsável pelo ato, que foi retirado sem resistência pelo policiamento. Diante disso, a tendência é que o Flamengo não seja punido com a perda de mando de campo. O caso aconteceu já aos 42 minutos do segundo tempo.

Mandante da partida, o Flamengo abriu mão de jogar no Maracanã e levou o jogo com o Goiás para Brasília por questões financeiras. Até a paralisação da Copa, na nona rodada, o Rubro-Negro tem o mando de jogo diante de Palmeiras, São Paulo, Bahia e Figueirense. Destes, apenas o primeiro deve acontecer no Rio de Janeiro.

Garrafa D'água Flamengo x Santos (Foto: Thales Soares) 
Árbitro Anderson Daronco retira a garrafa depois de recebê-la do assistente (Foto: Thales Soares)

Empate desagrada técnico Jayme de Almeida: “Não era o que esperava”



Jogadores e o técnico Jayme de Almeida não saíram do Mané Garrincha satisfeitos com o empate por 0 a 0 na estreia do Campeonato Brasileiro. Em entrevista coletiva, o treinador apontou a forma de atuar dos goianos como um complicador para seu time sair com os três pontos em Brasília. O goleiro Renan, por exemplo, foi um dos destaques, com quatro defesas difíceis. 

- Acho que a proposta do Goiás  foi de contra-atacar, fechar bem, nós sabíamos que era difícil por dentro. Nossas melhores jogadas foram pelo lado. Infelizmente, tivemos algumas chances, mas não fizemos. Respeitando o Goiás, não era o resultado que a gente esperava. A posse de bola foi boa, mas o Goiás foi perigoso. Tentamos, tentamos e não conseguimos.

O Flamengo volta a campo no próximo domingo, contra o Corinthians, às 16h (de Brasília), no Pacaembu, pela segunda rodada do Brasileiro.

Confira outros trechos da entrevista coletiva:

Retranca

- Trabalhamos bem a bola. A proposta do Goiás era essa e não é fácil. Voltavam dois jogadores com nossos laterais. Fizemos três ou quatro jogadas boas. São lances que decidem o jogo. Não fomos felizes e a bola não entrou. No final, ainda ficou preocupante, pois deixamos espaços e quase o Goiás fez o gol.

Posse de bola

- Acho que o Flamengo foi muito bem de volume de jogo nos primeiros 30 minutos. Não dá para fazer 45 direto. Caiu um pouquinho. Com a volta para o segundo tempo, o Gabriel entrou e voltamos a ter esse tempo. De novo, por cansaço e por pressa para fazer o gol, abrimos espaço.

Pontos perdidos

- Nesse Brasileiro, qualquer ponto é perdido. Deixamos de fazer dois pontos. E não é porque tínhamos o mandou de campo. No Brasileiro, é importante pontuar sempre.

Desfalques

- Houve trocas por vários motivos. É uma rotina. São jogadores importantes, mas os meninos lutaram e ajudaram. Não é isso que determina o resultado. A gente teve chance e não fez o gol. O time tentou até o fim. Não vou dizer que os jogadores fizeram falta.

Jogos fora do Rio

- Eu acho que a gente não pode ficar lamentando. Se foi colocada essa situação, não tem como ficar chorando. Tem que encarar, enfrentar as dificuldades. Se o Flamengo tivesse aproveitado os 30 minutos bons que fez, ninguém falaria que está jogando fora do Rio.

Garrafa no campo

- Não gosto de violência. Dificilmente, dou um grito. Agredir os outros é coisa que não faz parte do meu dia a dia. Como ex-atleta, futebol é esporte, tem que ganhar jogando bola e respeitar os árbitros. Se ele deu impedimento, é porque achou impedimento. Não adianta ficar jogando garrafa. Isso me entristece. Quando vejo na Libertadores aqueles guardas com escudo no escanteio, vem uma tristeza. Nada a ver com esporte. O torcedor que fez isso tem que ser punido de alguma forma.

Gabriel na vaga de Amaral

- O Amaral estava marcando o João Paulo, camisa 10, habilidoso, e tinha levado um amarelo. Quando fomos para o vestiário, não ia mudar. Mas pensei e o árbitro estava dando muitos cartões, mesmo sem o jogo estar violento. Achei arriscado então voltar com o Amaral. Em um certo ponto deu certo, pois o Márcio Araújo melhorou a saída de bola e não arrisquei a expulsão.

Homem de criação

- O Lucas (Mugni) é um menino e estava muito difícil entrar por dentro. É ruim demais jogar com alguém no cangote. Ele se movimentou, quase fez um gol belo, deu um passe para o Alecsandro que quase deu em gol. E ele não vinha jogando. Coloquei o Mattheus que chuta bem e poderia ter uma chance de fora. Sei que a torcida é imediatista, mas ele (Lucas) vem de fora, está se adaptando e a posição é difícil. O mesmo com o Mattheus. Não pode julgar por esse jogo. Tentaram o melhor.

Goiás

- Nunca faz um time fraco. É bem montado, com jogadores experientes. Vem de perder um campeonato aos 48 do segundo tempo. Jogou fechadinho e saindo rápido no contra-ataque. Não vai achando que o Goiás está fora. Queria ganhar, mas não é essa mosca morta que queriam dizer. Respeito muito a história do clube.

Luciano do Valle

- Quando ele estava começando a fazer aquela seleção de master, ele  me deu a chance de jogar com Rivellino, Edu, Clodoaldo, jogadores que foram campeões do mundo. O Luciano tinha um coração fantástico, adorava o esporte. Foram cinco anos jogando no Master e fiquei muito assustado quando liguei o celular chegando em Brasília e vi essa triste manchete. Não o via havia muito tempo até reencontrá-lo no jogo contra o Atlético-PR. Foi um prazer grande revê-lo. Gostava muito dele. É uma pena para o esporte por tudo que fez pelo vôlei, futebol de praia, basquete, Maguila. Abriu as portas da televisão, que era só voltada para o futebol. Um beijo para ele onde estiver.

Flamengo 0 x 0 Goiás - Melhores Momentos


Jogadores do Flamengo culpam retranca do Goiás por empate no Mané Garrincha

 
culpa da
retranca (Carlos Costa/Agência Estado)O Flamengo não conseguiu superar o bloqueio armado pelo Goiás e ficou no 0 a 0 na estreia das equipes no Campeonato Brasileiro, neste domingo. A falta de gols rubro-negros no Mané Garrincha, na opinião dos atletas, foi causada pela retranca armada pelos goianos, que tiveram uma tarde inspirada de Renan.

- Nosso time é rápido e precisa de campo. Quando as coisas não acontecem como queremos, fica complicado porque temos muitos jogadores de velocidade. E precisamos de campo para encaixar a bola. O Goiás veio para empatar e conseguiu - disse Alecsandro à Rádio Brasil.

A visão do artilheiro é bem parecia com a do volante Luiz Antonio:

- Fomos superiores o tempo de jogo praticamente inteiro. Eles (Goiás) jogaram no contra-ataque, vieram fechados, mas é isso aí.

O Flamengo volta a campo no próximo domingo, contra o Corinthians, às 16h (de Brasília), no Pacaembu, pela segunda rodada do Brasileiro.

Brasileirão 2014: classificação



1ª Rodada
 

Clube PG J V E D GP GC SG A%
Fluminense-RJ 3 1 1 0 0 3 0 3 100,0
São Paulo-SP 3 1 1 0 0 3 0 3 100,0
Cruzeiro-MG 3 1 1 0 0 2 1 1 100,0
Palmeiras-SP 3 1 1 0 0 2 1 1 100,0
Atlético-PR 3 1 1 0 0 1 0 1 100,0
Internacional-RS 3 1 1 0 0 1 0 1 100,0
Santos-SP 1 1 0 1 0 1 1 0 33,3
Sport-PE 1 1 0 1 0 1 1 0 33,3
Atlético-MG 1 1 0 1 0 0 0 0 33,3
10º
Chapecoense-SC 1 1 0 1 0 0 0 0 33,3
11º
Corinthians-SP 1 1 0 1 0 0 0 0 33,3
12º
Coritiba-PR 1 1 0 1 0 0 0 0 33,3
13º
Flamengo-RJ 1 1 0 1 0 0 0 0 33,3
14º
Goiás-GO 1 1 0 1 0 0 0 0 33,3
15º
Bahia-BA 0 1 0 0 1 1 2 -1 0,0
16º
Criciúma-SC 0 1 0 0 1 1 2 -1 0,0
17º
Grêmio-RS 0 1 0 0 1 0 1 -1 0,0
18º
Vitória-BA 0 1 0 0 1 0 1 -1 0,0
19º
Botafogo-RJ 0 1 0 0 1 0 3 -3 0,0
20º
Figueirense-SC 0 1 0 0 1 0 3 -3 0,0
Legenda PG - Pontos Ganhos | JG - Jogos Disputados | VI - Vitórias | EM - Empates
DE - Derrotas | GP - Gols Pró | GC - Gols Contra | SG - Saldo de Gols
%A - Porcentual de Aproveitamento de Pontos

Flamengo 0 x 0 Goiás

                                               Ficha técnica


Estádio: Mané Garrincha, em Brasília (DF)
Data: 20/4/2014 
Hora: 18h30

Renda:1.144.551,00
Público: 19.012




Cartão amarelo: Amaral, Léo moura, Lucas Mugni, Wallace(Fla) Araújo, Thiago Mendes, Tiago Real (Goi)


FLAMENGO: Felipe, Léo Moura, Chicão, Wallace e Everton; Amaral(Gabriel), Márcio Araújo, Luiz Antonio e Lucas Mugni( Mattheus); Paulinho e Alecsandro. 
Técnico: Jayme de Almeida.

Goiás: Renan, Vítor, Jackson, Paulo Henrique, e Lima; Amaral, David, Thiago Mendes e João Paulo(Ramon), Araújo(Welinton Junior)e Rychely(Tiago Real).
Técnico: Ricardo Drubscky.

Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Auxiliares: Danilo Ricardo Simon Manis (SP) e Carlos Augusto Nogueira Junior (SP)

Transmissão:
Premiere, Premiere HD e PFCI (com Jader Rocha e Lédio Carmona)